EBD – Lição 11 – Maria, Mãe de Jesus – Uma Serva Humilde

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LIÇÃO 11

MARIA, MÃE DE JESUS – UMA SERVA HUMILDE

11 de junho de 2017

Professor Alberto

 

TEXTO ÁUREO

 

“Disse, então, Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela” (Lc 1.38).

 

 

VERDADE PRÁTICA

 

Maria, mãe de Jesus, nos deixou um exemplo elevado de humildade e submissão à vontade de Deus.

 

COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO

“Disse, então, Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela” (Lc 1.38).

O contexto do nosso texto áureo está no Evangelho de Lucas capítulo 1 e versículos 26 a 38, que relata o anúncio do nascimento do Senhor Jesus.

Maria se entregou totalmente nas mãos do SENHOR, confiou e humildemente se posicionou sem reserva a vontade de Deus. Ao ouvir o anúncio do anjo Gabriel, mesmo não compreendendo tudo, ela creu e aceitou, recepcionou a Palavra do SENHOR sem reservas.

Nosso texto áureo é a declaração de Maria que não só foi totalmente obediente a visão celestial, mas também humildemente foi paciente, até que todas essas coisas se realizassem.

Maria estava com o coração cheio do Espírito Santo, e cantou ao SENHOR (Lc 1.46-55), seu corpo como templo de Deus, estava preparado para ser o santuário do Filho de Deus.

O grande exemplo de Maria para toda a humanidade é sua dependência do SENHOR, ela é uma referência bíblica de humildade, paciência e fidelidade, jamais devemos ultrapassar tudo quando fica subentendido no texto bíblico.

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Lucas 1.46-49

46 Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor,

47 E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador;

48 Porque atentou na baixeza de sua serva; Pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada,

49 Porque me fez grandes coisas o Poderoso; E santo é seu nome.

 

OBJETIVO GERAL

Apresentar Maria, mãe de Jesus, como exemplo de humildade e submissão à vontade de Deus.

 

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

Na lição de hoje estudaremos a respeito do caráter humilde e submisso de Maria, mãe de Jesus.

Maria foi a escolhida, dentre tantas mulheres que aguardavam a promessa divina, para gerar, pelo Espírito Santo, o Filho de Deus.

Maria ainda era uma menina quando foi chamada para tão nobre missão, porém ela se colocou submissa à vontade divina, mostrando o quanto confiava e amava ao Senhor.

Ela não pensou o que poderia acontecer com sua reputação, mas se entregou totalmente aos planos do Pai.

Maria não somente deu à luz o Salvador, como mãe esteve presente em todas as fases da vida do Filho.

 

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

 

Maria foi chamada por Deus para protagonizar o papel mais importante que uma mulher poderia receber e aceitou a chamada com humildade: “Disse, então, Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela” (Lc 1.38).

Foi uma missão singular e única na história das mulheres em todos os tempos.

Ela recebeu a missão de ser mãe de Jesus Cristo, o Verbo, que “[…] se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14).

Em seu ventre, ela acolheu, sob a graça do Espírito Santo, aquEle que veio ao mundo para salvar a humanidade perdida.

 

PONTO CENTRAL

Maria, a mãe de Jesus, é um exemplo de caráter humilde e submisso.

 

I. MARIA, MÃE DE JESUS

 

  1. Quem era Maria.

O nome de Maria era muito comum em seu tempo.

Deriva do nome hebraico Miriã.

Na septuaginta, versão grega do Antigo Testamento, o nome original é Manam.

Ela era da linhagem real, descendente do rei Davi.

Mateus registra a genealogia de Jesus, dizendo: “Livro da geração de Jesus Cristo, Filho de Davi, Filho de Abraão” (Mt 1.1).

O texto prossegue até o versículo quinze que diz: “e Eliúde gerou a Eleazar, e Eleazar gerou a Mata, e Mata gerou a Jacó, e Jacó gerou a José, marido de Maria, da qual nasceu JESUS, que se chama o Cristo” (Mt 1.15,16).

 

  1. Suas qualidades e seu caráter.

Maria foi escolhida para ser mãe do Salvador, pela presciência divina que sabia das suas qualidades espirituais e morais e que ela acolheria a chamada do Senhor: “Disse, então, Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela” (Lc 1.38).

 

a) Ela era virgem.

“Eis que a virgem conceberá” (Mt 1.23)

Tanto o judaísmo, quando os teólogos modernistas dizem que o substantivo hebraico para “virgem”, usado nesta passagem, é almah, e que o termo mais apropriado para tal palavra seria b´tulah, porque, almah significa jovem, donzela e b´itulah – virgem.

Este foi o mesmo argumento usado no vídeo que defende o aborto intitulado: “Meu Corpo, Minhas Regras”, evidentemente sem qualquer intenção de explicar o caso, mas apenas de zombar dos cristãos.

O objetivo desses grupos, na verdade, é dissociar Mateus 1.23 de Isaías 7.14, a fim de neutralizar a doutrina do nascimento virginal do Messias, o Senhor Jesus.

A palavra hebraica na passagem de Isaías 7.14 é almah e quer dizer moça, donzela, obviamente no contexto de 2.700 anos atrás, sempre significará “virgem”.

O substantivo almah aparece 9 vezes no Velho Testamento hebraico (Gn 24.43; Êx 2.8; 1 Cr 15.20; Sl 46 (título, pois a palavra hebraica alamoth é plural de almah); 68.25; Pv 30.19; Ct 1.3; 6.8; Is 7.14).

Em dois lugares a Septuaginta traduziu por parthenos, que significa “virgem” (Gn 24.43; Is 7.14).

Rebeca que é chamada “virgem” – b’tulah, em hebraico, “a quem varão não havia conhecido” (Gn 24.16), nesse mesmo capítulo, é chama de almah (Gn 24.43).

A Septuaginta foi traduzida antes do nascimento de Jesus (285 a. C., segundo Josefo e a carta de Aristéia).

Há muitas controvérsias quanto a essa data, no entanto, qualquer que seja, o certo é que foi antes do nascimento de Jesus.

A tradução foi feita por rabinos, portanto, entendiam que almah em Isaías 7.14 se tratava de uma “virgem”, assim era o significado dessa palavra na época.

A palavra hebraica b´tulah, é utilizada para reforçar a ideia de que se trata de uma virgem, por isso é aplicada no caso de uma mulher mais madura.

No caso de Isaías 7.14, é obvio que se trata de uma virgem, porque este é o sinal: “Portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal”

O que seria este sinal? A própria palavra profética responde: “eis que uma virgem conceberá e dará a luz a um filho”.

Se fosse apenas uma moça, ou senhorita, ou uma jovem casada, dando a luz a uma filho, não seria sinal algum.

Outra informação relevante é que o contexto (que inclui todo Isaías 7), mostra que o “sinal” do verso 14 não era para o Rei Acaz, a quem se refere como “você, tú, ou “pede para ti” (singular) no verso 11 e no verso 16-17, mas para toda a “Casa de Davi” mencionado no verso 13 e se refere como “vocês, vós” (no plural) nos versos 13-14.

O sinal para Acaz era que antes de na’ar (“criança”, no mínimo bebê de 1 ano, nunca um recém nascido) viesse a saber como escolher o bem e rejeitar o mal, os eventos do verso 16b-17 poderiam ocorrer.

Aquela criança era filho de Isaías Sh’ar-Yashuv (v3) quem estava com ele como ele profetizou e a quem ele estava provavelmente se referindo, não o filho (ben) do verso 14.

Isto deixa o verso 14 providenciar um sinal para toda a Casa de Davi, incluindo todos os descendentes de Davi daquele tempo até que a profecia fosse cumprida, através do nascimento virginal do Senhor Jesus.

Além do mais, sabe-se que o menino Ezequias, filho do rei Acaz, já era nascido na ocasião da profecia de Isaías 7:14, logo, ele jamais poderia ser o Emanuel.

O Senhor Jesus, é o Messias profetizada no Antigo Testamento e seu nascimento foi assim.

O anjo Gabriel foi o enviado especial da parte de Deus à cidade de Nazaré , “a uma virgem”, cujo nome era “Maria” (Lc 1.26,27).

Naqueles tempos, a virgindade física de uma jovem era um valor de grande significado espiritual e moral (Is 62.5) – “Porque, como o jovem se casa com a virgem, assim teus filhos se casarão contigo; e como o noivo se alegra da noiva, assim se alegrará de ti o teu Deus”.

José não teve relações com ela até que Jesus nascesse: “E José despertando do sonho, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher, e não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe o nome de JESUS” (Mt 1.24-25).

A concepção de Jesus, portanto, foi divina, virginal e santa (Mt 1.25).

Sua virgindade era indispensável para o cumprimento da profecia de Isaías (7.14), 760 anos antes de Cristo (Mt 1.22,23).

 

b) Ela era agraciada.

Diz Lucas: “E, entrando o anjo onde ela estava, disse: Salve, agraciada […]” (Lc 1.28a).

O termo quer dizer que ela foi honrada por Deus, ou “muito favorecida”, e recebeu a graça divina em sua vida, ‘não apenas naquele momento, mas por toda a sua vida.

“Ser agraciada” é diferente de “ser cheia da graça”.

Maria achou graça diante do Senhor, em seu cântico ela declara: “…A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador; porque atentou na humildade de sua serva…” (Lc 1.46-48).

Jesus, sim é cheio de graça: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14).

Maria dependeu da graça da misericórdia do Senhor.

Jesus é a fonte da graça.

A forma grega da expressão “cheia de graça” procede de um verbo grego que significa “outorgar ou mostrar graça”.

Sua tradução correta é “agraciada, favorecida”, e não “cheia de graça”, como aparece nas versões católicas da Bíblia.

A tradução “cheia de graça” não resiste à exegese séria da Bíblia sendo contrária ao contexto bíblico e teológico.

 

c) Tinha a presença do Senhor.

Em sua mensagem, diretamente da parte de Deus, o anjo disse: “o Senhor é contigo” (Lc 1.28).

Ao dizer que o Senhor era com ela, o anjo declarou o que talvez ela não tivesse consciência de forma tão clara: Deus estava com ela.

 

d) Ela era bendita entre as mulheres.

O anjo declarou ante o olhar de espanto de Maria: “[…] bendita és tu entre as mulheres” (Lc 1.28).

Com essa expressão o anjo quis enfatizar que, para Deus, ela era abençoada, ditosa, feliz.

Não era para menos. No meio de tantos milhares de mulheres, em Israel, ser alcançada por tão grande deferência da parte de Deus era algo acima de qualquer pensamento humano.

Portanto, Maria é abençoada, é bendita entre as mulheres, não sobre as mulheres, mas entre as mulheres.

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

Maria, dentre tantas mulheres em Israel, foi a escolhida para gerar o Filho de Deus.

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

Maria

A maternidade é um privilégio doloroso.

A jovem Maria, de Nazaré, teve o privilégio único de ser mãe do Filho de Deus.

Maria foi o único ser humano presente no nascimento de Jesus que também testemunhou sua morte.

Ela o viu chegar, como seu bebé, e o viu morrer, como seu Salvador.

Maria achou que a visita inesperada de Gabriel foi desconcertante e assustadora, a princípio, mas o que ela ouviu a seguir foi a notícia mais espantosa: filho seria o Messias, o Salvador prometido de Deus.

Maria não duvidou da mensagem, mas perguntou como possível a gravidez.

Gabriel lhe disse que o bebé seria Filho de Deus.

A resposta de Maria foi perfeita: ‘Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra’ (Lc 1.38).

Mais adiante, seu cântico de alegria nos mostra como ela conhecia bem a Deus, pois seus pensamentos se encheram de palavras do Antigo Testamento.

Quando Maria levou o menino Jesus, aos oito dias de idade ao Templo, para ser consagrado a Deus, encontrou duas pessoas devotas, Simeão e Ana, que reconheceram a criança como o Messias, e louvaram a Deus.

Simeão dirigiu a Maria algumas palavras que ela deve ter recordado muitas vezes, nos anos que se seguiram: ‘uma espada transpassará também a tua própria alma’ (Lc 2.35).

Uma grande parte de seu doloroso privilégio da maternidade seria ver seu filho rejeitado e crucificado pelo povo que Ele tinha vindo para salvar.

Podemos imaginar que, mesmo que ela tivesse sabido tudo o que iria sofrer, como mãe de Jesus, Maria ainda teria oferecido a mesma resposta.

Como Maria, você também está disponível para ser usado por Deus?”

(Bíblica Cronológica Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2015, p. 1283).

 

II. A ELEVADA MISSÃO DE MARIA

 

  1. Deus a escolheu para ser a mãe do Salvador

Ao ouvir tal saudação do anjo, Maria ficou perplexa: “Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus, e eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus […] (Lc 1.30,31)”.

 

  1. O anúncio de que seria a mãe do Salvador.

Admiração e espanto perturbaram sua mente ao receber a notícia de que seria a mãe do Salvador (Lc 1.34).

Então, o anjo explicou que o menino nasceria pela virtude do Espírito Santo (Lc 1.35).

Assim, Maria demonstrou outra qualidade que lhe era peculiar, e que muito agradara a Deus – a sua submissão à vontade do Senhor: “Disse, então, Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela” (Lc 1.38).

 

  1. Maria, mulher e mãe.

Maria soube comportar-se como verdadeira mãe.

Teve de se deslocar de Nazaré a Belém, para alistar-se com o esposo num censo decretado pelo governo (Lc 2.1-5).

Um tremendo contraste! Um Rei, nascendo numa manjedoura.

Com esmero, ela cuidou da infância de Jesus.

Aos oito dias de nascido, levou-o para ser circuncidado (Lc 2.21); depois, levou-o para ser apresentado no Templo (Lc 2.22,23; Lv 12.4).

Periodicamente o levavam para a festa da Páscoa (Lc 2.40,41).

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

Embora ainda fosse uma menina, Maria recebeu da parte de Deus uma elevada missão.

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

“Maria tem dificuldade em entender o que o anjo lhe contou.

Sendo virgem, ela não tem ideia de como ela pode ter um filho.

Seu casamento não fora consumado fisicamente.

Gabriel diz que o nascimento de Jesus será provocado pela vinda do Espírito Santo sobre ela e pela sombra do poder de Deus.

Lucas tipicamente vincula o Espírito Santo com o poder de Deus.

O verbo ‘descer’ (eperchomai, em Lucas 1.35) também é usado para se referir à promessa do Espírito que vem sobre os discípulos no Dia de Pentecostes (At 1.8).

A sombra (episkiazo) diz respeito à presença de Deus (Êx 40.35) e nos faz lembrar da nuvem que deu sombra como sinal da presença divina na transfiguração (Lc 9.34).

A presença poderosa de Deus repousará sobre Maria, de modo que a criança que ela gerar será o Filho de Deus, Concebido pelo Espírito Santo, Ele será santo como alguém especialmente ungido pelo Espírito (Lc 4.1).

A linguagem de Lucas é claramente trinitária: o Altíssimo, o Filho de Deus e o Espírito Santo, Lucas não dá indicação exata de quando Maria concebeu Jesus; esse nascimento milagroso não tem paralelo.

Pessoas como Abraão e Sara e Zacarias e Isabel, que estavam em idade avançada para gerarem filhos, receberam filhos por Deus.

O poder extraordinário de Deus superou a esterilidade e idade avançada desses casais.

Mas o nascimento de Jesus não se ajusta a esse padrão.

No seu caso, Deus não venceu a incapacidade dos pais terem filhos, mas a engravidou na ausência completa de um pai humano, O nascimento de Cristo é um acontecimento dos últimos dias e introduz uma nova era que culminará no julgamento final e na salvação dos redimidos.

A glória da vinda de Deus em carne exigia um milagre como o nascimento virginal para indicar a coisa poderosa que Deus estava fazendo por nossa salvação”

(Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. Vol. l, 4.ed, Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p. 322).

 

 

CONHEÇA MAIS

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O estado civil de Maria (Lc 1.27).

“Em grego, o estado específico de Maria era de parthenos, uma virgem.

Ela estava comprometida em se casar com José quando atingisse a maioridade, por meio de um contrato matrimonial.

Conquanto a relação sexual não fosse permitida nesse tipo de relacionamento, era como se Maria estivesse ‘casada’ com José.”

Para conhecer mais leia, Guia do Leitor da Bíblia, CPAD, p. 652.

 

III. O SEU PAPEL NO PLANO DA SALVAÇÃO

 

  1. Maria deu à luz “a semente da mulher”.

Após a tragédia do pecado, por amor e misericórdia. Deus declarou, na repreensão a Satanás: “E porei inimizade entre ti e a mulher e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o alcanhar” (Gn 3.15).

Essa declaração divina é considerada o “protoevange-Iho” de Deus.

Diz Paulo: “mas, vindo a plenitude dos tempos. Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos” (Gl 4.4,5).

 

  1. Maria não é redentora.

Nos ensinos do Novo Testamento não existe nenhuma base para considerar Maria como redentora, ou mediadora entre Jesus e os homens.

Este posicionamento é perigoso, pois a Bíblia diz que não devemos ir além do que está escrito (1Co 4.6).

O ensino de que Maria é redentora e mediadora provém do dogma, estabelecido no Concílio de Éfeso, realizado em 431 d.C.

Naquele Concílio, chegaram à conclusão de que Maria era Mãe de Deus, pois Jesus era Deus.

Tal conclusão fere a revelação bíblica por várias razões.

Deus é eterno, o Criador. Uma criatura não pode ser sua mãe.

Isso é pecado da mariolatria, o que não condiz com o caráter humilde, submisso e santo da mãe de Jesus (Lc 1.38).

Na verdade, Maria era mãe do Filho de Deus encarnado, Verdadeiro Deus e Verdadeiro Homem.

 

  1. Maria não é mediadora.

Não se pode negar a honra e os privilégios que Deus concedeu a Maria de Nazaré, para ser a mãe do Filho de Deus, encarnado em seu ventre.

Mas a ela, não se deve render culto ou adoração. Jesus disse: “Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás” (Mt 4.10).

 

Abaixo algumas heresias a respeito do culto a Maria.

 

a) Dogma da Perpétua Virgindade de Maria.

O catolicismo defende a doutrina da perpétua virgindade de Maria, pois conclui que ela não gerou mais filhos além de Jesus.

Sua preocupação é com a deificação de Maria, visto que não há desonra alguma em uma mulher casada ser mãe de filhos, antes, o contrário, à luz da Bíblia, isso lhe é honroso (Gn 24.60; Sl 113.9).

A Bíblia declara com todas as letras que José não a conheceu até o nascimento de Jesus: “E José despertando do sonho, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher, e não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe o nome de JESUS” (Mt 1.24-25).

Os irmãos e irmãs de Jesus são mencionados nos evangelhos, alguns são chamados por seus nomes: Tiago, José, Simão e Judas (Mt 13.55; Mc 6.3).

Veja, ainda, Mateus 12.47 e João 7.3-5, o catolicismo afirma que “irmãos”, aqui, significa “primos”, esta afirmação é uma exegese ruim e contraria todo o pensamento bíblico.

 

b) Dogma de Maria, Mãe de Deus.

Estabelecido no Concílio de Éfeso, realizado em 431 d.C.

Naquele Concílio declararam que Maria era Mãe de Deus.

Do título de Mãe de Deus procedem todo a Mariologia no catolicismo; é o fundamento da Mariologia.

No entanto, Credo de Éfeso declara que Maria é a mãe de Deus segundo a humanidade (Theotókos).

Ou seja, ela não é a Mãe da Divindade, do verbo, mas do corpo, da humanidade de Jesus.

A palavra grega usada para “mãe de Deus” originalmente significa “portadora de Deus”.

A expressão “mãe de Deus” foi usada em razão das controvérsias cristológicas da época para dar ênfase à divindade de Jesus.

A Bíblia diz que Deus é eterno (Sl 90.2, Is 40.28), e, como tal, não tem começo.

Como pode Deus ter mãe? Há contra-senso teológico nessa declaração.

A mãe é antes do filho, isso pressupõe a divindade de Maria, que seria antes de Deus, mas Ele existe por si mesmo (Êx 3.14).

O Concílio de Calcedônia, em 351, declarou o termo “como mãe do Jesus humano”. A Bíblia esclarece que Maria é mãe do Jesus homem e nunca mãe de Deus (At 1.14).

Maria é a mãe do Senhor Jesus segundo a humanidade (Mt 1.18-25).

 

c) O Dogma da Imaculada Conceição.

Essa é outra tentativa de endeusar Maria, propondo que ela, por um milagre especial de Deus, nasceu isenta do pecado original.

Essa declaração foi proferida pelo papa Pio IX, em 8 de dezembro de 1854.

A teologia cristã afirma que “todos pecaram” (Rm 3.23; 5.12).

A Bíblia mostra o reconhecimento da própria Maria em relação a isso (Lc 1.46,47): “…A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador;

O milagre especial de Deus aconteceu na concepção virginal de Jesus, que foi gerado por obra e graça do Espírito Santo (Lc 1.34,35).

Jesus nasceu e viveu sem pecado, embora tentado, nunca pecou (Hb 4.15).

 

d) Dogma da Assunção de Maria.

O Papa Pio XII, em sua bula Munificentíssimo Deus (de 1° de novembro de 1950) diz que Maria “… foi levada de corpo e alma para a glória do céu”.

Na verdade, Maria foi sepultada e, agora, aguarda a ressurreição, no arrebatamento da igreja.

Portanto, Maria aguarda a ressurreição (1 Ts 4.13-18).

 

e) Intercessão de Maria.

Não é possível. A Bíblia diz claramente: “Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem” (1Tm 2.5). “… o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós” (Rm 8.34).

Só Jesus pode interceder por nós diante de Deus, porquanto por nós Ele morreu na cruz.

 

f) Suprema autoridade de Maria!

Um ensino como esse jamais honra Maria, a Mãe de Jesus como Homem.

Foi criada por homens religiosos, trazendo confusão para as mentes incautas, levando-as à mariolatria.

Jesus disse que todo o poder lhe foi dado no céu e na terra (Mt 28.18).

 

 4. O Culto à Maria

De acordo com o livro católico: O Culto a Maria Hoje da Edições Paulinas na página 33 declara: “O culto dos santos só começa a partir de mais ou menos cem anos depois da morte de Jesus, com uma tímida veneração aos mártires”.

“A primeira oração dirigida expressamente à Mãe de Deus é a invocação Sub tuum praesidium, formulada no fim do século III ou mais provavelmente no início do IV”.

“Não podemos dizer que a veneração dos santos – e muito menos a da Mãe de Deus – faça parte do patrimônio original”. (O Culto a Maria Hoje, Ed. Paulinas, SP, 1980).

As primeiras ornamentações e pinturas nos templos cristãos surgiram a partir do século III, a fim de representar o cenário e os fatos do texto bíblico.

Já no século V, as imagens foram inseridas no contexto das gravuras existentes e começaram a ser usadas como meio de instrução aos analfabetos, uma vez que muitos freqüentadores dos cultos não tinham acesso à educação formal.

Entretanto, no Concílio de Nicéia (787 d.C), foi oficializado a veneração às imagens e relíquias sagradas.

Quase cem anos depois, em 880, a igreja estabeleceu a canonização dos santos.

Desde então, a Igreja Católica Romana ensina que para cada ocasião e dia da semana há um “santo protetor”.

Em 1125, surgiram os primeiros ventos doutrinários concernentes a imaculada conceição de Maria — dogma definido em 1854.

Em 1311, estabeleceu-se a oração da Ave-Maria e, somente em 1950, a assunção de Maria é transformada em artigo de fé.

 

5. Uma adoração piramidal

A estrutura de adoração no catolicismo é piramidal, senão vejamos:

Latria – adoração a Deus

Hiperdulia – devoção a Maria

Dulia – devoção aos santos e anjos

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SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

O papel de Maria no plano da salvação era de extrema grandeza.

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO

 

Em Gênesis 3.15, Deus disse à serpente: A Semente da mulher te ferirá a cabeça.

Compare a referência de Paulo a isto em Romanos 16.20.

A serpente só poderia ferir o calcanhar da Semente da mulher.

De fato, ferir não é forte o bastante para traduzir o termo hebraico, que pode significar moer, esmagar, destruir.

Uma cabeça esmagada que leva à morte é contrastada com um calcanhar esmagado que pode ser curado.

O versículo de Génesis 3.15 é chamado de ‘proto-evangelho’, pois contém uma promessa de esperança para o casal pecador.

O mal não tem o destino de ser vitorioso para sempre; Deus tinha em mente um Vencedor para a raça humana. Há um forte caráter neste versículo.

 

Em 3.14,15, vemos ‘Calcanhar Ferido’.

1) O Salvador prometido era a Semente da mulher— o Deus-Homem;

2) Esta Semente Santa feriria a cabeça da serpente— conquistar o pecado;

3) A serpente feriria o calcanhar do Salvador — na cruz, ele morreu”

(Comentário Bíblico Beacon: Génesis a Deuteronômio. led. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 41).

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Maria merece todo o respeito, a honra e o reconhecimento de seu papel, no plano de Deus em relação à humanidade.

Na presciência de Deus, Jesus já era “a semente da mulher” (Gn 3.15), que haveria de ferir a cabeça da serpente, que é o Diabo. Ela foi a única mulher que concebeu pelo Espírito Santo.

Mas não há qualquer base bíblica para que lhe rendamos culto, adoração, ou a considerarmos mediadora entre Deus e os homens, pois esse papel é exclusivo de Jesus Cristo, Nosso Senhor.

 

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Comentários

  1. Claudemir Cantanhêde disse:

    A paz, pastor.
    Gosto muito de seus comentários sobre a lição, com destaque para o texto áureo. Tanto acho interessante que se o senhor pesquisa os comentários do texto áureo em algum livro, queria que me indicasse qual é a fonte. Deus abençoe, bom domingo.

  2. Prof. Alberto disse:

    Boa noite na Paz do Senhor, prezado irmão, utilizo várias fontes, em especial O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo do R. N. Champlin, Série Apologética do ICP, Comentário Judaico do Novo Testamento do David H. Stern, Teologia Pentecostal da CPAD, várias Bíblias de Estudos e outros materiais que adquiri quando era pesquisador do Instituto Cristão de Pesquisas. Abraços,

    1. Claudemir Cantanhêde disse:

      Obrigado, pastor. Deus o abençoe.

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