EBD – Lição 01 – Uma Promessa de Salvação

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EBD0101

LIÇÃO 01

 

 

 

UMA PROMESSA DE SALVAÇÃO

1º de outubro de 2017

 

 

 

Professor Alberto

 

TEXTO ÁUREO

 

 

“E porei inimizade entre ti e a mulher e entre atua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn3-15)

 

VERDADE PRÁTICA

 

 

 

A promessa da salvação foi a resposta amorosa de Deus para reconciliar consigo mesmo o ser humano.

 

COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO

 

 

“E porei inimizade entre ti e a mulher e entre atua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn3-15)

Nosso primeiro texto áureo deste 3º trimestre (julho, agosto e setembro de 2017) está inserido no primeiro livro da Bíblia, Gênesis 3.15: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.”

São palavras expressas pelo Eterno à serpente, que é satanás (Ap 20.2), quando na ocasião em que este induziu Adão e Eva ao primeiro pecado (Rm 5).

“Porei inimizade entre ti e a mulher…” – O SENHOR afirma nestas palavras que haveria inimizade permanente entre satanás (“ti”) e a mulher (raça humana)

“Entre a tua descendência e o seu descendente…” – Estas são palavras repetidas da declaração anterior, a inimizade seria estabelecida entre todos os que estão sujeitos a satanás (“tua descendência”) e o descendente da mulher que, neste caso, é Cristo (Gl 4.4).

Na continuidade de Gênesis 3.15, é dito  pelo SENHOR que o descendente da mulher iria esmagar a cabeça da serpente, quem fez isso foi o Senhor Jesus. Cristo é quem derrotou  satanás, ressuscitando dentre os mortos (Jo 12.31; At 26.18; Rm 5.18, 19; Hb 2.14; Ap 12.1, 7).

“…Este te ferirá a cabeça…” – Declaração que aponta para o descendente da mulher (este), que, como já vimos, é Jesus. Jesus ferirá, como de fato feriu, a cabeça da serpente (satanás). Isto aconteceu quando Cristo completou a sua obra de redenção, salvando os pecadores e ressuscitando dentre os mortos. Os textos bíblicos acima indicados, mostram isso.

“…E tu lhe ferirás o calcanhar” – Aqui a sentença é concluída, dizendo que satanás (tu), representado na serpente, iria ferir o calcanhar do descendente da mulher (lhe), Jesus. Isto é uma referência à crucificação de Jesus. Foi necessário que Jesus fosse crucificado, mas isto, comparado com a sua ressurreição, é apenas um ferimento no calcanhar. Notar bem a diferença: cabeça e calcanhar. Um ferimento no calcanhar nunca tem as consequências que o tem ferimento na cabeça. Aliás, no calcanhar é um ferimento, mas na cabeça da serpente, é um “esmagar”, conforme registram os textos do Novo Testamento. E, cabeça, aqui, representa o poder. É o poder de satanás que Cristo derrotou na sua ressurreição (Adaptado do Pr. Luterano Paulo Kerte Jung).

 

 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Gênesis 3.9-15

9 E chamou o SENHOR Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás?

10 E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me.

11 E Deus disse: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste tu da árvore de que te ordenei que não comesses?

12 Então disse Adão: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi.

13 E disse o SENHOR Deus à mulher: Por que fizeste isto? E disse a mulher: A serpente me enganou, e eu comi.

14 Então o SENHOR Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isto, maldita serás mais que toda a fera, e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida.

15 E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.

 

 

OBJETIVO GERAL

 

 

 Mostrar que a promessa da salvação foi a resposta amorosa de Deus para  reconciliar consigo o ser humano.

 

 

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

 

Prezado (a) professor (a), com a graça de Deus chegamos ao último trimestre do ano de 2017.

Neste quarto e último trimestre de 2017 (outubro, novembro e dezembro) estudaremos a respeito da maior e mais importante dádiva divina aos homens: a salvação.

O homem pecou de modo deliberado contra Deus, mas o Criador não o deixou entregue à sua própria sorte, já no Éden o Senhor providenciou a sua redenção mediante o sacrifício de Jesus Cristo.

Lição 1 – Uma Promessa de Salvação;

Lição 2 – A Salvação na Páscoa Judaica;

Lição 3 – A Salvação e o Advento do Salvador;

Lição 4 – Salvação – O Amor e a Misericórdia de Deus;

Lição 5 – A Obra Salvífica de Jesus Cristo;

Lição 6 – A Abrangência Universal da Salvação;

Lição 7 – A Salvação pela Graça;

Lição 8 – Salvação e Livre Arbítrio;

Lição 9 – Arrependimento e Fé para a Salvação;

Lição 10 – O Processo da Salvação;

Lição 11 – Adotados por Deus;

Lição 12 – Perseverando na Fé;

Lição 13 – Glorificados em Cristo;

Lição 14 – Vivendo com a Mente de Cristo.

 

 

O comentarista do trimestre é o pastor Claiton Pommerening. Ele é doutor em Teologia, diretor da Faculdade Refidim e editor da Azusa, revista de Estudos Pentecostais.

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Claiton Ivan Pommerening e Thais Andrea Mafra Pommerening

Que mediante o estudo de cada lição, possamos evidenciar ainda mais a nossa gratidão ao Pai pelo extraordinário dom da salvação.

 

 

 

COMENTÁRIO

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

A salvação é um processo imediato (conversão) e contínuo na vida do crente (santificação).

É necessário que o nascido de novo conheça todos os benefícios que essa dádiva, por intermédio da morte de Cristo, outorgou-lhe na cruz.

A vida plena, a paz, a alegria, a misericórdia, a graça e a bondade que o crente desfruta provêm do milagre da salvação.

 

PONTO CENTRAL

 

 

A promessa da salvação é a resposta amorosa de Deus para salvar

a humanidade pecadora.

 

  1. O CONCEITO BÍBLICO DE SALVAÇÃO

 

  1. O Conceito.

 

O significado bíblico de salvação compreende cura, redenção, remédio, completude, inteireza, integralidade, saúde física, mental e emocional.

No sentido espiritual, salvação quer dizer que Cristo fez a expiação pelo pecador, ocupando o lugar dele na cruz (passado), regenerando e santificando sua vida (presente), a fim de um dia “glorificar” o corpo dele plenamente (futuro).

Assim, a salvação só é possível por causa da obra de Cristo consumada na cruz (Hb 2.10).

No sentido prático, salvação significa livramento da condenação eterna, apaziguamento e felicidade na vida de quem aceita Jesus como Senhor e Salvador.

Essa pessoa é nova criatura e, por isso, se esforça para compartilhar e implantar as virtudes do Reino de Deus no mundo.

Nossa Declaração de Fé no capítulo X declara:

CREMOS, professamos e ensinamos que a salvação é o livramento (Hb 2.15) do poder da maldição do pecado, e a restituição do homem a plena comunhão com Deus, a todos os que confessam a Jesus Cristo como seu único Salvador pessoal, procedidos do perdão divino (At 10.43).

Trata-se da restauração do relacionamento do ser humano com Deus por meio de Cristo (2 Co 5.19).

Somente a fé na morte expiatória de Jesus (Rm 10.9-10) e o arrependimento podem remir o pecador e leva-lo ao Criador (At 3.19; Rm 3.24-25). (Declaração de Fé, p.109, 2017 – CPAD).

 

 

 

  1. Salvação no Antigo Testamento.

 

No Antigo Testamento, a salvação está relacionada ao escape das mãos dos inimigos, à libertação da escravidão e ao estabelecimento de qualidades morais e espirituais para a vida de quem tem Deus como seu Senhor (Is 33.22-24).

Nessa perspectiva, diante das calamidades naturais (Êx 15.25), da perseguição (Jz 15.18; 2 Sm 22.3), da escravidão, das doenças e da morte, o Altíssimo prometeu salvação ao seu povo no sentido de libertá-lo (Êx 14.13; 15.2,13), livrá-lo e curá-lo (Is 38.16; 58.8) para viver uma vida longe das injustiças.

Contudo, o ápice da salvação no Antigo Testamento (AT) se deu com a profecia de Isaías sobre a vida e a morte do “Servo Sofredor” (Is 53).

O Antigo Testamento aponta os sacrifícios de animais para o sacrifício substitutivo de Jesus Cristo na cruz do Calvário (Hb 10.11,12); um evento vaticinado por vários profetas daquela época.

Era o oferecimento de um inocente no lugar de um culpado; uma morte não merecida, mas aceita diante de Deus para remir os nossos pecados (Hb 9.22).

 

 

 

  1. Salvação em o Novo Testamento.

 

 

A salvação não é alcançada por mérito humano (Tt 2.11), pois é oferecida por Deus ao que crê pela graça (Ef 2.8,9).

Nas suas epístolas, o apóstolo Paulo é um dos que mais esclarece os conceitos de salvação em o Novo Testamento (NT), mostrando que essa dádiva não ocorre por intermédio da Lei, nem por meio do esforço humano, mas única e exclusivamente pela graça divina (Gl 2.16).

Pela fé, cabe ao homem confiar em Cristo a fim de que seja redimido e justificado por meio de sua crucificação, bem como permitir que seja santificado até o fim, tendo tal esperança por meio de sua ressurreição (Rm 4.25).

Ainda que o pecador não mereça, por intermédio do Filho de Deus, o Pai o justifica, o perdoa, o reconcilia consigo (Rm 5.11), o adota em sua família (Gl 4.5), o sela com o Espírito Santo da promessa (Ef 1.13) e faz dele uma nova criatura (2 Co 5.17).

Assim, o Espírito Santo capacita o crente a viver em santidade, mortificando a força do pecado, assemelhando-o com Cristo, a fim de que o nascido de novo espere, com confiança, pela salvação plena e gloriosa (Fp 3.21).

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

 

O conceito bíblico de salvação diz respeito à redenção da humanidade.

 

SUBSÍDIO LEXICOGRÁFICO

 

 

“Vários termos que designam a salvação ocorrem frequentemente ao longo da Bíblia, No Antigo Testamento, a raiz mais importante em hebraico é yasha, que significa liberdade daquilo que prende ou restringe.

Portanto, o verbo significa soltar, liberar, dar comprimento e largura a algo ou a alguém.

Os vários substantivos derivados desta raiz significam tanto o ato de libertar quanto o de resgatar (1Sm 11,9), além de transmitir o estado resultante de segurança, bem-estar, prosperidade e de vitória sobre os adversários (2 Sm 23.10,12).

O particípio deste verbo é a palavra traduzida como ‘Salvador’, moshia, da qual vem o nome Josué, e sua forma grega, Jesus; ambas significam ‘Yahweh salva.

[…] No cristianismo, o verbo passou a ser utilizado com o significado de salvar uma pessoa da condenação eterna, e conduzi-la à vida eterna (Rm 5.9).

No texto de 2 Timóteo 4.18 este termo transmite a ideia de levar alguém com segurança ao reino celestial de Cristo.

No Novo Testamento soteria só é encontrado em conexão com Jesus Cristo como Salvador, e não em qualquer sentido físico ou temporal. A salvação traz a justiça de Deus para o homem, quando este cumpre a condição de ter fé em Cristo (Rm 1.16,17; 1Co 1.12)”

 (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p. 1744).

 

 

 

  1. A IMPORTÂNCIA DA DOUTRINA DA SALVAÇÃO

 

 

  1. A grandeza da salvação.

 

 

Embora haja, na vida do crente, um momento de conversão, de ruptura com a velha vida e de nascimento para a nova vida em Cristo, é necessário ter o desejo de conhecer mais a verdade de Deus (1Tm 2.4).

Nesse sentido, deve-se tomar o capacete da salvação (Ef 6.17), ou seja, proteger a mente com as verdades salvíficas, a fim de estarmos livres das investidas de Satanás – que busca nos colocar dúvidas – e assim compreendermos os conceitos fundamentais dessa gloriosa doutrina, tais como: propiciação, expiação, adoção, regeneração, santificação, perdão.

 

 

 

  1. Para compreender o que Jesus fez.

 

 

A salvação abrange todas as dimensões da vida, por isso, embora tão simples de ser vivenciada – pois para isso basta aceitarmos a Cristo (Rm 10.10) – muitas vezes seu processo é lento e requer compreensões maiores.

É o que se denomina “aperfeiçoamento dos santos”.

Ora, embora a salvação seja um processo imediato alcançado por meio do sacrifício de Cristo, esse aperfeiçoamento se dá por meio da assimilação e da vivência constante na dependência de Deus em todas as áreas da vida.

Esse processo chama-se “santificação”.

 

 

 

  1. Para se apropriar dos benefícios da salvação.

 

 

Como a salvação pode ser negligenciada (Hb 2.3), devemos nos esforçar para conhecer e se apropriar de todos os seus benefícios, dentre os quais destacamos:

– o livramento da condenação do inferno,

–  a libertação do poder do pecado e do poder das trevas (Cl 1.13),

– o experimentar da redenção em Cristo (1 Pe 1.18,19),

– a vida segundo o Espírito (Rm 8.1),

– o novo nascimento (Jo 3.5)

– e a participação da manifestação de Cristo em glória (Cl 3.4).

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

 

A doutrina da salvação abrange todas as dimensões da vida.

 

 

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

 

“A salvação baseia-se na morte de Cristo para a remissão dos pecados de acordo com os justos requisitos de um Deus santo e abençoador (Rm 3.21-26).

As bênçãos da salvação incluem, basicamente, a redenção, a reconciliação, e a propiciação.

A redenção significa a completa libertação através do pagamento de um resgate (2 Pé 2.1; Gl 3.13).

A reconciliação significa que, por causa da morte de Cristo, o relacionamento humano com Deus foi modificado de um estado de inimizade passando a um estado de comunhão (Rm 5.10).

A propiciação significa que a ira de Deus foi retirada através da oferta de Cristo (Rm 3.25).

Quando uma pessoa crê no Senhor Jesus Cristo, ela é salva (At 16.31), e assim já está justificada, redimida, reconciliada e limpa (Jo 13.10; 1Co 6.11).

Além disso, a salvação é também progressiva (1 Co 1.18) e o homem precisa da obra santificadora do Espírito Santo no aperfeiçoamento de sua salvação (Rm 8.13).

Além disso, a salvação em sua plenitude, deverá ser realizada no futuro, quando Cristo voltar (Hb 9.28)”

(Dicionário Bíblico Wycliffe. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p. 1744).

 

 

 

CONHEÇA MAIS


Salvação

 

 

A salvação é uma milagrosa transformação espiritual, operada na alma e na vida – no caráter – de toda pessoa que, pela fé, recebe Jesus Cristo como seu único Salvador […]

A salvação abarca todos os atos e processos redentores, bem como transformadores da parte de Deus para com o ser humano e o mundo, através de Jesus Cristo nesta vida e na outra.

Para conhecer mais, leia Teologia Sistemática Pentecostal, CPAD, p.334.


III. A SALVAÇÃO PROMETIDA NO ÉDEN

 

 

  1. O pecado humano.

 

 

A partir do momento em que Adão e Eva pecaram, a raça humana passou a expressar e a vivenciar a maldade (Gn 3.6,7 cf. 4.8-26).

Enquanto vivia o período da inocência, o primeiro casal relacionava-se plenamente entre si e com Deus (Gn 2.23-25).

Mas a partir do advento do pecado, o casal passaria a enfrentar conflitos entre si e com o Criador, passando a encobrir a maldade do seu coração.

A obra de Cristo, porém, realizada no Calvário não nos permite viver hipocritamente, mas em verdade e sinceridade.

Em Jesus, a maldade do coração é substituída pela capacidade de amar, realizar boas obras, pela fé, manifestar a bondade de Deus e cuidar do próximo.

Esses atos são consequências da salvação (Ef 2.10).

 

 

 

  1. A transferência da culpa.

 

 

Após pecarem contra Deus, e serem questionados pelo Criador, Adão e Eva deram respostas que mostraram a incapacidade deles em resolver o problema do pecado, pois ambos transferiram suas culpas para terceiros (Gn 3.12,13).

Nesse contexto, Deus havia providenciado uma solução que foi ao encontro do drama do casal: cobrir a sua nudez com a pele de um animal (Gn 3.21).

Naquele instante, o Criador “transferiu” a culpa pelo pecado dos nossos primeiros pais para um animal inocente, cujo ato simbolizava o sacrifício perfeito de Cristo para salvar a raça humana, “cobrindo a nudez” do pecado do homem (Hb 9.22b).

 

  1. Satanás esmagado e o pecado vencido.

 

 

Deus anunciou no Éden o que se denomina de protoevangelho, isto é, a primeira vez na história em que é proclamado o projeto definitivo de Deus para a salvação do ser humano.

O Altíssimo jamais abandonaria o ser humano à própria sorte.

Embora Satanás tentasse eliminar o homem de vez, seu intento não passou de uma simples tentativa de “morder o seu calcanhar” (Gn 3.15).

Mas, por intermédio da salvação outorgada na cruz.

Cristo esmagou a cabeça da “Serpente” provendo a solução definitiva para o estado caído do ser humano.

A peçonha do pecado que Satanás tentou passar à humanidade foi aniquilada pela morte redentora de Cristo.

O Criador prometeu salvação e deseja que todo ser humano seja salvo (1Tm 2.3,4), apesar da condição de rebelado, de pecador e de inimigo de Deus.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

 

A salvação nos foi prometida pelo Pai no Éden.

 

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

 

O protoevangelho

A semente da serpente, que Jesus relaciona aos ímpios (Mt 13.38,39; Jo 8.44), e a semente da mulher têm ambas sentido fortemente pessoal.

Deus disse à serpente: A Semente da mulher te ferirá a cabeça.

Compare a referência de Paulo a isto em Romanos 16.20.

A serpente só poderia ferir o calcanhar da Semente da mulher.

De fato, ferir não é forte o bastante para traduzir o termo hebraico, que pode significar moer, esmagar, destruir. Uma cabeça esmagada que leva à morte é contrastada com um calcanhar esmagado que pode ser curado.

O versículo 15 é chamado de ‘protoevangelho’, pois contém uma promessa de esperança para o casal pecador. O mal não tem o destino de ser vitorioso para sempre; Deus tinha em mente um Vencedor para a raça humana.

Há um forte caráter messiânico neste versículo.

Em Gênesis 3.14,15, vemos o Calcanhar Ferido.

1) O Salvador prometido era a Semente da mulher—o Deus-Homem;

2) Esta Semente Santa feriria a cabeça da serpente — conquistar o pecado;

3) A serpente feriria o calcanhar do Salvador — na cruz, Ele morreu

(Comentário Bíblico Beacon. Vol. 1. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 41).

 

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

 

Embora o homem tenha contrariado o plano divino, desprezando o grande cuidado de Deus dispensado a ele no Éden, o Criador imediatamente lhe providenciou um substituto através da morte de um animal, apontando, dessa forma, para Cristo. Portanto, no Éden, Deus apresenta duplamente o Redentor:

(1) proferindo a promessa de redenção (Gn 3.15);

(2) sacrificando o animal para vestir Adão e Eva (Gn 3.21).

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