EBD – Lição 07 – Rute, Uma Mulher Digna de Confiança

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LIÇÃO 07

RUTE, UMA MULHER DIGNA DE CONFIANÇA

14 de maio de 2017

Professor Alberto

 

TEXTO ÁUREO

“[…] porque, aonde quer que tu fores, irei eu e, onde quer que pousares à noite, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus.” (Rt 1.16)

 

 

VERDADE PRÁTICA

Deus usou Rute, quebrando todos os paradigmas raciais, para torná-la parte da linhagem do Messias.

 

COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO

“[…] porque, aonde quer que tu fores, irei eu e, onde quer que pousares à noite, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus.” (Rt 1.16)

 

Nosso texto áureo está no capítulo 1 do livro de Rute. O livro de Rute possui apenas quatro capítulos e ele está pedagogicamente classificado no grupo dos livros históricos da Bíblia.

O contexto do nosso texto áureo está inserido dentro dos versículos 16 e 17 que diz: “Disse porem Rute: Não me instes para que te deixe e me afaste de ti; porque, aonde quer que tu fores, irei eu e, onde quer que pousares à noite, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus, onde quer que morreres, morrerei eu e ali serei sepultada, me faça assim o SENHOR e outro tanto, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti” (Rt 1.16). É provável que esses dois versículos sejam a passagem mais conhecida do livro de Rute, pois têm sido citados incessantemente por todos os séculos. Têm sido usados nos convites e cerimônias de casamento e fazem parte dos votos tomados.

Com essa declaração (Rt 1.16-17) fica claro que Rute se dedicou integralmente a sua sogra Noemi, não conseguia se separar de Noemi, agora sua família. Esse impulso vinha de dentro dela, essa chamada divina foi para suas duas noras, pois ambas casaram com israelitas, mas somente Rute insistiu em partir com sua sogra Noemi, levando para Judá e se tornando a bisavó do rei Davi, e uma das antepassadas do Messias, nosso Senhor Jesus Cristo. Isso não poderia tornar-se uma realidade se ela não aceitasse o sentimento de amor e comunhão que tinha com sua sogra Noemi e voltasse, juntamente com Orfa, para a terra dos moabitas.

Nessa linda história temos vários elementos da Dedicação:

  1. Insistências contrárias a chamada que começava a se descortinar tinham de parar imediatamente, antes que impedissem Rute de cumprir o propósito que a estava chamando do fundo do seu coração. Algumas vezes é melhor confiar no coração do que na mente, ou seja, precisamos ser mais sensíveis a voz celestial.
  2. Rute tinha de seguir Noemi, a qual estava avançando na direção em que o futuro dela a guiava. Continuamos a avançar quando não parece haver outra saída senão continuar avançando.
  3. Similaridade de localização geográfica precisava ser conseguida, para que o propósito tivesse cumprimento. Havia um “lugar certo” para que as bênçãos futuras começassem a acontecer.
  4. O povo de Noemi teria de ser o povo de Rute. Como Rute poderia vir a ser a bisavó de Davi, o rei, se não fosse viver em Belém? Somente ali ela poderia participar da comunidade que haveria de produzir, finalmente, o rei, e então, o Rei Messias.
  5. Uma nova fé religiosa, com o consequente abandono dos antigos caminhos e sua idolatria, tornaria possível o cumprimento de todas as provisões do compromisso assumido. Rute não abandonou Noemi; antes, continuou a segui-la; alegremente abandonou seu próprio país e seu próprio povo, e com idêntico júbilo adotou um novo povo. A resolução dela foi mais forte do que a própria morte.

Um elemento extremamente importante desses dois versículos não deveria jamais ser negligenciado, a fé. Rute sabia, lá em sua própria alma, o que o Deus requeria dela. Essa convicção interior e esse conhecimento foram capazes de derrotar os argumentos de sua sogra, que insistia em que ela seguisse um curso “lógico”, o qual, contudo, lhe era prejudicial no futuro, podemos aqui pensar no conceito de fé: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem. Porque por ela os antigos alcançaram testemunho” (Hb 11.1-2).

 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Rute 1.11,14 – 18

11 Porém Noemi disse: Voltai, minhas filhas. Por que iríeis comigo? Tenho eu ainda no meu ventre mais filhos, para que vos sejam por maridos?

14 Então levantaram a sua voz, e tornaram a chorar; e Orfa beijou a sua sogra, porém Rute se apegou a ela.

15 Por isso disse Noemi: Eis que voltou tua cunhada ao seu povo e aos seus deuses; volta tu também após tua cunhada.

16 Disse, porém, Rute: Não me instes para que te abandone, e deixe de seguir-te; porque aonde quer que tu fores irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus;

17 Onde quer que morreres morrerei eu, e ali serei sepultada. Faça-me assim o SENHOR, e outro tanto, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti.

18 Vendo Noemi, que de todo estava resolvida a ir com ela, deixou de lhe falar.

 

OBJETIVO GERAL

Mostrar que Deus usou a vida de Rute para quebrar paradigmas raciais e torná-la parte da linhagem do Messias.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  • Apresentar um resumo da história de Rute;
  • Mostrar o cuidado de Noemi e o caráter de Rute;
  • Explicar como Rute entrou na genealogia de Jesus.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

Na lição de hoje, estudaremos a respeito do caráter bondoso e fiel de Rute.

Ela se recusou a abandonar sua sogra, viúva e sem nenhum recurso financeiro.

Rute escolheu ajudar Noemi e seguir o seu Deus.

Ela trabalhou nos campos recolhendo espigas para sustentar sua sogra e para sobreviver.

Esse era um trabalho honesto, porém nada fácil para uma mulher sozinha.

Sua história revela seu caráter bondoso e fiel ao Deus de Israel e à sua sogra.

Aprendemos com seu perfil que o amor e a bondade são capazes de mudar a história de uma pessoa.

Pois, essa gentia, que não fazia parte do povo de Deus, entrou na genealogia de Jesus.

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

 

Nesta lição, estudaremos o caráter de uma jovem estrangeira, que se tornou uma das mulheres mais admiráveis da Bíblia.

Trata-se de Rute, uma moça moabita, que se casou com um jovem hebreu, contrariando os costumes e os preceitos legais de seu povo.

A narrativa do livro que tem o seu nome mostra que Deus é soberano, onipotente, e, ao mesmo tempo, misericordioso e amoroso.

O livro de Rute é considerado umas das mais belas peças da literatura universal.

 

PONTO CENTRAL

Rute tinha um caráter bondoso e íntegro.

I. RUTE, UM RESUMO DE SUA ORIGEM

 

  1. Uma estrangeira.

O nome Rute significa “amizade”.

Ela era moabita.

Um fato histórico tornou os moabitas adversários de Israel.

Eles não permitiram ao povo de Deus passar pelo seu território quando deslocava-se em direção a Canaã, e precisava passar pelo território de Moabe, sob a liderança de Moisés (Nm 20.19).

Eles foram hostis. Por isso. Deus determinou que nem moabitas nem amonitas poderiam fazer parte da “congregação do Senhor”, ou do povo de Israel, “nem ainda a sua décima geração” (Dt 23.3-6; Ne 13.2).

Essa é a origem étnica de Rute. Se houvessem sido observados os preceitos da Lei, ela jamais poderia fazer parte da linhagem do povo de Israel.

 

  1. Como Rute vinculou-se a uma família israelita.

Uma família judaica teve que sair de Belém para escapar da seca que assolava a região.

Eram eles: Elimeleque, Noemi (ou Naomi, que significa “agradável”), sua esposa, e os dois filhos, Malom e Quiliom.

Emigraram para a terra de Moabe, onde havia alimento. Contrariando os costumes da família, os dois filhos casaram com jovens moabitas.

Malom casou-se com Rute; Quiliom casou-se com Órfã.

Não se sabe quanto tempo viveram com suas esposas.

Os três homens faleceram deixando três mulheres sem amparo (Rt 1.1-5).

Uma seca e três óbitos mudaram a história dessas pessoas.

 

  1. Em direção à terra de Judá.

Dez anos depois, Deus concedeu a bênção da fartura de pão em Israel (Rt 1.6).

E a viúva de Elimeleque convidou suas duas noras, também viúvas, para irem a Belém, onde havia pão (Rt 1.7).

Belém (hb. Beth-Lehem, significa “Casa do Pão”).

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

Rute era uma moabita que se vinculou a uma família israelita e veio a fazer parte da linhagem do Messias.

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

Rute era moabita. Por isso, é importante que você utilize o subsídio abaixo para explicar aos alunos a origem desse povo.

“De acordo com Génesis 19.30-38, os moabitas descendiam de Moabe, filho de Ló, que era sobrinho de Abraão, como resultado de uma relação incestuosa com a filha mais velha de Ló.

A narrativa, entretanto, indica que os israelitas e moabitas eram semitas e parentes de sangue, e isto é confirmado pelo fato de que a língua dos moabitas está intimamente relacionada à dos hebreus.

Os sinais da inscrição de 34 linhas na Pedra Moabita correspondem aos sinais de inscrição de Siloé de Ezequias, e mostra que as duas línguas são da mesma descendência semítica.

 

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Pedra Moabita ou Estela de Mesa, é uma pedra de basalto, com uma inscrição sobre Mesa, Rei de Moabe. Este registra a conquista de Moabe por Omri, Rei de Israel Setentrional. Após a morte de Acab, filho de Omri, Mesa revolta-se depois de prestar vassalagem por 40 anos. Esta inscrição completa e confirma o relato bíblico em II Reis 3:4-27. A estela teria sido feita, aproximadamente, por volta de 830 a.C..

A estela foi adquirida em Jerusalém pelo missionário alemão F. A. Klein , em 1868. Encontrada em Díbon, a antiga capital do Reino de Moabe, a 4 milhas a Norte do Rio Árnon. Encontra-se no Museu do Louvre, em Paris. Com a exce ção de algumas variações, mostra que a escrita dos moabitas era idêntica ao hebraico. Menciona o Tetragrama Sagrado no lado direito da estela, na linha 18. É um documento de grande importância e interessante relativo ao estudo da linguística hebraica, ou seja, a formação e evolução do alfabeto hebraico.

A Pedra Moabita confirma o nome de locais e de cidades moabitas mencionadas no texto bíblico: Atarote e Nebo (Números 32:34,38), Aroer, o Vale de Árnon, planalto de Medeba, Díbon (Josué 13:9), Bamote-Baal, Bet-Baal-Meon, Jaaz [em hebr. Yáhtsha] e Quiriataim (Josué 13:17-19), Bezer (Josué 20:8), Horonaim (Isaías 15:5), e Bet-Diblataim e Queriote (Jeremias 48:22,24).

 

 

A similaridade de alguns costumes também indica o mesmo parentesco.

Moabe é representada em Êxodo 15.15 como já sendo um povo poderoso quando Israel saiu do Egito.

A terra que veio a ser conhecida como Moabe era, até onde sabemos originalmente, habitada por um povo conhecido por sua grande estatura, que a Bíblia chama de refains (Dt 2.10,11).

Eles foram citados pêlos moabitas que os expulsaram, como ‘emis’ os ‘terríveis’ ou ‘ameaçadores’.

Eles são citados em Génesis 14.5 como habitantes de Sa-vé-Quiriataim.

Durante o período dos juizes de Israel, em que a nação ficou enfraquecida, os moabitas prosseguiram para o norte, a partir do rio Arnom até vários quilómetros ao norte do extremo do mar Morto, atravessando o rio Jordão até Jericó.

Os israelitas foram oprimidos por Eglom, rei de Moabe, durante 18 anos até este ser assassinado pelo juiz Eúde (Jz 3.12-30).

As campanhas do rei Saul na Transjordânia incluíram a derrota de Moabe (1Sm 12.9).

Quando Davi fugiu de Saul, ele levou seus pais até o rio de Moabe, para que estivessem protegidos. Talvez este simpatizasse com Davi por causa de Rute, a bisavó moabita de Davi.

Durante os reinados de Davi e Salomão, Moabe esteve sob o domínio de Israel” (Dicionário Bíblico Wycliffe. l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p. 1296).

 

CONHEÇA MAIS

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Belém

Situa-se a mais ou menos oito quilómetros a sudoeste de Jerusalém.

A cidade era cercada por exuberantes campos de oliveira. Suas colheitas eram abundantes.

A vinda de Rute e Noemi a Belém era certamente parte do plano de Deus porque nesta cidade nasceria Davi (1Sm 16.1), e, como foi predito por Miqueias (5.2).

Jesus Cristo também viria ao mundo lá.

Esta mudança, então, era mais do que mera conveniência para Rute e Noemi.

Ela tinha como propósito o cumprimento das Escrituras.

Para conhecer mais leia, Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, CPAD,p.357.

 

II. O CUIDADO DE NOEMI E O CARÁTER DE RUTE

 

  1. Um amor sincero e profundo

Noemi sugeriu que as duas noras voltassem às suas origens.

Mostrou-lhes o quanto seria difícil estar com ela, e insistiu para que voltassem às suas famílias.

“Então, levantaram a sua voz e tornaram a chorar; e Órfã beijou a sua sogra; porém Rute se apegou a ela” (Rt 1.14).

 

  1. O caráter amoroso de Rute.

Órfã, viúva de Quiliom, “beijou a sua sogra”, despediu-se, e foi embora para sua família, e “aos seus deuses” (Rt 1.15).

Mas Rute demonstrou outra atitude. Preferiu acompanhar sua amada sogra.

 

  1. a) Um caráter amoroso e confiante.

“Disse, porém, Rute: Não me instes para que te deixe e me afaste de ti; porque, aonde quer que tu fores, irei eu e, onde quer que pousares à noite, ali pousarei eu […]” (Rt 1.16a).

Como verdadeira serva de Deus, Rute demonstrou ter um caráter agradecido e generoso.

Ela tomou a decisão consciente de estar ao lado de Noemi, em qualquer lugar e em qualquer circunstância. Ela amava de verdade.

 

  1. b) Um caráter fortalecido na fé em Deus.

Com toda a certeza, Rute se converteu ao Senhor.

Em sua declaração de amor a Noemi, ela disse com toda a convicção:“[…] o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus” (Rt 1.16b).

Essa decisão mostra a sua fé em Deus (Hb 11.1).

Rute não imaginava o que poderia lhe acontecer, mas ficou ao lado de Noemi, como vendo o invisível, sob a mão de Deus.

 

  1. c) Um caráter decidido e firme.

Rute afirmou diante da sua sogra, amiga • irmã de fé sua decisão consciente:

“Onde quer que morreres, morrerei eu e ali serei sepultada; me faça assim o Senhor e outro tanto, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti. Vendo ela, pois, que de todo estava resolvida para ir com ela, deixou de lhe falar nisso” (Rt 1.17,18).

Uma lição de grande valor para os dias atuais, quando muitos que se dizem cristãos, desistem de seguir a Cristo por causa dos desafios, das lutas e provações.

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

O cuidado de Rute para com Noemi revelou o seu caráter fiel e bondoso.

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

No mundo antigo, não havia quase nada pior do que ser uma viúva.

Muitas pessoas tiravam vantagem das viúvas ou as ignoravam.

Elas eram quase sempre atingidas pela pobreza.

Portanto, a lei de Deus ordenava que o parente mais próximo do marido falecido cuidasse da viúva.

Mas Noemi não tinha parentes em Moabe, e não sabia se algum dos parentes do marido estavam vivos em Israel.

Mesmo em uma situação desesperadora, Noemi teve uma atitude altruísta.

Embora ela tenha decidido voltar para Israel, encorajou Rute e Órfã a permanecerem em Moabe e recomeçarem suas vidas, mesmo que isto trouxesse dificuldades para ela.

Belém ficava a aproximadamente oito quilómetros a sudoeste de Jerusalém.

A cidade era cercada por oliveiras e campos verdejantes.

Suas colheitas eram abundantes.

Certamente, o retorno de Rute e Noemi a Belém foi parte do plano de Deus, porque nesta cidade nasceria Davi (1Sm 16.1).

Como previsto pelo profeta Miqueias (Mq 5.2), Jesus Cristo também nasceria neste lugar.

Portanto, esta mudança foi mais do que mera conveniência para Rute e Noemi. Ela propiciou o cumprimento das Escrituras”

(Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, p. 422).

 

III. COMO RUTE ENTROU NA GENEALOGIA DO SENHOR JESUS

 

  1. Rute chega a Belém.

Ao chegar a Belém, Rute viu a admiração do povo pela condição em que sua sogra retornou à sua terra. Diz o texto:“[…] e sucedeu que, entrando elas em Belém, toda a cidade se comoveu por causa delas, e diziam: Não é esta Noemi? Porém ela lhes dizia: Não me chameis Noemi; chamai-me Mara, porque grande amargura me tem dado o Todo-Poderoso. Cheia parti, porém vazia o Senhor me fez tornar; por que, pois, me chamareis Noemi? Pois o Senhor testifica contra mim, e o Todo-Poderoso me tem afligido tanto” (Rt 1.19-21).

Noemi quer dizer “agradável”, enquanto Mara significa “amargurada”.

Este era o sentimento que enchia o coração de Noemi.

Elas chegaram a Belém “no princípio da sega das cevadas” (Rt 1.22).

 

  1. Rute atrai a atenção de Boaz.

Rute era uma mulher trabalhadora. Não comia “o pão da preguiça” (Pv 31.27).

Ao chegar a Belém, não esperou que Noemi sugerisse algum trabalho para sua manutenção.

Ela tomou a iniciativa de procurar um serviço (Rt 2.2).

Por direção de Deus, Rute foi rebuscar espigas no campo de Boaz, “que era da geração de Elimeleque” (Rt 2.3).

Ao vê-la, Boaz perguntou ao chefe dos segadores quem era ela (Rt 2.5).

O homem respondeu que era Rute, a moça moabita que voltou com Noemi (Rt 2.6).

Encantado com a beleza da moça e admirado por sua história, Boaz falou benignamente a Rute; e disse que tomara conhecimento de seu gesto amoroso para com Noemi (Rt 2.8-13).

Foi amor à primeira vista.

 

  1. Rute casa com Boaz.

Boaz procedeu de acordo com a lei, e diante das testemunhas e dos anciãos, casou-se com Rute. E declarou: “[…] também tomo por mulher a Rute, a moabita, que foi mulher de Malom, para suscitar o nome do falecido sobre a sua herdade, para que o nome do falecido não seja desarraigado dentre seus irmãos e da porta do seu lugar: disto sois hoje testemunhas” (Rt A.10).

O povo que compareceu à cerimónia ficou feliz com o casamento (Rt 4.11,12).

Assim, ela entrou na genealogia de Jesus (Mt 1.5).

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

Rute, peia graça divina, veio fazer parte da linhagem do Messias

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO

 

“Rute era uma moabita, mas isto não a impediu de adorar o verdadeiro Deus, nem fez com que Ele rejeitasse e deixasse de abençoá-la grandemente.

Os judeus não eram o único povo que Deus amava.

O Senhor escolheu os judeus para serem o povo através do qual o resto do mundo viria a conhecê-lo, isto se cumpriu quando Jesus Cristo nasceu como um judeu.

Através dele, o mundo inteiro pode conhecer a Deus.

Atos 10.35 diz que ‘lhe é agradável aquele que, em qualquer nação o teme e faz o que é justo’. Deus aceita todos os que o adoram; Ele opera através das pessoas, independentemente de sua raça, sexo ou nacionalidade.

O livro de Rute é um exemplo perfeito da imparcialidade de Deus. Embora Rute pertença a uma raça frequentemente desprezada por Israel, ela foi abençoada por causa de sua fidelidade.

Ela se tornou a bisavó do rei Davi e uma ancestral direta de Jesus.

Ninguém deve se sentir desqualificado para servir a Deus por motivos de raça, sexo ou nacionalidade. E Deus pode usar toda e qualquer circunstância para edificar seu reino”

(Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, p. 422).

 

 CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

A história de Rute demonstra de forma clara como Deus criou o homem, na perspectiva de um plano de salvação para todas as pessoas, em todos os lugares, independente de sua nacionalidade, de sua cor ou condição social.

Pela lógica humana, jamais uma mulher moabita faria parte da linhagem santa, da qual nasceu o Messias de Israel, o Salvador do mundo.

O amor de Deus está além de toda a compreensão humana.

 

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