EBD – Lição 10 – As Manifestações do Espírito Santo

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EBD1001

LIÇÃO 10

 

 

AS MANIFESTAÇÕES

DO ESPÍRITO SANTO

 

 

 

03 de setembro de 2017

Professor Alberto

 

 

 

TEXTO ÁUREO

 

 

 “Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar.” (At 2.39)

 

 

VERDADE PRÁTICA

 

 

Cremos na atualidade do batismo no Espirito Santo e dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação.

 

 

COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO

 

 

“Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar.” (At 2.39)

O contexto do nosso texto áureo está no livro dos Atos dos Apóstolos capítulo 2 entre os versículos 37 a 47 onde relata as primeiras conversões em Jerusalém, após o discurso de Pedro no dia de Pentecostes.

Em Atos 2.39 o apóstolo Pedro declara: “Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar” (At 2.39), ele apresenta essa promessa para todos os cristãos, é isso que o apóstolo ministra após as primeiras conversões (Atos 2.37-47).

O apóstolo Pedro em sua pregação apresenta o Batismo no Espírito Santo como sendo universal, ou seja, para todos, e começa dizendo que essa promessa dizia respeito aquele público que o ouvia “Porque a promessa vos diz respeito a vós…”  o povo de Israel, que estava ali, que vinham de várias partes do mundo, mas que eram os privilegiados em estarem em Jerusalém naquele momento.

Essa promessa não restringiria apenas aqueles judeus privilegiados de Jerusalém do dia do Pentecostes, mas era também extensiva a sua descendência, para seus filhos e filhas (Jl 2.28), o que também enfatiza a ideia da universalidade e atemporalidade da mensagem cristã e das bênçãos decorrentes dela, sem qualquer limite a diferença de sexo, tão acentuada naqueles dias.

No judaísmo daquela época a mulher estava excluída de grande parte dos serviços sagrados, mas graças a Deus com a morte expiatória do Senhor Jesus o véu do templo se rasgou de alto abaixo e todos passaram a ter acesso a presença gloriosa de Deus independentemente de etnia, sexo, condição social etc. As mulheres “filhas” que outrora eram excluídas, agora são objetos da promessa do batismo no Espírito Santo: “vossos filhos e vossas filhas profetizarão” (Jl 2.28). Glória a Deus.

A promessa do Batismo no Espírito Santo não está restrita apenas ao povo de Israel, nem ao tempo ou seja, é para outra geração também, nem excluí a mulher, pois se dirige a elas, mas vai além, podemos considerar aqui “…e a todos os que estão longe: “…a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar”, ou seja, gentios, os povos de longe, escravos e escravas, considerando a sociedade daquela época, todos são objetos da graça, do amor e da promessa do Batismo no Espírito Santo.

O trecho de Isaías 57.19, que é citado em Efésios 2.17 e Atos 22.21, fala das promessas de Deus que atingiram lugares distantes, longínquos, as terras gentílicas afundadas no paganismo. Ambas as ideias são verdadeiras no tocante à propagação do Evangelho, porquanto a mensagem de Cristo tanto tem chegado a todos os lugares mais distantes da face da terra como tem atingido os descendentes distantes da antiga nação de Israel, fora de suas fronteiras.

A expressão “…a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar” , nos remete ao grande amor de Deus que chama homens e mulheres do mundo inteiro. Essa chamada de Deus garante que o Batismo no Espírito Santo seja extensivo a todos os habitantes da terra. Porquanto Deus, nesse sentido, chama a todos, pois, no dizer de João 3.16: “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna” .

O Evangelho é universal, para todos os homens, todos que aceitarem a Cristo como seu Salvador pessoal, são receptáculos da promessa do Batismo no Espírito Santo.

Em resumo, a promessa do Batismo no Espírito Santo, ou seja do Revestimento do Poder era e é:

  1. Para vós – aqueles que estavam ali no dia do pentecostes, judeus do mundo inteiro (judeus nativos e da diáspora);

  2. Para Vossos filhos – para a próxima geração, ou geração seguintes (seus descendentes);

  3. Para Todos os que estão longe – os que estavam na diáspora, mas também os que estavam longe geograficamente, e ou outros povos;

  4. Para Tantos quantos Deus, nosso Senhor chamar – todos os que crerem no Senhor Jesus Cristo como Salvador, em qualquer lugar e tempo. Amém.

 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Atos 2.1-6; 1 Coríntios 12.1-7

Atos 2.1-6:

1 E, CUMPRINDO-SE o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar;

2 E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.

3 E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.

4 E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.

5 E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu.

6 E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua.

 

2 Coríntios 12.1-7

1 1 Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes.

2 Vós bem sabeis que éreis gentios, levados aos ídolos mudos, conforme éreis guiados.

3 Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema, e ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo.

4 Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.

5 E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.

6 E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.

7 Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil.

 

 

OBJETIVO GERAL

 

 

Mostrar que o batismo no Espírito Santo e os dons espirituais estão disponíveis a todo crente.

 

 

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

 

1.-Apontar as implicações doutrinárias da descida do Espírito Santo;

2.-Explicar a natureza das línguas.

3.-Mostrar o significado e o propósito do batismo no Espírito Santo;

4.-Afirmar a atualidade dos dons espirituais.

 

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

 

Esta lição é uma exposição sobre um dos mais importantes temas da teologia pentecostal: batismo no Espírito Santo.

Essa doutrina trata de uma experiência bíblica, histórica e atual que ao longo da história do Movimento Pentecostal tem sido amplamente reafirmada.

 

 

 

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

 

 

 

As manifestações do Espírito de Deus, tais como veremos, dizem respeito, primeiramente ao batismo no Espírito Santo e aos dons espirituais.

São dois temas da teologia pentecostal que nunca se esgotam e são importantes porque se tratam de evidências bíblicas de que a comunicação divina com o seu povo, e com cada crente individual, nunca cessou.

Não somente a Bíblia, mas também o testemunho da história, e da experiência cristã, corrobora essa verdade.

É sobre isso que trata o nosso estudo.

 

 

PONTO CENTRAL

As manifestações do Espírito Santo são atuais.

 

 

  1. A DESCIDA DO ESPÍRITO SANTO

  1. A experiência do Pentecoste.

Não é difícil descobrir na Bíblia o que é o batismo no Espírito Santo.

João Batista disse: “E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; não sou digno de levar as suas sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Mt 3.11).

Há inúmeras interpretações dessa passagem.

No entanto, o próprio Senhor Jesus se referiu a esse batismo como a promessa do Pai (At 1.4) e acrescentou: “Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias” (At 1.5).

Essa declaração vincula Mateus 3.11 com a experiência do dia de Pentecostes relatada em Atos 2.2-4.

A prova disso é que o apóstolo Pedro identificou a experiência de Cornélio (At 10.44-46) com a promessa anunciada por João Batista e reiterada pelo Senhor Jesus (At 11.15-17).

 

 

  1. Batismo “no” Espírito Santo ou “com o” Espírito Santo?

As duas traduções são legítimas à luz da gramática grega e aceitáveis de acordo com o contexto.

A ideia de batismo no Novo Testamento é de imersão, submersão (Rm 6.3,4; Cl 2.12).

A Almeida Revista e Atualizada tem uma nota em Mateus 3.11 e Atos 1.5 informando “com; ou em” e a Nova Versão Internacional também traz uma nota similar.

A Versão Almeida Revisada da Imprensa Bíblica Brasileira emprega “batizar em água” e “balizar no Espírito Santo” nas referidas passagens, respectivamente.

Nós adotamos “em água” e “no Espírito Santo”, pois “com”, pode parecer aspersão, o que contradiz a ideia de imersão.

 

 

  1. Os sinais sobrenaturais.

Há três sinais que mostram a ação sobrenatural do Espírito Santo por ocasião de sua descida no dia de Pentecostes:

– o som como de um vento (At 2.2);

– a visão das línguas repartidas como que de fogo (2.3) ;

– e o falar em línguas (2.4).

Os dois primeiros sinais jamais se repetirão, pois foram manifestações exclusivas que tiveram como objetivo anunciar a chegada do Espírito Santo.

Alguém tão importante quanto o Filho, cuja encarnação e nascimento em Belém, ainda que extraordinários, porque o verbo se fez carne (Lc 2.9-11; Jo 1.4), tiveram sinais semelhantes.

Além marcar a chegada do Espírito Santo, no dia de Pentecostes, as manifestações sobrenaturais também inauguraram a Igreja.

Assim, o som soava como vento, mas não era vento, e da mesma forma visão não era fogo, mas lembrava o fogo de Deus (Êx 3.2; 1Rs 18.38).

Foi um acontecimento singular, algo que ocorreu uma única vez.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

 

O vento, a visão das línguas e o falar em línguas remontam a descida do Espírito Santo em Pentecostes.

 

 

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO

 

 

Para auxiliar na preparação da sua aula, há alguns termos importantes que você deve conhecer bem a fim de ter êxito no assunto em foco.

Por isso, reproduzimos esses três termos a fim de enriquecer a explicação deste tópico, Observe o quadro abaixo.

 

PNEUMATOLOGIA

PARACLETO

GLOSSOLALIA

[De pneuma, espírito + logia, estudo] Estudo sistemático da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade [,..]. Onde a análise da pessoa obra e ministério do Espírito Santo é contemplada.

Advogado. Defensor. Um dos títulos do Espírito Santo.

A glossolalia, conhecida também como dom de línguas, línguas estranhas ou variedades de línguas, é um dom espiritual que, à semelhança dos demais […], continua atual e atuante na vida da Igreja. O objetivo da glossolalia é anunciar sobrenatural e extraordinariamente o Evangelho de Cristo, como aconteceu no Dia de Pentecoste (At 2).

 

 

  1.   A NATUREZA DAS LÍNGUAS

    1. Fonte.

As línguas do Pentecostes eram sobrenaturais, pois foram caracterizadas como “outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (At 2.4).

O termo grego para “outras” aqui é héterais, de héteros, “outro de tipo diferente”.

Há quem questione esse conceito, mas a fonte delas é o próprio Espírito Santo, o que torna a evidência visível e contundente.

A outra evidência está presente na audição, e não simplesmente na fala, pois “cada um os ouvia falar em sua própria língua” (2.6).

Lucas repete essa informação por mais duas vezes (vv.8,11).

E, no versículo 11, ele acrescenta: […] “Todos os temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus”.

 

 

  1. A glossolalia.

É a manifestação das línguas estranhas no batismo no Espírito Santo bem como das línguas como um dos dons espirituais.

Trata-se um termo técnico de origem grega glossa, “língua, idioma”, e de lalia, “modo de falar” (Mt 26.73), conjugado à “linguagem” (Jo 8.43), substantivo derivado do verbo grego lalein, “falar”.

A expressão lalein glossais, “falar línguas” (1Co 14.5), é usada no Novo Testamento para indicar “outras línguas”.

É importante saber que as línguas manifestas no dia de Pentecostes são as mesmas que aparecem na lista dos dons espirituais (1Co 12.10,28; 14.2).

Ambas são de origem divina e sobrenatural, mas são diferentes apenas quanto à função.

 

 

  1. Sua continuação.

O falar em “outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (At 2.4), é a evidência inicial do batismo no Espírito Santo.

Essa experiência se repete na história da Igreja.

Isso aconteceu na casa do centurião Cornélio: “E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios. Porque os ouviam falar em línguas e magnificar a Deus” (At 10.45,46), exatamente como aconteceu no dia de Pentecostes.

Outra vez, o mesmo fenômeno acontece com a chegada de Paulo em Éfeso, em sua terceira viagem missionária (At 19.6).

As línguas, as profecias e a ciência são válidas para os nossos dias, mas vão cessar por ocasião da vinda de Jesus (1 Co 13.8-10).

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

As línguas do Pentecostes, Línguas estranhas, são de natureza sobrenatural.

 

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

 

“[.,.] A xenolalia é, ao mesmo tempo, a mais difícil variação da glossolalia para documentar e a mais amplamente registrada.

Por exemplo, Emílio Conde relatou, na obra História das Assembleias de Deus no Brasil, p.67, que no primeiro batismo nas águas na cidade de Macapá (AP), em 25 de dezembro 1917, a nova convertida Raimunda Paula de Araújo, ao sair das águas foi batizada com o Espírito Santo.

Ela falou em línguas estranhas com tanto poder que os assistentes encheram-se de temor de Deus.

Os judeus negociantes da cidade haviam comparecido ao batismo.

Um deles, Leão Zagury, ficou tão emocionado e maravilhado com a mensagem que ouvira que não se conteve e clamou em alta voz no meio da multidão: ‘Eis que vejo a glória do Deus de Israel, pois esta mulher está falando a minha língua’.

O judeu não era crente.

Porém, Deus, através da crente Raimunda, falou-lhe em hebraico”

(ARAÚJO, Isael. Dicionário do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p.332).

 

 

CONHEÇA MAIS

EBD1002

Glossolalia

“[Do gr. glosso, língua + latia, falar em língua]

Dom sobrenatural concedido pelo Espírito Santo, que capacita o crente a fazer enunciados proféticos e de enaltecimentos a Deus em línguas que lhe são desconhecidas. […]

A glossolária, conhecida também como dom de línguas, línguas estranhas ou variedade de línguas, é um dom espiritual que, à semelhança dos demais, não ficou circunscrito aos dias dos apóstolos: continua atual e atuante na vida da Igreja”.

Para conhecer mais, leia Dicionário Teológico, CPAD, pp.201-02.

 

 

III. SIGNIFICADO E PROPÓSITO

 

 

  1. O batismo no Espírito Santo não é sinônimo de salvação.

Trata-se de bênçãos diferentes. Todos os crentes em Jesus já têm o Espírito Santo.

Na regeneração, o Espírito promove o novo nascimento, que é um ato direto do Espírito Santo (Jo 3-6-8).

O pecador recebe o Espírito no exato momento em que aceita, de verdade, a Jesus (Cl 3.2; Ef 1.13).

Os discípulos de Jesus já tinham seu nome escrito no céu (Lc 10.20) e igualmente tinham o Espírito Santo mesmo antes do Pentecostes (Jo 20.22).

 

 

  1. Definição e propósitos.

O batismo no Espírito Santo é o recebimento de poder espiritual para realizar a obra da expansão do Evangelho em todo o mundo (Lc 24.46-49).

O seu propósito é capacitar o crente a viver uma vida cristã vitoriosa e, sobretudo, para testemunhar com ousadia sobre a sua fé em Cristo (At 1.8).

É um revestimento de poder para viver a vida regenerada, um poder espiritual que contribui para a edificação interior da vida cristã do crente e que o ajuda quando a mente não pode fazê-lo.

 

 

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

 

O duplo propósito do batismo no Espírito remonta a expansão do Evangelho e a capacitação do crente.

 

 

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“[…] Os pentecostais acreditam que a experiência distintiva do batismo no Espírito Santo, tal como Lucas a descreve, é crucial para a Igreja contemporânea.

Stronstad diz que as implicações da teologia de Lucas são claras: Já que o dom do Espírito era carismático ou vocacional para Jesus e a Igreja Primitiva, assim também deve ter uma dimensão vocacional na experiência do povo de Deus hoje’.

Por quê? Porque a Igreja hoje, da mesma forma que a Igreja em Atos dos Apóstolos, precisa de poder dinâmico do Espírito para evangelizar o mundo de modo eficaz e edificar o corpo e Cristo.

O Espírito veio no dia de Pentecostes porque os seguidores de Jesus precisavam de um batismo no Espírito que vestisse de poder o seu testemunho, de maneira que outros pudessem também entrar na vida e na salvação’.

E, por ter vindo no dia de Pentecostes, o Espírito volta repetidas vezes, visando o mesmo propósito”

(HORTON, Stanley (Ed.). Teologia sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal o de Janeiro: CPAD, 1996, p.456).

I – OS DONS ESPIRITUAIS

 

 

  1. Os dons espirituais.

São manifestações do poder de Deus que nos capacitam a continuar a missão de Cristo no mundo e as demonstrações desse poder na vida da Igreja (At 1.8).

A Igreja não se sustenta sozinha, por isso o Senhor Jesus enviou o Espírito Santo (Jo 14.16-18).

Há pelo menos três listas desses dons (Rm 12.6-8; 1Co 12.8-10,28-30), embora não ousamos dizer que sejam apenas esses, pois não existe uma lista exaustiva deles no Novo Testamento.

 

  1. Os dons são dados aos crentes individualmente.

A manifestação dos dons ocorre por meio das três Pessoas da Trindade:

– pelo Espírito, na “diversidade de dons” (1Co 12.4);

– pelo Senhor, na “diversidade de ministérios” (v.5);

– e pelo Deus Pai, na “diversidade de operações (v.6).

Mas a fonte dos dons é o Espírito Santo e, por isso, essa manifestação é dada por Ele “a cada um para o que for útil” (1Co 12.7) e não para exibição ou ostentação do crente, porque o mérito é do Senhor Jesus (At 3.12).

Outra vez o apóstolo enfatiza a origem dos dons, o Espírito Santo, pois reconhece que é este mesmo quem “opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer” (1Co 12.11).

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

 

O duplo propósito do batismo no Espírito remonta a expansão do Evangelho e a capacitação do crente.

 

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO IV

 

 

Dons Espirituais.

Recursos extraordinários que o Senhor Jesus Cristo, mediante o Espírito, colocou à disposição da Igreja, visando:

1) o aperfeiçoamento dos santos;

2) a ampliação do conhecimento, do poder e da proclamação do povo de Deus; e:

3) chamar a atenção dos incrédulos à realidade divina. Os dons espirituais dividem-se em três grupos:

 

l – Dons de Revelação.

Palavra da sabedoria, palavra do conhecimento e discernimento de espíritos. Através dos quais a igreja é capacitada a conhecer de maneira sobrenatural.

 

Il – Dons de Poder.

Fé, Maravilhas e Cura. Por intermédio dos quais a Igreja pode agir de forma extraordinária.

 

Ill – Dons de Alocução.

Línguas, interpretação e profecia. Por meio dos quais a Igreja recebe a graça de proclamar os arcanos divinos de modo milagroso

(ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p.127-28).

 

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

 

A descida do Espírito Santo é acompanhada dos dons espirituais.

Eles são atuais na vida da Igreja e são dados a cada um para o que for útil, sempre para o bem da igreja local.

Trata-se de ferramentas importantes e indispensáveis para os crentes, razão pela qual devemos lhes dar a devida atenção.

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Comentários

  1. Marcos Macedo Corrêa disse:

    Parabéns professor Alberto por essa riqueza de conhecimento que Deus lhe tem dado ! Certamente isto é o resultado de um grande plantio que tu fizeste e que pela fidelidade de Deus pela sua palavra, hoje se vê a maravilhosa colheita desse investimento ! Deus abençoe você e toda a sua família !

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