EBD – Lição 06 – A Pecaminosidade Humana e a sua Restauração a Deus

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LIÇÃO 06

 

A PECAMINOSIDADE HUMANA

E A SUA RESTAURAÇÃO A DEUS

 

06 de agosto de 2017

 

Professor Alberto

TEXTO ÁUREO

 “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.” (Rm 3.23)

VERDADE PRÁTICA

 

 

Reconhecemos a pecaminosidade de todos os seres humanos, que os destituiu da glória de Deus, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo podem restaurá-los a Deus.

 

 

COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO

 

 “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.” (Rm 3.23)

 

 

O contexto do nosso texto áureo está na Epístola de Paulo aos Romanos, no capítulo 3 entre os versículos 21 a 28, onde Paulo apresenta a justificação pela fé em Jesus Cristo.

Paulo declara a partir do versículo 9 que todos os homens estão debaixo do pecado. A Queda no Éden arruinou toda a humanidade tão profundamente que transmitiu a todos os seres humanos a tendência ou inclinação para o pecado. Não somente isso, contaminou toda a humanidade: “não há um justo sequer” (Rm 3.10); “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23).

A natureza moral foi corrompida (Gn 6.5,12) e o coração humano tornou-se enganoso e perverso (Jr 17.9). Todas as pessoas estão mortas em ofensas e pecados (Ef 2.1),  são inimigas de Deus (Rm 8.7), e escravas do pecado. A corrupção do gênero humano atingiu o homem em toda a sua composição — corpo, alma e espírito, conforme lemos em Isaías: “Toda a cabeça está enferma, e todo o coração, fraco. Desde a planta do pé até à cabeça não há nele coisa sã” (Is 1.5,6).

Isso prejudicou todas as suas faculdades, quais sejam: intelecto, emoção, vontade, consciência, razão e liberdade. Portanto, o homem por si mesmo não consegue voltar-se para Deus sem o auxílio da graça divina (Jo 6.44). Apesar de tudo, a imagem de Deus no homem não foi aniquilada; foi, no entanto, desfigurada a tal ponto que a sua restauração só é possível em Cristo.

 Jesus reconheceu algumas qualidades no moço rico (Mc 10.21), e até mesmo nos fariseus (Mt 23.23). Todos nós conhecemos descrentes que são pessoas de bem, honestas e de bom caráter e religiosas, como o centurião de Cafarnaum (Lc 7.4-7), ainda que o bem social que elas praticam leve a marca da contaminação do pecado.

“Porque todos pecaram…” –  No grego notemos o aoristo: «pecaram». Isso indica um fato consumado. Nenhum debate poderia alterar o fato e seu resultado.

“… e destituídos estão…” – são palavras que podem ser traduzidas, mais exatamente ainda, por “…ficam aquém da…”, isto é, não conseguem atingir o alvo desejado. São encontrados em falta nessa busca. Desistiram da corrida. Devemos também dar atenção ao tempo presente do verbo carecer, o que, no original grego, dá a ideia de «continuam ficando aquém». E isso quer dizer que embora pensem os homens que continuam se esforçando apropriadamente para avançarem em direção a Deus, na verdade, como corredores, já estão desqualificados da corrida, embora ainda não saibam que o foram. No fato que «pecaram», desqualificaram-se a si mesmos, e, mediante a prática contínua do pecado, continuam ficando aquém da glória de Deus, de sua aprovação.

Paulo, o principal dos pecadores, exclama: ‘Desventurado homem que sou!’ (Rm 7:24), tendo tido de descobrir que era mister depositar a sua confiança exclusivamente em Cristo.

Por causa dos efeitos maculadores do pecado, o homem vive continuamente «ficando aquém» dessa glória. É verdade que os homens geralmente se ufanam de serem nenos maus do que outros, e é sempre essa ilusão dos homens que fica sujeita ao juízo divino. Pelo contrário, o padrão do juízo é a santidade absoluta, e não a mera comparação entre indivíduo e indivíduo. E sem essa santidade absoluta ninguém permanecerá na presença de Deus.

“…da glória de Deus.” (Rm 3.23) – a ideia aqui focalizada é antes a da «aprovação» divina, conforme vemos também em João 12:43, onde lemos que os homens, pervertidos como são, amam a «glória dos homens», e não a «glória de Deus», isto é, a aprovação humana, e não a aprovação divina. É exatamente a ausência dessa aprovação divina que leva o pecador a ser declarado «culpado» no juízo diante de Deus, e aquelas coisas que, segundo vemos assim, os homens não podem declaradamente conseguir, desse modo combinam com a realidade dos fatos. Pois se o homem não goza da aprovação de Deus, também não poderá compartilhar de sua imagem celeste, de seu reino celeste, da vida eterna, etc., tudo o que tinha por intuito ser dado ao homem como seu destino.

Portanto, Paulo mostra assim os resultados do pecado universal, ainda que isso seja considerado somente sobre a base dos atos externalizados de desobediência, contra a lei de Moisés ou contra a lei da consciência. Isso se toma ainda mais necessário, quando levamos em conta os pensamentos do coração, os intuitos, os desejos íntimos, os motivos, etc. Essas questões do coração, da alma, mostram ainda mais claramente o quanto o homem fica «aquém» da glória de Deus.

 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Romanos 5.12-21

 

12 Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.

13 Porque até à lei estava o pecado no mundo, mas o pecado não é imputado, não havendo lei.

14 No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não tinham pecado à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir.

15 Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa. Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos.

16 E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou. Porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação.

17 Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo.

18 Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida.

19 Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos.

20 Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça;

21 Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor.

 

OBJETIVO GERAL

 

 

Compreender a pecaminosidade de todos os seres humanos, que os destitui da glória de Deus.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

No livro de Gênesis encontramos um dos relatos mais tristes da história da humanidade, a Queda. Mas, Deus não foi pego de surpresa com o pecado de Adão e Eva, pois as Escrituras Sagradas afirmam que desde a fundação do mundo a morte redentora de Jesus, pela salvação da humanidade, já havia sido determinada (Ap 13.8).

O homem pecou de modo deliberado contra Deus, mas o Criador não o deixou entregue a sua própria sorte.

O Senhor providenciou a sua redenção.

Vivemos em uma sociedade relativista, onde muitos não acreditam mais que haja certo e errado.

O erro, o pecado, segundo os relativistas, vai depender do ponto de vista de cada um.

Mas, cremos na Verdade absoluta e que a única solução para o pecado está na fé no sacrifício de Jesus Cristo.

 

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

 

A doutrina do pecado é conhecida nos tratados de teologia como Hamartiologia, da palavra grega hamartia.

O estudo se reveste de suma importância porque se trata do problema básico de todos os seres humanos.

Todos os conflitos no mundo e as confusões existentes na humanidade são manifestações do pecado.

Ninguém pode se livrar dele, mas o Senhor Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores da condenação eterna.

O enfoque da presente lição é definir e explicar o pecado, bem como apresentar o meio divino para a solução humana.

 

 

PONTO CENTRAL

 

Reconhecemos a pecaminosidade de todos os seres humanos.

 

 

  1. DEFININDO OS TERMOS

 

  1. Pecado.

Há uma lista extensa de palavras na Bíblia para designar o pecado: erro, iniquidade, transgressão, maldade, impiedade, engano, sedução, rebelião, violência, perversão, orgulho, malícia, concupiscência, prostituição, injustiça etc., além dos verbos e adjetivos cognatos.

Muitos desses termos, e outros similares, estão na sombria lista apresentada pelo apóstolo Paulo (Rm 1.29-32; Cl 5.19-21).

Mas há um termo genérico para designar o pecado com todos os seus detalhes, chattath, e seu equivalente verbal chattá (pronuncia-se hatá, com “h” aspirado), que literalmente significa “errar o alvo” (Jz 20.16).

O substantivo derivado desse termo aparece pela primeira vez no relato do assassinato de Abel por seu irmão Caim: “E, senão fizeres bem, o pecado jaz à porta” (Gn 4.7).

O seu equivalente grego na Septuaginta e no Novo Testamento é hamartia.

Essa palavra na Septuaginta traduz 24 termos hebraicos no Antigo Testamento referentes ao pecado.

 

 

  1. Os termos hebraicos awon e peshá.

 

Há na Bíblia um repertório amplo que revela o pecado nos seus vários aspectos, mas este espaço não nos permite uma apresentação exaustiva.

O termo hebraico avon, “iniquidade, perversão”, vem de uma raiz que significa “entortar, torcer”, daí a ideia de perverter a lei de Deus.

Essa palavra aparece traduzida em nossas versões como “injustiça” (Gn 15.16), “maldade” (Êx 20.5) e “iniquidade” (Lv 26.40).

Já o verbo avah, de mesma raiz, descreve a natureza do coração da pessoa não regenerada (Jó 15.5).

Isso revela a “vida torta” do pecador.

O outro termo de importância na Hamartiologia do Antigo Testamento é o verbo pashá “transgredir” ou o substantivo peshá, “transgressão, delito” (Gn 31.36; 50.17).

O ser humano forçou e foi além dos limites que Deus estabeleceu, e isso faz toda a humanidade, homens e mulheres, errar o alvo da vida.

 

 

  1. O que é pecado?

 

Sabemos que a Bíblia não é um livro de definição, mas de descrição.

Ela “revela a verdade em forma popular de vida e fato”, como bem afirmou um historiador da Igreja Philip Schaff.

As Escrituras declaram que “o pecado é a transgressão da lei” (l Jo 3.4; ARA) e que “toda iniquidade é pecado” (1 Jo 5.17).

Essa declaração é geralmente conhecida como pecado de comissão, isto é, quando praticamos aquilo que não deveríamos fazer (Mt 15-3; Rm 5.14).

Mas a Palavra de Deus nos ensina ainda que “aquele, pois, que sabe fazer o bem e o não faz comete pecado” (Tg 4.17).

Esse pecado é chamado de omissão, pois consiste em nossa falta de ação naquilo que deveríamos fazer (Jo 9.41).

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

Na Bíblia encontramos vários termos para definir pecado.

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

 “A harmatologia, é uma palavra usada no campo teológico para designar “a doutrina do pecado’, incluindo seus aspectos sombrios e sua natureza destruidora, tanto aplicada no campo físico como no campo espiritual, mostrando em cada detalhe suas disposições hostis contra Deus, os seres e qualquer entidade no mundo da existência.

Em sentido etimológico — a palavra ‘pecado’ conforme se encontra em nossas versões, vem da palavra hebraica ‘hatta’th‘, do qual origina-se a raiz hebraica ‘hata’ traduzido na Septuaginta da palavra ‘hamartia’.

Existem algumas palavras que relatam significados semelhantes à palavra hebraica hatta’th’, como também a palavra grega ‘hamartia’.

Estes termos são aplicados no tempo e no espaço para descrever e dar sentido a tudo aquilo que o pecado é e suas formas de expressão.

Os eruditos teológicos usam várias palavras deste gênero para descrever a natureza sombria do pecado, mostrando seus aspectos e suas disposições torcidas, maléficas em sua natureza daninha e perniciosa.

(PEDRO, Severino, A Doutrina do Pecado,1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, pp. 13,14).

 

CONHEÇA MAIS

EBD0602

 

Pecado

 

“Do hebraico hattah; do grego hamartios; do latim peccatum.

Transgressão deliberada e consciente das leis estabelecidas por Deus.

Errar o alvo estabelecido pelo Criador ao homem: O pecado mortal é a deliberação consciente e intencional de se resistir a vontade de Deus.

Não se trata de um simples pecado ou de uma transgressão ordinária; é uma rebeldia movida pelo orgulho e pelo não reconhecimento da soberania divina.”

Para conhecer mais, leia Dicionário Teológico, CPAD, pp. 235,236.

 

 

  1. A ORIGEM DO PECADO

 

 

  1. O pecado no céu.

 

O pecado originou-se no coração de um querubim ungido (Ez 28.14-15), que, juntamente com um grupo de anjos, (Ap 12.7-9) rebelou-se contra Deus, razão pela qual os insurgentes foram expulsos do céu (Is 14.12-14; Lc 10.18).

O querubim ungido tornou-se Satanás, que quer dizer “inimigo”, sendo, também, denominado Diabo, nome que significa “caluniador”.

O pecado já havia sido introduzido no universo quando Adão e Eva foram criados. Antes de acontecer na Terra, o pecado se originou no céu pelo mau uso do livre-arbítrio.

Jesus disse que o Diabo peca desde o princípio (Jo 8.44).

O querubim ungido foi criado perfeito em sabedoria e formosura, tinha o selo da perfeição (Ez 28.12-15), mas se rebelou contra Deus (Is 14.12-14).

Foi o orgulho e a soberba que fizeram esse querubim se transformar em Satanás (1Tm 3.6).

Ele foi expulso do céu com os anjos que o acompanharam em sua rebelião (2 Pe 2.4; Jd 6; Ap 12.7-9).

Quanto aos anjos que se rebelaram, tornaram-se demônios.

Entendemos que a primeira manifestação do pecado aconteceu na esfera angelical.

Foi lá que tudo começou.

 

 

  1. O pecado no Éden.

 

O pecado já existia mesmo antes da criação de Adão e Eva.

Adão tinha a permissão de Deus para comer de todas as árvores do jardim, exceto da árvore da ciência do bem e do mal: “De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2.16b,17).

A advertência foi clara.

Quando o casal comeu do fruto proibido, eles perceberam que estavam nus e procuraram se esconder da presença de Deus (Gn 3.7,8).

Era a ruptura imediata da comunhão com Deus, a morte espiritual.

O próprio Deus anunciou a vinda do Redentor (Gn 3.15) e em seguida pronunciou a sentença ao casal (Gn 3.16-19) e à sua posteridade.

Foi por causa dessa desobediência que o pecado entrou no mundo e, com ele, a morte (Rm 5.12).

Esse desastre é conhecido como a “Queda da humanidade”.

 

 

  1. A universalidade do pecado.

 

A Bíblia é clara ao ensinar que herdamos a natureza pecaminosa de Adão (1Co 15.49).

Isso passou a ser conhecido como “pecado original”.

A Bíblia não mostra como essa transmissão do pecado de Adão passou a todos os humanos, mas afirma que se trata de um fato incontestável (Rm 5.12,19).

Assim, as Escrituras mostram como todos nós, homens e mulheres, estamos diante de Deus: “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23).

O quadro apresentado é como segue: todos se extraviaram, não há quem faça o bem (SI 14.1-5; Rm 3.10-12), por isso não há no mundo quem não peque (1Rs 8.46; Ec 7.20).

A prova incontestável da universalidade do pecado é a morte (Rm 5.12).

Nem mesmo os salvos em Cristo estão isentos dessa lei (1 Jo 1.8).

O pecado é um princípio real e presente na vida de todas as pessoas, desde o ventre materno (SI 51.5; 58.3).

A Queda no Éden corrompeu toda a humanidade em todo o seu ser: corpo, alma e espírito, intelecto, emoção e vontade (Is 1.5, 6; 2 Co 7.1).

 

 

 

4.- A situação dos recém-nascidos e das crianças.

 

 

Até os bebês recém-nascidos e as demais crianças (Sl 51.5), que ainda não conheceram experimentalmente o pecado já possuem uma natureza pecaminosa (Sl 58.3).

O Senhor Jesus, porém, quando se referiu à situação das crianças, afirmou que das tais é o Reino de Deus: “Deixai os pequeninos e não os estorveis de vir a mim, porque dos tais é o Reino dos céus” (Mt 19.14).

Em relação à responsabilidade pessoal, considerando que algumas crianças desenvolvem-se no aspecto moral mais cedo que outras, e que a Bíblia não define, para isso, uma idade, não é possível atribuir-lhes culpa até que elas façam bem ou mal conscientemente (Rm 9.11).

Entendemos que a obra da redenção realizada pelo Senhor Jesus em favor de todas as pessoas proveu salvação aos que vierem a falecer em tenra idade: “porque dos tais é o Reino dos Deus” (Mc 10.14).

Entendemos, com base nessas palavras, que as crianças não serão condenadas e nem estarão perdidas caso morram antes de terem condições morais e intelectuais de poderem responder conscientemente ao “dom gratuito de Deus” (Rm 6.23).

O Senhor Jesus apresentou as crianças como exemplo de quem herda o Reino de Deus: “E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus”  (Mt 18.3).

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

O pecado teve sua origem no céu, porém na terra ele teve início com a desobediência de Adão e Eva.

 

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

O pecado no Éden, Satanás e a raça humana

Duas arvores do jardim do jardim do Éden tinham importância especial,

(1) A ‘árvore da vida’ provavelmente tinha por fim impedir a morte física.

É relacionada com a vida perpétua, em 3.22.

O povo de Deus terá acesso à árvore da vida no novo céu e na nova terra (Ap 2.7; 22.2).

(2) A árvore da ciência do bem e do mal’ tinha a finalidade de testar a fé de Adão e sua obediência à sua palavra.

Deus criou o ser humano como ente moral capaz de optar livremente por amar e obedecer ao seu Criador, ou desobedecer-lhe e rebelar-se contra a sua vontade.

A raça humana está ligada a Deus mediante a fé na sua palavra como a verdade absoluta.

Satanás, porque sabia disso, procurou destruir a fé que Eva tinha no que Deus dissera, causando dúvidas contra a palavra divina.

Satanás insinuou que Deus não estava falando sério no que dissera ao casal.

Noutras palavras, a primeira mentira proposta por Satanás foi uma forma de antinominianismo, negando o castigo da morte pelo pecado e apostasia.

Um dos pecados capitais da humanidade é a falta de fé na Palavra de Deus.

É admitir que, de certo modo, Deus não fala sério sobre o que Ele diz da salvação, da justiça, do pecado, do julgamento e da morte.

A mentira mais persistente de Satanás é que o pecado proposital e a rebelião contra Deus, sem arrependimento, não causarão, em absoluto, a separação de Deus e a condenação eterna.

Satanás, desde o princípio da raça humana, tenta os seres humanos a crer que podem ser semelhantes a Deus, inclusive decidindo por contra própria o que é bom e o que é mau.

Os seres humanos, na sua tentativa de serem “como Deus’, abandonam o Deus onipotente e daí surge os falsos deuses.

O ser humano procura, hoje, obter conhecimento moral e discernimento ético partindo de sua própria mente e desejos, e não da Palavra de Deus.

Porém, só Deus tem o direito de determinar aquilo que é bom ou mau”

(Bíblia de Estudo Pentecostal Rio de Janeiro: CPAD, 1995, pp. 34-36).

 

III. A SOLUÇÃO PARA O PECADO

 

  1. Nem tudo está perdido.

A Bíblia narra a situação humana descrevendo-a como “mortos em ofensas e pecados” (Ef 2.1) e que “o salário do pecado é a morte” (Rm 6.23).

Morte significa “separação”.

Isso começou com a Queda de Adão e continuou com a sua posteridade (Is 59.2).

Mas Deus, em sua infinita bondade e misericórdia, declara agora que nos “vivificou” (Ef 2.1a) e que o seu “o dom gratuito […] é a vida eterna” (Rm 6.23b).

A graça está disponível para toda a raça humana (Tt 2.11) e a salvação em Jesus pode ser encontrada em todos os lugares (At 17.30).

 

 

  1. A provisão de Deus.

 

O pecado entrou no mundo por um homem.

Adão; assim também a redenção veio por um homem: “a graça de Deus, o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos” (Rm 5.15).

A morte de Jesus foi expiatória, um sacrifício pelos nossos pecados que “Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue” (Rm 3.25).

Expiação diz respeito ao sacrifício para purificação e ao perdão dos pecados por meio dos sacrifícios (Lv 4.35; 17.11).

A propiciação é o ato que apazigua a ira divina contra o pecado, satisfazendo a santidade e a justiça de Deus.

A expiação realizada pelo “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29) é um ato da graça de Deus em favor de todos os seres humanos (l Jo 2.2).

Assim, o Senhor Jesus é a provisão de Deus para o pecador.

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

A morte expiatória de Jesus Cristo foi e é a solução para o pecado.

 

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

Lendo o Antigo Testamento e considerando séria e literalmente a sua mensagem, facilmente concluiremos que a salvação é um dos temas dominantes, e Deus, o protagonista.

 O tema da salvação já aparece em Gênesis 3.15, na promessa de que o Descendente — ou ‘semente’ — da mulher esmagará a cabeça da serpente.

‘Este é o protoevangelium, o primeiro vislumbre da salvação que virá através daquEle que restaurará o homem à vida’.

Javé salvava o seu povo através de juízes (Jz 2,16,18) e outros líderes, como Samuel (1 Sm 7.8) e Davi (1 Sm 19.5).

Javé livrou até mesmo a Síria, inimiga de Israel, por meio de Naamã (2 Rs 5,1).

Não há salvador à parte do Senhor (Is 43.11)

(HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p. 97).

 

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

A única esperança é o Senhor Jesus, o único que pode nos restaurar a Deus.

Restaurar é restituir, e isso se aplica tanto a possessões e bens (Êx 22.14; Is 58.12; Lc 19.8) como também a pessoas (Jr 30.17).

O plano de Deus é restaurar todas as coisas (At 3.21), mas Ele começou com os seres humanos.

Nós estávamos perdidos, como o filho pródigo, e fomos restaurados a Deus pelo arrependimento (At 3.19; 2 Co 7.10) e pela fé em Jesus (Rm 5.1).

 

 

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