EBD – Lição 10 – Maria, Irmã de Lázaro, uma Devoção Amorosa

Por 6 Comments
Untitled

LIÇÃO 10

MARIA, IRMÃ DE LÁZARO UMA DEVOÇÃO AMOROSA

04 de junho de 2017

Professor Alberto

 

TEXTO ÁUREO

“Então, Maria, tomando uma libra de unguento de nardo, de muito preço, ungiu os pés de Jesus e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do unguento” (Jo 12.3).

 

VERDADE PRÁTICA

Maria, de Betânia, é exemplo do crente que dá prioridade a Jesus em sua vida, e lhe oferece o melhor em gratidão por seu amor.

 

COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO

 

“Então, Maria, tomando uma libra de unguento de nardo, de muito preço, ungiu os pés de Jesus e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do unguento” (Jo 12.3).

Antes da análise deste texto áureo é importante a identificação de qual Maria o texto se refere. O Novo Testamento apresenta dois episódios sobre a unção da cabeça e ou pés do Senhor Jesus em dois lugares diferentes.

Um primeiro episódio aconteceu na Galileia conforme Lucas capítulo 7. 38, onde uma mulher pecadora ungiu os pés de Jesus na casa de Simão, o Fariseu:

“E eis que uma mulher da cidade, uma pecadora, sabendo que ele estava à mesa em casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com ungüento; E, estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés com lágrimas, e enxugava-lhos com os cabelos da sua cabeça; e beijava-lhe os pés, e ungia-lhos com o unguento” (Lucas 7.37-38).

O Segundo episódio acontece em Betânia, na casa de Simão, o leproso, onde uma mulher unge a cabeça de Jesus, episódio registrado em Mateus 26.7 e Marcos 14.3 esses dois versículos registram o mesmo episódio:

“E, estando Jesus em Betânia, em casa de Simão, o leproso, Aproximou-se dele uma mulher com um vaso de alabastro, com ungüento de grande valor, e derramou-lho sobre a cabeça, quando ele estava assentado à mesa” (Mateus 26.6-7);

“E, estando ele em Betânia, assentado à mesa, em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher, que trazia um vaso de alabastro, com ungüento de nardo puro, de muito preço, e quebrando o vaso, lho derramou sobre a cabeça” (Marcos 14.3).

Já no evangelho de João capítulo 12.1-3 diz que o Senhor Jesus em Betânia, teve seus pés ungidos, por Maria, irmã de Marta e de Lázaro:

“Foi, pois, Jesus seis dias antes da páscoa a Betânia, onde estava Lázaro, o que falecera, e a quem ressuscitara dentre os mortos. Fizeram-lhe, pois, ali uma ceia, e Marta servia, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele. Então Maria, tomando um arrátel de ungüento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus, e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do unguento” (João 12.1-3).

Mateus e Marcos relatam que o liquido foi derramado sobre sua cabeça. Porém é possível que ela tenha derramado tanto bálsamo em Jesus que o liquido escorreu até mesmo pelos pés dEle. Sobre isso, João escreveu que havia “um arrátel de ungüento de nardo puro” ou “uma libra de bálsamo de nardo puro” (Jo 12.3). Essa medida equivalia a algo em torno de 450 gramas de perfume, o suficiente para cobrir Jesus.

Parece portanto, que essas três narrações são do mesmo episódio, também a antiga tradição apontando para isso, Maria de Betânia, irmã de Marta e de Lázaro, aparece por nome exclusivamente nos trechos de Lucas 10.38-42 e João 11 e 12, seria ela então a mulher que ungiu a cabeça e os pés do Senhor Jesus, na cidade de Betânia, assim todas essas narrativas se referem a um único incidente, bem como à mesma mulher.

Os três Evangelhos (Mt 26.6-13; Mc 14.30 e Jo 12.1-8) falam da cidade de Betânia, existia na época duas cidades chamadas Betânia, essa é a que ficava cerca de 3 quilômetros de Jerusalém, ficava na estrada entre Jerusalém e Jericó do outro lado do Monte das Oliveiras, atualmente é chamada de el-Azarieh, forma árabe do nome de Lázaro, porque ali ficava sua casa. Essa Betânia também foi o local onde Jesus saiu para sua entrada triunfal em Jerusalém (Mc 11.1). Jesus quando ia para Jerusalém ficava em Betânia na casa de seu amigo Lázaro (Mt 21.17). A última referência dessa localidade nos evangelhos está em Lucas 24.50, onde declara que a ascensão do Senhor foi no Monte das Oliveiras (Atos 1.12), região de Betânia. A outra cidade de Betânia ficava no local onde João costuma batizar do outro lado do rio Jordão (Jo 1.28; 10.40), também chamada de Bethabara.

Feito a diferenciação entre o episódio da unção na Galileia (Lucas 7.36-50) e da unção em Betânia (Mt 26.6-13; Mc 14.30 e Jo 12.1-8), e feito o esclarecimento sobre a cidade de Betânia, cabe agora analisar quem foi Maria de Betânia.

O que sabemos sobre Maria de Betânia, é que ela era irmã de Lázaro e de Marta, que morava na aldeia de Betânia, próximo de Jerusalém, o episódio da unção se dá na casa de Simão, o leproso, Simão deve ter sido curado por Jesus de sua lepra e tornou amigo do Senhor Jesus, pois quando ele subia para Jerusalém passava por Betânia e se hospedava em sua casa, é possível que fosse pai ou mesmo marido de Marta. Simão era um nome comum na época.

A identificação de Maria de Betânia com Maria Madalena (Luc. 8.2,3), e ambas as mulheres com a prostituta do sétimo capitulo do evangelho de Lucas, é uma identificação extremamente duvidosa, embora se venha fazendo tal identificação desde os tempos mais remotos do cristianismo.

No que diz respeito à identificação de Maria de Betânia, Maria Madalena e a mulher pecaminosa do sétimo capitulo do evangelho de Lucas, é mais plausível que existira três pessoas distintas, até porque dificilmente João, que conheceu tanto Maria, de Betânia, irmã de Marta e Lázaro, como Maria de Magdala, ele não teria feito confusão entre as duas Marias.

O caráter desta Maria de Betânia fica revelado no fato de que ela ungiu ao Senhor Jesus com um ungüento caríssimo, que requeria o trabalho de quase um ano, por parte de um trabalhador comum, para que pagasse o seu preço, ainda que desse tudo quanto ganhasse para adquirir esse ungüento.

O liquido que ela carregava no vaso de alabastro era o nardo puro (Mc 14:3). O nardo era um perfume raro feito de raízes de uma planta nativa do Himalaia. Nos tempos bíblicos ele era importado justamente em frascos selados de alabastro, que eram abertos apenas em ocasiões muito especiais.

Certamente isso mostra elevado grau de respeito e de afeto pela pessoa de Jesus.

 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

João 12. 1-11

1 FOI, pois, Jesus seis dias antes da páscoa a Betânia, onde estava Lázaro, o que falecera, e a quem ressuscitara dentre os mortos.

2 Fizeram-lhe, pois, ali uma ceia, e Marta servia, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele.

3 Então Maria, tomando um arrátel de ungüento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus, e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do ungüento.

4 Então, um dos seus discípulos, Judas Iscariotes, filho de Simão, o que havia de traí-lo, disse:

5 Por que não se vendeuu este ungüento por trezentos dinheiros e não se deu aos pobres?

6 Ora, ele disse isto, não pelo cuidado que tivesse dos pobres, mas porque era ladrão e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava.

7 Disse, pois, Jesus: Deixai-a; para o dia da minha sepultura guardou isto;

8 Porque os pobres sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes.

9 E muita gente dos judeus soube que ele estava ali; e foram, não só por causa de Jesus, mas também para ver a Lázaro, a quem ressuscitara dentre os mortos.

10 E os principais dos sacerdotes tomaram deliberação para matar também a Lázaro;

11 Porque muitos dos judeus, por causa dele, iam e criam em Jesus.

 

OBJETIVO GERAL

Apresentar Maria como exemplo do crente que oferece a Deus sempre o melhor em forma de gratidão por seu amor.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

– Mostrar o exemplo de Maria de Betânia ao escolher a melhor parte;

– Saber que Maria foi a mulher que ungiu o Senhor Jesus;

– Apontar o caráter humilde de Maria.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

Professor, na lição de hoje estudaremos o caráter de Maria de Betânia.

Maria foi uma mulher que honrou Jesus colocando-o acima de toda e qualquer prioridade.

Sua atitude de ficar aos pés do Salvador, ouvindo-o e aprendendo, revelou o seu desejo de querer estar mais perto do Filho de Deus, em íntima comunhão com Ele.

Como está sua comunhão com o Pai e o Filho?

Você tem alegria e prazer em estar em sua presença para adorá-lo pelo o que Ele é?

Maria amava ao Senhor e sabia como demonstrar, em seus gestos e atitudes, seu amor altruísta.

Ao ungir os pés de Jesus com um unguento de boa qualidade e caro, ela demonstrou amar mais a Jesus e as pessoas do que os seus bens materiais.

Que o nosso amor pelo Mestre seja maior do que por nossos bens materiais e ministérios.

 

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Maria, irmã de Lázaro, ou Maria de Betânia, era uma mulher humilde e ao mesmo tempo cheia de energia e ousadia.

Quando Jesus hospedou-se em sua casa, preferiu ficar ouvindo a palavra do Mestre, enquanto sua irmã envolvia-se nas tarefas domésticas (Lc 10.39).

Foi reprovada por Marta, mas recebeu elogio de Jesus por ter escolhido “a boa parte” (Lc 10.41,42).

Na mesma semana daquele acontecimento, vemos os fatos em que Maria, irmã de Lázaro, aparece protagonizando um dos momentos mais interessantes e polêmicos do ministério de Jesus.

Resumo:

Untitled2

 

PONTO CENTRAL

Devemos oferecer a Deus sempre o melhor.

 

I. O EXEMPLO DE MARIA DE BETÂNIA

 

1.- Maria “escolheu a boa parte”.

Certa vez, acompanhado de seus discípulos, Jesus entrou em Betânia.

Ali, foi recebido na casa de Lázaro, por sua irmã, Marta. Aquela não era uma ocasião comum.

Jesus só passava por aquela aldeia, chamada Betânia, quando ia para Jerusalém. Maria, irmã de Marta, teve a percepção de que aquele era um momento que deveria ser aproveitado plenamente por várias razões.

 

Untitled3

a) Jesus na casa de Maria.

O texto de Lucas 10 diz que Marta, sua irmã, recebeu Jesus em sua casa (10.38).

Havia muitas casas em Betânia.

Mas receber Jesus e seus discípulos no lar era motivo de muita alegria e orgulho para uma família piedosa.

Certamente, a casa não era pequena, pois tinha lugar para Jesus e seus discípulos.

 

b) Maria prefere ficar aos pés de Jesus.

Lucas diz que Marta recebeu Jesus, e que se assentou aos pés de Jesus e ouvia a sua palavra (10.39).

Marta demonstrou que não soube aproveitar aquele momento, e ainda criticou a irmã, julgando que esta não estava agindo bem, ficando aos pés de Jesus.

“Marta, porém, andava distraída em muitos serviços e, aproximando-se, disse: Senhor, não te importas que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe, pois, que me ajude” (10.40).

 

2.- Maria deu prioridade a Jesus.

Maria tinha tarefas domésticas a realizar como sua irmã.

Mas entendia que, se Jesus estava ali, naquela ocasião, a prioridade era ouvir sua palavra, e não ficar “distraída em muitos serviços”.

Ao ser questionado por Marta, que cobrava de Jesus que determinasse que Maria se levantasse de sua presença e fosse ajudá-la, Jesus respondeu de forma amorosa mas cheia de ensino precioso, que Maria escolhera “a boa parte, a qual não lhe será tirada” (10.41, 42).

A “boa parte” que Maria escolheu foi ouvir e aprender de Jesus, ficar a seus pés, em atitude de reverência e adoração.

 

3.- Mais “Martas” do que “Marias”.

Podemos afirmar que, no mundo atual, há muito mais “Martas” do que “Marias”.

A vida moderna tem exigido que a mulher deixe de ser apenas dona de casa, esposa e mãe, e assuma posições profissionais.

Além dos excessos de atividades, em casa, na escola, e na igreja, homens e mulheres estão sendo dominados e até escravizados por redes sociais, no uso excessivo das tecnologias da informação e da imagem, a ponto de não haver mais tempo para a maior parte das famílias estar nos cultos de oração, nos cultos de doutrina e na Escola Dominical.

Jesus respondeu de forma amorosa mas cheia de ensino precioso, que Maria escolhera “a boa parte, a qual não lhe será tirada.

 

SÍNTESE DO TÓPICO I

O crente deve seguir o exemplo de Maria de Betânia que preferiu ficar aos pés de Jesus.

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

Maria

“A hospitalidade é uma arte.

Certificar-se de que um hóspede seja bem recebido, aquecido e bem alimentado, requer criatividade, organização e trabalho de equipe.

Sua capacidade de alcançar esses objetivos faz de Maria, e sua irmã, Marta, uma das melhores equipes de hospitalidade da Bíblia.

Seu hóspede era Jesus Cristo.

Para Maria, hospitalidade significava dar mais atenção ao hóspede que às necessidades que Ele pudesse ter.

Ela permitia que sua irmã mais velha, Marta, cuidasse desses detalhes.

A atuação de Maria nos eventos mostra que ela era, principalmente, uma pessoa ‘que responde’.

Ela realizava poucos preparativos — seu papel era a participação.

Diferentemente de sua irmã, que tinha que aprender a parar e ouvir, Maria precisava aprender que agir é, frequentemente, necessário e apropriado.

Nós vemos Maria, pela primeira vez, durante uma visita que Jesus fez à sua casa.

Ela simplesmente se sentou aos seus pés e ouviu.

Quando Marta se irritou com o fato de que sua irmã não a ajudava, Jesus declarou que a decisão de Maria de desfrutar da sua companhia era a reação mais adequada, na ocasião.

Na última vez em que vemos Maria, ela havia se tornado uma mulher de ação ponderada mesclada com adoração.

Novamente, ela estava aos pés de Jesus, lavando-o com perfume e secando com seus cabelos.

Jesus disse que seu ato de adoração deveria ser descrito em todas as partes, como um exemplo de serviço custoso”

(Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2015, p. 1437).

 

II. MARIA, A MULHER QUE UNGIU O SENHOR

1.- Maria ungiu os pés de Jesus.

“Foi, pois, Jesus seis dias antes da Páscoa a Betânia, onde estava Lázaro, o que falecera e a quem ressuscitara dos mortos” (Jo 12.1).

Para o ministério de Jesus, aquela família tinha significância.

Sempre que ia a Jerusalém, ou a seus arredores, hospedava-se na casa de Lázaro e suas irmãs.

Betânia estava situada a três quilómetros de Jerusalém, na estrada que leva a Jericó.

 

a) Uma ceia para Jesus.

Embora o texto não diga que a ceia foi na casa de Lázaro, Marta, certamente, foi a organizadora da refeição a ser oferecida a Cristo.

Mais uma vez, ela demonstrava especial cuidado com a hospitalidade, com a recepção do ilustre visitante.

“Fizeram-lhe, pois, ali uma ceia, e Marta servia, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele” (Jo 12.2).

Ela fez o melhor que sabia para atender bem ao grande amigo da família.

 

b) Maria unge os pés de Jesus.

Maria surpreendeu a todos, “[…] tomando uma libra de unguento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do unguento” (Jo 12.3).

O gesto, considerado extravagante, de Maria provocou grande reboliço entre os presentes, principalmente em Judas Iscariotes.

O perfume derramado de “nardo puro” equivalia a cerca de “trezentos denários”, como acentuou Judas, ou seja, quase o salário de um trabalhador durante um ano inteiro.

Judas, além de traidor, era mentiroso e hipócrita. Seu cuidado não era com os pobres, com a assistência social, mas em roubar o dinheiro das ofertas (Jo 12.4-6).

 

c) Jesus aprova o gesto de Maria.

O traidor reprovou a generosidade de Maria.

Mas Jesus reconheceu a grandeza das intenções do seu coração agradecido.

“Disse, pois, Jesus: Deixai-a; para o dia da minha sepultura guardou isto” (Jo 12.7).

Pela fé, de forma profética, Maria ungiu antecipadamente o corpo de Jesus para o seu sepultamento.

Sua visão era mais ampla e mais profunda.

Marta via o amigo e visitante ilustre.

Maria via o seu Salvador que haveria de morrer em seu lugar (Jo 19.39).

A repercussão da presença de Jesus na casa de Maria foi tão grande que os principais dos sacerdotes deliberaram matar Jesus e também Lázaro (Jo 12.9-11).

 

2.- Maria ungiu a cabeça de Jesus.

Na mesma semana que lhe antecedeu a morte, Jesus saiu de Jerusalém e foi para Betânia: “Bem sabeis que, daqui a dois dias, é a Páscoa, e o Filho do Homem será entregue para ser crucificado” (Mt 26.2).

Dali, dirigiu-se a Betânia, onde, na casa de “Simão, o leproso”, lhe ofereceram outro jantar.

Diz o texto que “uma mulher” ungiu a sua cabeça com unguento de grande valor.

O contexto nos mostra que aquela mulher era Maria de Betânia (Mt 26.6,7; Jo 11.1,2).

A Bíblia de Estudo Cronológica, Aplicação Pessoal, em nota sobre Mateus 26.7, confirma esse entendimento.

 

3.- Devemos oferecer o melhor a Jesus.

Maria poderia ter oferecido um unguento de menor preço.

Mas ungiu Jesus “com unguento de grande valor, e derramou-lho sobre a cabeça”.

Ela foi criticada, mas o importante na adoração a Jesus é saber se Ele aceita nosso louvor.

E Jesus, solenemente, declarou sua aprovação ao gesto de Maria, dizendo: “Em verdade vos digo que, onde quer que este evangelho for pregado, em todo o mundo, também será referido o que ela fez para memória sua” (Mt ;6.13; Mc 14-9).

 

 

VASO DE ALABASTRO

Untitled4

Originalmente a forma neutra do grego alabastros, era usada para designar um frasco de alabastro que possuía um gargalo comprido que, quando o conteúdo era utilizado, tal gargalo era rompido. Geralmente o conteúdo armazenado nesses frascos eram óleos e essências.

O mesmo termo também era utilizado para se referir a qualquer frasco que possuía o formado indicado acima, não importando o material de que tivesse sido fabricado.

Tratando-se do próprio alabastro, este era uma variedade de carbono de cálcio produzido por depósito natural e hidratado.

Existe uma diferença entre os alabastros da antiguidade e os mais modernos.

O alabastro moderno é um tipo de gesso, sendo uma pedra mais mole. Já os alabastros da antiguidade (heb. shayish ou shesh) geralmente eram de mármore, compostos de calcita (1 Cr 29:2; Et 1:6).

Esse material em sua forma pura tem uma cor branca e translúcida.

Geralmente o alabastro era encontrado em regiões calcárias, em cavernas e locais próximos de nascentes.

Estes materiais eram muito utilizados na escultura de estátuas e na fabricação de vasos, frascos, caixas, garrafas e recipientes em geral.

Havia vasos de alabastro fabricado na região da Palestina, com pedras escavadas no vale do Jordão.

Outros eram importados do Egito, sendo estes mais valiosos.

 

 

NARDO

Untitled5

Nardo (Nardostachys jatamansi), também conhecido como espicanardo, nardo Indiano e jatamansi, é uma planta originária do Nepal, China e Índia cujo óleo essencial é usado como perfume ou para fins medicinais .

É uma planta da família das gramíneas, que pode crescer até 1 metro de altura e que apresenta flores brancas e cor de rosa em forma de sino.

A palavra nardo também ser sinônimo de perfume, porque o óleo aromático é usado para fazer perfumes.

O bálsamo de nardo também tem várias propriedades medicinais, sendo usado no tratamento da pele (possui propriedades anti-inflamatórias, fungicidas e bactericidas), para tratar dor de angina, varizes ou hemorróidas.

Além disso, também tem um efeito sedativo, sendo usado como calmante.

Também possui características antissépticas, sendo usado para tratar problemas no sistema digestivo e respiratório.

 

Nardo na Bíblia

Na Bíblia, os óleos eram usados para ungir uma determinada pessoa, normalmente com o objetivo de atribuir autoridade a uma pessoa que vai exercer alguma função, como um rei ou um profeta, por exemplo.

Além disso, a unção com um óleo também ocorria quando alguém necessitava de cura.

O óleo feito com as flores de nardo é mencionado 24 vezes na Bíblia.

A expressão fazer descer o nardo pode significar ungir alguém com esse óleo.

O episódio mais conhecido com o óleo de nardo ocorreu em João 12.3: “Então Maria pegou um frasco de nardo puro, que era um perfume caro, derramou-o sobre os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos. E a casa encheu-se com a fragrância do perfume”.

No capítulo 14 de Marcos, é mencionado que o frasco de perfume em questão custava 300 denários, quantia que correspondia aproximadamente a 300 dias de salário, o que significa que era um óleo muito caro.

 

SÍNTESE DO TÓPICO II

Maria foi a mulher que em um gesto de adoração ungiu os pés de Jesus.

 

Untitled6 

Dinheiro na época de Jesus

Na época de Jesus as moedas eram de diversos países e circulavam conforme o interesse do negócio.

Assim para:

1 – pagar impostos era o Denário Romano

2 – pagar o dízimo era o Siclo judeu

3 – para fazer negócio com os estrangeiros a Dracma grega e a Mina Fenícia

 

O denário Romano:

Para a palavra denário (moeda Romana no tempo de Jesus), encontramos muitas referência e explicações.

Até a origem da palavra que usamos para dizer “dinheiro” em Português tem sua origem nela, apalavra latina denário.

Os livros de história Universal, que tratam do Império Romano, trazem muitas fotos desta moeda.

Também nos apêndices das Bíblias aparecem tabelas com o sistema monetário dos povos bíblicos. Algumas fotos para ilustrar:

Untitled7

Fotos: Moedas Romanas = denário

Untitled8

 

Moeda Romana o Denário, da época de 136 a.C.

Cara da Moeda: a cabeça com capacete da deusa Dea Roma.

Coroa da moeda: os Dióscuros.

 

O sistema monetário do Império Romano

Neste sistema monetário encontramos a moeda chamada denário (denarius, em latim, plural denarii), uma moeda de prata, de pequenas dimensões e de circulação comum em todo Império Romano.

 

O valor correspondente a um denário.

Nos evangelhos encontramos várias vezes citado o denário (Mt 18,28; Mc 12,15; Lc 20,24) e tinha o valor do salário de um dia de trabalho ou o valor de 8 kilos de pão.

Se trazemos para o dia de hoje teríamos o valor de um dia de trabalho (baseados no salário mínimo brasileiro, seria o equivalente a R$ 30,00 – 50,00 reais).

300 denários seria mais ou menos hoje, equivalente a aproximadamente: R$9.000,00 a 15.000,00;

O vocábulo denário se tornou tão popular que mesmo depois de ter deixado de circular serviu de unidade de conta no Império Romano.

Pelo se uso universal, dentro do Império Romano seu nome foi adotado em diversos países designando suas moedas nacionais: Na França o denier, nos países árabes o dinar, caso da Jordânia = dinar jordaniano etc.. Encontramos na língua portuguesa por influencia do latim este vocábulo chamando-se de dinheiro (dinero, em espanhol e denaro em italiano), tudo vindo do latim denarius.

JEREMIAS, JOACHIM, Jerusalém no tempo de Jesus, pesquisa de história econômica social no período neotestamentário, Nova Coleção Bíblica, vol. 16, Paulinas, São Paulo, 1983, pág.170ss. (Adaptado).

 

 

III. O CARÁTER HUMILDE DE MARIA

 

1.- Maria, uma mulher humilde.

Com base nos textos citados, podemos concluir que Maria, irmã de Lázaro, era uma mulher humilde, mesmo sendo possuidora de ótima condição financeira, a ponto de poder oferecer a Jesus valiosa oferta como verdadeiro sacrifício de louvor e adoração.

No episódio em que ela ficou assentada aos pés de Jesus (Lc 10.39), revelou um profundo senso de valor diante do Mestre, considerando prioridade maior ouvir seus valiosos ensinos.

 

2.- Maria não revidou as críticas da irmã.

Mesmo ouvindo sua irmã, Marta, reclamar diante de todos que ela deveria sair da presença de Jesus para ajudá-la nas tarefas domésticas, ela não revidou, criticando a atitude da irmã.

Ficou em silêncio, e deixou Jesus falar.

E foi compensada por Jesus, que a defendeu dizendo que ela escolhera “a boa parte, a qual não lhe será tirada” (Lc 10.42).

 

SÍNTESE DO TÓPICO III

Maria demonstrou ter um caráter humilde e fiel a Deus.

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO

 

Professor, para tornar a aula mais dinâmica, interativa e introduzir o terceiro tópico da lição, faça as seguintes perguntas:

“Como Maria reagiu diante da queixa e incompreensão de sua irmã em relação a sua atitude de ficar aos pés de Jesus ouvindo-o?”

“Como devemos agir quando as pessoas, até mesmo da nossa família, não compreendem nossas atitudes em relação a Jesus e ao serviço cristão?”

Enfatize que assim como Maria, nem sempre somos bem compreendidos pelas pessoas.

Mas é diante das incompreensões e julgamentos que temos de revelar o nosso caráter cristão.

Ao que tudo indica Maria não tentou se defender ou retrucou sua irmã.

Porém, o próprio Senhor Jesus a defendeu e procurou valorizar suas atitudes.

Depois de conversar com os alunos a respeito das atitudes de Maria, distribua as cópias do quadro abaixo.

Utilize para refletir com os alunos as características do caráter de Maria e as lições que podemos aprender com suas atitudes.

 

 

MARIA

 

QUALIDADES E REALIZAÇÕES

 

Talvez a única pessoa que entendeu e aceitou a morte iminente de Jesus, e dedicou seu tempo para ungir seu corpo enquanto Ele ainda estava vivo. Aprendeu quando ouvir e quando agir.

 

LIÇÕES DE VIDA

 

As tarefas de servir a Deus podem se tornar uma barreira para conhecê-lo pessoalmente. Pequenos atos de obediência e serviço tem efeitos amplos.

 

ESTATÍSTICAS VITAIS

 

Local: Betânia. Parentes: Marta e Lázaro.

 

VERSÍCULO-CHAVE

 

“Ora, derramando ela este unguento sobre o meu corpo, fê-lo preparando-me para o meu sepultamento, Em verdade vos digo que, onde quer que este evangelho for pregado, em todo o mundo, também será referido o que ela fez para memória sua” (Mt 26.12,13).

 

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Podemos concluir afirmando que Maria, a irmã de Lázaro, foi uma mulher humilde e que demostrou liberalidade ao oferecer a Jesus uma oferta valiosa.

Ajamos da mesma forma, para que Cristo seja glorificado em toda a maneira de agir, pensar e ver.

 

Faça o download do arquivo .doc aqui: Baixar

Comentários

  1. Jucélia Rocha Brraga disse:

    A Paz do Senhor Pr Alberto!
    Gostaria de aproveitar este espaço e deixar alguns pontos relevantes sobre a nossa lição de domingo:

    A Maria que iremos estudar, nesta lição, aparece 3 vezes na Bíblia:

    1ª Em Lucas 10 – para aprender;
    2ª Em Marcos 14 – para agradecer
    3ª Em João 12 – para chorar.

    Nós temos a mania de pensar que a história que se lê num Evangelho é a mesma que é contada em outro. Não é .
    Observe : A Maria pecadora estava em Naim e ungiu os pés de Jesus com unguento e lágrimas e os enxugou com os cabelos.
    Maria de Betânia ungiu Jesus com nardo puro. Lembrando que os óleos (unções) no mundo espiritual transmitem mensagens. Todos os símbolos são reais.

    Os dois textos: João 12 e Marcos 14 possuem elementos relevantes para entendermos que são episódios distintos:
    Em João 12, Jesus foi à Betânia, 6 dias antes da Páscoa na casa de Lázaro e Maria ungiu seus pés;
    Em Marcos 14, Jesus estava na casa de Simão (o leproso), faltavam 2 dias para a Páscoa.Maria ungiu a cabeça de Jesus.
    Tem uma diferença de 4 dias entre um momento e outro. Logo, cai a tese de pensar que o nardo derramado na cabeça do Mestre escorreu até aos pés.

    Ele ensinava para ela a necessidade de ser ungido com nardo (unção da morte) antes da sua morte para que o plano divino pudesse ser levado a cabo. Ensinava também que, Ele representava a arca que Deus ordenou a Moisés que fosse ungida desde o propiciatório até aos pés. Maria estava ouvindo os ensinamentos de Jesus. Ela e Ele sabiam que a unção com o nardo era, extremamente, importante ao ponto que ela quebra o protocolo da ceia judaica e invade o ambiente para ficar aos pés de Jesus.

    Evidentemente, que Maria, irmã de Lázaro, estava num momento muito marcante naquela ceia. É muito vago dizer,apenas, que ela era uma mulher humilde e de adoração. A cena traz mensagens muito, mas muito mais profundas. Jesus disse a respeito dela que aonde o Evangelho fosse pregado, ela seria lembrada. (não é isto que está acontecendo neste momento?)

    Veja:
    Ela fez tudo que pode; fez o seu melhor, fez com sacrifício, fez para agradar a Deus no momento certo e para a pessoa certa e com reflexo para a eternidade.

    Enfim, Maria, num gesto de adoração, fez a obra. Marta, por sua vez, trabalhava para Jesus. Há uma enorme diferença. Quem adora faz a obra, quem trabalha fica ansiosa, angustiada, fadigada.
    No versículo 3 de João 12 diz que o perfume que ela ungiu os pés de Jesus, encheu-se a casa do cheiro do unguento.
    Que nossa casa, nosso trabalho, nossa igreja possam ter o cheiro da nossa adoração. Adorar exala perfume. ADOREMOS!!!

    Jucélia R. Braga – Congregação Bonfim

    1. Prof. Alberto disse:

      A Paz do Senhor. Primeiramente quero agradecer o e-mail a mim encaminhado.

      Você inicia sua argumentação afirmando que:
      “A Maria que iremos estudar, nesta lição, aparece 3 vezes na Bíblia:
      1ª Em Lucas 10 – para aprender;
      2ª Em Marcos 14 – para agradecer
      3ª Em João 12 – para chorar.”

      Na verdade ela aparece duas vezes:
      1º) em Lucas 10.38-42 – Marta e Maria;
      2º) em Mateus 26.6-13; Marcos 14.3-9 e Jo 12.1-8 – O Jantar em Betânia.

      Depois você declara que:
      “Nós temos a mania de pensar que a história que se lê num Evangelho é a mesma que é contada em outro. Não é”.

      Gostaria de informá-la que não se trata de “mania de pensar”, os três primeiros evangelhos (Mateus, Marcos e Lucas) são considerados similares, por isso são chamados Sinótipos – “por conterem uma grande quantidade de histórias em comum, na mesma sequência, e algumas vezes, utilizando exatamente a mesma estrutura de palavras. Tal grau de paralelismo relativo ao conteúdo, narrativa, linguagem e estruturas das frases, somente pode ocorrer em uma literatura interdependente. Muitos estudiosos acreditam que esses evangelhos compartilham o mesmo ponto de vista e são claramente ligados entre si”1. Portanto, não se trata de “mania de pensar”, efetivamente eles são similares, Sinótipos..

      Você afirma: “Observe : A Maria pecadora estava em Naim e ungiu os pés de Jesus com unguento e lágrimas e os enxugou com os cabelos.
      Maria de Betânia ungiu Jesus com nardo puro. Lembrando que os óleos (unções) no mundo espiritual transmitem mensagens. Todos os símbolos são reais.”

      Primeiramente, a Bíblia não fala que o nome da mulher pecadora, seja Maria, também não está claro que ela estava de Naim. A Bíblia diz apenas que uma mulher pecadora ungiu os pés do Senhor Jesus e enxugou com os cabelos (Lc 7.36-50).

      O que sabemos que esse episódio obviamente não é o mesmo, pois esse registrado por Lucas 7 foi na Galileia e o registrado por Mateus, Marcos e João, foi na Judeia (Betânia). Também em nenhum momento afirmei que se tratava do mesmo episódio, pelo contrário, disse que a Igreja Católica associou esse episódio de Lucas 7.36-50 a Maria Madalena (Lc 8.3), a partir da declaração do Papa Gregório no século VI, o que não é plausível, e apresentei os argumentos sobre o assunto.

      Você afirma:
      “Os dois textos: João 12 e Marcos 14 possuem elementos relevantes para entendermos que são episódios distintos:
      Em João 12, Jesus foi à Betânia, 6 dias antes da Páscoa na casa de Lázaro e Maria ungiu seus pés;
      Em Marcos 14, Jesus estava na casa de Simão (o leproso), faltavam 2 dias para a Páscoa.Maria ungiu a cabeça de Jesus.
      Tem uma diferença de 4 dias entre um momento e outro. Logo, cai a tese de pensar que o nardo derramado na cabeça do Mestre escorreu até aos pés.”

      Aqui nós estamos em desacordo total, porque entendo tratar-se do mesmo episódio, senão vejamos:
      Os elementos relevantes” que você apresenta são dois, a questão dos dias (6 e 2 antes da páscoa); unção na cabeça e unção nos pés, esses são os elementos “relevantes” apresentados.

      Primeiramente a própria Sociedade Bíblica coloca como episódio igual: João 12.1-87 – (Mt 26.6-13 e Mc 14.3-9).

      Segundo, sugiro que você analise todo o contexto desse episódio:

      A cidade:
      “Estando Jesus em Betânia,”
      (Mateus 26:6)

      “Estando Jesus em Betânia,”
      (Marcos 14:3)

      “Foi, pois, Jesus seis dias antes da páscoa a Betânia,
      (João 12:1)

      O tempo:
      “Bem sabeis que, daqui a dois dias é a Páscoa,”
      (Mateus 26:2)

      “Faltavam apenas dois dias para a Páscoa”
      (Marcos 14:1)

      “Foi, pois, Jesus seis dias antes da páscoa a Betânia,
      (João 12:1)

      Jesus foi seis dias antes da Páscoa para Betânia e quando faltavam dois dias para a Páscoa ocorreu o episódio. Ele foi seis dias antes da Páscoa, a unção ocorreu dois dias antes da Páscoa.Há um espaço de tempo entre a citação de Jo 12.1 e João 12.2, ou seja, entre a chegada de Jesus e a realização da ceia.

      O perfume, o valor e a intencionalidade
      “Os discípulos, ao verem isso, ficaram indignados e perguntaram: “Por que este desperdício?
      Este perfume poderia ser vendido por alto preço, e o dinheiro dado aos pobres”. “
      (Mateus 26:8-9)

      “Alguns dos presentes começaram a dizer uns aos outros, indignados: “Por que este desperdício de perfume? Ele poderia ser vendido por trezentos denários, e o dinheiro dado aos pobres”. E a repreendiam severamente.”
      (Marcos 14:4-5)

      “Por que este perfume não foi vendido, e o dinheiro dado aos pobres? Seriam trezentos denários”.
      (João 12:5)

      As palavras de Jesus:
      “Quando derramou este perfume sobre o meu corpo, ela o fez a fim de me preparar para o sepultamento. Eu lhes asseguro que onde quer que este evangelho for anunciado, em todo o mundo, também o que ela fez será contado, em sua memória”.”
      (Mateus 26:12-13)

      “Ela fez o que pôde. Derramou o perfume em meu corpo antecipadamente, preparando-o para o sepultamento. Eu lhes asseguro que onde quer que o evangelho for anunciado, em todo o mundo, também o que ela fez será contado em sua memória”.”
      (Marcos 14:8-9)

      “Respondeu Jesus: “Deixe-a em paz; que o guarde para o dia do meu sepultamento”.
      (João 12:7).

      A questão da unção na cabeça e unção nos pés.
      “Aproximou-se dele uma mulher com um vaso de alabastro, com unguento de grande valor, e derramou-lho sobre a cabeça, quando ele estava assentado a mesa”
      (Mateus 26.7).

      “…veio uma mulher que trazia um vaso de alabastro, com unguento de nardo puro, de muito preço, e, quebrando o vaso, lho derramou sobre a cabeça”
      (Marcos 14.3).

      “Então, Maria tomando uma libra de unguento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos…”
      (João 12.3).

      Maria ungiu a cabeça de Jesus ao estar reclinado sobre a mesa e em seguida ungiu seus pés para em seguida enxugá-los com seus cabelos ou o unguento desceu da cabeça até os pés, já que a quantidade era grande “este perfume sobre o meu corpo, ela o fez a fim de me preparar para o sepultamento.” (Mateus 26.12).

      Cada evangelista escreveu, na perspectiva de cada um, houve a unção para seu corpo, para seu sepultamento, Mateus e Marcos registraram a unção na cabeço, João nos pés, mas o evento é o mesmo.

      1.- F.L. Cross and E.A. Livingston, The Oxford Dictionary of the Christian Church, Oxford University Press, 1989 p. 1333

      Professor Alberto

  2. Jucélia Rocha Brraga disse:

    Prof. Alberto!

    Obrigada por ter me respondido. Apesar de ficarem algumas dúvidas, seu comentário me foi muito útil. A finalidade maior é entender bem para passar para os alunos a interpretação correta.

    Deus o abençoe!

    1. Prof. Alberto disse:

      De nada, sempre a disposição. Também temos nossa aula todos os sábados as 16 horas para Professores de Escola Bíblica Dominical, quando puder participar você é bem vinda. Fique na Paz do Senhor. Abraços,

      1. Jucélia Rocha Brraga disse:

        Obrigada pelo convite, mas temos vigília a semana inteira e na sexta feira inicia-se às 23h00 e termina às 3.
        Mas, Graças a Deus que o Espírito Santo não escolheu “alguns” para revelar suas verdades.
        Deus o abençoe!!!

  3. Jucélia Rocha Brraga disse:

    * Não escolheu “só” alguns, mas muitos.

Deixe um Comentário