EBD – Lição 11 – A Segunda Vinda de Cristo

Por 0 Comment
EBD1101

LIÇÃO 11

A SEGUNDA VINDA DE CRISTO

10 de setembro de 2017

DIA NACIONAL DE MISSÕES

Professor Alberto

TEXTO ÁUREO

 “Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do Homem.” (Mt 24.27)

 

VERDADE PRÁTICA

 

 

A Segunda Vinda de Cristo será em duas fases distintas: primeira— invisível ao mundo, para arrebatara sua Igreja; segunda — visível e. corporal, com a sua Igreja glorificada.

 

COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO

 

 

“Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do Homem.” (Mt 24.27)

O contexto do nosso texto áureo está no Evangelho de Mateus capítulo 24 entre os versículos 15 a 28, quando o Senhor Jesus discorre sobre a grande tribulação,  que terá seu início somente depois que a Igreja for arrebatada da terra (1 Ts 1.10; 1 Ts 5.9; Ap 3.10).

Mateus 24.15 refere-se à metade da 70ª semana de Daniel, o começo dos últimos três anos e meio de tribulação.

Esse período é também conhecido como “Dia do Senhor” no Antigo Testamento (Is 13.6-9) e também no Novo Testamento (1 Ts 5.2-3). Portanto, a “abominação desoladora” não teve seu cumprimento na destruição do templo em 70 d.C., pois refere-se à afirmação de Daniel, que aponta claramente para o fim dos tempos (Dn 12.1,4,7,9,11).

A profecia da “abominação desoladora” de Daniel teve um pré-cumprimento aproximadamente em 150 a.C., na pessoa de Antíoco Epifânio. Daniel 11.31 fala a respeito. A “abominação desoladora” cumpriu-se parcialmente em 70 d.C. através dos romanos, que destruíram o templo.

Mas “abominável da desolação” de que Jesus fala em Mateus 24.15 será estabelecido apenas pelo anticristo, vindo a ter seu cumprimento pleno e definitivo na metade dos últimos sete anos (como profetizado em Daniel 12). Essa profecia de Daniel é claramente para o tempo do fim (vv. 4,9), referindo-se a um tempo de tão grande angústia como jamais houve antes (v. 1), que durará “um tempo, dois tempos e metade de um tempo”. É dessa Grande Tribulação, desse período de imenso sofrimento e angústia, que Jesus fala em Mateus 24.21 (veja Jr 30.7).

Nos versículos a seguir, de 16 a 28, o Senhor Jesus explica como o remanescente dos judeus deve comportar-se durante a Grande Tribulação: Eles devem fugir (veja Ap 12.6). Esses dias serão abreviados para três anos e meio, para que os escolhidos sejam salvos.

Falsos cristos e falsos profetas farão milagres e sinais (veja Ap 13.13-14). Mas então, finalmente, diante dos olhos de todos, o Senhor virá “como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente”. Esses dias da ira de Deus (Lc 21.22), ou melhor, esses dias da ira de Deus e do Cordeiro (Ap 6.17), são descritos assim: “Onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres” (Mt 24.28). O “cadáver” representa o judaísmo apóstata, afastado de Deus, e o sistema mundial sob a regência do anticristo, no qual reinará a morte e o “hades”. As “águias” ou “ abutres” simbolizam o juízo de Deus.

Essa etapa da história foi determinada por Deus para fazer justiça contra a rebelião dos moradores da terra (2 Ts 1.7-8) e também para preparar a nação de Israel para o encontro com o seu Messias (Am 4.12). A cidade de Jerusalém será ainda tomada por pouco tempo, pois, no final da Grande Tribulação, o Senhor Jesus descerá para livrar o seu povo (Zc 14.2-4). É neste contexto que acontecerá a vinda do Filho do Homem (Mt 24.27), diante dos olhos de todos, o Senhor virá “como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente”.

O Filho de Deus não nos trará o fim, mas um novo começo. Jesus Cristo não é apenas a esperança para o futuro do mundo, mas a esperança para toda pessoa, para cada um que invocar Seu Nome!

 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

l Tessalonicenses 4.13-18; Lucas 21.25-27

l Tessalonicenses 4. 13-18

13 Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança.

14 Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele.

15 Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem.

16 Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.

17 Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.

18 Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras.

 

 Lucas 21.25-27

25 E haverá sinais no sol e na lua e nas estrelas; e na terra angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas.

26 Homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto as virtudes do céu serão abaladas.

27 E então verão vir o Filho do homem numa nuvem, com poder e grande glória.

 

 

OBJETIVO GERAL

 

 

Apresentar a doutrina bíblica a respeito da segunda vinda de Cristo.

 

 

OBJETIVO ESPECÍFICO

 

 

  1. Analisar os eventos futuros;

  2. Identificaros termos bíblicos para a segunda vinda de Cristo;

  3. Explicar os eventos da segunda vinda de Cristo.

 

 

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

 

A vinda do Senhor é uma promessa feita pelo próprio Senhor Jesus.

É uma promessa de esperança para todos os que creem.

Por isso, a Palavra de Deus nos exorta a viver como se Cristo voltasse a qualquer momento.

A iminência da volta do Senhor traz ao crente uma consciência de vivermos uma vida mais santa, de maior seriedade com evangelização dos não-crentes e desejo de estar mais perto do Senhor.

 

 

COMENTÁRIO

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

A Bíblia mostra a segunda vinda de Cristo em duas fases: a primeira é o arrebatamento da Igreja, e a segunda é a sua vinda em glória.

Entre esses dois eventos, haverá na terra a Grande Tribu­lação, o julgamento divino sobre todos os moradores do mundo e no céu o Tribunal de Cristo seguido das bodas do Cordeiro.

O nosso enfoque aqui é a fundamentação bíblica desses eventos.

Mas o tema escatológico não se esgota com o que trataremos e a sua continuação se dará na próxima lição.

 

 

PONTO CENTRAL

A segunda vinda de Cristo se dará em duas fases: o arrebatamento e a vinda.

I –OS EVENTOS DO PORVIR

 

 

  1. Fonte de predição.

Não há outra fonte de predições verdadeiras a não ser.

Bíblia Sagrada, por meio da qual Deus nos diz tudo o que precisamos saber sobre os eventos do porvir.

Ela é a única fonte confiável.

Esses eventos são uma série de acontecimentos do epílogo da história humana que envolve o arrebatamento da Igreja (1 Ts 4.16,17), a vinda de Jesus em glória (Mt 24.30; Ap 1.7), o juízo de Deus sobre a terra no fim dos tempos (Mt 24.21), o futuro glorioso de Israel (Is 2.2,3) e o reino milenar de Cristo (Is 9.7; 11.10).

São acontecimentos anunciados desde o princípio do mundo, desde Enoque (Jd 14) até o apóstolo João, o último dos apóstolos, no livro de Apocalipse.

 

 

  1. O destino dos impérios da antiguidade.

As profecias sobre os impérios antigos, como a queda da Babilônia para nunca mais se erguer no cenário mundial (Is 13.19,20) e ascensão e queda dos impérios medo-persa, grego e romano nos capítulos 7 e 8 de Daniel, entre outros profetas, se cumpriram, e a própria História confirma esses fatos.

As profecias messiânicas se cumpriram com abundâncias de detalhes, como o nascimento do Messias de uma virgem, na cidade de Belém, seu julgamento diante de Pôncio Pilatos, sua morte, sua ressurreição e a ascensão ao céu, entre outros.

 

 

  1. Sobre as Diásporas judaicas.

As profecias apontam, de antemão, as duas dispersões do povo judeu e as suas respectivas restaurações.

A primeira Diáspora (Jr 16.13) e seu retorno (Ed 1.1-3); a segunda Diáspora, anunciada pelo próprio Senhor Jesus Cristo: “E cairão a fio de espada e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem” (Lc 21.24), com o seu respectivo retorno depois de mais de 18 séculos à terra de seus antepassados, tal como fora anunciado pelos profetas do Antigo Testamento, como Jeremias (Jr 31.17), Ezequiel (Ez 11.17; 36.24; 37.21), Amos (Am 9.14,15) e Zacarias (Zc 8.7,8).

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

 

A fonte para todos os eventos do futuro são as Sagradas Escrituras.

 

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

 

Uma das características mais ini­gualáveis dos verdadeiros profetas do AT era a habilidade que tinham de prever os eventos futuros com perfeita exatidão.

O próprio Deus previu o cativeiro de Israel no Egito e o seu subsequente livramento (Gn 15.13-18).

Moisés previu a conquista bem-sucedida da Terra Prometida pelos israelitas sob o comando de Josué (Dt 31.23).

Samuel previu o fracasso da di­nastia de Saul (1Sm 15-28).

Natã previu as consequências do pecado de Davi e seus efeitos sobre a sua própria família (2 Sm 12.7-12).

Elias previu as mortes de Acabe e Jezabel (1Rs 21.19-23).

Isaías previu o livramento de Jerusalém da invasão assíria de Senaqueribe (2 Rs 19.34-37).

Jeremias previu o cativeiro dos judeus por setenta anos na Babilónia” .

(LAHAYE, Tim; H1NDSON, Ed. (Eds.). Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica, Rio de Janeiro; CPAD, 2013, pp.120-21).

 

 

 

II – TERMOS BÍBLICOS PARA A SEGUNDA VINDA DE CRISTO

 

 

  1. Vinda.

 

 

A palavra parousia (que se pronuncia “parussía”) significa “vinda, chegada, presença, volta, visita real, advento, chegada de um rei”.

No aspecto escatológico, este substantivo se refere tanto ao arrebatamento da igreja (1Ts 4.15) como à vinda de Cristo em glória com sua Igreja (2 Ts 2.8).

O outro termo é érchomai, “ir” e também “vir”.

Duas coisas opostas? Sim, desde que se considere o movimento entre o ponto de partida e o ponto de chegada.

Para quem está no ponto de partida é “ida”, mas, para quem estiver no ponto de chegada, é “vinda”.

Esse verbo aparece em referência à vinda de Jesus (Jo 14.3) e também à sua vinda em glória (At 1.11; Jd 14; Ap 1.7).

 

 

  1. Manifestação, aparição.

O substantivo grego aqui é epipháneia, que só aparece seis vezes no Novo Testamento, com uso exclusivamente paulino, e todas as ocorrências dizem respeito à vinda de Jesus, desde a encarnação do Verbo (2 Tm 1.10).

O apóstolo Paulo exorta os crentes para uma vida irre­preensível até “à aparição de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Tm 6.14); “e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo” (Tt 2.13).

O termo é também traduzido por “vinda” em referência ao arrebatamento da Igreja (2 Tm 4.8).

O apóstolo o em­prega ainda para se referir à segunda vinda de Cristo em glória: “Conjuro-te, pois, diante de Deus e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu Reino” (2 Tm 4.1), ou conforme encontra-se na Almeida Revista e Atualizada, “pela sua manifestação e pelo seu reino”.

 

 

  1. Revelação.

O termo é apokalypsis.

O apóstolo Pedro emprega essa palavra para se referir ao arrebatamento da Igreja (l Pe 1.7).

Esse termo é traduzido ainda como “manifestação”, também em referência ao arrebatamento da Igreja: “De maneira que nenhum dom vos falta, esperando a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo” (l Co 1.7) ou de acordo com a versão Almeida Revista e Atualizada, “aguardando vós a revelação de nosso Senhor Jesus Cristo”.

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

 

“Vinda”, “manifestação”, “aparição” e “revelação” são termos bíblicos que remontam a segunda vinda de Cristo.

 

 

SUBSÍDIO PEDAGÓGICO

 

 

 

Além dos termos bíblicos serem importantes para o estudo da segunda de Cristo, outros termos, de cunho teológicos, são também de suma importância ao professor dominá-los. Veja abaixo:

Eschaton:

“[Do gr. schaton, últimas coisas] – Termo teológico que denota a culminação de todas as coisas segundo os decretos divinos.”

Escatologia:

“[Do gr. escathos, ultimas coisas + logia, discurso racional] – Estudo sistemático e lógico das doutrinas concernentes às últimas coisas.

Compreendida como um dos capítulos da dogmática cristã, a escatologia tem por objeto os seguintes temas: estado intermediário, arrebatamento da Igreja, Grande Tribulação, Milênio, Julgamento Final e o estado perfeito eterno.”

Escatologia Individual:

“[Do gr. escathos, ultimas coisas + logia, discurso racional; Individual: do lat. individu, pessoa]  – Estudo das últimas coisas que dizem respeito exclusivamente ao indivíduo, tratando de sua morte, estado intermediário, ressurreição e destino eterno.

Neste contexto, nenhuma abordagem é feita, quer a Israel, quer a Igreja.”

 

 

 

CONHEÇA MAIS

ebd1102

 

 

Escatologia

“[Do gr. escathos, últimas coisas + logia, discurso racional]  – Estudo sistemático e lógico das doutrinas concernentes às últimas coisas.

Compreendida como um dos capítulos da dogmática cristã, a escatologia tem por objeto os seguintes temas: Estado Intermediário, Arrebatamento da Igreja, Grande Tribulação, Milênio, Julgamento Final e o estado perfeito eterno”.

Para conhecer mais, leia Dicionário Teológico, CPAD, p.165.

 

 

III. OS EVENTOS DA SEGUNDA VINDA DE CRISTO

 

 

  1. O arrebatamento da igreja.

 

 

É o rapto dos santos da terra, um acontecimento global e simultâneo em todo planeta.

A profecia contempla até fusos horários, pois uns estarão dormindo à noite e outros trabalhando nesse exato momento (Lc 17.34-36).

Esse evento será inesperado, algo rápido, em fração de segundo, e invisível os olhos humanos: num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta.

A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados (l Co 15.52, ARA).

Os mortos salvos, os que “dormiram em Cristo”, ressuscitarão primeiro (l Ts 4.16b); em seguida, nós, os crentes em Jesus que estivermos vivos nessa ocasião, com o corpo corruptível já revestido da incorruptibilidade, quando aquilo que é mortal estiver revestido da imortalidade (l Co 15.53), seremos arrebatados da terra para o encontro com o Senhor Jesus nas nuvens (l Ts 4.16,17).

Essa é a primeira fase da segunda vinda de Cristo, a esperança da Igreja (Fp 3.21).

 

 

  1. A vinda de Cristo em glória.

 

 

Sete anos depois do arrebatamento da Igreja, o Senhor virá em glória, visível aos olhos humanos (Mt 24.30,31; Lc 21.25-28).

Nesse retorno de Jesus à terra, Ele virá acompanhado dos santos (l Ts 3.13; Jd 14). O propósito aqui é julgar as nações (Jl 3.12-14; Mt 25.31,32), restaurar o trono de Davi (Zc 12.8-14) em cumprimento à promessa de Deus feita por meio do anjo Gabriel: “[…] e o Senhor Deus lhe dará O trono de Davi, seu pai, e rinará eterna­mente na casa de Jacó, e o seu Reino não terá fim” (Lc 1.32,33); destruir a besta e o falso profeta (2 Ts 2.8; Ap 19.19,20) e estabelecer o seu reino de justiça e paz na terra, o reino de Deus de mil anos (Is 2.4; Ap 20.2,3).

 

 

  1. A Grande Tribulação.

 

 

É o período de transição entre a Dispensação da Igreja e o Milénio, um tempo de angús­tia e sofrimentos sem precedentes na história (Dn 12.1; Jl 2.2; Mt 24.21; Mc 13.19), também conhecido como “o Dia do Senhor” (Jl 1.15; 2 Pé 3.10).

A Igreja não passará por esse período, que é conhecido como a “Grande Tribulação” (l Ts 1.10).

Será a era do anticristo (2 Ts 2.7-9), identificado como a besta (Ap 13.2-8).

O falso profeta será o porta-voz do anticristo, que enganará o povo por meio dos falsos milagres (Ap 16.13,14).

O anticristo fará um concerto com a nação de Israel por uma “semana de anos” (Dn 9.27), mas na metade deste período o concerto será rompido, pois os judeus descobrirão que fizeram um acordo com o próprio Diabo. Só a partir daí é que começa o período da angústia de Jacó (Jr 30.7).

Todos esses horrores estão registrados a partir do capítulo 6 de Apocalipse.

Este período foi determinado por Deus para fazer justiça contra a rebelião dos moradores da terra e para preparar a nação de Israel para o encontro com o seu Messias (Am 4.12).

 

 

  1. O Tribunal de Cristo e as Bodas do Cordeiro.

 

 

Enquanto a Grande Tribulação acontece na terra; no céu, os santos estarão recebendo a recompensa por aquilo que cada um fez em vida pela causa do evangelho (l Co 3.12-15; Ap 22.12).

É o chamado Tribunal de Cristo (2 Co 5.10), a premiação dos salvos.

Não se trata de um julgamento para  a salvação ou condenação.

Todos os presentes já são salvos em Jesus, visto que a salvação é pela graça; aqui se trata de mais uma bênção aos salvos.

 Em seguida, virá a festa das bodas do Cordeiro (Ap 10.9), o grande banquete que celebrará a união de Cristo com a sua Igreja.

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

 

O arrebatamento, a grande tribula­ção e vinda em glória são os eventos da segunda vinda de Cristo.

 

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

 

 O Senhor advertiu-nos quanto ao tempo de sua vinda: ‘Mas, daquele Dia e hora, ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai. Olhai, vigiai e orai, porque não sabeis quando chegará o tempo’ (Mc 13-32,33).

Jesus também disse aos discípulos, momentos antes de subir aos céus, que não lhe pertencia ‘saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder’ (At 1.7).

A data do retorno de Cristo não é prerrogativa nossa. Contudo, há algumas linhas mestras que devemos observar para que não sejamos surpreendidos.

Em vista da necessidade de nos mantermos sempre alertas, podemos falar bendita esperança como algo que fosse acontecer a qualquer momento.

NÃO queremos dizer com isso que o Jesus poderia ter retornado ‘imediatamente após a sua ascensão.

Todavia, atentemos para a parábola na qual Jesus pintou um ‘homem nobre’ ‘partiu para uma terra remota, a fim de tomar para si um reino e voltar depois.

E, chamando dez servos seus, lhes dez minas e disse-lhes: Negociai até que eu venha’ (Lc 19.11-27).

Esta comparação dá a entender que  haveria uma ausência considerável.

Haja visto o dinheiro confiado aos servos.

Era sinal de que estes deveriam cumprir s tarefas com fidelidade.

Como eles não Sabiam  o tempo exato do retorno do senhor, não  podiam mostrar-se negligentes: teriam de cuidar com o máximo zelo dos negócios do mestre”

(MENZIES, William W.; HORTON, Stanley M. Doutrinas Bíblicas: Os Fundamentos da Nossa Fé. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, pp.184-85).

 

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Essas amostras proféticas servem como garantias de que tudo o que está escrito para o fim dos tempos irá de igual modo se cumprir (Jr 1.12).

A nossa esperança não se baseia numa utopia, mas em fatos revelados na Palavra de Deus e confirmados pela História.

A escatologia bíblica é a continuação do processo histórico.

Faça o download do arquivo .doc aqui: Baixar

Deixe um Comentário