EBD – Lição 03 – A Salvação e o Advento do Salvador

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EBD03Out01

LIÇÃO 03

 

 

A SALVAÇÃO E O ADVENTO

DO  SALVADOR

 

 

15 de outubro de 2017

Professor Alberto

 

 

 

TEXTO ÁUREO

 

 

 “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14)

 

VERDADE PRÁTICA

 

 

 

O nascimento de Jesus Cristo se deu dentro do plano divino para salvar a humanidade.

COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO

 

 

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade.” (Jo 1.14)

O texto áureo dessa nossa lição 03 é uma declaração contra a doutrina gnóstica. Os gnósticos ensinavam que o corpo é a residência do princípio do mal, e também diziam que aquilo que fazemos com os nossos corpos, pouco diferença faz para as nossas almas, e que é por ocasião da morte que o espírito fica liberto desse princípio do mal. Contradizendo esse ensino herético, o apóstolo João apresenta no início do Evangelho, que a encarnação foi real, o Senhor Jesus, foi um homem autêntico, sofreu as tristezas humanas e teve uma morte vergonhosa.

O texto áureo (Jo 1.14) contém a ideia central do Evangelho, “E o verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”, corroborando com essa maravilhosa e misteriosa doutrina o apóstolo Paulo escrevendo aos Romanos declara: “Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne” (Rm 8.3).

 

“E o verbo se fez carne…” – Por que Deus se tornaria um homem? “Vou usar a ilustração da formiga. Imagine que você está vendo um lavrador arar a terra. E você repara que logo o lavrador vai arar e destruir um ninho de formigas. Como você gosta muito de formigas, você corre até o ninho para alertá-las. Primeiro você grita para elas sobre o perigo iminente, mas elas continuam a trabalhar. Você então apela à linguagem de sinais e a todos os recursos que consegue imaginar, mas nada funciona. Por que? Porque você não está se comunicando com elas. E qual é a melhor maneira para se comunicar com elas? Só se tornando uma formiga você se comunicará com elas de um modo que elas entendam.

Se Deus quisesse se comunicar conosco, qual seria a melhor maneira de fazê-lo? Percebemos que, a fim de Se comunicar conosco, Ele conseguiria fazê-lo melhor ao se tornar um homem e, dessa forma, nos alcançar diretamente.

Agora podemos começar a responder à pergunta básica: Se Deus se tornasse homem, a quem ou a que Ele seria semelhante? Ele possuiria os atributos de Deus, entraria neste mundo de forma incomum, realizaria ações sobrenaturais, não teria pecados, provocaria uma impressão duradoura e universal, e muitas outras coisas. Creio que Deus veio à terra na pessoa de Jesus Cristo, e em Jesus vemos a manifestação dos atributos de Deus e das características que acompanham um Deus-homem”. (EVIDÊNCIA QUE EXIGE UM VEREDITO, Josh McDowell, Editora Candeia, 1989, pg.141).

Considerações sobre a encarnação do Verbo:

1.- Ele participou de nossa natureza para destruir as forças do mal (quando da sua morte) Hebreus 2.14;

2.- Ele assumiu nossa natureza para que, por nossa vez, pudéssemos assumir a sua natureza – Filipenses 2.7 e Colossenses 2.9-10;

3.- Ele participou de nossa miséria, para que pudéssemos participar de sua plenitude –  Efésios 1.23; 3.19;

4.- Ele andou em nossas trevas, para que pudéssemos participar de sua luz – João 1.9 e Colossenses 1.13;

5.- Ele é o caminho (Jo 14.6), mas também é o Pioneiro, o primeiro a andar por esse caminho – Hebreus 5.9;

6.- Ele experimentou nossas fraquezas, para que pudéssemos participar de sua vida eterna – Romanos 8.3 e Hebreus 2.9.

No importante documento intitulado Tomo de Leão (440-461) parte III diz: “Assim, intactas e reunidas em uma pessoa as propriedades de ambas as naturezas, a majestade assumiu a humildade, a força assumiu a fraqueza, a eternidade assumiu a mortalidade e, para pagar a dívida de nossa condição, a natureza inviolável uniu-se a natureza que pode sofrer. Desta maneira, o único e idêntico Mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo, pôde, como convinha à nossa cura , por um lado, morrer e, por outro, não morrer…”  e  na parte IV diz: “Neste mundo fraco entrou o Filho de Deus. Desceu do se trono celestial, sem deixar a glória do Pai, e nasceu segundo uma nova ordem, mediante um novo modo de nascimento. Segundo uma nova ordem, visto que invisível em sua própria natureza, se fez visível na nossa e, ele que é  incompreensível, se tornou compreendido; sendo anterior aos tempos, começou a existir no tempo; Senhor do universo, revestiu-se de forma de servo, ocultando a imensidade de sua Excelência;  Deus impassível, não se horrorizou de vir a ser carne passível; imortal, não recusou às leis da morte. Segundo um novo modo de nascimento, visto que a virgindade, desconhecendo qualquer concupiscência, concedeu-lhe a matéria de sua carne. O Senhor tomou, da mãe, a natureza, não a culpa. Jesus Cristo nasceu do ventre de uma virgem, mediante um nascimento  maravilhoso. O fato de o corpo do Senhor nascer portentosamente não impediu a perfeita  identidade de sua carne com a nossa, pois ele que é verdadeiro Deus é também verdadeiro homem. Nesta união não há mentira nem engano. Corresponde-se numa unidade mútua a humildade do homem e a excelsitude de Deus. Por ser misericordioso, Deus [ divindade]  não se altera; por ser dignificado, o homem [ humanidade]  não é absorvido. Cada natureza [ a de Deus e a de servo]  realiza suas próprias funções em comunhão com a outra. O Verbo faz o que é próprio do verbo; a carne faz o que é próprio à carne;  um fulgura com milagres; o outro submete-se às injúrias. Assim como o Verbo não deixa de morar na glória do Pai, assim a carne não deixa de pertencer ao gênero humano… Portanto, não cabe a ambas as naturezas dizerem: “O Pai é maior do que eu” ou  “Eu e Pai somos um”. Pois, ainda que em Cristo Nosso Senhor haja só uma pessoa. Deus-homem, o princípio que comunica a ambas as naturezas as ofensas é distinto do princípio que lhes torna comum a glória…”.

 

“…e habitou entre nós…” – a ideia da palavra grega “habitar”, tem a conotação de “tenda” , “tabernáculo”. É bem provável que o apóstolo João tenha feito uma alusão ao tabernáculo, armado no deserto, onde o Senhor viera habitar no meio do seu povo (Ex 25.8-9; 40.34). O tabernáculo era tanto o lugar de habitação de Deus como o lugar de encontro entre Deus e os homens. O tabernáculo sugere um lugar transitório, temporário, “Ele habitou entre nós”.

“…e vimos a sua glória,…” – uma alusão às manifestações de Deus no Antigo Testamento, onde Deus se manifestou de muitas maneiras que pudessem ser percebidas e compreendidas pelos homens (teofania), como exemplo temos a transfiguração do Senhor Jesus, os milagres operados por Ele, na sua vida e no seu caráter perfeito.

“…como a glória do Unigênito do Pai,…” – a palavra “Unigênito” vem de duas palavras gregas monos, que significa único, e geneá, que quer dizer gerado. Geneá vem de gene que é a unidade hereditária ou genética, situada no cromossomo, e que determina as características do indivíduo. Portanto o Senhor Jesus é o único filho de Deus por espécie, ou seja, Jesus é Deus de Deus, o único que participar desde toda a eternidade da natureza divina.

“…cheio de graça e de verdade” – Jesus possui essa combinação de virtudes bastante presentes nas páginas do Velho Testamento, nessa simples afirmação está resumido o caráter da revelação divina. Jesus é o único cheio de graça e de verdade, os adeptos do catolicismo romano equivocadamente declaram que Maria é cheia de graça, mas a Bíblia nos ensina que ela é agraciada ou seja achou graça diante de Deus, pois o único cheio de graça e de verdade é o Senhor Jesus, o Verbo de Deus. Aleluia.

 

 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

João 1.1-14

1 NO princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

2 Ele estava no princípio com Deus.

3 Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.

4 Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.

5 E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.

6 Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João.

7 Este veio para testemunho, para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele.

8 Não era ele a luz, mas para que testificasse da luz.

9 Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo.

10 Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu.

11 Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.

12 Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome;

13 Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.

14 E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

 

 

OBJETIVO GERAL

 

 

Mostrar que o nascimento de Jesus Cristo se deu dentro do plano divino para salvar a humanidade.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

 

  1. II- Apresentar como se deu o anúncio do nascimento do Salvador;

  2. II- Explicar a respeito da concepção do Salvador;

  3. III- Mostrar que “o Verbo se fez carne e habitou entre nós”.

 

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Prezado (a) professor (a), na lição de hoje estudaremos a respeito do nascimento de Jesus, o Filho Unigênito de Deus que veio ao mundo por amor e com a infalível missão de salvar a humanidade pecadora.

O ministério terreno de Jesus teve início com o seu nascimento na cidade de Belém, cumprindo as profecias do Antigo Testamento.

Depois de retornarem do Egito seus pais se estabeleceram na cidade de Nazaré, na Galileia, onde Jesus cresceu.

Jesus se fez homem, deixou parte da sua glória, se humilhou e se fez maldição por nós para que pudéssemos ter comunhão com o Pai e ter então direito legal à vida eterna.

Como homem perfeito, Jesus é o nosso exemplo em todas as esferas da vida, por isso, precisamos olhar para Ele e seguir sempre os seus passos.

Olhe firmemente para o Salvador e não permita que as dificuldades e tribulações da vida embacem os seus olhos e o leve a perder o alvo da vida cristã: Jesus, o Salvador.

 

 

 

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Deus não abandonou o ser humano no pecado.

Por isso, o nascimento de Jesus marca o início de uma nova era para a humanidade, em que a promessa de perdão e de salvação, por intermédio de sua encarnação, posterior crucificação e morte, foi efetuada por Ele na cruz a fim de nos redimir.

 

PONTO CENTRAL

 

 

Jesus Cristo veio ao mundo na plenitude dos tempos para salvar a humanidade.

 

 

 

  1. O ANUNCIO DO NASCIMENTO DO SALVADOR

 

 

  1. No Antigo Testamento (Lc 24.27).

 

O Antigo Testamento dá abundantes predições sobre a vinda do Messias ao mundo:

– na queda dos nossos primeiros pais, a vinda do Salvador foi apontada (Gn 3.15);

– no sangue de animais no umbral das portas na noite da Páscoa (Êx 12.1-13);

– no êxodo do povo judeu do Egito (Êx 12.37-51; 13.17-22);

– nos 26 salmos messiânicos (SI 2.7; 16.10; 22.1ss; 35.19; 72.1ss; 118.22 e outros);

– na volta do exílio babilônico; e nos profetas, especialmente o livro de Isaías, denominado o livro messiânico do Antigo Testamento (Is 9; 11; 50).

 

 

 

  1. Anunciado pelos anjos.

 

O anjo Gabriel apareceu a Maria e lhe deu instruções de como ela conceberia milagrosamente o menino Jesus (Lc 1.30-38).

Quando os anjos anunciaram o nascimento do Salvador aos pastores, estes foram tomados de grande alegria e glória do Senhor (Lc 2.9), pois ao ouvirem palavras tão alentadoras e o coral de anjos cantando foram imediatamente à procura do Salvador (Lc 2.13-18).

 

 

 

  1. Desfrutado pela humanidade.

 

A visita dos pastores e dos sábios simboliza toda a raça humana à procura de Deus.

Essa visita não se deu num belo palácio ornado de ouro, mas numa simples manjedoura cheia de animais e palha; um lugar inóspito para o grande Rei e Salvador.

Mas foi ali que Deus mostrou-se em toda sua singeleza e simplicidade, quando foi ao encontro do homem pecador uma vez perdido e entregue ao opróbrio do pecado (Jo 1.9).

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

 

O anúncio do nascimento do Salvador se deu no Antigo e no Novo Testamento.

 

 

 

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

 

No Evangelho de João temos um retrato inigualável de nosso Senhor.

Ele é tão preciso quanto os retratos dos outros Evangelhos, apesar de suas diferenças em estrutura e propósito.

E ele nos lembra que, em Jesus Cristo, Deus não só revelou aos judeus como seu Messias, aos romanos como seu Homem de Ação ideal, e aos gregos como verdadeiro modelo de humanidade.

Em Jesus Cristo, Deus se revelou em seu Filho, como absolutamente a única resposta para as necessidades mais profundas e universais de uma humanidade perdida.

‘No princípio, era o Verbo’ (Jo 1.1). É provável que João, conscientemente, tenha duplicado as palavras de Gênesis 1.1, ‘No princípio… Deus’.

O ‘princípio’, em cada caso, nos transporta para o passado além da Criação, em uma eternidade que só era habitada por Deus, o agente ativo em todas as coisas que existia como Deus e com Deus.

Isto é enfatizado no texto pelo uso do termo em, ‘era’ e ‘estava’.

João usa este termo três vezes neste versículo, o tempo imperfeito do verbo eimi, em vez de uma forma do verbo egeneto, Eimi e em simplesmente descrevem a existência contínua; ageneto significa ‘tornar-se’. No princípio o Verbo, como Deus, já desfrutava de existência infinita, sem início e sem fim.

A tradução de Knox exibe o sentido deste verbo, quando ele traduz a frase seguinte: Deus tinha o Verbo morando consigo'”

(RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Culturaldo Novo Testamento. 7.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, pp. 193,195).

 

 

 

  1. A CONCEPÇÃO DO SALVADOR

 

 

  1. Um plano concebido desde a fundação do mundo.

 

Jesus Cristo é o Cordeiro de Deus que foi morto desde a fundação do mundo (Ap 13.8), pois antes de o homem pecar, o Pai, em sua presciência, já havia provido um salvador.

Isso significa que, quando o ser humano pecou. Deus não foi pego de surpresa.

Entretanto, em seu eterno amor pela humanidade, o Altíssimo havia planejado o resgate dos pecadores mediante o advento da pessoa de seu Filho, Jesus Cristo (Ap 13-8).

 

 

 

  1. O nascimento do Salvador.

 

O nascimento do Salvador é um evento emblemático e simbólico acerca do propósito que Ele veio realizar: salvar o mundo (Jo 3.16).

Para isso o Filho nasceu longe de casa, peregrinou para Belém sem acomodações adequadas, num ambiente inóspito e extremamente humilde (Lc 2.1-7).

Isso foi a demonstração da humildade divina, pois o Filho se esvaziou de sua glória para habitar de maneira humilde entre os homens (Fp 2.7).

Que belo gesto de doação de si mesmo, pois não poderia haver maior entrega para mostrar esta verdade: Deus é amor (1 Jo 4.8)!

 

 

 

  1. Um roteiro divino de vida.

 

Desde a fundação do mundo, Jesus foi o Salvador e, a partir de seu nascimento, essa realidade foi confirmada (Lc 2.10,11):

– Ele foi concebido por uma virgem, o que atesta o fato milagroso de ser o Filho de Deus incriado e gerado como homem pelo Espírito Santo (Lc 1.35);

– Jesus nasceu num contexto de pobreza, o que mostra sua humilhação e serviço aos desafortunados (Lc 4.18-21); o Filho de Maria cresceu numa família, o que mostra a importância que Deus dá à célula mater da sociedade (Lc 2.40).

Assim, o ministério terreno de Jesus seria abrangente (Lc 2.49), mostrando que o Reino de Deus já havia chegado à Terra (Lc 10.9,11).

 

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

A concepção do Salvador foi um plano concebido desde a fundação do mundo.

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SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

 

O Nascimento Virginal

Provavelmente, nenhuma doutrina cristã é submetida a tão extenso escrutínio quanto a do nascimento virginal, e isto por duas razões principais.

Primeiro, esta doutrina depende, para a sua própria existência, da realidade do sobrenatural.

Muitos estudiosos, nestes últimos dois séculos, têm desenvolvido um preconceito contra o sobrenatural; e esse preconceito tem influenciado seu modo de analisar o nascimento de Jesus.

A segunda razão para a crítica do nascimento virginal é que a história do desenvolvimento de sua doutrina nos leva para muito além dos simples dados que a Bíblia fornece.

A própria expressão ‘nascimento virginal’ reflete essa questão, O nascimento virginal significa que Jesus foi concebido quando Maria era virgem, e que ela ainda era virgem quando Ele nasceu (e não que as partes do corpo de Maria tenham sido preservadas, de modo sobrenatural, no decurso de um nascimento humano).

Um dos aspectos mais discutidos do nascimento virginal é a origem do próprio conceito.

Alguns estudiosos têm procurado explicá-la por meio de paralelos helenísticos.

Os enlaces que os deuses e deusas mantinham com seres humanos, na liturgia grega da antiguidade, são alegadamente os antecedentes da ideia bíblica. Mas essa teoria certamente desconsidera a aplicação de (Isaías 7, em Mateus 1.

Isaías 7, com sua promessa de um filho que nascerá, é o pano de fundo do conceito do nascimento virginal.

Muitas controvérsias têm girado ao redor do termo hebraico “almah, conforme usado em Isaías 7,14.

A palavra é usualmente traduzida por ‘virgem’, embora algumas versões traduzam por ‘jovem’.

No Antigo Testamento, sempre que o contexto oferece nítida indicação, a palavra significa uma virgem com idade para casamento”

 (HÕRTON, Stanley M. Teologia Sistemática. 1.ed. Rio de Janeiro; CPAD, 1996, p. 322).

 

 

 

III. O VERBO SE FEZ CARNE E HABITOU ENTRE NÓS

 

 

  1. A encarnação do “Verbo”.

 

A Bíblia afirma, reiteradas vezes, que o Filho de Deus se tornou “carne” (1Tm 3.16; 1 Jo 4.2; 2 Jo v.7; 1 Pe 3.18; 4.1), ou seja, uma pessoa inteira, de carne e osso, em pleno uso de suas funções psíquicas.

Sobre isso, o apóstolo Paulo escreveu que Jesus realizou a reconciliação “no corpo da sua carne” (Cl 1.21,22), isto é, quando se fez “carne” e habitou entre os homens, assumiu a humanidade juntamente com as fragilidades próprias dela.

Por esse motivo, as Escrituras revelam que o nosso Senhor chorou em público (Jo 11.35), admitiu perdas e sentiu saudades (Jo 11.36), experimentou dor (Mt 27.50), sentiu tristeza de morte (Mt 26.38), sentiu-se cansado (Jo 4.6), teve sede (Jo 19.28), teve dificuldades familiares (Jo 7.3-5), foi tido como louco (Mc 3.21), mostrou que a privacidade e a oração são períodos essenciais para a sobrevivência espiritual (Mc 1.35; 6.30-32,45,46; Lc 5.16).

 

 

 

  1. A humilhação do servo.

 

A humilhação de Jesus teve início com o esvaziamento de sua glória para tomar a forma de servo e culminou com o sofrimento na cruz (Fp 2.7,8).

Sua humilhação está relacionada aos seus sofrimentos, como ao ser perseguido, desprezado pelas autoridades, discriminado (Jo 1.46), silenciado diante de seus acusadores, açoitado impiedosamente, injustamente julgado diante de Pilatos e Caifás e, finalmente, morto.

Assim se cumpriu cada detalhe da profecia a respeito do Servo Sofredor (Is 53).

 

 

 

  1. O exemplo a ser seguido.

 

Quando andou na Terra, Jesus nos ofereceu o melhor exemplo, fazendo a vontade do Pai e amando o próximo com um amor sem igual (Jo 4.34; Lc 4.18,19).

Logo, a partir da vida do Salvador, somos estimulados a priorizar o Reino de Deus, a pessoa do Altíssimo em todas as áreas de nossa vida, não permitindo que nada tome o seu lugar em nosso coração.

Assim, somos instados a amaro próximo na força do mesmo amor que o Pai tem por nós (Mc 12.30,31).

 

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

 

Jesus é o “Verbo de Deus”

 

 

 

SUBSÍDIO BÍBLIOLÓGICO

O Verbo se Fez Carne

Ao encarnar, Cristo se tornou:

(1) o Mestre perfeito — a vida de Jesus nos permitiu perceber como Deus pensa e, por conseguinte, como devemos pensar (Fp 2.5-11); (2) o Homem perfeito—Jesus é o modelo do que devemos tornar-nos. Ele nos mostrou como viver e nos dá o poder para trilhar esse caminho de perfeição (1Pe 2.21);

(3) O sacrifício perfeito—Jesus foi sacrificado por todas as iniquidades do ser humano; sua morte satisfez as condições de Deus para a remoção do pecado (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p, 1414).

 

 

 

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

 

 As boas novas do Evangelho se materializaram em Jesus quando de seu nascimento em Belém.

Sua obra salvadora foi profetizada ao longo de todo o Antigo Testamento, anunciada pelos anjos aos pastores e ecoa, de forma abrangente, por todo o Universo.

Ele se encarnou, se humilhou, e finalmente, triunfou gloriosamente mediante a sua ressurreição para, assim, nos garantir a salvação.

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