EBD – Lição 02 – O Único Deus Verdadeiro e a Criação

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EBD – Lição 02 – O Único Deus Verdadeiro e a Criação

LIÇÃO 02
O ÚNICO DEUS VERDADEIRO E A CRIAÇÃO

09 de junho de 2017
Professor Alberto

TEXTO ÁUREO

“E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor.” (Mc 12.29)

Prof1

 

VERDADE PRÁTICA

Cremos em um só Deus, o Pai Todo-Poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas, visíveis e invisíveis.

COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO

 

“E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor.” (Mc 12.29)
Nosso texto áureo está inserido no capítulo 12 entre os versículos 28 a 34, quando o Senhor Jesus responde a pergunta de um escriba sobre qual seria o primeiro de todos os mandamentos.
Na época do Senhor Jesus havia ao menos duas grandes escolas teológicas que disputavam entre si sobre os mandamentos da Lei de Moisés, a escola do Rabino Shammai e a escola do Rabino Hillel. Hillel era mais flexível e condescendente; enquanto que Shammai era mais preciso e rigoroso, no tocante as questões oriundas da prática da Torá.
Como essas escolas tinham posição diferente para saber qual seria o maior de todos os mandamentos da Torá, o escriba perguntou: “Qual é o primeiro de todos os mandamentos?” (Mc 12.28b).
A Torá possui 613 preceitos, segundo a antiga tradição judaica 365 preceitos eram positivos e significava os dias do ano e 248 preceitos eram negativos e simbolizavam os órgãos do corpo humano da época, perfazendo um total de 613 preceitos.
No entanto, havia uma discussão teológica para saber qual era o mais importante mandamento, qual o mais importante preceito, e o Senhor Jesus respondeu a pergunta do escriba citando Deuteronômio 6.5: “E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor.” (Mc 12.29).
A resposta do Senhor Jesus foi tão maravilhosa que foi além da pergunta, pois Ele respondeu também qual o segundo mandamento ou preceito, mais importante: “E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes” (Mc 12. 31).
O escriba recepcionou o ensinamento do Senhor Jesus declarando: “… muito bem, Mestre, e com verdade disseste que há um só Deus e que não há outro além dele. E que amá-lo de todo o coração, e de todo o entendimento, e de toda a alma, e de todas as forças e amar o próximo como a si mesmo é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios” (Mc 12.32-33).
E o Senhor Jesus declarou a esta resposta do escriba: “…Não estás longe do Reino de Deus” (Mc 12.34).

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Deuteronômio 6:
4 Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR.

Gênesis 1:
1 NO princípio criou Deus os céus e a terra.

 

OBJETIVO GERAL

Mostrar que cremos em um só Deus, o Pai Todo-Poderoso, criador do céu e da terra.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Você crê que há somente um Deus verdadeiro e que Ele criou os céus e a Terra?
Então não terá dificuldade no ensino desta lição.
Deus é real e Ele se revela ao homem de diferentes maneiras, porém uma das formas que Ele se revela a nós é mediante a sua criação.
O relato da criação da terra, do céu e do homem, não é uma alegoria.
A narrativa da criação é um fato histórico, ou seja, algo que aconteceu exatamente como a Palavra de Deus afirma.
Quando o assunto é a criação do universo e da vida, sabemos que existem várias teorias que tentam explicar a origem de tudo, como por exemplo, a teoria do Big Bang e da Evolução.
Mas, cremos que o universo e a vida não são produtos de uma evolução como alguns cientistas tentam afirmar ou o resultado da explosão de uma partícula.
Cremos que o Deus é o grande Criador.

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

 

A doutrina de Deus é vasta, e nem mesmo os grandes tratados de teologia conseguem esgotar o assunto.
O enfoque da presente lição é a unidade de Deus, o monoteísmo judaico-cristão e a obra da criação.
Nosso objetivo é mostrar que há um abismo intransponível entre o criacionismo e o evolucionismo.
Não há na Bíblia espaço para a teoria da evolução nas suas diversas versões.

 

PONTO CENTRAL

Cremos que um só Deus, o Pai Todo-Poderoso é o criador do céu e da terra.

l – O ÚNICO DEUS VERDADEIRO

1.O Shemá.

 

É o imperativo de um verbo hebraico que significa “ouvir, obedecer”, o qual inicia o versículo que se tornou, ao longo dos séculos, a confissão de fé dos judeus: “Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR” (Dt 6.4).
A cláusula final “é o único SENHOR” também se traduz por “o SENHOR é um” (Cl 3.20), conforme as versões espanhola Reina-Valera judaica, conhecida no Brasil como Bíblia Hebraica.
A construção hebraica aqui permite ambas as traduções, de acordo com a declaração de Jesus: “o Senhor é um só!” (Mc 12.29, Tradução Brasileira).
Há aqui um significado teológico importante, porque a mensagem não se restringe apenas ao monoteísmo, mas a ideia de existir um só Deus, e de Deus ser um só, diz respeito tanto à “singularidade” quanto à “unidade” de Deus (Zc 14.9; Sl 86.10).

2. O monoteísmo.

 

É a crença em um só Deus e se distingue do politeísmo, a crença em vários deuses.
As principais religiões monoteístas do planeta são o judaísmo (Dt 6.4; 2 Rs 19.15; Ne 9.6), o cristianismo (Mc 12.29; 1Co 8.6) e o islamismo.
Mas o monoteísmo islâmico não é bíblico.
O deus Alá dos muçulmanos é outro deus, e não o mesmo Deus Javé da Bíblia.
Alá era um dos deuses da Meca pré-islâmica, deus da tribo dos coraixitas, de onde veio Maomé, que o adotou como a divindade de sua religião.
O nome Alá não vem da Bíblia e nunca foi conhecido dos patriarcas, nem dos reis, nem dos profetas do Antigo Testamento, menos ainda dos apóstolos do Senhor Jesus.
Os teólogos muçulmanos se esforçam para fazer o povo crer que Alá é uma forma alternativa do nome do Deus Javé de Israel, mas evidências históricas e arqueológicas provam que Alá não veio dos judeus nem dos cristãos.

3. O monoteísmo judaico-cristão.

 

Jesus não somente ratificou o monoteísmo judaico do Antigo Testamento como também afirmou que o Deus Javé de Israel, mencionado em Deuteronômio 6.4-6, é o mesmo Deus que Ele revelou à humanidade (Jo 1.18), a quem todos os cristãos servem e amam acima de todas as coisas (Mc 12.29,30).
Assim, o Deus de Israel é o mesmo Deus do cristianismo; é o nosso Deus.
O apóstolo Paulo pregava para os judeus e gentios o mesmo Deus revelado por Jesus: “O Deus de nossos pais de antemão te designou para que conheças a sua vontade, e vejas aquele Justo, e ouças a voz da sua boca” (At 22.14).

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

Deus é único e verdadeiro.

 

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

“Nossa maneira de compreender a Deus não deve basear-se em pressuposições a respeito dEle, ou em como gostaríamos que Ele fosse.
Pelo contrário: devemos crer no Deus que existe, e que optou por se revelar a nós através das Escrituras, O ser humano tende a criar falsos deuses, nos quais é fácil crer; deuses que se conformam com o modo de viver e com a natureza pecaminosa do homem.
Essa é uma das características das falsas religiões.
Alguns até mesmo caem na armadilha de se desconsiderar a autorevelação divina para desenvolver um conceito de Deus que está mais de acordo com as suas fantasias pessoais do que com a Bíblia, que é a nossa fonte única de pesquisa, que nos permite saber que Deus existe e corno Ele é”.
(HORTON, Stanley. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, pp. 125-6).

Diferenças entre o Cristianismo da Bíblia e o Sistema do Mundo:

 

CRISTIANISMO                                                  MUNDO NÃO CRISTÃO

Um só Deus,                                                         Criador e Senhor Não há Deus
Verdades Absolutas                                          Verdades Relativas
Fundamentos Bíblicos                                     Fundamentos Filosóficos
Deus é o Centro (Teocentrismo)                  Homem é o centro (Antropocentrismo)
Fazer a vontade de Deus                                  Hedonismo (prazer pelo prazer)
Amor altruísta                                                       Egoísmo.

 

II. CRIAÇÃO X EVOLUÇÃO

1. O modelo criacionista.

O criacionismo é a posição que propõe ser a origem do Universo e da vida resultado de um ato criador intencional.
Essa cosmovisão é encarada com suspeita porque a comunidade científica incrédula a considera uma proposta meramente religiosa.
É verdade que a explicação religiosa tem por base a fé (Hb 11.3), enquanto a explicação científica se fundamenta na evidência empírica. Mas existem variações em ambas as propostas.
Descobertas ao longo dos séculos confirmam que causas inteligentes empiricamente detectáveis são necessárias para explicar as estruturas biológicas ricas em informação e a complexidade da natureza.
Esse conceito é conhecido como Design Inteligente.
Criacionismo e Design Inteligente podem ser interligados, mas não são a mesma coisa.
A proposta e a metodologia de ambos não são iguais, pois nem todo criacionista aceita a Teoria do Design Inteligente e vice-versa.
O modelo científico do Design Inteligente propõe que o mundo foi criado, mas não tem como provar em laboratório que Deus o criou.

2. O modelo evolucionista.

É uma teoria que nunca se sustentou cientificamente, apesar de sua aparência científica (1 Tm 6.20).
Tem por base pressupostos naturalistas, entre os quais a proposta darwinista da seleção natural se destaca como o principal mecanismo evolutivo.
O naturalismo, a hipótese mais aceita para explicar o evolucionismo, ensina que organismos biológicos existentes evoluíram em um longo processo através das eras.
É a cosmovisão favorável à ideia de que o universo e a vida vieram à existência por meio de processos de geração espontânea, sem intervenção de um ato criador, isto é, eles teriam evoluído até a complexidade atual por meio da seleção natural, a teoria da sobrevivência dos mais fortes.
Mas tudo isso não passa de mera teoria que nunca pôde ser confirmada.
O evolucionismo ateu exclui Deus da criação.
Sugestões Bibliográfica que, declara a teoria de Darwin cientificamente ultrapassada:
1.- A Caixa Preta de Darwin – Behe,Michael J.;
2.- Evolução, Uma Teoria em Crise – Denton, Michael (Inglês);
3.- Darwin no banco dos réus – Johnson, Fillip E.;
4.- Verdade Absoluta – Pearcey, Nancy;
5.- Uma Apelo à Razão – Criação ou Evolução? – Hunt, Dave;
6.- Criacionismo: verdade ou mito? – Ken, Ham.

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

O criacionismo e o evolucionismo são antagônicos.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“[…] Quando consideramos a possibilidade de que Deus usou o processo evolucionário para criar ao longo de milhões de anos, confrontamo-nos com sérias consequências: a Palavra de Deus não é mais competente e o caráter de nosso Deus amoroso é questionado.
Já na época de Darwin, um dos principais evolucionistas entendia o problema de fazer concessão ao afirmar que Deus usou a evolução.
Uma vez que você aceite a evolução e suas implicações para a história, então o homem está livre para escolher as partes da Bíblia que quer aceitar”
(HAM, Ken, Criacionismo: verdade ou mito? 1ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2011, pp. 35,36).

Ill – A CRIAÇÃO

1. A criação do Universo.

Deus criou o universo do nada; é a chamada creatio ex nihilo da teologia judaico-cristã revelada na Bíblia.
A narrativa do primeiro capítulo de Gênesis é entendida à luz do contexto bíblico.
O ponto de partida da criação é: “No princípio criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1).
O verbo hebraico “criou” é bará, e este apresenta características peculiares: o sujeito da afirmação é sempre Deus, o Deus de Israel, e nunca foi aplicado a deuses estranhos; é um termo próprio para referir-se à ação criadora de Deus a fim de distinguir-se de toda e qualquer realização humana.
Essa ideia do fiat divino, ou seja, do “faça-se”, é apoiada em toda a Bíblia.
Deus trouxe o universo à existência do nada e de maneira instantânea, pela sua soberana e livre vontade (SI 33.9; Hb 11.3; Ap 4.11).

 

2. A narrativa da criação em Gênesis 1.

No primeiro dia. Deus trouxe à existência a luz (Gn 1.3); no segundo, criou a expansão ou firmamento (vv.6-8); e, no terceiro, “disse Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num lugar; e apareça a porção seca” (v.9).
A essa porção seca Ele chamou terra e ao ajuntamento das águas, mares (v.10).
Ainda no terceiro dia, surgiram os continentes com seus relevos e a vegetação (vv.9-13).
Os corpos celestes: o sol, a lua e as estrelas aparecem no quarto dia (vv.14-19). As aves e os animais marinhos surgem no quinto dia (vv.20-23).

 

3. A criação do ser humano.

 

A raça humana teve sua origem em Deus, através de Adão (At 17.26; 1Co 15.45).
O ser humano foi criado no sexto dia, como a coroa de toda a criação, e recebeu de Deus a incumbência de administrar a terra e a natureza.
O homem não é meramente um animal racional, mas um ser espiritual criado à imagem e semelhança de Deus.
A frase “Façamos o homem” (Gn 1.26), quer dizer: “Vamos fazer o ser humano”, pois o termo hebraico usado para “homem” é adam, que significa “género humano”.
O ser humano criado por Deus se constitui em “macho e fêmea” (v.27).
Esse ser humano recebeu diretamente de Deus o sopro em suas narinas (Gn 2.7).
Em outro lugar, a Bíblia revela que Deus o fez um pouco menor do que os anjos (SI 8.5).

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

A narrativa bíblica a respeito da criação é verdadeira.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

YOM = DIA
“Em Gênesis 1, a palavra hebraica para dia é yom.
A maior parte do uso dela no Antigo Testamento é com o sentido de dia, dia literal; e, nas passagens em que o sentido não é esse, o contexto deixa isso claro.
Primeiro, yom é definido na primeira vez em que é usado na Bíblia (Gn 1.4,5) em seus dois sentidos literais: a porção clara do ciclo luz/trevas e todo o ciclo luz/trevas.
Segundo, yom é usado com ‘noite’ e ‘manhã’.
Em todas as passagens em que essas duas palavras são usadas no Antigo Testamento, juntas ou separadas, e no contexto de yom ou não, elas sempre tem o sentido literal de noite ou manhã de um dia literal. Terceiro, yom é modificado por um número: primeiro dia, segundo dia, terceiro dia, etc., o que em todas as passagens do Antigo Testamento indicam dias literais.
Quarto, Gênesis 1.14 define literalmente yom em relação aos corpos celestiais”
(HAM, Ken. Criacionismo: Verdade ou mito? 1ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2011, p. 30).

 

CONHEÇA MAIS

Prof2

Criacionismo X evolucionismo

 

“Hoje, muitos cristãos afirmam que os milhões de anos de história da Terra se ajustam à Bíblia e que Deus usou o processo evolucionário para criar.
Essa ideia não é uma invenção recente.
Para conhecer mais, leia Criacionismo: verdade ou mito?, CPAD, p. 33).

 

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Os ensinos inadequados sobre Deus e o Senhor Jesus Cristo exigiram da Igreja desde muito cedo uma definição sobre o assunto.
Os principais credos iniciam declarando que Deus é o Criador de todas as coisas no céu e na terra.
Trata-se de um resumo do que ensina a Bíblia desde Gênesis até Apocalipse.
Era uma resposta aos diversos conceitos errôneos dos gnósticos sobre Deus.
O contexto hoje exige uma resposta similar, pois são muitos os nossos desafios.
Devemos estar preparados para combater a indiferença religiosa e o ceticismo à nossa volta que tanto têm contaminado vizinhos, colegas de escola e também do trabalho.

 

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