EBD – Lição 03 – Melquisedeque, O Rei de Justiça

Por 0 Comment
Untitled

LIÇÃO 03

MELQUISEDEQUE, O REI DE JUSTIÇA

16 de abril de 2017

Professor Alberto

TEXTO ÁUREO

“Porque dele assim se testifica: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque” (Hb 7.17).

VERDADE PRÁTICA

O sacerdócio de Cristo é superior a todos os sacerdócios, pois Ele é o Sumo Sacerdote perfeito e eterno.

COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO

“Porque dele assim se testifica: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque” (Hb 7.17).

Nosso texto áureo está inserido no capítulo 7 de Hebreus onde o escritor descreve o Sacerdócio de Melquisedeque que era figura do sacerdócio eterno de Cristo.

No Antigo Testamento, a primeira referência ao personagem Melquisedeque está no livro do Gênesis capítulo 14, também, é onde encontra-se a primeira referência da cidade de Jerusalém, com a denominação de Salém, local onde o patriarca Abraão se encontra com Melquisedeque, o monoteísta, rei sacerdote de Salém: “E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e era este sacerdote do Deus Altíssimo. E abençoou-o, e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo” (Gênesis 14.18-20).

Melquisedeque, segundo a afirmativa bíblica, é rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo (El Elyon). Salém (Shalém), segundo a tradição judaico-cristã é Jerusalém, também denominada de Jebus segundo informação presente no livro bíblico de Josué, capítulo 18 e versículo 28: “…e Jebus (esta é Jerusalém)…”. O nome Melquisedeque vem do hebraico malkei-tsédek “rei da justiça”, era sacerdote de El-Elyon (Deus Altíssimo).

“Porque dele assim se testifica: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque” (Hb 7.17) – A citação que ora consideramos foi extraída do trecho de Salmo 110.4, com alusão à narrativa que há no décimo quarto capítulo do livro de Gênesis. O propósito dessa referência é o demostrar que apesar de Cristo ter cumprido em si mesmo o sacerdócio aarônico, contudo, ele pertencia a uma ordem superior a essa. Seu sumo sacerdócio, segundo a ordem ou categoria de Melquisedeque, não dependia de descendência humana, mas antes, transcendia a todas as considerações. O autor sagrado tinha consciência que Jesus, embora não fosse da linhagem de Aarão—o que, segundo as ideias judaicas, o impedia de estar qualificado para o sacerdócio (Hb 7.14 e 8.4), contudo, na qualidade de sumo sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque, era sumo sacerdote de categoria superior, embora também cumprisse em si mesmo e em sua missão todos os requisitos dos tipos e sombras do sacerdócio aarônico.

“…Tu és sacerdote eternamente…” a palavra «sacerdote», que eqüivale a «sumo sacerdote», nesta epístola. O autor sagrado não se importou em fazer sempre a distinção entre os dois ofícios, embora devamos entender que havia tal distinção. O sacerdócio de Cristo é permanente e eterno, em contraste com o de Aarão, que era apenas «simbólico», e que cessaria ao estabelecer-se o sacerdócio de Cristo. Cristo é o eterno Sumo Sacerdote, independentemente de quaisquer liames de descendência carnal. Ele é um Rei-Sacerdote, infinitamente superior em dignidade aos sacerdotes levitas.

“…segundo a ordem de Melquisedeque” (Hb 7.17) – o Senhor Jesus pertence à ordem de Melquisedeque, sendo sacerdote à semelhança de Melquisedeque, embora, no sentido estrito do termo, não houvesse sucessão de sacerdotes dessa ordem de Melquisedeque. Melquisedeque é apresentado como um rei que tinha funções e direitos sacerdotais (Gn 14.18 e ss.). O próprio Abraão lhe prestou homenagem. Certamente, pois, a sua glória ultrapassa à de Aarão. Cristo assumiu esse sacerdócio real, mas revestido ainda de maior glória. Notemos que, no trecho do profeta Zacarias 6.13, são combinados os ofícios de rei e de sacerdote, no tocante ao Messias. O autor sagrado volta a considerar o sumo sacerdócio de Melquisedeque de forma mais completa, em Hebreus 7.1-10, com o propósito definido de mostrar sua superioridade sobre o sacerdócio aarônico; e isso faz parte de seu argumento que visava mostrar que, em Cristo, todos os tipos sacerdotais são cumpridos e ultrapassados, não havendo mais qualquer necessidade de um sumo sacerdócio terreno. Cristo incorpora, em si mesmo, todo o sacerdócio de que precisamos. Até o próprio Aarão, por intermédio de Abraão, pagou os dízimos a Melquisedeque, com o resultado que o «menor foi abençoado pelo maior». Foi Melquisedeque quem abençoou Abraão, pelo que também aquele era maior do que este, para nada dizer-se sobre Aarão, que por esse tempo nem havia nascido ainda. Melquisedeque: As únicas referências bíblicas a esse personagem se acham nos trechos de Gênesis 14:18; Salmo 110:4; Hebreus 5:6,10; 6:20 e 7:1,10,11,15,17,21. Pode-se ver, com base nisso, que o autor supre a discussão maior. No A.T., quando muito, Melquisedeque aparece como figura simbólica. É dito que ele era «rei de Salém» (Jerusalém), na passagem referida do livro de Gênesis, sendo também chamado de «rei da justiça» (Hb 7:2). Ele saudou a Abraão ao voltar este, após ter vencido Quedorlaomer e seus aliados, tendo-lhe apresentado pão e vinho e tendo-o abençoado no nome do Deus Altíssimo; ao mesmo tempo, Melquisedeque recebeu dízimos da parte de Abraão, de todos os despojos que este tomara do inimigo. (Gn 14:18 e ss.). Essa é a totalidade das informações que possuímos a seu respeito, embora a tradição, como é usual, tenha adornado a narrativa bíblica. A Significação profética de Melquisedeque é claríssima, entretanto.

O Salmo 110 aponta para a divindade do Messias (Sl 110:1, comparar com Mt 22:41-46). Também fica destacada a sua realeza (Sl 110:1 e ss.; comparar com Atos 2:34-36). O seu sacerdócio é igualmente destacado. Nas referências da epístola aos Hebreus sua significação profética é ainda mais amplamente esclarecida. Ele ilustra a superioridade do sacerdócio de Cristo sobre o de Aarão (Hb 5:6 e 7:7). Seu sacerdócio é eterno (Hb 5:6); é real (Hb 7:1); sua origem é misteriosa e desconhecida, e assim a filiação eterna de Cristo é ilustrada (Hb 7:1). Na qualidade de Filho é ele também sacerdote, e isso empresta a ele uma dignidade maior que a de qualquer sacerdote terreno (Hb 7:3 e 5:5). Ele é o grande abençoador, mediante quem todos os «menores» são abençoados (Hb 7:7). E ele é superior a Levi, a Aarão, a Abraão e a todos os seus descendentes levitas (Hb 7:6-10). Hermeneuticamente, Melquisedeque é importante porque ilustra diversas coisas:

  1. Um significado mais profundo da história;
  2. como a história pode ser profética e simbólica;
  3. a unidade do Antigo e do Novo Testamentos;
  4. a universalidade do ofício messiânico e sumo sacerdotal de Cristo;
  5. a ab-rogação das ordens sacerdotais do Antigo Testamento, por estarem todas cumpridas em Cristo.

Identificação de Melquisedeque: A sua obscuridade tem fascinado a tradição, pelo que também muitas identificações conjecturadas têm sido imaginadas, a saber:

  1. Alguns dizem que o Espírito Santo teria aparecido na terra sob essa forma;
  2. Outros fazem dele uma manifestação de Cristo no A.T. Se isso fosse verdade, teríamos de esperar uma verdadeira «encarnação» antes dos tempos neotestamentários, posto que ele teve uma história contínua, tendo sido rei de Jerusalém. Contudo, alguns aceitam a ideia de uma «encarnação».
  3. Outros estudiosos supõem que Melquisedeque teria sido encarnação de alguma outra elevada personalidade celeste.
  4. Outros dizem que ele seria Sem, filho de Noé, o que é opinião comum entre vários escritores judeus.
  5. Outros supõem que ele teria sido um monarca cananeu, da descendência de Cão.
  6. Outros ainda consideram-no um ser como Adão, diretamente criado por Deus, e que literalmente não teria ascendência humana.
  7. Também há aqueles que o identificam com Jó ou com algum outro personagem do A.T. Todas essas conjecturas não têm base em que se possa confiar, sendo bem provável que ele não possa ser identificado com qualquer outra personagem conhecida.

O fato que ele não tinha pai nem mãe provavelmente significa que não há registro de seus ancestrais, e que, profeticamente, ele simboliza o divino Filho-Profeta, acerca de quem não se pode falar de qualquer linhagem terrena: “Porque este Melquisedeque, que era rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, e que saiu ao encontro de Abraão quando ele regressava da matança dos reis, e o abençoou; A quem também Abraão deu o dízimo de tudo, e primeiramente é, por interpretação, rei de justiça, e depois também rei de Salém, que é rei de paz; Sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre” (Hebreus 7:1-3). (Adptado).

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Gênesis 14.18-20; Hebreus 7.1-7,17.

 

Gênesis 14

18 — E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e este era sacerdote do Deus Altíssimo.

19 — E abençoou-o e disse: Bendito seja Abrão do Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra;

20 — e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E deu-lhe o dízimo de tudo.

Hebreus 7

1 — Porque este Melquisedeque, que era rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, e que saiu ao encontro de Abraão quando ele regressava da matança dos reis, e o abençoou;

2 — a quem também Abraão deu o dízimo de tudo, e primeiramente é, por interpretação, rei de justiça e depois também rei de Salém, que é rei de paz;

3 — sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas, sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre.

4 — Considerai, pois, quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu os dízimos dos despojos.

5 — E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, segundo a lei, de tomar o dízimo do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que tenham descendido de Abraão.

6 — Mas aquele cuja genealogia não é contada entre eles tomou dízimos de Abraão e abençoou o que tinha as promessas.

7 — Ora, sem contradição alguma, o menor é abençoado pelo maior.

17 — Porque dele assim se testifica: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque.

OBJETIVO GERAL

Apresentar lições do perfil de Melquesideque como rei de justiça.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  1. Explicar quem era Melquisedeque;
  2. Mostrar lições do caráter de Melquisedeque;
  3. Refletir a respeito do sacerdócio de Melquisedeque.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Na lição de hoje, estudaremos a respeito do caráter de Melquisedeque como rei de justiça.

Não sabemos muito a respeito da sua história, mas os relatos bíblicos que temos são suficientes para extrair importantes lições a respeito do seu perfil justo e santo.

Melquisedeque era rei de Salém, que mais tarde veio a se tornar Jerusalém.

Ele é um tipo de Cristo.

Não era apenas rei, mas também um sacerdote.

Seu nome significa “rei da paz”.

Abraão recebeu a bênção de Melquisedeque, e esse fato demonstra que o patriarca reconheceu a autoridade sacerdotal deste servo de Deus (Gn 14.18,19).

Abraão não somente aceitou sua bênção, mas lhe deu o dízimo de tudo.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Melquisedeque é um personagem enigmático na história bíblica.

Mas ele foi um verdadeiro adorador, no meio de uma gente idólatra e corrompida.

Exerceu o papel de rei e sacerdote, sem fazer parte da linhagem de Israel. “E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e este era sacerdote do Deus Altíssimo” (Gn 14.18).

Sua ordem sacerdotal, com aspectos peculiares, tornou-se um tipo do sacerdócio de Cristo, que em tudo, é superior a todas as ordens sacerdotais.

PONTO CENTRAL

Melquisedeque foi um sacerdote santo no meio de uma geração corrompida.

 

I. QUEM ERA MELQUISEDEQUE

 

  1. Um personagem misterioso.

Melquisedeque surge no cenário histórico da Bíblia de forma inesperada e até misteriosa.

Ele é citado poucas vezes no texto bíblico, o que o torna mais enigmático.

Seu nome, no hebraico, é malkei-tsédek, ou “rei de justiça” ou “meu rei é justo”.

O relato de Gênesis 14, informa que ele era “Rei de Salém” (Rei de Paz), um rei-sacerdote cananeu.

O autor aos Hebreus diz que ele era “sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas, sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre” (Hb 7.3).

  1. Onde ele aparece na Bíblia.

Melquisedeque aparece na história bíblica quando Abrão retornou de uma jornada arriscada, na qual salvara seu sobrinho, Ló, que havia sido levado preso com toda a sua família, quando os reis de Sodoma e Gomorra, onde o patriarca habitava, foram derrotados por uma confederação de quatro reis, liderados por Quedorlaomer, rei de Elão (Gn 14.1-13).

Foi a primeira guerra registrada na Bíblia. Abraão foi à guerra com 318 criados, nascidos em sua casa, derrotou os invasores e libertou Ló e sua família.

  1. Características de Melquisedeque.

Ele tinha qualidades especiais.

Sua atitude generosa demonstra que reconheceu que uma vitória tão grande, com um número menor de combatentes, só poderia ser resultado da bênção de Deus sobre Abrão.

  1. a) Ele era rei de Salém. “E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho […]” (Gn 14.18).
  2. b) Ele “era sacerdote do Deus Altíssimo” — El Elyon — (Gn 14.18b); segundo Gardner, “Melquisedeque conhecia a Deus por meio de uma tradição que se espalhou após o Dilúvio ou devido a uma revelação sobrenatural. Percebeu que Abraão servia ao mesmo Deus”. O certo é que ele cria em Deus e o servia, pois era sacerdote “do Deus Altíssimo”.
  3. c) Ele abençoou Abrão. Como sacerdote, ele abençoou Abrão. “E abençoou-o e disse: Bendito seja Abrão do Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos […]” (Gn 14.19,20a).
  4. d) Abrão deu o dízimo a Melquisedeque. “E deu-lhe o dízimo de tudo” (Gn 14.20b).

Aqui, vê-se a primeira referência bíblica acerca do dízimo.

Séculos antes da Lei, que incluiu o dízimo como preceito obrigatório para Israel (Nm 18.21,24; Dt 14.23; Ml 3.10).

Abrão entendeu que, tendo sido abençoado pelo sacerdote do Deus Altíssimo, deveria ser grato a Deus pela bênção da vitória.

O dízimo é mais uma gratidão do que uma obrigação.

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

Melquisedeque era Rei de Salém e um tipo de Cristo.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“Em hebraico malkei-tsédek ou ‘rei da justiça’, é mencionado em Gênesis 14.18; Salmo 110.4; Hebreus 5.6,10; 6.20; 7.1,10,11,15,17.

No livro de Gênesis ele é um rei-sacerdote cananeu de Salém (Jerusalém) que abençoou Abraão quando este retornou depois de salvar Ló, e a quem Abraão pagou o dízimo do espólio da batalha.

Devido ao mistério que cerca seu repentino aparecimento no cenário da história, e seu igualmente repentino desaparecimento, ele tem sido identificado com um anjo, com o Espírito Santo, com o Senhor Jesus Cristo, com Enoque.

Quanto à religião, ele era ‘sacerdote do Deus Altíssimo’”

(Dicionário Bíblico Wycliffe. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2006, p.1247).

CONHEÇA MAIS

Untitled2

Rei de Salém

“Melquisedeque (que significa ‘rei de justiça’) era tanto ‘rei de Salém’ (possivelmente a Jerusalém primitiva), como ‘sacerdote do Deus Altíssimo’.

Ele servia o único Deus verdadeiro, assim como Abrão.

Melquisedeque era cananeu e, portanto, como Jó, é um exemplo de não-israelita, servo de Deus.

Melquisedeque é um tipo ou uma figura da realeza e sacerdócio eternos de Jesus Cristo”.

Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, p.54.

II. LIÇÕES DO CARÁTER DE MELQUISEDEQUE

  1. Um caráter justo. “Rei de justiça”.

É a tradução primeira de seu nome.

Melquisedeque se destacou por ser um homem justo e praticante da justiça.

Seu nome identifica-se com o seu caráter.

Suas atitudes decorriam de seu caráter ilibado e santo.

Daí, a sua grandeza moral e espiritual.

A Bíblia diz sobre ele: “Considerai, pois, quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu os dízimos dos despojos” (Hb 7.4).

  1. Um caráter pacífico.

O texto citado diz que, além de ser “rei de justiça”, Melquisedeque também era “rei de Salém, que é rei de paz” (Hb 7.2c).

Ele era “sacerdote do Deus Altíssimo” (El elyon), e também rei de uma cidade chamada Salém.

Certamente Melquisedeque era um homem pacífico e também reinava sobre uma cidade cujo nome significa “Paz”.

Nós, cristãos, temos o dever moral e espiritual de sermos promotores da paz, primeiro, em nosso lar; depois, no ambiente da igreja, no relacionamento fraternal, ministerial e eclesiástico, e também para com as pessoas de fora do nosso ambiente.

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

Melquisedeque foi um homem justo e santo.

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO

Utilize o quadro abaixo para ressaltar as características de Melquisedeque e as lições que podemos extrair de sua vida e conduta.

Mostre que, embora ele fosse um homem santo e justo, o sacerdócio de Cristo foi superior ao dele.

Untitled3

III. SEGUNDO A ORDEM DE MELQUISEDEQUE

  1. Um novo sacerdócio.

No livro de Hebreus, vê-se que houve necessidade de mudança do sacerdócio levítico por outro que lhe era superior. “De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e não fosse chamado segundo a ordem de Arão?” (Hb 7.11).

Dessa forma, nós os cristãos, estamos debaixo do sacerdócio de Cristo, no qual, todos somos considerados sacerdotes reais com missão muito elevada (1Pe 2.9).

Por isso, em nosso comportamento, devemos nos conduzir de maneira que o nome do Senhor seja glorificado.

  1. Jesus Cristo, o sacerdócio perfeito.

Esse “outro sacerdote”, que seria levantado, é nosso Senhor Jesus Cristo, de quem foi dito: “Jurou o Senhor e não se arrependerá: Tu és um sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque” (Sl 110.4).

Era uma mensagem profética e messiânica, que apontava para Cristo, através de Davi.

Essa “ordem de Melquisedeque” não era reconhecida pelos judeus, que só aceitavam e reconheciam a “ordem de Arão” ou “levítica”.

Em Hebreus, o autor se refere à mensagem profética de Davi sobre Cristo, dizendo: “Assim, também Cristo não se glorificou a si mesmo, para se fazer sumo sacerdote, mas glorificou aquele que lhe disse: Tu és meu Filho, hoje te gerei. Como também diz noutro lugar: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque” (Hb 5.5,6).

  1. A ordem de Melquisedeque.

A expressão “segundo a ordem de Melquisedeque” é tipológica (Hb 7.15).

Jesus não pertencia à tribo de Levi.

Por isso, não seria consagrado sacerdote de acordo com a Lei.

Ele pertencia à tribo de Judá. “Porque aquele de quem essas coisas se dizem pertence a outra tribo da qual ninguém serviu ao altar, visto ser manifesto que nosso Senhor procedeu de Judá, e concernente a essa tribo nunca Moisés falou de sacerdócio” (Hb 7.13,14).

Mas o sacerdócio de Cristo é superior ao de Arão (Hb 5.6; 7.7); era um sacerdócio eterno (Hb 5.6); com tais características, Jesus é superior a Levi, a Arão, a Abraão e a todos os seus descendentes levitas (Hb 7.6-10).

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

Jesus foi sacerdote eterno segundo a ordem de Melquisedeque.

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“Quem foi Melquisedeque

Certamente tratava-se de um homem temente a Deus, pois seu nome significa ‘rei justo’, e ‘rei de Salém’ significa ‘rei da paz’.

Melquisedeque foi chamado de ‘sacerdote do Deus altíssimo’ (Hb 7.12).

Ele reconhecia que Deus era o Criador dos céus e da terra.

O que mais se sabe sobre ele?

Quatro principais teorias foram sugeridas:

(1) Melquisedeque era respeitado como rei da região. Abrão apenas demonstrou-lhe o respeito devido;

(2) O nome Melquisedeque poderia ser um título dado a todos os reis de Salém;

(3) Melquisedeque era um tipo de Cristo (Hb 7.3). Um tipo é um acontecimento ou ensinamento do Antigo Testamento tão aproximadamente relacionado às realizações de Jesus que ilustra uma lição sobre Cristo;

(4) Melquisedeque era o aspecto terreno da pré-encarnação de Cristo em uma forma corpórea temporária”

(Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. RJ: CPAD, p.14).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A Bíblia registra a história de homens que tiveram papel importante na história. Melquisedeque foi um desses personagens.

Apareceu de forma inesperada e desapareceu da mesma forma.

Porém seu sacerdócio tornou-se tipo do sacerdócio de Cristo, santo, perfeito e eterno. Melquisedeque morreu, ainda que não se saiba quando e como Cristo também morreu, mas ao terceiro dia ressuscitou e vive eternamente. “Porque dele assim se testifica: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque” (Hb 7.17).

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

Melquisedeque — o Rei de Justiça

Prezado professor, para esta lição é importantíssimo estudar com muito cuidado e zelo o capítulo 7 do livro de Hebreus.

Mas considerando atenciosamente Hebreus 5.6,10; 6.20; Gênesis 14.18-20 e Salmos 110.4.

A partir da leitura atenta desses textos, procure responder as seguintes questões:

(1) Qual foi o motivo de o autor aos Hebreus fundamentar o sacerdócio de Cristo segundo a ordem de Melquisedeque?

(2) Qual reflexão se pode fazer de acordo com a seguinte oposição: o sacerdócio judaico estava fundamentado segundo a ordem de Arão X o sacerdócio de Cristo está fundamentado segundo a ordem de Melquisedeque?

O sacerdócio segundo a ordem de Arão.

Para todo bom leitor da Bíblia, a sucessão sacerdotal dos judeus é óbvia.

O Sumo Sacerdote devia ser levita, isto é, da tribo de Levi, e da linhagem de Arão (o primeiro Sumo Sacerdote de Israel).

Assim, a máxima função sacerdotal derivaria da casa de Arão.

Este é a grande figura que marca historicamente o sacerdócio levítico conforme evoca o capítulo 7 de Hebreus.

O sumo sacerdócio de Israel foi estabelecido segundo a ordem de Arão.

 

O sacerdócio segundo a ordem de Melquisedeque

O Senhor Jesus Cristo não era da tribo de Levi, mas de Judá.

Do ponto de vista histórico, não haveria a possibilidade de o nosso Senhor ser reconhecido como Sumo Sacerdote segundo os fundamentos judaicos.

Mas Ele é o Deus encarnado, logo, o Messias é atemporal e sem limitação geográfica.

Antes de Arão nascer, um Sumo Sacerdote, que não era judeu, que havia recebido a revelação de Deus, que apresentara sacrifícios ao Altíssimo, recebeu os dízimos de Abraão.

Seu nome, Melquisedeque.

Em Abraão, o sacerdócio de Levi, que deveria receber os dízimos dos judeus, entregou-os ao Sumo Sacerdote “sem pai, sem mãe”, “sem genealogia”, “não tendo princípios de dias nem fim de vida”, “feito semelhante ao Filho de Deus”, “permanece sacerdote para sempre” (Hb 7.3).

Além de Sumo Sacerdote do Altíssimo, Melquisedeque era rei em Salém.

Assim, ao estabelecer a figura de Melquisedeque em o Novo Testamento, o escritor aos Hebreus quer revelar que Jesus é o Sumo Sacerdote perfeito, muito superior ao sacerdócio levítico, pois antes de existir Arão, Melquisedeque já exercia o sumo sacerdócio.

De maneira profundamente bíblica, o escritor aos Hebreus traz luz a uma verdade incomensurável: Jesus, o Sumo Sacerdote que apresentou de uma vez por todas um sacrifício suficiente.

Faça o download do arquivo .doc aqui: Baixar

Deixe um Comentário