EBD – Lição 04 – O Senhor e Salvador Jesus Cristo

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EBD0403

LIÇÃO 04

O SENHOR E SALVADOR

JESUS CRISTO

23 de julho de 2017

Professor Alberto

TEXTO ÁUREO

 “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.” (Jo 14.6)

 

VERDADE PRÁTICA

Cremos no Senhor Jesus Cristo, o Filho Unigênito de Deus, plenamente Deus, plenamente Homem e o único Salvador do mundo.

COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO

 

 

“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.” (Jo 14.6)

 

 

O Contexto em que o Senhor fez essa declaração era um contexto de medo e de insegurança para os discípulos, é isso que podemos constatar no capítulo 13 de João. O grupo de discípulos era pequeno, e o inimigo era muito forte. O Senhor Jesus estava prestes a sair do mundo e o traidor estava pronto para agir. Aquela noite era escura e o futuro era incerto.

Possivelmente para muitos o Mestre teria falhado, pois o Sinédrio, Supremo Tribunal Judaico, já havia ordenado a detenção de Jesus, e os inimigos os havia seguido. Onde estava a capa protetora que antes os circundava.

É neste contexto que o Senhor Jesus dá início do capítulo 14 declarando que os seus discípulos não turbassem seus corações e no versículo 6 Ela faz essa extraordinária declaração, que é o nosso texto áureo: “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.” (Jo 14.6).

 

Trata-se de uma declaração que é:

 

1.-  a verdade absoluta

 

2.-  totalmente exclusivista

 

3.- com esta declaração, Jesus deixa claro que não existe nenhuma outra forma do homem ser salvar, pois ele é a porta para chegar ao Pai;

 

Jesus o caminho –  “…Eu sou o caminho…”:

 

 

  1. a) Jesus é o caminho para Pai:

 

1.- Ele revelou o Pai aos homens (Jo 1.18);

 

2.- Ele conduziu os homens ao Pai (Jo 1.14);

 

3.- com sua morte tornou-se possível a reconciliação com Pai (Rm 5.11);

 

4.-  em sua ressurreição Ele dá vida aos homens (Rm 4.25);

 

5.- em sua ascensão, Ele nos garante a vitória de elevação até os lugares celestiais (Ef 1.19);

 

6.- em sua glorificação, os homens são glorificados e assim penetram na mais elevada glória ( Rm 8.30);

 

 

  1. b) Jesus é o caminho para o céu – Jo 14;
  2. c) Jesus é o caminho para o novo nascimento (Jo 3);
  3. d) Jesus é o caminho para o crescimento espiritual (Jo 15.5b; Ef 1.23);

 

 

Jesus a verdade: “… e a verdade, …”

 

  1. a) é a perfeita revelação de Deus, a verdade de Pai para todos;
  2. b) é a perfeita verdade segundo os eternos conselhos divinos ( Ef 1.3-5);
  3. c) é a verdade ética do homem, modelo de perfeição e verdade;
  4. d) é a verdade em oposição a falsa religião;
  5. e) é a verdade porque possui a essencial de Deus (Cl 1.15 e 2.9);

 

Jesus é a vida: ‘… e a vida…”

 

  1. a) porque ele é eterno (Jo 1.1);
  2. b) ele possui a vida em si mesmo (Jo 5.26 ; 6.57);
  3. c) com sua encarnação ele veio compartilhar dessa vida;
  4. d) Jesus transmite a vida real em contraste com as religiões de mero simbolismo;
  5. e) Jesus é a vida presente e futura, quem não se chega a ele , está sujeito a condenação eterna (Jo 3.15)

 

 

Ninguém chega ao Pai senão por mim – “…Ninguém vem ao Pai senão por mim.” (Jo 14.6)..

 

1.- a exclusividade de Jesus Cristo:

a) único mediador entre Deus e os homens ( 1 Tm 2.5);

b) único nome no qual podemos ser salvos (At 4.12);

c) único nome no qual podemos fazer maravilhas ( Mc 15.17-18);

d) único nome que nos dá a vida (Jo 20.3);

 

 

Essa declaração do Senhor Jesus “eu sou o caminho , a verdade e a vida, e ninguém vem a pai senão por mim” – é uma verdade absoluta, independentemente dos homens crerem ou não, Ele é o único que restaura a espécie humana ao seu Criador.

 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

João 1.1-14

 

1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

2 Ele estava no princípio com Deus.

3 Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.

4 Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.

5 E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.

6 Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João.

7 Este veio para testemunho, para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele.

8 Não era ele a luz, mas para que testificasse da luz.

9 Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo.

10 Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu.

11 Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.

12 Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome;

13 Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.

14 E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

 

 

 

OBJETIVO GERAL

 

Explicar porque cremos que Jesus é o Filho Unigênito de Deus, plenamente Deus e plenamente homem.

 

 

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

Prezado professor, nesta lição estudaremos a respeito do Homem mais importante que já viveu nesta terra, Jesus Cristo, o Filho Unigénito de Deus.

O seu nascimento foi e é um marco na história da humanidade.

Depois da sua vinda ao mundo a História passou a ser dividida em antes de Cristo e depois dEle.

É importante lembrar que quando Jesus veio ao mundo, a Palestina estava debaixo do jugo romano.

César Augusto era o imperador e os imperadores romanos eram visto por todos como um deus.

Porém, o Rei dos reis veio habitar entre nós.

Ele nasceu em um lugar simples, em um estábulo.

Seu berço não foi de ouro, mas foi uma simples manjedoura.

Ele abriu mão de toda a sua glória para vir ao mundo salvar todos os perdidos e revelar-se aos piedosos e às minorias.

 

 

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

 

 

Há inúmeros pontos da cristologia dignos de ocupar a mente e o coração de todos os seres humanos.

O nosso espaço aqui é exíguo para um estudo completo.

Temos de nos contentar com alguns pontos relevantes sobre a verdadeira Identidade de Jesus.

 

 

A provisão do Antigo Testamento sobre a obra redentora de Deus em Cristo é rica em detalhes.

Os escritores do Novo Testamento reconhecem a presença e a obra de Cristo na história da redenção, nas suas instituições e festas.

O nosso enfoque aqui é a verdadeira identidade Jesus.

 

 

PONTO CENTRAL

 Cremos que Jesus é o Filho Unigênito de Deus, plenamente Deus e plenamente homem.

 

 

I – O FILHO UNIGÊNITO DE DEUS

 

  1. O Filho de Deus.

 

 

O apóstolo João explica o motivo que o levou a escrever o seu evangelho com as seguintes palavras: “Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo 20.31).

Temos aqui dois pontos importantes:

O primeiro é sobre a identidade de Jesus: Ele é o Cristo e o Filho de Deus;

O outro é o motivo dessa revelação, a redenção de todo aquele que crê nessa verdade.

É de toda importância saber o significado do título “Filho de Deus”.

A profecia de Isaías anuncia: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu” (Is 9.6).

Note que o menino nasceu, mas o Filho, segundo a palavra profética, não nasceu, mas “se nos deu”.

O nascimento desse menino aconteceu em Belém, mas o Filho foi gerado desde a eternidade (Jo 17.5,24), pois transcende a criação: “E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” (Cl 1.17).

É como disse Atanásio, em resposta aos arianistas, referindo-se à eternidade de Jesus: “o Pai não seria Pai se não existisse o Filho”.

 

 

  1. Significado.

 

O significado do termo “filho” nas Escrituras é amplo, e uma das acepções diz respeito à mesma natureza do pai (Jo 14.8,9).

Quando Jesus se declarou Filho de Deus, Ele estava reafirmado sua divindade, e os judeus entenderam perfeitamente a mensagem (Jo 5.17,18).

O Mestre disse: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30).

E, mais adiante, no mesmo debate com os judeus, Jesus esclareceu o que significa ser Filho de Deus: “àquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, vós dizeis: Blasfemas, porque disse: Sou Filho de Deus?” (Jo 10.36).

Alegar que Jesus não é Deus, mas o Filho de Deus, como fazem alguns, é uma contradição.

 

 

  1. Significado de “unigênito” (v.14b).

 

A etimologia do termo “unigênito”, monogenés, em grego, indica a deidade do Filho.

Essa palavra só aparece nove vezes no Novo Testamento, sendo três em Lucas (7.12; 8.42; 9.38), uma em Hebreus (11.17) e as outras cinco em referência a Jesus nos escritos joaninos (Jo 1.14,18; 3.16,18; 1Jo 4.9).

O vocábulo vem de monos, “único”, e de genes, que nos parece derivar de genós, “raça, tipo”, e não necessariamente do verbo gennao, “gerar”.

Então, unigênito, quando empregado em relação a Jesus, transmite a ideia de consubstancialidade.

É exatamente o que declara o Credo Niceno: “E [cremos] em um só Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, o Unigênito do Pai, que é da substância do Pai, Deus de Deus, Luz de Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado, não feito, de uma só substância com o Pai”.

 

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

Jesus Cristo é o Filho Unigênito de Deus.

 

 

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

Unigênito

 

 

 Monogenés é usado cinco vezes, todas nos escritos do apóstolo João, acerca de Jesus como o Filho de Deus; em Hebreus 11,17 é traduzido por “unigênito”, sobre a relação de Isaque com Abraão.

Com referência a Jesus, a frase ‘o Unigênito do Pai’ (Jo 1.14), indica que, como o Filho de Deus, Ele era o representante exclusivo do Ser e caráter daquele que o enviou.

No original, o artigo definido está omitido tanto antes de ‘Unigênito’ quanto antes de ‘Pai’, e sua ausência em cada caso serve para enfatizaras características referidas nos termos usados.

O objetivo do apóstolo João é demonstrar que tipo de glória ele e seus companheiros apóstolos tinham visto.

Sabemos que ele não está fazendo somente uma comparação com as relações terrenas, pela indicação da preposição para, que significa ‘de, proveniente de’, A glória era de uma relação única e a palavra ‘Unigênito’ não implica um começo de Sua filiação.

Sugere, de fato, a relação, mas esta deve ser distinguida da geração conforme é aplicada aos homens.

Podemos apenas entender corretamente o termo ‘unigénito’ quando usados para se referir ao Filho, no sentido de relação não originada.

‘A geração não é um evento no tempo, embora distante, mas um fato independente do tempo.

O Cristo não se tornou, mas necessariamente é o Filho.

Ele, uma Pessoa, possui todos os atributos da deidade pura.

Isto torna necessário a eternidade, o ser absoluto; sobre este aspecto Ele não é ‘depois’ do Pai’

(Dicionário Vine: O significado exegética e expositivo das palavras do Antigo e do Novo Testamento. 14,ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2011, p. 1045).

 

II – A DEIDADE DO FILHO DE DEUS

 

 

  1. O Verbo de Deus (Jo 1.1).

 

 

O “Verbo” é a Palavra, do grego Logos.

O termo “Deus” aparece duas vezes nessa passagem, uma delas em referência ao Pai: “e o Verbo estava com Deus”.

Aqui temos uma indicação do relacionamento intratrinitariano, ou seja, entre a Trindade, antes mesmo da fundação do mundo.

A preposição grega pros, usada para “com” nessa segunda cláusula, diz respeito ao plano de igualdade e intimidade, face a face, além de mostrar a distinção entre o Pai e o Filho, um golpe mortal contra o sabelianismo.

A segunda referência, “e o Verbo era Deus”, aponta para o Filho.

Não se trata de acréscimo de mais um Deus aqui, posto que ao apóstolo foi revelado, pelo Espírito Santo, que o Verbo divino está incluído na essência una e indivisível da Deidade, embora seja Ele distinto do Pai (Jo 8.17,18; 2 Jo 3).

Da mesma forma, o apóstolo Paulo transmitiu essa verdade, ao dizer que “para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele” (1Co 8.6).

Trata-se do monoteísmo cristão.

 

  1. Reações à divindade de Jesus.

 

É digno de nota que os apóstolos João e Paulo, como os demais, eram judeus e foram criados num contexto monoteístico.

Portanto, não admitiam em hipótese alguma outra divindade, senão só, e somente só, o Deus Javé de Israel (Mc 12.28-30).

Observemos que, a cada fala do Senhor Jesus a respeito de sua divindade, de sua igualdade com o Pai, o próprio apóstolo João registra a reação dos judeus como protesto (Jo 5.18;’ 8.58,59; 10.30-33).

Mesmo assim, esses apóstolos não hesitaram em declarar, com ousadia e abertamente, a deidade absoluta de Jesus (Jo 20.28; Rm 9.5; Cl 2.9; Tt 2.13; 1Jo 5.20).

 

  1. O relacionamento entre o Pai e o Filho.

 

 

Os pais da Igreja perceberam também que, além das construções tripartidas, do relacionamento intratrinitariano e histórico-salvífico revelado nas Escrituras Sagradas, havia ainda as construções bipartidas que identificam a mesma deidade no Pai e no Filho.

O Pai e o Filho aparecem no mesmo nível de divindade (Gl 1.1; 1Tm 6.13; 2 Tm 4.1).

Essas expressões bipartidas provam que o Pai e o Filho são o mesmo Deus, possuindo a mesma substância, mas são diferentes na forma e na função, não em poder e majestade. Veja o seguinte exemplo:

“Graça e paz de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo” (Rm 1.7).

Os primeiros cristãos não precisavam de explicações adicionais para compreender a divindade de Jesus em declarações como essas (2 Pe 1.1).

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

Cremos na deidade do Filho de Deus.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

 

A deidade de Cristo inclui sua coexistência no tempo e na eternidade, com o Pai e o Espírito Santo.

Conforme indica o prólogo de João, o Verbo é eternamente preexistente.

O uso do termo ‘Verbo’ (no grego, Logos) é significativo, visto que Jesus Cristo é a principal expressão da vontade divina.

Ele não é somente o único Mediador entre Deus e a humanidade (1Tm 2.5), mas foi também o Mediador na criação.

Deus, falando, trouxe o Universo à existência, através do Filho, a Palavra Viva.

Porquanto, ‘sem ele nada do que foi feito [na criação] se fez’ (Jo 1.3).

Colossenses 1.15 diz que Cristo é a ‘imagem do Deus invisível’.

E a passagem de Hebreus 1.1,2 também proclama a grande verdade: Cristo é a mais completa e melhor revelação de Deus à humanidade.

Desde o começo, o Verbo foi a própria expressão de Deus, e continua a demonstrá-lo. E então, ‘vindo a plenitude dos tempos’ (Gl 4.4), o ‘Verbo se fez carne e habitou entre nós…’ (Jo 1.14).

Antes de manifestar-se à humanidade dessa nova maneira, o Verbo esteve eternamente em existência como aquEle que revela a Deus.

É bem provável que as teofanias do Antigo Testamento fossem, na realidade, ‘cristofanias’, visto que em seu estado preexistente, os encontros com várias pessoas, pode revelar a vontade de Deus, estaria de pleno acordo com seu ofício de Revelador”

(MENZIES, William; HORTON, Stanley M. Doutrinas Bíblica: Os fundamentos da nossa fé. 10.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p. 50).

 

CONHEÇA MAIS

EBD0402

 

Sabelianismo e unigênito

 

 

“Heresia pregada por Sabélio, no III século, cuja principal tónica era a negação da Santíssima Trindade”.

“Título que descreve a filiação singular é única de Jesus em relação a Deus-Pai.”

Para conhecer mais, leia Dicionário Teológico, CPAD, pp.282, 324.

 

 

 

III. A HUMANIDADE DO FILHO DE DEUS

 

 

O Senhor Jesus possui duas naturezas: a divina e a humana, portanto, é desonestidade teológica apresentar as passagens bíblicas que provam a humanidade de Jesus para negar a sua divindade, sendo que essas passagens não contradizem sua divindade apenas prova sua outra natureza a humana.

Portanto, as passagens bíblicas que revelam a divindade de Jesus não contradizem sua natureza humana, mas simplesmente revelam sua outra natureza a divina, já que o filho possui duas naturezas, verdadeiro homem (I Tm 2.5) e verdadeiro Deus (I Jo 5.20).

O Credo Niceno declara acerca de Jesus, cremos:

“E em um só Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, o Unigênito do Pai, que é da substância do Pai, Deus de Deus, Luz de Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado, não feito, de uma só substância [homooúsios][1]  com o Pai, por meio de quem todas as coisas vieram a existir, as coisas que estão no céu e as coisas que estão na terra, que por nós, homens, e por nossa salvação desceu e foi feito carne, e se fez homem, sofreu, e ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus, e virá para julgar os vivos e os mortos”.

 

No importante documento intitulado Tomo de Leão (440-461) parte III diz:

“Assim, intactas e reunidas em uma pessoa as propriedades de ambas as naturezas, a majestade assumiu a humildade, a força assumiu a fraqueza, a eternidade assumiu a mortalidade e, para pagar a dívida de nossa condição, a natureza inviolável uniu-se a natureza que pode sofrer. Desta maneira, o único e idêntico Mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo, pôde, como convinha à nossa cura , por um lado, morrer e, por outro, não morrer…”

 

e  na parte IV diz:

“Neste mundo fraco entrou o Filho de Deus. Desceu do se trono celestial, sem deixar a glória do Pai, e nasceu segundo uma nova ordem, mediante um novo modo de nascimento. Segundo uma nova ordem, visto que invisível em sua própria natureza, se fez visível na nossa e, ele que é inconpreensível, se tornou compreendido; sendo anterior aos tempos, começou a existir no tempo; Senhor do universo, revestiu-se de forma de servo, ocultando a imensidade de sua Excelência;  Deus impassível, não se horrorizou de vir a ser carne passível; imortal, não recusou às leis da morte. Segundo um novo modo de nascimento, visto que a virgindade, desconhecendo qualquer concupiscência, concedeu-lhe a matéria de sua carne. O Senhor tomou, da mãe, a natureza, não a culpa. Jesus Cristo nasceu do ventre de uma virgem, mediante um nascimento  maravilhoso. O fato de o corpo do Senhor nascer portentosamente não impediu a perfeita  identidade de sua carne com a nossa, pois ele que é verdadeiro Deus é também verdadeiro homem. Nesta união não há mentira nem engano. Corresponde-se numa unidade mútua a humildade do homem e a excelsitude de Deus. Por ser misericordioso, Deus [ divindade]  não se altera; por ser dignificado, o homem [ humanidade]  não é absorvido. Cada natureza [ a de Deus e a de servo]  realiza suas próprias funções em comunhão com a outra. O Verbo faz o que é próprio do verbo; a carne faz o que é próprio à carne;  um fulgura com milagres; o outro submete-se às injúrias. Assim como o Verbo não deixa de morar na glória do Pai, assim a carne não deixa de pertencer ao gênero humano… Portanto, não cabe a ambas as naturezas dizerem: “O Pai é maior do que eu” ou  “Eu e Pai somos um”. Pois, ainda que em Cristo Nosso Senhor haja só uma pessoa. Deus-homem, o princípio que comunica a ambas as naturezas as ofensas é distinto do princípio que lhes torna comum a glória…”.

 

 

 

  1. “E o Verbo se fez carne” (Jo 1.14a).

O prólogo do Evangelho de João começa com a divindade de Jesus e conclui com a sua humanidade.

O Senhor Jesus Cristo é o verdadeiro Deus e o verdadeiro homem.

A sua divindade está presente na Bíblia inteira, de maneira direta e indireta, nos ensinos e nas obras de Jesus, com tal abundância de detalhes que infelizmente não é possível mencioná-los aqui por absoluta falta de espaço.

A encarnação do Verbo significa que Deus assumiu a forma humana. A concepção e o nascimento virginal de Jesus (Is 7.14; Mt 1.123) são obra do Espírito Santo (Mt 1.20; Lc 1.35).

Tal encarnação do Verbo é um mistério (1Tm 3.16).

 

 

  1. Características humanas.

 

 

Assim como as Escrituras revelam a deidade absoluta de Jesus, da mesma forma elas ensinam que Ele é plenamente homem: “Jesus Cristo, homem” (1Tm 2.5).

Há abundantes e incontestáveis provas de sua humanidade, ou seja, de que Ele nasceu, cresceu e viveu entre nós.

Seu nascimento é contado com detalhes nos dois primeiros capítulos de Mateus e de Lucas.

Ele cresceu em estatura física e intelectual (Lc 2.52); e sentiu fome, sede, sono e cansaço (Mt 4.2; 8.24; Jo 4.6; 19.28).

 

 

  1. Necessidade da encarnação do Verbo.

 

 

Jesus foi revestido do corpo humano porque o pecado entrou na humanidade por meio do casal Adão e Eva, seres humanos, e pela justiça de Deus o pecado tinha de ser vencido também por um ser humano (Rm 5.12, 17-19).

Jesus se fez carne.

Fez-se homem sujeito ao pecado, embora nunca houvesse pecado, e venceu o pecado como homem (Rm 8.3).

A Bíblia mostra que todo o género humano está condenado; que o homem está perdido e debaixo da maldição do pecado (SI 14.2,3; Rm 3.23).

Todos são devedores, por isso, ninguém pode pagar a dívida do outro.

A Bíblia afirma que somente Deus pode salvar (Is 43.11).

Então, esse mesmo Deus tornou-se homem, trazendo-nos o perdão de nossos pecados e cumprindo Ele mesmo a lei que promulgara (At 4.12; 1Tm 3.16; Cl 2.14).

 

 

 

 

 

SUGESTÃO BIBLIOGRÁFICA

 

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Existe alguma evidência verossímil de cristo ser Deus, além de sua própria afirmação?

O cristianismo se susterá diante dos críticos do século XXI?

Os cristãos do mundo de hoje enfrentam crescentes desafios para demonstrar que sua fé é tão relevante quanto crível.

Em Novas evidências que exigem um veredito, Josh McDowell junta dois best-sellers em um volume, mantendo a clássica defesa da fé e respondendo novas questões apresentadas pela cultura da atualidade.

Novas evidências que exigem um veredito é a ajuda que os cristãos esperavam para defender e apresentar sua fé a mentes céticas e aguçadas.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

Cremos na humanidade do Filho de Deus.

 

 

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

Jesus Cristo não somente era pleno Deus, como pleno ser humano.

Ele não era em parte Deus e em parte homem.

Antes, era cem por cento Deus, e, ao mesmo tempo, cem por cento homem.

Em outras palavras, Ele exibia um conjunto pleno tanto de qualidades divinas quanto de qualidades humanas, numa mesma Pessoa, de tal modo que essas qualidades não interferiram uma com a outra.

Ele há dl retornar como ‘esse mesmo Jesus’ (At 1.11).

Numerosas passagens ensinar claramente que Jesus de Nazaré tinha um corpo verdadeiramente humano uma alma racional.

Eram características de seres humanos não-caídos (isto ; é, Adão e Eva), que nEle podiam ser encontradas. Ele foi, verdadeiramente, o Segundo Adão (1Co 15.45,47).

As narrativas dos evangelhos aceitam automaticamente a humanidade de Cristo.

Ele é descrito como um bebé, na manjedoura, e sujeito às leis humanas do crescimento.

Ele aprendeu, sentia fome, sentia sede e se cansava (Mc 2.15; Jo 4.6).

Ele também sofreu, ansiedade e desapontamentos (Mc 9.19); sofreu dor física e mental, e sucumbiu diante da morte (Mc 14.33,37).

Na epístola aos Hebreus há grande cuidado em se mostrar sua plena identificação com a humanidade (2.9,17; 4.15; 5.7,8 e 12.2).

A verdade, pois, é que na pessoa única do Senhor Jesus Cristo habitam uma natureza plenamente divina e outra plenamente humana, sem se confundirem.

Ele é, verdadeiramente, pleno Deus e pleno ser humano, Céu e Terra juntos na mais admirável de todas as pessoas”

(MENZIES, William; HORTON, Stanley M, Doutrinas Bíblica: Os fundamentos da nossa fé, 10.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p. 51).

 

 

 

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

 

O Senhor Jesus Cristo é a mais controvertida de todas as personagens da História porque é o único que é o verdadeiro Deus e o verdadeiro homem, e a sua verdadeira identidade só é possível pela revelação (Mt 16.17; 1Co 12.3).

Isso revela a sua divindade.

[1] O termo grego homooúsios,“consubstancial”, significa ser da mesma substância, da mesma essência. Trata-se de um adjetivo composto, homós,“igual, comum, idêntico, o mesmo”, e ousía, “ser, realidade, essência,

substância”. Homooúsios aparece com frequência nos escritos de Atanásio e dos pais capadócios para se referir a mesma essência ou substância da deidade das três pessoas da Trindade.

 

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