EBD = Lição 05 – A OBRA SALVÍFICA DE JESUS CRISTO

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LIÇÃO 05

 

 

A OBRA SALVÍFICA

DE JESUS CRISTO

 

 

29 de outubro de 2017

Professor Alberto

 

 

TEXTO ÁUREO

 “E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.” (Jo 19.30)

 

 

 

VERDADE PRÁTICA

A obra salvífica de Cristo nos deu o privilégio de achegarmo-nos a Deus sem culpa e chamá-lo de “Pai”.

 

 

COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO

“E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.” (Jo 19.30)

O contexto do nosso texto áureo está no capítulo 19 do Evangelho Segundo Escreveu São João, entre os versículos 17 ao 37 a respeito da crucificação.

Num interessante e edificante artigo escrito pelo Rev. Dr. Rudi Zimmer, diretor executivo da Sociedade Bíblica do Brasil, SBB, sobre João 19.30 ele declara: “”TETÉLESTAI” está traduzido assim, nas duas versões de Almeida (ARA e ARC): “E quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito”. E na versão NTLH, assim: “Quando ele tomou o vinho, disse: – Tudo está completado! Então baixou a cabeça e morreu.”

A mensagem central do Evangelho de João que resume tudo é:“Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3.16, ARA)

Onde está o ápice? O apogeu? A paixão? Está na expressão “que deu o seu único Filho”/”que deu o seu Filho unigênito”. Deus entregou como sacrifício o seu próprio Filho, nisso consiste o seu amor, a sua paixão.

E à medida que o dia do sacrifício de Jesus se aproximava, Ele deixa claro aos seus discípulos que, naquele momento culminante do derramamento do amor de Deus no mundo, ele ficaria sozinho: “Pois chegou a hora de vocês todos serem espalhados, cada um para a sua casa; e assim vão me deixar sozinho. Mas eu não estou só, pois o Pai está comigo” (Jo16.32).

E, no capitulo17.1, do Evangelho de João, Jesus começa a sua oração assim: “Pai, chegou a hora…”. Portanto, a partir deste momento sucedem-se os eventos que o levam à cruz, onde, finalmente, exclama: “TETÉLESTAI!”“Acabou!” “Está consumado!” ou: “Tudo está completado!”…

Terminadas as trevas, João narra o seguinte: “Depois, vendo Jesus que tudo já estava consumado, para se cumprir a Escritura (Sl 22.15; cf. Sl 69.21), disse:”Tenho sede!” (Jo 19.28). Esta é a quinta palavra. Depois de todas essas horas e depois da perda de sangue causada pelos açoites, Jesus é torturado pela sede. E para saciá-la recebe um vinho comum, com gosto de vinagre.

Mas o alvo para o qual Jesus havia vindo ao mundo havia sido alcançado. Assim, ele pronuncia a “palavra” que é o nosso foco aqui, a sexta palavra: “TETÉLESTAI!” “Está consumado!” “Tudo está terminado!” “Acabou!”

Em seguida, como relata o evangelista Lucas, “Jesus clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!” (Lc 23.46)

Nas mãos deste Pai, de quem antes se sentia abandonado, Jesus, agora, entrega o seu espírito e morre, e esta é a sua sétima e última “palavra”.

Portanto, “TETÉLESTAI” – “Está consumado!” declara algo muito grandioso! O momento deste grito encerrava algo para o que toda a humanidade caminhava, desde o dia em que caiu em pecado. E, finalmente, os eventos do Calvário mostram que a declaração “TETÉLESTAI!” fechava o que Jesus veio realizar. Assim é, pois, fundamental que nós compreendamos o que havia sido alcançado e que levou Jesus a exclamar: “TETÉLESTAI!”…

“TETÉLESTAI!” EIS A CONSUMAÇÃO DO AMOR DE DEUS!!!! “Jesus, a paixão maior!” E que paixão! “Tetélestai!” Em seu amor apaixonado por nós:

  1. Ele venceu o pecado, com o seu sacrifício;

  2. Venceu a morte, que é a consequência do pecado;

  3. Venceu Satanás e o inferno, que estavam e estão por trás do pecado e da morte.

E, agora, se é isto que você e eu cremos, então:

  1. Estamos livres de toda e qualquer escravidão;

  2. Buscaremos servir a Jesus diariamente com paixão”.

(Este texto é uma síntese, um resumo da palestra proferida pelo Dr. Zimmer no 43º. Congresso Nacional da JEIB, em janeiro de 2013).

 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

João 19.23-30

23 Tendo, pois, os soldados crucificado a Jesus, tomaram as suas vestes, e fizeram quatro partes, para cada soldado uma parte; e também a túnica. A túnica, porém, tecida toda de alto a baixo, não tinha costura.

24 Disseram, pois, uns aos outros: Não a rasguemos, mas lancemos sortes sobre ela, para ver de quem será. Para que se cumprisse a Escritura que diz: Repartiram entre si as minhas vestes, E sobre a minha vestidura lançaram sortes. Os soldados, pois, fizeram estas coisas.

25 E junto à cruz de Jesus estava sua mãe, e a irmã de sua mãe, Maria mulher de Clopas, e Maria Madalena.

26 Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho.

27 Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.

28 Depois, sabendo Jesus que já todas as coisas estavam terminadas, para que a Escritura se cumprisse, disse: Tenho sede.

29 Estava, pois, ali um vaso cheio de vinagre. E encheram de vinagre uma esponja, e, pondo-a num hissope, lha chegaram à boca.

30 E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.

 

OBJETIVO GERAL

Explicar que a obra salvífica de Cristo nos deu o privilégio de achegarmo-nos a Deus sem culpa e chamá-lo de Pai.

 

 

 

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Prezado (a) professor (a), o sacrifício de Jesus Cristo nos concedeu muitas dádivas, mas a maior delas é o privilégio de podermos nos achegar a Deus diretamente, sem um intermediário, o sacerdote, e sem a necessidade de que um animal inocente seja morto. Cristo é o cordeiro de Deus que veio ao mundo para morrer em nosso lugar e tirar o pecado do mundo (Jo 1.29).

No Antigo Testamento, milhares de animais foram sacrificados afim de apagar os pecados dos homens, mas nenhum deles teve efeito permanente.

Porém, o sacrifício do Cordeiro de Deus foi perfeito e único para o perdão dos nossos pecados.

Ele foi completo e pode alcançar todos os que creem.

O sacrifício do Cordeiro de Deus estabeleceu uma nova aliança com a humanidade caída. Uma aliança baseada não mais em ritos sacrificais, mas na sua graça, amor e misericórdia.

Estamos livres do poder do pecado mediante o sacrifício de Cristo, então vivamos em comunhão com o Pai de modo que seu nome seja glorificado.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

A obra salvífica de Cristo custou um alto preço ao nosso Senhor – seu próprio sangue derramado na cruz.

Sua obra nos garante a salvação porque foi uma oferta completa, perfeita e definitiva.

Por causa dessa entrega de amor, temos a garantia da vida eterna e, antecipadamente, podemos desfrutar, neste mundo, dos benefícios dessa salvação.

PONTO CENTRAL

A obra salvífica de Jesus Cristo foi única e perfeita.

 

 

  1. O SACRIFÍCIO DE JESUS

 

  1. O sacrifício completo.

 

Cristo é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29), pois nenhum outro sacrifício, tanto o de animais no Antigo Testamento quanto o de seres humanos na história das nações pagãs, com vistas a alcançar a salvação do homem, teve o êxito de apagar os pecados do passado, do presente e do futuro (Hb 10.1).

Somente o sacrifício de Cristo foi completo nesse sentido (Hb 9.26; 10.10), a ponto de anular uma aliança antiga para inaugurar um novo tempo de relacionamento com Deus, estabelecendo uma aliança nova, superior e perfeita (Hb 8.6,7,13).

Assim, o sistema de sacrifícios de animais e o arcabouço da Lei serviram como um guia para nos conduzir a Cristo (Gl 3.24).

 

 

  1. O sacrifício meritório.

 

Na sociedade judaica do AT, desenvolveu-se uma ideia de mérito por intermédio do sistema de sacrifícios de animais.

Bastava apresentar uma vítima inocente no Templo e a pessoa satisfazia a sua própria consciência.

Entretanto, esse sistema mostrou-se antiquado e ineficiente (Hb 8.13).

Com o advento da nova aliança, mediante o sacrifício vicário de Jesus Cristo, não há mais mérito pessoal, pois o mérito salvífico pertence única e exclusivamente a Cristo (Gl 2.21).

Só Cristo é capaz de cobrir todo e qualquer pecado. Só Cristo é capaz de restabelecer a comunhão do pecador com Deus.

Logo, o único mérito aceito por Deus nesta nova aliança é o sacrifício vicário realizado definitivamente por Cristo Jesus (Hb 10.11,12).

 

 

  1. O sacrifício remidor.

 

O pecado contradiz a bondade e a autoridade de Deus.

Ele se impõe como dúvida sobre tudo quanto tem a ver com o Criador. Além de ser horrendo, o pecado faz separação entre o homem e Deus (Is 59.2).

Como o pecado deteriora o ser humano, degenerando seu caráter, deformando nele a imagem divina, o sacrifício de Cristo aparece nas Escrituras como redenção para trazer de volta a integridade humana e restabelecer o caráter dele (2 Co 7.9,10; 2 Pé 3.9).

Assim, Deus estava em Cristo reconciliando o mundo consigo mesmo (2 Co 5.19), já que a humanidade foi criada para viver em comunhão com o Pai, em pleno relacionamento de dependência com o Criador (At 17.28).

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

O sacrifício de Jesus foi completo, meritório e remidor.

 

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO

 

A Obra Salvífica de Cristo

O estudo da obra salvífica de Cristo deve começar pelo Antigo Testamento, onde descobrimos, nas ações e palavras divinas, a natureza redentora de Deus.

Descobrimos tipos e predições específicos daquEle que estava para vir e do que Ele estava para fazer.

Parte de nossas descobertas provém da terminologia empregada no Antigo Testamento para descrever a salvação, tanto a natural quanto a espiritual.

Qualquer um que tenha estudado o Antigo Testamento hebraico sabe quão rico é o seu vocabulário.

Os escritores sagrados empregam várias palavras que fazem referência ao conceito geral de ‘livramento’ ou “salvação’, seja no sentido natural, jurídico ou espiritual.

O enfoque recai em dois verbos: natsal e yasha. O primeiro ocorre 212 vezes, mas Deus revelou a Moisés ter descido para ‘livrar’ Israel das mãos dos egípcios (ÊX 3.8).

Senaqueribe escreveu ao rei de Jerusalém: ‘O Deus de Ezequias não livrará o seu povo das minhas mãos’ (2 Cr 32.17).

Frequentemente, o salmista implorava o salvamento divino (SI 22.21; 35.17; 69.14).

O emprego do verbo indica haver em vista uma ‘salvação’ física, pessoal ou nacional”

(HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, pp. 335,336).

 

 

  1. A NOSSA RECONCILIAÇÃO COM DEUS PAI

 

 

  1. O fim da inimizade.

 

A reconciliação com o Pai só foi possível porque o Filho nos resgatou, nos redimiu e libertou-nos do poder do pecado, promovendo assim, a nossa união com Deus (2 Co 5.18,19).

Essa reconciliação foi necessária porque o nosso relacionamento com o Altíssimo estava rompido, visto que o homem pecador não pode ter comunhão com o Deus santo (Is 6.5).

Por isso, para se voltar a Deus é necessária uma sincera conversão, por intermédio do Espírito Santo (Jo 16.8-11), para então, ocorrer a regeneração e a justificação do pecador pela fé em Cristo (Rm 5.1,2).

Logo, todo esse processo de salvação para derrubar a inimizade que havia entre nós e Deus se deu por intermédio do sacrifício de Cristo que pôs fim a essa separação (Ef 2.13-16); eliminando, portanto, a causa da inimizade e abrindo-nos um novo e vivo caminho em direção ao Pai (Hb 10.20).

 

 

  1. A eliminação da causa da inimizade.

 

O pecado é a causa da inimizade entre Deus e a humanidade (Is 59.1-3).

Para que essa condição de culpado fosse eliminada da vida do ser humano, uma oferta de perdão paga por Cristo, no Calvário, foi necessária.

Esse processo se materializa quando há conversão em nós e, então, passamos a ser novas criaturas livres do poder do pecado (2 Co 5.17; Rm 6.7-11).

Embora seja verdade que não estamos livres de pecar (1Jo 1.8-10), pois ainda não fomos plenamente transformados (1Co 13.12; 1Ts 4.16,17), em Cristo, Deus nos vê como pessoas santas, reconciliadas e amigas dEle (Tg 2.23; Jo 15.15).

Por isso, podemos lutar com ousadia contra a natureza humana pecaminosa que há em nós (Rm 6.12-14; Gl 5.16-26).

 

 

  1. A vivificação.

 

Uma vez reconciliados com Deus, fomos vivificados por Ele quando estávamos mortos em ofensas e pecados (Ef 2.1,5; Rm 5.17), um estado espiritual de quem se encontra longe de Deus.

Assim, o Espírito Santo operou em nós, produzindo vida espiritual como fonte transbordante:

–  injetando em nós sede pela presença de Deus (5142.1,2; 63.1; 143.6),  

– fazendo-nos uma fonte de água viva (Jo 4.10; 7.38),

– nos enviando para produzir muitos frutos no Reino de Deus (Jo 15.5; 20.21,22) e

– capacitando-nos para que todos conheçam a salvação em Cristo Jesus (Mt 5.20; Lc 4.19; At 5.42; 20.27; 1Co 9.16).

Assim, a maior consequência da vivificação espiritual é a disposição de pregar o Evangelho (Mt 4.19,20 cf. At 2.1-13,37-47).

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

A nossa reconciliação com o Pai é resultado direto do sacrifício de Jesus Cristo.

 

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

A Reconciliação com Deus Mediante o Sacrifício de Jesus Cristo

 

Diferente de outros termos bíblicos e teológicos, ‘reconciliação’ aparece em nosso vocabulário comum.

É um termo tirado do âmbito social. Todo relacionamento interrompido clama por reconciliação.

O Novo Testamento ensina com clareza que a obra salvífica de Cristo é um trabalho de reconciliação.

Pela sua morte. Ele removeu todas as barreiras entre Deus e nós. O grupo de palavras empregado no Novo Testamento (gr. allassõ) ocorre raramente na Septuaginta e é incomum no Novo Testamento, até mesmo no sentido religioso.

O verbo básico significa ‘mudar’, ‘fazer uma coisa cessar e outra tomar o seu lugar’.

O Novo Testamento emprega-o seis vezes, sem referência à doutrina da reconciliação (por exemplo, At 6.14).

Somente Paulo dá conotação religiosa a esse grupo de palavras.

O verbo katallassõ e o substantivo katallagê transmitem com exatidão a ideia de ‘trocar’ ou ‘reconciliar’, da maneira como se conciliam os livros contábeis.

No Novo Testamento, o assunto em pauta é primariamente o relacionamento entre Deus e a humanidade.

A obra reconciliadora de Cristo restaura-nos ao favor de Deus porque ‘foi tirada a diferença entre os livros contábeis.

(HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p. 355).

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III. A REDENÇÃO ETERNA

 

 

  1. O estado perdido do pecador.

 

O pecado normalmente é concebido como falha moral e ética, no sentido de errar o alvo proposto por Deus, mas o seu conceito vai muito além disso.

As Escrituras revelam que o pecado é um estado de alienação (separação) diante de Deus e que as pessoas, ao não con­fessarem a Cristo como seu Senhor, são escravas do pecado (Rm 5.12; Jo 8.34).

Essas pessoas estão presas e impossi­bilitadas de, por si mesmas, livrarem-se dele.

Elas “alimentam” constantemente a perversão da imagem divina no Éden, procurando ídolos e desejos prejudiciais para si mesmas e os outros (Rm 1.22-25).

 

 

  1. A redenção do pecador.

 

A redenção é o ato de remir, isto é, libertar, reabilitar, reparar e salvar algo ou alguém.

Por meio de um valor pago em dinheiro adquire-se algo de novo; esse é o ato de resgatar, de tirar do poder alheio, de libertar do cativeiro.

Na Bíblia, a redenção é a libertação de um escravo do jugo ou o livramento do mal mediante um resgate (Mt 20.28).

O preço do resgate do ser humano foi altíssimo, pois custou a vida do Filho de Deus.

Não haveria nada que pagasse o preço da desobediência de quem foi criado à imagem e semelhança de Deus, o ser humano.

Só o Pai, median­te seu amor gracioso, poderia prover a remissão do pecador por intermédio de seu único Filho (Gl 3.13; 1Tm 2.5,6).

 

 

  1. Uma redenção plena.

 

A condição de redimido não traz benefícios somente para o tempo presente, mas garantia de vida eterna, de morar para sempre com Cristo no paraíso celestial (Ap 19.9; Lc 23.43).

Portanto, a redenção eterna promovida por meio do sacrifí­cio de Cristo extrapola as dimensões terrenas, temporais e espaciais da vida humana (1Co 15.19).

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

A redenção eterna nos é oferecida por intermédio de Jesus Cristo.

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

A Redenção

No Novo Testamento, Jesus é tanto o ‘Resgatador’ quanto o ‘resgate’; os pecadores perdidos são os ‘resgatados’.

Ele declara que veio ‘para dar a sua vida em resgate [gr. lutron] de muitos’ (Mt 20.28; Mc 10.45).

Era um ‘livramento [gr. apolurõsis] efetivado mediante a morte de Cristo, que libertou da ira retributiva de Deus e da penalidade merecida do pecado’.

Paulo liga nossa justificação e o perdão dos pecados à redenção que há em Cristo (Rm 3.24; Cl 1.14).

Diz que Cristo ‘para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção’ (1Co 1.30).

Diz, também que Cristo ‘se deu a si mesmo com preço de redenção [gr. antilutron] por todos’ (1Tm 2.6).

O Novo Testamento demonstra claramente que Ele proporcionou a redenção mediante o seu sangue, pois era impossível que o sangue dos touros e dos bodes tirasse os pecados (Hb 10.4).

Cristo nos comprou de volta para Deus, e o preço foi o seu sangue (Ap 5,9)”

(HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p. 357).

SUBSÍDIO APOLOGÉTICO

 

A QUEM FOI PAGA A NOSSA REDENÇÃO?

            A quem Cristo pagou o resgate?

            Se a doutrina ortodoxa da Trindade for negada (não há distinção entre as Pessoas da Deidade), Cristo teria pago o resgate para quem? A Bíblia responde a Deus Pai: “andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave” (Ef 5.2), “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).

            “O unicismo subverte o conceito bíblico da morte penal e vicária de Cristo como satisfação da justiça de Deus e, em última análise, anula a obra da cruz” (Teologia Sistemática. CPAD, 1ª. Edição, 1996, p. 280).

 

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

O alto preço do resgate pago por Cristo (Mc 10.45) em nosso favor leva-nos a glorificar a Deus em todas as dimensões da vida.

Logo, por meio da evangelização, desejamos fazer com que milhares de pessoas tenham o privilégio de receber essa tão grande salvação.

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