EBD – Lição 12 – Quem Ama Cumpre Plenamente a Lei Divina

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LIÇÃO 12

QUEM AMA CUMPRE PLENAMENTE A LEI DIVINA

19 de março de 2017
Professor Alberto

 

TEXTO ÁUREO

 

“A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpre a lei” (Rm 13.8).

 

 

VERDADE PRÁTICA

Amar a Deus e ao próximo é cumprir plenamente a lei divina.

 

COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO

 

“A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpre a lei” (Rm 13.8).

 

O contexto do nosso texto áureo está na carta do apóstolo Paulo aos Romanos, capítulo 13 dos versículos 8 a 14 onde ministra sobre “O amor ao próximo, a vigilância e a pureza”.

O apóstolo Paulo declara que há apenas uma coisa que podemos dever ao próximo, que é o amor, esta é a única dívida permitida ao cristão, todos nós somos devedores de amor.

O cristão tem uma dívida impossível de liquidá-la, a dívida do amor, quanto mais paga mais deve. “O amor é o resumo da Lei” porque só poderá amar de verdade quem conhece e obedece a todos os Mandamentos de Deus: “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor. Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo” – Gálatas 5.13-14.

Enquanto as nossas dívidas financeiras ou de outra natureza, são finitas, o dever de amar é infinito, nunca podemos esquecer: “Deus é amor” (1 João 4:16).

O apóstolo Paulo, como judeu, parte das Sagradas Escrituras, da Torá. Nos versículos 8 a 10 encontramos referências claras aos 10 Mandamentos, especialmente o versículo 9. O grande mandamento do amor encontra sua referência no Antigo Testamento em Levítico 19. Inicialmente o próximo é referendado como o compatriota (Lv 19.18). Mas, se considerarmos que Levítico 19.15-18 não quer ser simples orientação geral de comportamento moral, e sim comportamento diante de um julgamento, vamos descobrir que o conceito do próximo é sensivelmente ampliado. Não se trata de simples convenção social de comportamento, mas de lei. E a lei diz claramente (Lv 19.34): “…amá-lo-eis (ao estrangeiro) como a vós mesmos, pois estrangeiros fostes na terra do Egito….”. Se Jesus conta a parábola do bom samaritano, não está contando uma grande novidade, mas exigindo o cumprimento da Torá.

Portanto, o amor e a lei (v. 10) não se excluem, mas concluem. No versículo 8, nosso texto áureo, o apóstolo Paulo admoesta a não se dever nada, a não ser o amor. A dívida de amor nunca se consegue pagar. A lei, esta sim, pode ser cumprida, desde que se respeite os seus enunciados. Esta diferença entre ambos — amor e lei — porém, não os distanciam, mas complementam. A lei, limitada, é tornada plena no amor, ilimitado.

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Romanos 12.8 – 14

8 Ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria.

9 O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem.

10 Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.

11 Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor;

12 Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração;

13 Comunicai com os santos nas suas necessidades, segui a hospitalidade;

14 Abençoai aos que vos perseguem, abençoai, e não amaldiçoeis.

 

 

OBJETIVO GERAL

 

Explicar que amar a Deus e ao próximo é cumprir plenamente a lei divina.

 

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

Estamos nos aproximando do término do trimestre.

Esperamos que você e seus alunos tenham produzido muitos frutos, nesse período, para a glória de Deus.

O crente precisa ter uma vida frutífera.

Na lição de hoje estudaremos o amor como fruto do Espírito.

Sem esse fruto é impossível ser manso, paciente, longânimo, etc, ou seja, todos os outros frutos dependem dele.

Uma das características mais marcantes do crente é o amor.

Deus é amor e quem não ama, não o conhece.

Quem ama a Deus ama também o próximo, cumprindo então a lei divina.

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

Já estudamos alguns aspectos do fruto do Espírito e obras da carne.

Deixemos para tratar a respeito do amor em uma única lição, pois o objetivo é que venhamos compreender a singularidade e a importância desse aspecto do fruto do Espírito.

Podemos agrupar os nove aspectos do fruto do Espírito Santo da seguinte maneira: Os atributos que tratam do nosso com Deus: amor, paz e alegria.

Os que tratam do nosso relacionamento com o próximo: longanimidade, benignidade e bondade.

Os que tratam do nosso relacionamento nós mesmos: fidelidade, mansidão e domínio próprio.

Porém, nesta lição, veremos o aspecto do amor.

A maior marca de uma igreja não é sua teologia, seu templo, tradições, mas sim o seu amor para com o Senhor Jesus e para com o próximo.

 

PONTO CENTRAL

 

Quem ama a Deus ama o próximo e cumpre a lei.

 

I. A SINGULARIDADE DO AMOR ÁGAPE

 

  1. Amor, um aspecto do fruto.

O amor é o primeiro aspecto do fruto que encontramos na relação de Gálatas 5.22.

Podemos afirmar que tal sentimento é o solo onde os demais aspectos do fruto devem ser cultivados.

Paulo relata a suprema excelência do amor em l Coríntios 13.

A Língua grega possui três vocábulos para denominar o amor: ágape, amor divino; philéo, amor entre amigos e eros, amor entre cônjuges.

 

  1. O amor ágape.

O amor de Deus é expresso no grego pela palavra ágape.

Tal vocábulo significa “amor abnegado e profundo”.

Um dos atributos do nosso Deus é o amor (1Jo 4.8).

Seu amor por nós é ímpar.

Não podemos nos esquecer que hoje amamos ao Pai e ao próximo porque o amor divino nos alcançou primeiro: “Nós o amamos porque ele nos amou primeiro” (1Jo 4.19).

O que fizemos para merecer tal amor?

Nós não fizemos nada.

O mérito de tal sentimento não é nosso.

Mas Ele nos amou quando éramos ingratos e maus e nos deu o seu Filho Unigénito para morrer em nosso lugar (Jo 3.16).

 

  1. O amor ágape derramado em nós.

Quando recebemos, pela fé, o Senhor Jesus, nos tornamos uma nova criatura (Jo 3.3).

E, assim, foi-nos enxertado o amor que é a essência do Pai.

Se somos discípulos de Cristo, amamos ao Pai e ao próximo.

O amor de Deus em nós nos proporciono; paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança (G15.22).

Quem tem o amor de Deus considera o próximo e está sempre disposto a servir a todos, assim como o nosso Mestre (Mc 10.45).

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

O amor de Deus, o amor ágape, é singular.

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO

 

Professor, inicie o primeiro tópico da lição fazendo a seguinte indagação:

“Quais são as três dimensões do amor ágape?”

Ouça os alunos e incentive a participação de todos para que aula se torne dinâmica.

Em seguida, desenhe no quadro duas linhas:

uma vertical e uma horizontal.

Depois desenhe um ponto.

A seguir explique que o amor divino possui três dimensões:

(1) A dimensão vertical (aponte para a linha vertical).

Diga que é o amor em direção a Deus.

 

(2) Dimensão horizontal (aponte para a linha horizontal).

Fale que é amor em direção ao nosso semelhante.

 

(3) Dimensão interior (mostre o ponto).

É o amor em direção a nós mesmos. Diga que se conseguirmos cumprir essas três dimensões, cumprimos toda a lei.

 

Para concluir, peça que um aluno leia Lucas 10.27: “Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento e ao teu próximo como a ti mesmo.”

Explique que como crentes precisamos viver esses três aspectos.

II. AMAR A DEUS E AO PRÓXIMO.

 

  1. O amor a Deus.

O amor de Deus por nós é altruísta, abnegado e ímpar.

E a única coisa que Ele nos pede é que também venhamos a amá-lo com todo o nosso coração: […] “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração […]” (Mt 22.37).

Como podemos expressar nosso amor a Deus?

De diferentes formas:

– sendo fiéis em nossos dízimos e ofertas, louvores, orações, lendo a Bíblia, etc.

Mas a melhor maneira de expressar nosso amor a Deus é abandonar o pecado e procurar ter uma vida santa.

Quem ama a Deus não tem prazer na prática do pecado.

Quem se encanta com o pecado não ama ao Senhor e nunca o conheceu.

Por isso, Jesus afirmou que muitos dirão naquele Dia: “Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demónios? (Mt 7.22).

A resposta do Senhor para estes é apenas uma: […] “Nunca vós conheci […]” (Mt 7.23).

 

  1. O amor a si mesmo.

Amar a si mesmo pode parecer narcisismo, mas não é.

Pois se você não se amar e aceitar-se, como poderá amar a Deus?

Amar a si mesmo é acima de tudo um mandamento divino:“[…] Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 24.9).

Certamente não gostamos das nossas falhas e imperfeições.

Não somos perfeitos, mas precisamos colocar diante do Senhor tudo o que somos para que Ele venha nos transformar.

 

  1. O amor ao próximo.

Para amar o próximo com o amor ágape é preciso amar a Deus primeiramente.

O apóstolo João diz que Deus é amor, quem não ama, jamais o conheceu (l1Jo 4.7,8,12,20).

Certa vez, um fariseu perguntou a Jesus qual era o grande mandamento da Lei.

Então, o Mestre ensinou que amar ao Senhor de todo o coração e ao próximo é um resumo de todos os mandamentos (Mt 22.37-40).

É importante ressaltar que amor não é somente sentimento, mas ação.

Não basta amar somente de palavras.

O amor como fruto do Espírito faz que eu queira para os outros aquilo que desejo para mim.

Faz com que eu tenha prazer em doar meu tempo, meus dons e talentos para o bem do próximo.

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

Quem ama a Deus ama o próximo.

 

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

Amor fraternal (philia)

Como visto em 2 Pedro 1.7, há um segundo tipo de amor, o qual é chamado amor fraternal ou bondade fraterna.

Este amor é amizade, um amor humano que é limitado.

Amamos se somos amados.

Lucas 6.23 diz: ‘Se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? Também os pecadores amam aos que os amam’.

A bondade ou amizade fraterna é essencial nas relações humanas, mas é inferior ao amor ágape, porque depende de uma recíproca; quer dizer, somos amigáveis e amorosos com aqueles que são amigáveis e amorosos conosco

(GILBERTO, António. O Fruto do Espírito: A Plenitude de Cristo na vido do crente, 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p. 36).

 

Todos os que se dedicam a Jesus Cristo pela fé, também devem dedicar mútuo amor uns aos outros, como irmãos em Cristo (1Ts 4.9,10), com afeição sincera, bondosa e terna.

Devemos preocupar-nos com o bem-estar, as necessidades e a condição espiritual dos nossos irmãos, sendo solidários e assistindo-os nas suas tristezas e problemas.

Devemos referir-nos em honra uns aos outros, devemos estar dispostos a respeitar e honrar as boas qualidades dos outros crentes

(Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p. 1723).

 

CONHEÇA MAIS

 

Lei e amor

Toda a lei cumpre-se numa só palavra, nesta: ‘Amarás teu próximo como a ti mesmo (5.14).’

Este tema é desenvolvido em Romanos 13.8-10.

O que Paulo quer dizer em cada passagem é que tanto o amor quanto a Lei estão relacionados com a justiça.

Elas não estão em conflito a este respeito.”

Comentário Histórico-Cultura do Novo Testamento, CPAD, p. 412.

 

III. SOB A TUTELA DO AMOR, REJEITEMOS AS OBRAS DAS TREVAS

 

  1. Debaixo da tutela do amor.

O que é uma tutela?

A tutela é um “encargo jurídico de vetar por, representar na vida civil e administrar os bens de menor, interdito ou pessoa desaparecida”.

Logo, ter um tutor significa ter alguém para amparar, defender e proteger.

Fora da tutela do amor ágape, amor divino, o crente pode voltar à prática das velhas obras infrutuosas da carne.

Sem o amor de Deus, em nós, somos capazes de amar mais as trevas que a luz (Jo 3.19).

 

  1. Amor, antídoto contra o pecado.

Quem ama não trai o seu cônjuge, não mata, não rouba, não cobiça, não dá falso testemunho, ou seja, não faz nada que possa desagradar ao Pai Celeste.

Se quisermos evitar as obras da carne, precisamos nos encher do Espírito Santo e do seu amor (Ef 5.18).

O amor nos faz agir de modo cortez e paciente, demonstrando ao mundo que somos discípulos de Cristo (Jo 13.35).

 

3. O amor leva à obediência.

O amor, fruto do Espírito, não é um mero sentimento.

Amar envolve ação, atitude (1Jo 3.18).

O que torna uma igreja forte não são seus recursos financeiros, seus líderes ou o número de membros, mas o amor revelado em atitudes e palavras.

Quem ama tem prazer em ouvir e obedecer a Palavra de Deus: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra. […] Quem não me ama não guarda as minhas palavras” (Jo 14.23,24).

Quem ama obedece e vive de modo a agradar o Pai.

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

Sob a tutela do amor, temos condição para rejeitar as obras das trevas.

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

Romanos 13.10

Pratica-se o amor não somente por mandamentos positivos (Rm 12.9-21; 1Co 13.4,6,7), mas também por negativos.

Todos os mandamentos mencionados aqui são negativos na sua forma (v, 9; 1Co 13.4-6).

 

(1) O amor é positivo, e ao mesmo tempo é negativo, pelo fato da propensão humana para o mal, o egoísmo e a crueldade.

Oito dos dez mandamentos da Lei são negativos, porque o mal surge naturalmente e o bem, não.

A primeira evidência do amor cristão é apartarmos do pecado e de tudo aquilo que causa dano e tristeza ao próximo.

 

(2) A ideia de que a ética cristã deve ser novamente positiva é uma falácia baseada nas ideias da presente sociedade, que procura esquivar-se das proibições que refreiam os desejos descontrolados da carne (Gl 5.19-21)

(Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p. 1723).

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Como nova criatura, você precisa amar e evidenciar esse amor mediante suas atitudes e palavras.

Que venhamos rogar ao Pai um coração amoroso, capaz de amar até mesmo aqueles que se declaram nossos inimigos (Mt 5.44).

 

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