Video Aula – EBD Lição 07 – A Necessidade do Novo Nascimento

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EBD07

Comentários

  1. carlos alberto rodrigues disse:

    Paz do Senhor Pastor! Perdi a aula da Escola Dominical domingo, mas tenho uma dúvida: Em Daniel diz que “ressuscitaremos para vergonha ou vitória”. Quando morremos ficamos dormindo até esse dia, tanto os salvos quanto os ímpios? E o que é o Hades que o pastor Raimundo fala?

    1. Prof. Alberto disse:

      A Paz do SENHOR irmão Carlos Alberto, Em Daniel 12.2 diz: “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão”. Esta é uma das poucas claras referências, no Antigo Testamento, à vida além-túmulo. Essa vida será mediada pela ressurreição. Há algumas claras instâncias da doutrina da sobrevivência da alma no Antigo Testamento, além de muitas referências a esse ensino no Novo Testamento. Nos Salmos e nos Profetas encontramos referências à alma e à sua sobrevivência ante a morte biológica. Essa noção se desenvolveu no Novo Testamento.
      A ressurreição dos bons e dos maus (não separados aqui, como em Apo. 20.5) produzirá recompensas para os bons e julgamento para os maus. Esta é, praticamente, a única referência veterotestamentária dessa natureza.
      O ensino de Daniel sobre o tempo em que essas condições prevalecerão é o ensino comum, dando a entender que ambos os estados — tanto dos bons quanto dos maus — durarão para sempre. Daniel não previu a restauração geral que é o tema de Efésios 1.9,10, o Mistério da Vontade de Deus, ou seja, o que Deus fará, finalmente, o próprio Daniel, tal como outros autores bíblicos, tinha uma visão preliminar de tais questões.
      A separação entre os bons e os maus dependerá do que ambos tiverem praticado (Apo. 20.12). Esses dois grupos irão para seus estados separados de recompensa ou punição. A punição dos maus ocorrerá ali, e a recompensa para os bons tornou-se parte da doutrina (conforme vemos em Luc. 16).
      A Alma é um entidade que sobrevive à morte do corpo, após a morte o corpo fica inconsciente e entra em decomposição, é o corpo portanto que dorme, não a alma. O Senhor Jesus declarou em Mateus 10.28: “E não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo”, ou seja, não devemos temer os inimigos, porque o máximo que eles podem fazer é matar o corpo, nada podendo fazer a alma. Em Apocalipse está escrito: “E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram. E, clamando com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam na terra? E foram dadas a cada um compridas vestes brancas e foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que também se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos como eles foram” (Ap 8.9-11). A Bíblia fala de cristãos mortos durante a Grande Tribulação, por recusarem a adorar a besta, diz explicitamente que estão conscientes, sabem que foram mortos na terra e que agora suas almas se encontram no céu, debaixo do altar de Deus.
      Vamos agora ver o que Paulo ensinou sobre a alma após a morte do corpo: “Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir e estar com Cristo, porque isto é muito melhor” (Fp 1.23); “Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer; temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus. E por isso também gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação, que é do céu… sabendo que, enquanto estamos no corpo, vivemos ausentes do Senhor… Mas temos confiança e desejamos antes deixar o corpo, para habitar com o Senhor” (2 Co 5.1-2; 6,8). Que valor teria essa declaração se o crente não estivesse consciente na presença do Senhor Jesus? Se o cristão, na sua morte, estivesse dormindo, como saberiam que estão com Cristo? Ou não estão na companhia de Jesus? Claro que sim, Paulo sabia disso porque ele disse: “tenho desejo de partir e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor”. Em 2 Coríntios 5, o apóstolo Paulo ensina que quem partiu deste mundo, isto é, quem morreu, cuja alma deixou o tabernáculo, a tenda ou casa em que vivem na terra, está em Cristo, na companhia dele, enquanto o corpo está sim está dormindo no túmulo, frio e em estado de decomposição. O tabernáculo da sua casa se desfez e agora está revestido da nova habitação que é do céu. A alma está unida às miríades de santos de todas as eras, como os profetas, patriarcas, apóstolos e demais justos e cristãos de todos os tempos. Você acha mesmo, que alguém aceitaria o martírio se não tivesse essa esperança? os primitivos cristãos eram martirizados, muitos em famílias, e ao irem para o martírio diziam aos seus entes queridos, até breve, nos veremos no céu,, que esperança Gloriosa.
      Deus não é Deus de mortos, mas de vivos: o Senhor Jesus declarou que os patriarcas estavam vivos diante de Deus: “Eu Sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó’? Por isso, Ele não é Deus de mortos, mas sim, dos que vivem!” (Mt 22.32). Qual foi a esperança dos discípulos de Jesus. O Senhor disse aos seus discípulos: “…para que onde eu estiver, estejais vós também…” (Jo 14.3). “Para onde eu vou não podes agora seguir-me, mas depois me seguirás” (Jo 13.36). Na sua oração sacerdotal, Jesus disse: “Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estiver, também eles estejam comigo…” (Jo 17.24). Se a alma estivesse inconsciente, que sentido teriam essas promessas? Que valor haveria em estar alguém inconsciente após a morte do corpo? Os discípulos de Jesus o seguiram após sua morte conforme as promessas que lhes havia feito. A consciência da alma após a morte ou dormição do corpo, é essencial ao conhecimento, e é justamente esses incentivos que nos faz desejar ardentemente estar com Jesus Cristo. Então, todos os fiéis do Senhor seguiram para onde ele foi, e não tem sentido e não é bíblica a doutrina da inconsciência da alma.
      Pergunto o ex malfeitor da cruz está inconsciente? Jesus disse: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc 23.43). É possível admitir, com base nessa passagem, que o malfeitor arrependido está deitado em sono inconsciente? De maneira nenhuma! Ambos morreram naquele dia. Jesus desceu às partes mais baixas da terra (Ef 4.8-10) e pregou aos espíritos em prisão (1 Pe 3.18-20), enquanto o malfeitor arrependido foi ao Paraíso. O mesmo lugar onde Jesus foi e “levou cativo o cativeiro” (Ef 4.8). A promessa de Jesus foi que naquele mesmo dia o malfeitor arrependido moribundo estaria com ele na glória.
      A história do Rico e Lázaro (Lc 16.19-31) ilustra uma realidade. O rico e Lázaro, como fato histórico, continua com sua mensagem inalterada, da consciência da alma após a morte, com todas as suas faculdades sensoriais e lembranças terrenas de sua identidade. É importante informar que não se faz doutrina sobre a eternidade com base no livro de Eclesiastes, que é um relato sobre as reflexões de um grande sábio que filosofa sobre as coisas “debaixo do sol”. Essa reflexão do que acontece com quem morre aqui na terra, debaixo do sol é a reflexão do sábio (Ec 3.19-21; 9.5). Nessas passagens parece que o que sucede aos animais é o mesmo que sucede aos homens, mas no final Salomão conclui a sua mensagem: “Quem adverte que o fôlego dos filhos dos homens sobe para cima, e que o fôlego dos animais desce para baixo da terra? (Ec 3.2) isto é, “E o pó volta à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu” (Ec 12.7). Normalmente os defensores do sono da alma (Adventistas, testemunhas de Jeová e outros) se baseiam basicamente em textos específicos do livro de Eclesiastes 9.5-10 e no Salmo 146.4, no entanto, esquecem que ambas as citações e outras similares, falam da morte do corpo, do sono inconsciente do corpo, mas não da alma.
      Portanto, podemos seguramente afirmar que os mortos em Cristo, seus corpos estão dormindo inconsciente, mas suas almas estão na Casa do Pai conscientemente, neste sentido, “…preciosa é a vista do SENHOR a morte de seus santos” (Sl 116.15).

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