EBD – Lição 03 – A Santíssima Trindade: Um só Deus em Três Pessoas

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LIÇÃO 03

A SANTÍSSIMA TRINDADE:

UM SÓ DEUS EM TRÊS PESSOAS

 

16 de julho de 2017

Professor Alberto

TEXTO ÁUREO

 

 “Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.” (Mt 28.19)

 

 

VERDADE PRÁTICA

 

Cremos em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo iguais em substância, glória, poder e majestade.

 

COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO

 

“Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.” (Mt 28.19)

 

Nosso texto áureo está inserido no Evangelho de Mateus capítulo 28 entre os versículos 16 a 20, quando o Senhor Jesus aparece aos seus discípulos na Galileia,  A pregação do evangelho deve ser proclamada para todas as etnias, todas as nações, o Senhor Jesus estabeleceu a universalidade da comissão apostólica, nosso texto áureo demonstra a universalidade da mensagem cristã, e este é o trecho central do tema: a Carta Magna do empreendimento missionário do cristianismo bíblico.

Na ordem do Senhor Jesus: “…ide, ensinai todas as nações…” –  ou façam discípulos de todos os povos, em primeiro lugar, está a necessidade do evangelismo ou da pregação do evangelho; mas também subentende um exercício de treinamento e orientação, de forma que esses discípulos sejam melhor firmados e instruídos na plenitude da mensagem das Escrituras Sagradas.

Jamais uma pessoa deveria ser batizada sem ser ensinada, ela precisa saber que o batismo significa “sepultamento”: “Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida” (Romanos 6:3,4), não podemos sepultar nas águas batismais quem ainda está vivo para o mundo, não se pode “sepultar” pessoas vivas, mas apenas quem já morreu. Assim também precisamos ensinar o novo convertido a compreender o significado de ser discípulo do Senhor Jesus, então após estar morto para o pecado, está apto para ser “sepultado com ele pelo batismo”.

Nesse texto áureo temos a fórmula trinitariana do batismo, lamentavelmente contestada tanto pela crítica textual, que tem apontado que a expressão “em nome do Pai e do Filho, e do Espírito Santo”, seja apenas uma interpolação litúrgica ou expansão das palavras originais de nosso Mestre, como pelos unicistas, representados através de grupos como: Voz da Verdade; Igreja Local (Wetness Lee); Tabernáculo da Fé e outros grupos menos conhecidos, ou ainda pelos unitaristas,  como: Testemunhas de Jeová, Testemunhas de Yehoshua, “Israelitas da Nova Aliança”, entre outros.

Na verdade, a suspeita da crítica textual se deve ao fato da designação tripartite do texto de Mateus 28:19 soar muito trinitário para ser incluído nas palavras originais de Mateus. Como resultado, alguns eruditos modernos, tem sugerido que o final do evangelho de Mateus poderia bem ter sido adicionado por escribas posteriores sob a influência das controvérsias trinitárias que enredaram na Igreja Cristã nos séculos 3 e 4. A evidência primária onde tais sugestões se baseiam é a citação ou alusão a este texto nos escritos de Eusébio. Como exemplo, nós podemos notar suas palavras na História Eclesiástica, Livro III.5.ii: “Depois da ascensão de nosso Salvador, os judeus acrescentaram ao crime cometido contra ele a invenção de inúmeras ameaças contra seus apóstolos: Estevão foi o primeiro que eliminaram, apedrejando-o ; depois dele, Tiago, filho de Zebedeu e irmão de João, a quem decapitaram; e depois de todos, Tiago, o que depois da ascensão de nosso Salvador foi o primeiro designado para o trono episcopal de Jerusalém e morreu da forma que já descrevemos. E os demais apóstolos sofreram milhares de ameaças de morte e foram expulsos da terra da Judeia. Porém, com o poder de Cristo, que havia-lhes dito: Ide e fazei discípulos de todas as nações em meu nome, dirigiram seus passos para todas as nações para ensinar a mensagem”.

Com base nesta citação de Eusébio bem como a aparente “fórmula batismal” de Atos e as epístolas, alguns comentadores liberais da crítica textual tem sugerido que a frase tripartite do versículo 19 é uma interpolação litúrgica ou expansão das palavras originais de nosso Mestre, que ordenou o batismo “em Meu nome” ao contrário de no “nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”.

A crítica textual está equivocada, pelo fato de sua sustentação histórica estar baseada na obra do historiador cristão Eusébio de Cesareia, História Eclesiástica, escrita somente no século III. Pois outros pais da igreja, muito mais antigos e mais próximos dos evangelhos estão em conformidade com Mateus 28.19, como a citação de Inácio (35-107) claramente ele cita Mateus 28.19 em sua Epístola aos de Filadélfia: “Pois aquelas coisas que foram anunciadas pelos profetas, dizendo “Até Ele vir para quem lhe está reservado, e Ele será a esperança dos gentios”, (Gen 49:10) foram cumpridas no Evangelho, [nosso Senhor dizendo,] “Ide e ensinai todas as nações, batizando-os no nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. (Mateus 28:19). Tudo então são juntamente bons, a lei, os profetas, os apóstolos, a inteira companhia [dos outros] que tem acreditado através deles: somente se nós amarmos uns aos outros” (grifo nosso).

Ireneu (130-200), outro pai da igreja cita da mesma forma Mateus 28:19 com a frase tripartite em seu Contra Heresias: “E de novo, dando aos discípulos o poder de regeneração em Deus, Ele disse a eles, “Ide e ensinais todas as nações, batizando-as no nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. (seção xvii) (grifo nosso).

Ainda há a citação de Justino de Roma, o mártir ((100-165): “… eles então executavam o banho na água, no nome do Pai do universo e do nosso Salvador Jesus Cristo e do Espírito Santo”. (Justino, 61.3). Apesar de este não ser uma citação do texto de Mateus, ele certamente incorpora os mesmos três nomes no contexto do batismo.

Vejamos agora a citação de Tertuliano (c. 160-225): “Conseqüentemente, depois que um destes se perdeu, Ele comandou os outros onze, em sua partida para o Pai, para “ir e ensinar todas as nações, que deveriam ser batizadas no Pai, e no Filho e no Espírito Santo” (A prescrição contra os hereges, xx) (grifo nosso).

A Didaquê contém a frase tripartite: “1 Quanto ao batismo, faça assim: depois de ditas todas essas coisas, batize em água corrente, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. 2 Se você não tiver água corrente, batize em outra água. Se não puder batizar com água fria, faça com água quente. 3 Na falta de uma ou outra, derrame água três vezes sobre a cabeça, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. (Didache 7:1-3)

 

Quanto aos unicistas que defendem o batismo somente no nome de Jesus, eles assim fazem, através de um tremendo marabalismo declarando que a expressão: “… em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28.19), indica que o nome de Deus é Jesus, simplesmente pelo fato de a palavra “nome” aparecer no singular. No entanto, a passagem de Mateus 28.19 está falando de três Pessoas distintas em uma só Divindade. “Em nome” quer dizer em nome de Deus, do único Deus que subsiste eternamente em três Pessoas (Pai, Filho e Espírito Santo).

Outros textos selecionados pelos unicistas para sustentar sua teoria sobre o batismo em nome de Jesus são: At 2.38; 8.16; 19.5; 10.48.

No entanto essas quatro passagens todas no livro de Atos não estão nos dando a fórmula batismal, estão mostrando que essas pessoas foram batizadas na autoridade do nome de Jesus, pela fé em seu nome. A prova disso é que:

1) Atos .2.38 diz: “Em nome de Jesus Cristo”;

2) Atos 8.16 diz: “Em nome do Senhor Jesus”;

3) Atos 10.48 diz: “Em nome do Senhor”;

4) Atos 19.5 diz: “Em nome do Senhor Jesus…”.

Apenas Atos 8.16 e 19.5 usam exatamente a mesma expressão. As versões que seguiram o Textus Receptus de Erasmo de Rotterdã, trazem Atos 10.48: “Em nome do Senhor” como a Versão Almeida Corrigida.

Qual seria então a fórmula Batismal?: “Em nome de Jesus Cristo”, “Em nome do Senhor” ou “Em nome do Senhor Jesus”? Se isso fosse fórmula batismal todas certamente seriam iguais, pois a fórmula seria padronizada. A fórmula ensina pelo Senhor Jesus foi a de Mateus 28.19.

Como já apontamos no texto acima a história da Igreja também nos ensina isto, pois nos quatro primeiros séculos da Era Cristã, os pais da igreja registraram a fórmula como os cristãos foram batizados que é a de Mateus 28.19. (Didache, ano 150). Os pais da igreja como: Justino, o mártir, 165, Irineu , martirizado em 202 , Cipriano 258 e Basílio (329-379) todos escreveram que os cristãos foram batizados utilizando da fórmula de Mateus 28.19.

Reconhecemos que as formulações filosóficas e ontológicas trinitárias apareceram séculos depois da escrita do Evangelho de Mateus, mas a confissão da relação do Pai e do Filho foi ensinada pelo próprio Jesus, ao mesmo tempo que o presente e ativo trabalho do Espírito, certamente foi um antigo fenômeno entre os discípulos de nosso Mestre. Então, para Mateus gravar as palavras de Jesus que comissionou Seus discípulos a batizar crentes gentios “no nome do Pai, Filho e Espírito Santo”, deve no mínimo significar que tais crentes gentios deveriam confessar sua nova relação com o Deus de Israel, obtida pela vinda de Seu Filho como Messias, e feito real ou poderoso pelo trabalho interior do Espírito.

Se pudemos ler as palavras de Mateus 28.19 sem impô-las aos debates cristológicos dos séculos posteriores, certamente podemos aceitá-las como verdadeiramente palavras do Senhor Jesus ordenando seus discípulos a “ir, pregar para todos os povos, todas as pessoas, ensinando-as a guardar todos os seus santos mandamentos, em novidade de vida, e serem batizadas de acordo com a fórmula batismal trinitariana: “em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo”, e continuamente ensinar os crentes até a sua volta para arrebatar sua igreja.

 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Coríntios 12.4-6; 2 Coríntios 13.13

1 Coríntios 12.4-6:

4 Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.

5 E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.

6 E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.

 

2 Coríntios 13.13:

A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. Amém.

 

 

 

OBJETIVO GERAL

 

Saber que cremos em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

 

 

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

Na lição de hoje estudaremos a respeito de uma das mais importantes e cruciais doutrinas do pensamento cristão, a Trindade.

Não cremos na existência de três deuses, mas em um só que subsistente em três pessoas distintas, eternas e que criaram todas as coisas.

É importante que você procure, no decorrer da lição, enfatizar que embora não conste na Bíblia a palavra Trindade, vamos encontrar tanto no Antigo Testamento quanto no Novo, evidências desta relevante doutrina.

Veremos na lição como o conceito de Trindade foi formulado.

Segundo Stanley Horton, “historicamente, a Igreja formulou a doutrina da Trindade em razão do grande debate a respeito do relacionamento entre Jesus de Nazaré e o Pai”.

Que o Deus Trino e Uno abençoe sua aula e seus alunos de modo que eles possam compreender e confessar ao mundo a fé em um só Deus, existente em si mesmo como Pai, Filho e Espírito Santo.

 

 

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

 

A doutrina da Trindade é a verdade mais crucial do pensamento cristão, mas como conciliar o monoteísmo revelado no Antigo Testamento com a divindade de cada pessoa da Trindade?

Esse é o enfoque da presente lição.

 

 

PONTO CENTRAL

Cremos em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas.

 

 

 

I – CONSTRUÇÕES BÍBLICAS TRINITÁRIA

 

  1. A Unidade da Trindade (1 Co 12.4-6).

Uma leitura superficial dessa passagem pode levar alguém a argumentar que o texto não diz que cada uma dessas pessoas é Deus, como costumam fazer determinados grupos tidos como cristãos.

O apóstolo Paulo se refere à Trindade usando outra linguagem.

Ele afirma a unidade de Deus, uma só essência e substância, em diversidade de manifestações de cada Pessoa distinta.

E declara que o Espírito é o mesmo, o Senhor é o mesmo e o Deus Pai é o mesmo. É a unidade na diversidade.

  1. A bênção apostólica (2 Co 13.13).

 

Há aqui certo paralelismo com a bênção final não é comum nas epístolas paulinas.

Não parece haver aqui intenção de explicar a doutrina da Trindade.

Trata-se do pronunciamento habitual do ministro de culto ao despedir os fiéis no fim das reuniões nas primeiras décadas da história da Igreja.

Se isso puder ser confirmado, significa que os cristãos já estavam conscientes dessa realidade divina desde muito cedo na vida da Igreja.

A fonte da graça do Senhor Jesus é o amor de Deus no Espírito Santo.

É uma saudação trinitária.

 

  1. O Deus trino e uno revelado (Ef 4.4-6).

 

Temos aqui a diversidade de operações e funções na unidade de Deus.

É Deus quem nos chama por meio do Espírito Santo.

Jesus é o nosso Senhor, a fonte de nossa fé e esperança.

O Pai, o Filho e o Espírito Santo são iguais em poder, glória e majestade, que subsistem desde a eternidade em uma só substância indivisível, mas manifestos na história salvífica em formas pessoais e funções distintas (1Pe 1.2).

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

Na Bíblia encontramos algumas construções trinitárias

 

 

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

O conceito do Deus Trino e Uno acha-se somente na tradição judaico-cristã.

Esse conceito não surgiu mediante a especulação dos sábios deste mundo, mas através da revelação outorgada passo a passo na Palavra de Deus.

Em todos os escritos dos apóstolos, a Trindade é implícita e tornada como certa (Ef 1,1-14; 1Pe 1.2).

Fica claro que o Pai, o Filho e o Espírito Santo, existem eternamente como três Pessoas distintas, mas as Escrituras também revelam a unidade dos três membros da Deidade.

As Pessoas da Trindade têm vontades separadas, porém nunca conflitantes (Lc 22.42; 1Co 12.11).

O Pai fala ao Filho, empregando o pronome da segunda pessoa do singular: “Tu és meu Filho amado; em ti me tenho comprazido” (Hb 9.14).

Declara que veio ‘não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou’ (Jo 6.38)”

(HORTON, Stanley. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, pp. 162-3).

 

CONHEÇA MAIS

Prof02

 

Trindade

 

“[Do gr. trios, três; do lat. trinitatem, grupo de três pessoas] Doutrina bíblica segundo a qual a divindade, embora uma em sua essência, subsiste nas Pessoas do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Para conhecer mais, leia Dicionário Teológico, CPAD, p.349.

 

II – O DEUS TRINO E UNO

  1. Uma questão crucial.

 

A Bíblia mostra com clareza meridiana a divindade do Filho: “e o Verbo era Deus” (Jo 1.1). Trata-se de uma divindade plena e absoluta: “porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl 2.9).

As Escrituras afirmam também que o Espírito Santo é Deus: “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1Co 3.16); e é também Senhor: “Ora, o SENHOR é o Espírito” (2 Co 3.17, ARA). Como conciliar essa verdade com o monoteísmo ratificado pelo próprio Senhor Jesus? (Mc 12.29,30).

Tal não se trata de triteísmo, isto é, “três deuses”, pois existe um só Deus e Deus é um só (1Co 8.6; Gl 3.20).

A única explicação é a Trindade.

 

  1. A Trindade.

 

A Trindade está presente na Bíblia desde o Antigo Testamento (Gn 1.26; 3.22; Is 6.8).

O Senhor Jesus apresenta o Pai e o Espírito Santo num tipo de relacionamento “eu, tu ele” (Jo 16.7-16).

Antes de sua ascensão ao céu, Jesus mandou que os discípulos batizassem “em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28.19).

Essa é a passagem bíblica mais contundente em favor da Trindade.

Temos aqui um conceito trinitário muito claro e vívido.

Trata-se de um resumo da realidade divina ensinada durante seu ministério acerca de si mesmo e do Pai (Mt 11.27) e do Espírito Santo (Mt 12.28).

A Igreja, desde a antiguidade, resume essas passagens bíblicas na fé em um só Deus que subsiste eternamente em três pessoas distintas.

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

Cremos em um Deus trino e uno.

 

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO

 

Trindade

 

[Do grego trias; do latim trinitatem, grupo de três pessoas] Doutrina segundo a qual a Divindade, embora uma em sua essência, subsiste nas Pessoas do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

As Três Pessoas são iguais nas substâncias e nos atributos absolutos, metafísicos e morais.

Apesar de o termo não se encontrar nas Sagradas Escrituras, as evidências que atestam a doutrina são, tanto no Antigo, como no Novo Testamento, incontestáveis.

A palavra Trindade foi usada pela primeira vez, em sua forma grega, por Teófilo; e, em sua forma latina, por Tertuliano.

(ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. 8.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999, p, 279).

 

 

O CREDO DE ATANÁSIO OU ATANASIANO

 

1 Todo aquele que quer ser salvo, antes de tudo, deve professar a fé universal[1].

2 A qual é preciso que cada um guarde perfeita e inviolada ou terá com certeza de perecer para sempre.

3 A fé universal é esta: que adoremos um Deus em trindade, e trindade em unidade;

4 Não confundimos as Pessoas, nem separamos a substância.

5 Pois existe uma única Pessoa do Pai, outra do Filho, e outra do Espírito Santo.

6 Mas a deidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo é toda uma só: glória é igual e a majestade é coeterna.

7 Tal como é o Pai, tal é o Filho e tal é o Espírito Santo.

8 O Pai é incriado, o Filho é incriado, e o Espírito Santo é incriado.

9 O Pai é imensurável, o Filho é imensurável, e o Espírito Santo é imensurável.

10 O Pai é eterno, o Filho é eterno, e o Espírito Santo é eterno.

11 E, no entanto, não são três eternos, mas há apenas um eterno.

12 Da mesma forma não há três incriados, nem três imensuráveis, mas um só incriado e um imensurável.

13 Assim também o Pai é onipotente, o Filho é onipotente e o Espírito Santo é onipotente.

14 No entanto, não há três onipotentes, mas, sim, um onipotente.

15 Assim, o Pai é Deus, o Filho é Deus, e o Espírito Santo é Deus.

16 No entanto, não há três Deuses, mas um Deus.

17 Assim o Pai é Senhor, o Filho é Senhor, e o Espírito Santo é Senhor.

18 Todavia não há três Senhores, mas um Senhor.

19 Assim como a veracidade cristã nos obriga a confessar cada Pessoa individualmente como sendo Deus e Senhor;

20 Assim também ficamos privados de dizer que haja três Deuses ou Senhores.

21 O Pai não foi feito de coisa alguma, nem criado, nem gerado;

22 o Filho procede do Pai somente, não foi feito, nem criado, mas gerado.

23 O Espírito Santo procede do Pai e do Filho, não foi feito, nem criado, nem gerado, mas procedente.

24 Há, portanto, um Pai, e não três Pais; um Filho, e não três Filhos; um Espírito Santo, não três Espíritos Santos.

25 E nessa trindade não existe primeiro nem último; maior nem menor.

26 Mas as três Pessoas são coeternas, são iguais entre si mesmas;

27 De sorte que por meio de todas, como acima foi dito, tanto a unidade na trindade como a trindade na unidade deve ser adorada.

28 Portanto quem quiser ser salvo, deve pensar assim a respeito da Trindade.

29 Mas é necessário para a salvação eterna: que também se creia fielmente na encarnação de nosso Senhor Jesus Cristo.

30 É, portanto, verdadeira fé que creiamos e confessemos que nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, é Deus e homem;

31 Deus, da substância do Pai, gerado antes dos séculos, e homem, da substância de sua mãe, nascido no mundo.

32 Perfeito Deus e perfeito Homem, subsistindo em uma alma racional e carne humana.

33 Igual ao pai segundo a sua Divindade, e menor do que o Pai segundo a sua humanidade.

34 O qual, ainda que seja Deus e homem, não é dois, e sim um só Cristo.

35 Um só; não por conversão da sua Divindade em carne; mas, sim, pela assunção em Deus da sua Humanidade.

36 Um só, não por confusão de substância, mas sim, pela unidade da Pessoa.

37 Porque assim como uma alma racional e carne são um só homem: assim também Deus e Homem são um só Cristo.

38 O qual sofreu por nossa salvação: desceu ao inferno, ao terceiro dia ressurgiu dos mortos.

39 Ascendeu aos céus: assentando-se à direita de Deus Pai Onipotente.

40 De onde virá para julgar os vivos e os mortos.

41 A cuja vinda todos os homens ressurgirão com seus corpos;

42 E darão conta de suas próprias obras.

43 E os que tiverem feito o bem entrarão na vida eterna; e os que tiverem feito o mal, para ao fogo eterno.

44 Esta é a fé universal: a menos que um homem creia fiel e firmemente, não poder ser salvo.

 

 

 

III. CRENÇAS INADEQUADAS

 

  1. Os monarquianistas dinâmicos

 

Trata-se de um movimento que surgiu após a metade do segundo século em torno do monoteísmo cristão.

Tertuliano, um dos líderes cristãos daquela geração, polemizou com eles, chamando-os de monarquianistas (do grego, monarchia, “governo exercido por um único soberano”).

Eles ensinavam que Jesus recebeu a dynamis, “poder”, em grego, por ocasião do seu batismo no rio Jordão; outros afirmavam que Jesus se tornou divino por ocasião de sua ressurreição.

Todas as ideias do movimento negavam a deidade absoluta de Jesus e contrariavam a crença desde a Era Apostólica, que considerava Jesus “o verdadeiro Deus e a vida eterna” (l Jo 5.20).

Eles são os ancestrais do arianismo.

 

  1. Os monarquianistas modalistas.

 

Esses são assim identificados porque ensinavam que Deus aparece de modos diferentes.

Para eles, Deus aparece com a máscara de Pai na obra criadora, com a máscara de Filho no seu nascimento e na ascensão, e a partir daí aparece com a máscara de Espírito Santo. Pai, Filho e Espírito Santo não são três pessoas, mas três faces, semblantes ou máscaras.

É a doutrina unicista que nega a Trindade.

Trata-se de um erro teológico crasso, pois a Bíblia é clara na distinção dessas pessoas (Mt 3.16,17; Jo 8.17,18; 2 Jo 3).

O bispo Sabélio foi o principal expoente dessa doutrina, por isso ela é conhecida como sabelianismo.

Seus herdeiros espirituais ainda estão por aí.

O resumo teológico deles é o seguinte: Deus é Jesus; no entanto, a Bíblia ensina que Jesus é Deus.

 

 

SUBSÍDIO DOUTRINÁRIO E HISTÓRICO

Crucificaram o PAI

 

No terceiro século da era cristã surgiu no seio da Igreja uma doutrina herética que confundia as pessoas da unidade divina, declarando existir um único Deus, o qual se manifestara de três modos ou aparências.

De acordo com essa doutrina, Deus, por ser uma única entidade, não separada em três pessoas, primeiramente se manifestou como o Pai ou o Criador.

Por ocasião da encarnação, tornou-se o Filho e voltou como o Consolador, Santificador e Mestre da Igreja.

Partindo dessa visão, Práxeas desenvolveu a doutrina herética de que o Pai sofreu a crucificação, ou seja, o que aconteceu com o Jesus terreno, transferiu-se ao Pai celeste. Está em pauta a doutrina do sofrimento de Deus Pai.

Essa equivocada doutrina, que põe em foco o sofrimento de Deus Pai, foi definida por Cipriano como patripassionismo, uma referência à doutrina do monarquianismo modalista, a qual declarava que os sofrimentos remidores de Jesus Cristo envolveram os sofrimentos de Deus Pai, visto que Jesus Cristo era o Pai sofredor. Assim acreditavam que o Pai e o Filho, em diferentes modos e atos, eram a mesma pessoa.

Noeto de Smirna e Práxeas foram os grandes expositores desta heresia. Práxeas chegou a declarar: o Pai nasceu e o Pai sofreu. Os modalistas confundiam as pessoas da Trindade e negavam a união da natureza divina com a natureza humana na pessoa do Senhor Jesus.

Patripassionismo é uma expressão oriunda do latim, pater – pai e patior – sofrer.

Basicamente, os textos bíblicos utilizados pelos grupos que defendem a ideia de que Jesus Cristo é o Pai e o Espírito Santo ao mesmo tempo são:

“Eu e o Pai somos um”(Jo 10.30).

“Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai: e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?” (Jo 14.9).

“E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo” (Jo 20.22).

“Ora, o Senhor é Espírito: e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade” (2Co 3.17).

 

Análise dos versículos citados

 

— “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30).

Neste versículo vemos a pluralidade na unidade. Basta observar a expressão “somos”, pluralidade; “um”, unidade. Jesus não está dizendo que é a mesma pessoa do Pai, mas que Ele e o Pai são duas pessoas distintas, em unidade divina.

Portanto, João 10.30 deve ser entendido como uma declaração de Jesus acerca da sua essência divina.

 

— “Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai: e como dizei tu: Mostra-nos o Pai?” (Jo 14.9).

Encontramos aqui uma reiteração da mesma substância da declaração do versículo 7 deste capítulo: “Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai: e já desde agora o conheceis, e o tendes visto”.

Ver o Pai não consiste em contemplar meramente a Sua presença corporal, mas em conhecê-Lo. Fica subentendido que não ver o Pai, na pessoa de Jesus, é o mesmo que não conhecê-Lo.

O Filho é o único expositor do Pai aos homens (Mt 11.27; Jo 12.44-45; Cl 1.15; Hb 1.3; 1Tm 6.16).

 

— “E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo” (Jo 20.22).

O Senhor Jesus faz aqui uma doação preliminar do Espírito Santo, que era o símbolo da promessa e a garantia de que seria concretizada a vinda do Espírito Santo quando o Senhor Jesus fosse glorificado (Jo 7.39).

Essa vinda, em Seu total poder, não poderia anteceder de forma alguma a ascensão de Jesus e a Sua glorificação (Jo 16.7).

O Senhor Jesus, porém, quis mostrar que essa pessoa divina viria (Jo 14.16-26). Por isso demonstrou aos Seus discípulos um símbolo do poder que haveriam de receber posteriormente em plena medida (At 2).

 

— “Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade” (2Co 3.17).

Neste versículo, a expressão “Senhor” se refere a Cristo, identificando o Espírito Santo com natureza divina de Jesus. Não que Ele seja a mesma pessoa. Basta observar que, no versículo seguinte, o apóstolo separa as pessoas: “Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transfornados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor” ( 2Co 3.18 ).

 

Algumas provas bíblicas de que Jesus não é o Pai:

 

 

— Estando Jesus na terra, o Pai estava no céu: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” (Mt 5.16). “Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus” ( Mt 5.48 );

 

 

— Jesus disse que confessaria diante do Pai os homens que o confessassem: “Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus. Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus” (Mt 10.32-33);

 

 

— O Senhor Jesus Cristo está hoje à direita do Pai: “E, ouvindo isto, enfureciam-se em seus corações, e rangiam os dentes contra ele. Mas ele, estando cheio do Espírito Santo, fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus; E disse: Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem, que está em pé á mão direita de Deus” (At 7.54-56);

 

 

— Deus Pai é Pai de Jesus. Jesus não é Pai de Si mesmo: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo” (Ef 1.3). “Graça, misericórdia e paz, da parte de Deus Pai e da do Senhor Jesus Cristo, o Filho do Pai, seja convosco na verdade e amor” (2Jo 3);

 

 

— Jesus entregou o seu espírito a seu Pai e não a si mesmo: “E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isto, expirou” (Lc 23.46);

 

 

— Jesus conhecia o Pai, mas não era o Pai: “Assim como o Pai me conhece a mim, também eu conheço o Pai, e dou a minha vida pelas ovelha”s (Jo 10.15);

 

 

— Jesus cita a Lei sobre o testemunho de dois homens e faz anologia entre Ele e o Pai, como duas testemunhas: “E na vossa lei está também escrito que o testemunho de dois homens é verdadeiro. Eu sou o que testifico de mim mesmo, e de mim testifica também o Pai que me enviou” ( Jo 8.17-18 ).

 

 

Algumas provas bíblicas de que o Espírito Santo não é Jesus:

 

— O Espírito Santo é um outro Consolador, procedente do Pai e do Filho: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre (Jo 14.16). Mas quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim” (Jo 15.26);

 

 

— Poderá haver perdão para a blasfêmia contra o Filho, mas a pessoa que blasfemar contra o Espírito Santo não será perdoada: “Portanto, eu vos digo: Todo o pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada aos homens. E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro” (Mt 12.31-32);

 

 

— O Espírito Santo não veio falar de Si mesmo ou glorificar a Si mesmo, mas, sim, para glorificar a Jesus: “Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar (Jo 16.13-14);

 

 

— A descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes foi a prova de que Jesus havia chegado ao céu, onde assentou-se à direita de Deus Pai: “E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado (Jo 7.39).

 

 

De sorte que, exaltado pela destra de Deus, e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora ve-des e ouvis (At2.33);

 

 

— Jesus afirmou, mesmo depois da ressurreição, que Ele não era espírito. Portanto, ele não podia ser nem o Pai (Jo 4.24) e nem o Espírito Santo (Jo 14.16-17,26; 15.26; 16.7.15). “Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho” (Lc 24.39);

 

 

— Distinção muito clara é feita entre as três Pessoas da Trindade: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28.19). A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. Amém (2Co 13.14).

 

 

 

  1. O arianismo.

 

É o nome da doutrina formulada por Ário e do movimento que ele fundou em Alexandria, Egito, no ano 318.

Sua doutrina contrariava a crença ortodoxa seguida pelas igrejas desde o período apostólico.

Ário ensinava que o Senhor Jesus não era da mesma substância do Pai; era criatura, criado do nada, uma classe divina de natureza inferior, nem divina nem humana, uma terceira classe entre a deidade e a humanidade.

A palavra de ordem de seus seguidores era: “Houve tempo em que o Verbo não existia”.

Mas o ensino bíblico sustentado pelas igrejas desde o princípio afirma que o Filho é eterno (Is 9.6), pois transcende a criação: “E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” (Cl 1.17).

Os atuais representantes do arianismo hoje, são as testemunhas de Jeová, que declaram que Jeová o Deus Todo Poderoso e Jesus é apenas um deus poderoso, portanto, com essa crença, fica claro que elas creem em duas divindades: uma toda poderosa e outra apenas poderosa, isso é politeísmo, não faz parte do monoteísmo bíblico, que crê em apenas uma divindade.

As Testemunhas de Jeová publicam uma brochura de 32 páginas chamada “Deve-se Crer na Trindade?”.

O objetivo desta publicação é desacreditar a doutrina cristã da Santíssimo Trindade.

O escritor Robert M. Bowman Jr. escreveu uma obra intitulada Por Que Se  Deve Crer na Trindade, Editora Candeia (Hagnos), onde responde e desconstrói a falaciosa brochuras das TJs.

Sugiro ainda para quem quiser saber mais sobre as falaciosas doutrinas das TJs os livros:

 

Como Responder às Testemunhas de Jeová – Comentário Exegético e Explicativo – Vol. 1 e 2 – Esequias Soares (Editora Candeia – Hagnos);

 

Testemunhas de Jeová – A inserção de suas crenças e práticas no texto da tradução do novo mundo – Esequias Soares – Editora Hagnos.

 

Testemunhas de Jeová – Refutadas Versículo por Versículo – David Reed – Juerp.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

Os monarquianistas dinâmicos, os modalistas e o arianismo propagam crenças inadequadas a respeito da Trindade.

 

 

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

Arianismo

Heresia fermentada por um presbítero do 4° século chamado Ário.

Negando a divindade de Cristo, ensinava ele ser Jesus o mais elevado dos seres criados, Todavia, não era Deus.

Por este motivo, seria impropriedade referir-se a Cristo como se fora um ente divino.

Para fundamentar seus devaneios doutrinários, buscava desautorizar o Evangelho de João por ser o propósito desta Escritura, justamente, mostrar que Jesus Cristo era, de fato, o Filho de Deus.

Os ensinos de Ário foram condenados no Concílio de Níceia em 325

(ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico, 8.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999, p. 52).

 

 

 

 

IV.- RESPOSTAS ÀS OBJEÇÕES ACERCA DA TRINDADE

 

1.- Esclarecimento.

 

Os unicistas modernos pregam que a doutrina da Trindade é uma invenção do Concílio de Niceia, por ordem de um imperador romano pagão.

Mas esses movimentos estão equivocados, pois mais de cem anos antes Tertuliano já havia formulado a doutrina da Trindade.

Além disso, o tema do referido Concílio, o Filho, reafirma a deidade de Jesus e a sua consubstancialidade com o Pai.

O Credo não traz informação alguma sobre o Espírito Santo.

O documento aprovado em Niceia tornou-se ponto de partida, ao invés de ponto de chegada.

A controvérsia prosseguiu por duas razões principais: a volta do arianismo e a indefinição sobre o Espírito Santo.

 

  1. A definição de Tertuliano.

 

Ele foi o neologista da Igreja que criou o termo “Trindade”, na seguinte declaração: “Todos são um, por unidade de substância, embora ainda esteja oculto o mistério da dispensação que distribui a unidade numa Trindade, colocando em sua ordem os três. Pai, Filho e Espírito Santo; três contudo, não em essência, mas em grau; não em substância, mas em forma; não em poder, mas em aparência; pois eles são de uma só substância e de uma só essência e de um poder só, já que é de um só Deus que esses graus e formas e aspectos são reconhecidos com o nome de Pai, Filho e Espírito Santo” (Contra Práxeas, II).

Um só Deus, portanto, a essência, a substância e o poder são um só; mas a diferença está no grau, na forma e na aparência que chamamos de “pessoas” (Mt 28.19).

 

  1. Formulação definitiva da Trindade.

 

Isso só aconteceu no Concílio de Constantinopla em 381, com base nos trabalhos de Atanásio que combateram os arianistas e também os grupos contrários à doutrina do Espírito Santo, como os pneumatomacianos e os tropicianos; e com base nas obras dos chamados pais capadócios: Basílio de Cesareia, Gregório de Nissa e Gregório de Nazianzo.

O Credo Niceno-Constantinopolitano reafirma o Credo de Niceia e define a divindade do Espírito Santo, estabelecendo de uma vez por todas a doutrina da Santíssima Trindade.

 

 

 

4.- Questões relevantes

 

Os anti-trinitarianos não conseguem dissociar a palavra Deus do Pai, todas as vezes que dizemos que Jesus é Deus, no seu complexo sistema de entendimento acusa a ideia de que estamos confundindo o Pai com o Filho.

Os anti-trinitarianos precisam entender que quando estamos falando que Jesus é Deus, não estamos dizendo que Jesus é o Pai e nem que seja o Espírito Santo.

Infelizmente o sistema de entendimento dos anti-trinitarianos não permite esse raciocínio, e a primeira coisa que ouvimos deles  quando falamos que Jesus é Deus, são as seguintes indagações: “Se Jesus é Deus então ele orou para si mesmo. Se Jesus é Deus então o céu ficou vaziou quando ele morreu”, tudo isso porque eles confundem as pessoas da divindade.

Essas perguntas dos anti-trinitarianos devem direcionar para os unicistas e não para os que acreditam na Trindade.

Já que a Trindade trata-se de três pessoas em unidade divina, daí o motivo de qualquer das três pessoas poder ser chamada de Deus.

Outra especialidade levantada por grupos que rejeitam a doutrina  bíblica da Trindade é aplicar as passagens bíblicas que se referem ao Filho como homem, para contradizer sua natureza divina.

Ignoram que o Senhor Jesus possui duas naturezas: a divina e a humana, assim elas apresentam as passagens bíblicas que provam a humanidade de Jesus para negar a sua divindade, sendo que essas passagens não contradizem sua divindade apenas prova sua outra natureza a humana.

Assim como as passagens que revelam a divindade de Jesus não contradizem sua natureza humana, mas simplesmente revelam sua outra natureza a divina, já que o filho possui duas naturezas, verdadeiro homem (I Tm 2.5) e verdadeiro Deus (I Jo 5.20).

O Credo Niceno acerca de Jesus: “Igual ao Pai no tocante à sua Deidade, e inferior ao Pai no tocante à sua humanidade”.

No importante documento intitulado Tomo de Leão (440-461) parte III diz: “Assim, intactas e reunidas em uma pessoa as propriedades de ambas as naturezas, a majestade assumiu a humildade, a força assumiu a fraqueza, a eternidade assumiu a mortalidade e, para pagar a dívida de nossa condição, a natureza inviolável uniu-se a natureza que pode sofrer. Desta maneira, o único e idêntico Mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo, pôde, como convinha à nossa cura , por um lado, morrer e, por outro, não morrer…”  e  na parte IV diz: “Neste mundo fraco entrou o Filho de Deus. Desceu do se trono celestial, sem deixar a glória do Pai, e nasceu segundo uma nova ordem, mediante um novo modo de nascimento. Segundo uma nova ordem, visto que invisível em sua própria natureza, se fez visível na nossa e, ele que é inconpreensível, se tornou compreendido; sendo anterior aos tempos, começou a existir no tempo; Senhor do universo, revestiu-se de forma de servo, ocultando a imensidade de sua Excelência;  Deus impassível, não se horrorizou de vir a ser carne passível; imortal, não recusou às leis da morte. Segundo um novo modo de nascimento, visto que a virgindade, desconhecendo qualquer concupiscência, concedeu-lhe a matéria de sua carne. O Senhor tomou, da mãe, a natureza, não a culpa. Jesus Cristo nasceu do ventre de uma virgem, mediante um nascimento  maravilhoso. O fato de o corpo do Senhor nascer portentosamente não impediu a perfeita  identidade de sua carne com a nossa, pois ele que é verdadeiro Deus é também verdadeiro homem. Nesta união não há mentira nem engano. Corresponde-se numa unidade mútua a humildade do homem e a excelsitude de Deus. Por ser misericordioso, Deus [ divindade]  não se altera; por ser dignificado, o homem [ humanidade]  não é absorvido. Cada natureza [ a de Deus e a de servo]  realiza suas próprias funções em comunhão com a outra. O Verbo faz o que é próprio do verbo; a carne faz o que é próprio à carne;  um fulgura com milagres; o outro submete-se às injúrias. Assim como o Verbo não deixa de morar na glória do Pai, assim a carne não deixa de pertencer ao gênero humano… Portanto, não cabe a ambas as naturezas dizerem: “O Pai é maior do que eu” ou  “Eu e Pai somos um”. Pois, ainda que em Cristo Nosso Senhor haja só uma pessoa. Deus-homem, o princípio que comunica a ambas as naturezas as ofensas é distinto do princípio que lhes torna comum a glória…”.

O autor evangélico Robert M. Browman Jr., declara com muita propriedade e profundo senso de responsabilidade: “Existe a escolha, portanto, entre crer no Deus verdadeiro conforme Ele Se revelou, com mistérios e tudo, ou crer num Deus que é relativamente fácil de ser compreendido, mas que tem pouca semelhança com o Deus verdadeiro. Os trinitários estão dispostos a conviver com um Deus a quem não conseguem compreender plenamente”, já que adoramos a Deus conforme Ele Se tem revelado”.

O fato dos anti-trinitários declararem que não se satisfazem com a doutrina da Trindade, pelo fato de ser mistério, não anula a Palavra de Deus que declara: “Verdadeiramente tu és o Deus que te ocultas, o Deus de Israel, o Salvador”. Na Versão Almeida Atualizada fica mais claro: “Tú és Deus misterioso” (Is 45.15)”.

Os anti-trinitarianos  não podem crer nisso “…porque a fé não é de todos” (2 Ts 3.2).

As  doutrinas bíblicas são reveladas, não concebidas pela razão humana.

Deus não é concebido através de um raciocínio lógico e nem por uma demonstração matemática.

Não é esse o método e nem o caminho para se chegar a Deus.

O processo que Deus estabeleceu para o homem acha-lo é o caminho da fé (Hb 11.1-3).

Assim a argumentação da razão pode não ser válido, e existem inúmeros fatos na Bíblia que o ser humano não consegue entender e que nem por isso deixam de existir ou de serem verdadeiros”

 

 

 

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Finalmente declaramos com toda a confiança a nossa fé bíblica na doutrina da Trindade, porque:

 

– Aceitamos a doutrina de acordo com o que expõem a Bíblia Sagrada (Mt 28.19; Ef 4.4-6; I Co 12.4-6; II Co 13.13- Nm 6.24-26);

 

– Não somos politeístas, já que cremos num único Deus, e não aceitamos nenhuma divindade inferior ou superior, além de Deus; (Dt 6.4; Mc 12.29; I Co 8.6; Gl 3.20; Ef 4.6);

 

– Não somos idólatras, já que não temos nenhum outro deus diante do único Deus; (Ex 20.2-3; Is 43.10-11);

 

– Não aceitamos o paganismo, e encontramos fartamente no paganismo a crença em duas ou mais divindades. Ex; Júpiter (o deus supremo dos romanos ou o deus Todo-Poderoso dos romanos) e Mercúrio (divindade inferior ou deus poderoso); ou para os gregos (Zeus, o deus Todo-Poderoso e Hermes o deus apenas poderoso), crença similar a das Testemunhas de Jeová: Jeová o Deus Todo Poderoso e Jesus o deus poderoso;

 

– Não aceitamos o critério da razão humana para conceber a divindade, já que Deus não é concebido através de um raciocínio lógico, nem por uma demonstração matemática, Ele é Deus de mistério ( Is 45.15; I Tm 3.16);

 

“Se o cristianismo fosse alguma coisa que estivéssemos inventando, é óbvio que poderíamos torna-lo mais fácil. Não conseguimos concorrer, em termos de simplicidade, com as pessoas que estão inventado religiões. Como poderíamos? Estamos lidando com Fatos. É óbvio que qualquer um pode simplificar as coisas se não precisar levar em conta os fatos!”. (C. S. Lewis).

 

Diante do exposto, está claro que a doutrina da Trindade é bíblica e está presente desde o Gênesis até o Apocalipse

[1] Ou: καθολικήν (katholikén), “universal”, como aparece no texto grego. O texto grego emprega a άγίαν καθολικήν  εκκλεσιάν, (haguían katholikén ekklesían) “santa  igreja católica”. O termo καθολικός , (katholikós) “universal, geral”, literalmente significa “de acordo com o todo”, pois o substantivo é composto de καθά , (katá) e de ΄’αλος (holos). A preposição grega, katá, significa “de cima para baixo, contra, ao longo de, conforme, de acordo, segundo”, e a palavra holos, “todo, inteiro, completo”. Foi Inácio, bispo de Antioquia (70-110), que empregou o termo para designar a igreja com o sentido de “geral, universal”. Mas, o sentido exato do termo se perdeu com o tempo e hoje tem outro significado.

 

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Comentários

  1. Claudemir Cantanhêde disse:

    A paz do Senhor, pastor.
    obrigado pelos esclarecimentos bastantes aprofundados sobre as lições, tem me ajudado bastante. agradeço também pelas bibliografias que tem sugerido.
    Minha dúvida de hoje é a seguinte: o PAI tem nome, o FILHO tem nome e o ESPÍRITO SANTO qual é o nome dele? Certa vez ,conversava com um unicista a respeito da trindade e o discurso estava bastante equilibrado, mas quando ele me fez essa pergunta fiquei sem saber continuar de maneira consistente a conversa.

    1. Prof. Alberto disse:

      Bom dia na Paz do SENHOR irmão Claudemir. Essa pergunta é feita pelos unicistas e unitaristas, porque suas respectivas doutrinas não coadunam com a declaração do Senhor Jesus de Mateus 28.19. Como eles não podem aceitar simplesmente o texto ensinado por Jesus, como ele é, eles artificialmente construíram esse questionamento, no entanto, não está em cheque essa pergunta, porque essa declaração do Senhor Jesus, na fórmula batismal, tem como base o conceito da triunidade de Deus. Jesus não disse: “Em nome do Pai, em nome do Filho e em nome do Espírito Santo”. Isso porque ele estava mencionando um só nome: o nome de Deus. O Filho e o Espírito Santo estão igualados, nessa passagem, e essa é a questão, que incomodo os unicistas porque não fazem distinção das pessoas na unidade divina e os unitaristas, porque não reconhecem a igualdade das pessoas na unidade divina.
      Disse A. T. Robertson em sua obra: Imagens Verbales en el Nuevo Testamento, tomo 1, p. 254: “O batismo no (eis) nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, no nome da Trindade”.
      Se a ideia aqui fosse apenas uma questão de nomenclatura, como foi falaciosamente apresentada a questão pelos unicistas e unitaristas,, pode ter certeza que Deus na sua sabedoria poderia ter dado outro nome (já que Deus possui nomes específicos e nomes genéricos), mas o ensino aqui é que os cristãos devem ser batizados em nome da Trindade, ou seja, em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Porque o Pai amou a humanidade de tal maneira que providenciou o plano da salvação, mas é o Filho, “o verbo que se fez carne” que executou o plano da Salvação através da sua morte expiatória na cruz, mas quem nos convence dessa verdade, quem nos convence da pecado, da justiça e do juízo, é a pessoa do Espírito Santo. Portanto, nada mais glorioso que os cristãos sejam efetivamente batizados em nome da Trindade conforme nos ordenou e ensinou o Senhor Jesus: “Portanto, ide, ensinai todas as nações, ensinando-as e batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo..
      Com essa pergunta falaciosa os unicistas e unitaristas, por inferência, questionam a sabedoria e a seriedade do autor da ordem, porque dá a impressão que o Senhor Jesus ou estava equivocado com essa declaração ou não foi claro, ou ainda se enganou, algo impossível, porque o Senhor Jesus nunca pecou e nunca houve engano em seu lábios (Hb 4.15).
      Finalmente para nossa reflexão vamos novamente ler a declaração de Tertuliano por volta do ano 180 d.C. :”Todos são um, por unidade de substância, embora ainda esteja oculto o mistério da dispensação que distribui a unidade numa Trindade, colocando em sua ordem os três, Pai, Filho e Espírito Santo; três contudo, não em essência, mas em grau; não em substância, mas em forma; não em poder, mas em aparência; pois eles são de uma só substância e de uma só essência e de um poder só, já que é de um só Deus que esses graus e formas e aspectos são reconhecidos com o nome de Pai, Filho e Espírito Santo” Contra Práxeas , II).
      Portanto, a pergunta dos unicistas e unitaristas e equivocada, porque está em questão aqui, o batismo no nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, e não qual é o nome do Pai, o nome do Filho e o nome do Espírito Santo.
      Com a sincera Paz,
      Abraços

  2. Claudemir Cantanhêde disse:

    A paz, pastor. Sou eu outra vez. Eu creio na Trindade, mas surgiu outro ponto que não entendi. Em Mt 24.36 diz que nem os anjos nem o Filho sabe, mas unicamente o Pai. Então como Jesus não sabe o dia de sua volta se o Pai, sabe? Se é trindade, o que um sabe não deveria o outro saber também?

    1. Prof. Alberto disse:

      Boa tarde na Paz do SENHOR irmão Claudemir, sua pergunta se baseia em Mateus 24.36, que diz: “Porém daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas unicamente meu Pai”. Este versículo se encontra também em Marcos 13.32, e estão no contexto da condição do messianato do Senhor Jesus que o limitou no tempo e no espaço, portanto, não quer dizer que Jesus não sabia o dia da sua vinda. Não sabia ali, pois estava como homem. O Verbo se esvaziou a si mesmo, por ocasião de sua encarnação, assumindo a natureza humana, sem contudo neutralizar sua divindade e suas prerrogativas. Esvaziou-se do seu poder e do seu conhecimento. É essa a mensagem do capítulo 2 de Filipenses. O Senhor Jesus renunciou a essas prerrogativas para ser o perfeito homem, sem contudo deixar de ser Deus. Quando Jesus ressuscitou, não disse que não sabia o dia da sua vinda; ao contrário, disse; “È-me dado todo o poder no céu e na terra” (Mateus 28.18).
      Quando os discípulos lhe interrogaram sobre a restauração do reino de Israel, não disse que não sabia, mas disse: “Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder ” (Atos 1.7). Jesus agora sabe o dia da sua vinda, pois ele retomou todas as suas prerrogativas divinas na sua glorificação (Fp 2.8-11).

      Interessante também informar, é que quem normalmente apresenta essa questão é a Sociedade Torre de Vigia das Testemunhas de Jeová, inclusive a organização das TJs já ciente dessa resposta acima, pergunta: “E se, conforme alguns sugerem, o Filho estivesse impedido de saber, em razão de sua natureza humana, surge a pergunta: Por que é que o Espírito Santo não sabe?” (Raciocínio à Base das Escrituras, p. 402 – STV).
      Quem disse que o Espírito Santo não sabe? Se a palavra “ninguém” não pode excluir o Espírito Santo, então não poderia também excluir o Pai, a declaração de Apocalipse 19.12 que diz: “…e tinha um nome escrito que NINGUÉM SABIA, senão ele mesmo”, essa passagem fala de Cristo, então seguindo o mesmo raciocínio das TJs, o Pai também não sabia? Claro que sabia, essa expressão “NINGUÉM SABE” jamais se refere as pessoas do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

      Outro argumento das TJs para questionar a divindade do Senhor Jesus é apresentar Cristo após a sua glorificação, citando Apocalipse 1.1, argumentando: “Se Jesus recebeu a revelação de Deus” é porque o Pai sabe de algo que o Filho glorificado ainda não sabia”. No entanto, o que o texto apresenta é que o SENHOR Jesus é o mediador da revelação, e tudo o que o Senhor Jesus fez foi para glória do Pai, João declara que o Senhor Jesus é aquele que estava no seio do Pai (Jo 1.18).

      Mas a maior ironia da STV das TJs é que sua organização declara que Jeová não sabe todas as coisas, e que não sabia do resultado da prova de Abração em Gênesis 22.12; 18.20-21. Veja irmão Claudemir a tamanha afronta da organização das TJS:
      “Ilustração: Uma pessoas que tem um rádio pode ouvir as notícias mundiais. Mas o fato de que pode ouvir certa estação não significa que realmente faça isto. Ela precisa primeiro ligar o rádio e daí selecionar a estação. Da mesma forma, Jeová tem a capacidade de predizer eventos, mas a Bíblia mostra que ele faz uso seletivo e com discrição dessa capacidade que tem, com a devida consideração pelo livre-arbítrio com que dotou suas criaturas humanas” (Raciocínios à Base das Escrituras, pp. 116-117 – STV).

      Essa declaração absurda da STV choca qualquer cristão. A teoria da STV é mais ou menos assim: “Jeová é Todo-Poderoso, mas não é muito poderoso”. O próprio Deus da Bíblia contesta essa teoria da STV, ao lançar esse desafio em Isaías 41.19-23: Deus é onipotente, tem o controle do universo que ele mesmo criou.
      Eis aí a ironia das TJS servem a um Deus limitado, que “faz uso seletivo”. Particularmente uma vez ouvi da esposa de um ancião das TJs a seguinte afirmação: “O meu Jeová não sabia que o homem iria pecar no Éden”, “Porque se o meu Jeová saubesse, Ele jamais teria criado Adão e Eva e colocados no paraíso”. Minha resposta: Só se for o seu Jeová, porque o Deus da Bíblia é onisciente e citei Apocalipse 13.8 – “..o cordeiro que foi morto antes da fundação do mundo”.

      Assim, irmão Claudemir, para questionar a divindade do Senhor Jesus as TJs dizem que havia coisas que Jesus não sabia, portanto, não pode ser Deus, no entanto, o Jeová que elas afirmam ser Deus, tem muitas coisas que ele não sabe. Vai entender o raciocínio dessa religião???

      Com a sincera Paz,
      Abraços,

      1. Claudemir Cantanhêde disse:

        A paz, pastor.
        Muito obrigado pelo esclarecimento, que Deus continue te ajudando e dando sabedoria para instruir aqueles que precisam.Um grande abraço.

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