EBD – Lição 10 – Mansidão: Torna o Crente Apto para Evitar Pelejas

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LIÇÃO 10
MANSIDÃO: TORNA O CRENTE APTO PARA EVITAR PELEJAS

05 de março de 2017

Professor Alberto

 

TEXTO ÁUREO

“[…] que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor” (Ef 4.1,2).

 

 

VERDADE PRÁTICA

A mansidão, como fruto do Espírito, torna o crente apto para evitar contendas, pelejas e dissensões.

COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO

 

“[…] que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor” (Ef 4.1,2).

O contexto do nosso texto áureo está no preâmbulo do capítulo 4 da Carta do Apóstolo Paulo aos cristãos de Éfeso, nos versículos 1 a 16 onde Paulo exorta os cristãos a unidade da fé.

“[…] que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados,…” – O andar do crente pode ser mau ou bom, conforme sua orientação totalmente humana ou inspirada pelo Espírito do Senhor. Neste caso Paulo recomenda aos crentes que andem «dignamente», à altura da elevada «chamada» para a salvação que há em Cristo, por motivo de gratidão.

«…vocação…» – Essa palavra indica «o estado, o privilégio e o destino cristãos». Significa «ter sido remido por Cristo», com tudo o mais que isso envolve. Quem foi chamado ou vocacionado passou a fazer parte da igreja, e compartilha de seu elevado chamamento. E esse chamamento é para a «plenitude de Cristo» ( Ef 1:23), para que a alma do crente venha a receber a «plenitude de Deus» (Ef 3:19). Também envolve a participação pessoal em tudo quanto está implícito no «mistério da igreja» (Ef 3:3).

«…fostes chamados…» – Essas palavras se referem ao «chamado ativo», durante o período de vida do crente, através da pregação do evangelho, que nos convida a ser «discípulos de Cristo. A «chamada» implica no convite divino para recebermos a vocação e a vida cristãs. Agora estamos pondo em ação essa vida, mas temos alvos santos e elevados a atingir, que transcendem ao que é terreno. Ele nos chama das trevas para a luz, para o caminho da peregrinação que nos faz subir na direção dos lugares celestiais.

“… com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor” (Ef 4.1,2) – para que os crentes façam da igreja o modelo da unidade em Cristo, o que virá a ser duplicado no mundo inteiro, é preciso que se revistam de determinadas qualidades:

– «…humildade…» significa «modéstia», «humildade». A forma verbal significa «dotado de mente humilde», «despretensioso». Portanto, está aqui em foco certa qualidade mental que repudia o orgulho e a atitude voluntariosa, mas antes, que se inclina para a unidade e para a pacificação com todos.

– «…mansidão…» significa «gentileza», «humildade», «cortesia», «consideração», a saber, aquela qualidade que dá valor aos outros, que nos leva a agir para com eles com consideração, ao mesmo tempo que nos conserva em atitude humilde, para com nossos próprios interesses e desejos, o que é um sentido intimamente aliado ao da palavra anterior. Notemos que com ambas essas qualidades está vinculada a palavra «…toda…». Assim sendo, Paulo deseja que os crentes possuíssem essas virtudes em grau elevado, em sua plenitude, e não de maneira parcial ou como mera imitação. Tais virtudes são contrárias ao orgulho (Rm 12:16) e ao conceito exagerado sobre nós mesmos (Gl 6:3).

– «… longanimidade…» significa «paciência», «tolerância», «constância». Essa qualidade também é alistada como um dos aspectos do fruto do Espírito Santo, em Gál. 5:22,23, onde há comentários a respeito. Ela subentende paciência sob o sofrimento, paciência para com nossos semelhantes, constância no desenvolvimento espiritual, fortaleza em face da provocação, gentileza diante do abuso sofrido e a recusa de desistir da esperança de melhoramento, em qualquer situação perturbadora.

«…suportando-vos uns aos outros em amor…» – O «…amor…» é um dos aspectos do fruto do Espírito Santo, comentado em Gl 5:22, e mais ainda em João 3:16; Rm. 5:8; João 14:21 e 15:10, onde oferecemos poesias ilustrativas a respeito. Trata-se daquela grande «disposição altruísta» que deseja para os outros aquilo que queremos para nós mesmos. E é uma dádiva divina, pois Deus é amor, ao mesmo tempo que todo o verdadeiro amor, que se manifesta em crentes ou incrédulos, na realidade se deriva da influência do Espírito de Deus, que opera universalmente, num ou noutro grau.

A «tolerância mútua», por sua vez, também é produto da presença interior do Espírito Santo, o qual inspira em nós a «longanimidade» e o «amor». Bastariam quase que somente essas duas qualidades para solucionar todas as disputas que há na igreja. Mas a ordem para nos «suportarmos uns aos outros» dá a entender que haverá entre nós «abusos» reais, pelo que também teremos de perdoar ofensas reais e teremos de exercer grande paciência.

Portanto, o sofrer os erros cometidos contra nós é algo equiparado com a «paciência», ao mesmo tempo que devemos manter a atitude apropriada de amor por aqueles que provocaram a situação de conflito. «Isso concorda com o que é ensinado, a saber, que o amor ‘…é paciente, é benigno…’ (1 Co 13:4).

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Efésios 4.1-7.

1 — Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados,

2 — com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor,

3 — procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz:

4 — há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação;

5 — um só Senhor, uma só fé, um só batismo;

6 — um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos, e em todos.

7 — Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo.

 

OBJETIVO GERAL

 

Mostrar que a mansidão, fruto do Espírito, torna o crente apto para evitar as pelejas.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

  1. Saber que a mansidão é o oposto da arrogância;
  2. Mostrar que o crente precisa evitar as pelejas e contendas;
  3. Compreender que os mansos são bem-aventurados.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

Na lição de hoje estudaremos sobre mais um aspecto do fruto do Espírito, a mansidão.

Muitos confundem mansidão com timidez, medo, covardia.

Mas, ser manso é ser corajoso, humilde e saber dominar o nosso temperamento em momentos de crise.

Estêvão, o primeiro mártir da Igreja Primitiva era cheio do Espírito Santo, de coragem e também cheio de mansidão.

Ele não deixou que a ira e a amargura dominasse seu coração enquanto era apedrejado injustamente pela multidão.

Mesmo ferido e quase morto, ele ora ao Pai pedindo que perdoasse os seus algozes.

Isso é mansidão!

Como professor, você tem agido com mansidão para com todos os seus alunos?

Que venhamos pedir ao Pai um espírito manso, a fim de que possamos, com dedicação, realizamos o nosso ministério de ensino, sendo exemplo para nossos alunos.

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

 

Para ser manso, o crente precisa ter outra virtude que é a humildade.

A arrogância, assim como as pelejas, são obras da carne e quem as pratica não pode agradar a Deus, pois Ele abomina o altivo de coração (Pv 16.5).

Na Palavra de Deus, os crentes são comparados às ovelhas.

Por que tal alegoria?

Porque as ovelhas são animais dóceis, mansos e submissos ao pastor (Jo 10.14,15).

Se você é ovelha de Jesus, então aprenda a ser manso e humildade.

Ouça a voz do Bom Pastor.

 

PONTO CENTRAL

 

Os mansos são bem-aventurados.

I. MANSIDÃO, O OPOSTO DA ARROGÂNCIA

 

  1. Mansidão não é covardia.

Ser manso é ser humilde, amável e cortez.

A mansidão, como fruto do Espírito, é uma atitude interior que nos leva a agir com graça e amor, mesmo diante de situações difíceis.

Paulo, ao escrever a Segunda Epístola aos Coríntios, estava enfrentando uma situação muito difícil.

Alguns falsos apóstolos estavam difamando-o, distorcendo suas mensagens, enfraquecendo sua autoridade e seu apostolado (2Co 10-13).

Contudo, o apóstolo agiu com mansidão e bondade para com os irmãos.

Ele inicia a epístola falando a respeito do consolo que recebera de Deus e dos irmãos (2Co 1.1-6).

Muitos podem pensar que Paulo era um tanto rígido com os irmãos, mas ele era muito equilibrado.

Quando era preciso usava de firmeza para com aqueles que, não querendo andar na verdade, desafiavam sua autoridade apostólica (1Co 4.21), mas, no trato com os crentes, era como uma paciente e amorosa ama (1Ts 2.7).

 

  1. Ser manso é ser corajoso.

A mansidão não faz do crente um covarde ou tímido, mas permite que se oponha ao espírito da arrogância e viva de maneira que o nome do Senhor seja exaltado.

Moisés era manso, mas, ao mesmo tempo, demonstrou força e coragem (Nm 11.15; 12.3).

Jeremias era um forte proclamador das verdades divinas, mas disse que não passava de um manso cordeiro (Jr 11.19).

 

  1. A mansidão, fruto do Espírito.

Como fruto do Espírito, a mansidão faz parte das qualidades que devem estar presentes na vida dos súditos do Reino de Deus (Mt 5.11).

Jesus ensinou a mansidão e ofereceu o seu fardo a todos aqueles que estavam sofrendo com as cargas impostas pelo judaísmo, pelos romanos e por Satanás (Mt 11.29,30).

Jesus era simples, humilde e dócil (Mt 11.29).

As pessoas tinham prazer em estar ao seu lado.

É muito difícil estar ao lado de pessoas altivas.

Em geral, os altivos gostam de pelejas, pois acreditam que estão sempre com a razão e que são os donos da verdade.

Você conhece alguém assim?

Então, ore por ele(a) para que venha a se arrepender, ser cheio do Espírito Santo e desenvolver o fruto do Espírito.

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

Ser manso é ser corajoso e a mansidão é aposta a arrogância.

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO

 

Para iniciar o primeiro tópico da lição, providencie a figura de uma pomba, de um cordeiro e de algumas ovelhas.

Você pode conseguir as figuras na internet ou recortar de revistas usadas que não sirvam mais.

 

Mostre a figura da pomba e pergunte aos alunos:

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“O que vem a sua mente quando vocês veem a figura de uma pomba?”.

Ouça os alunos.

Em seguida, diga que a pomba é símbolo do Espírito Santo.

 

Depois mostre a figura de um cordeiro e pergunte novamente:

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“O que vem a mente quando vocês olham a figura?

Diga que Jesus é apresentado nas Escrituras como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.35).

 

Em seguida, mostre a figura das ovelhas.

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Diga que somos ovelhas do rebanho de Cristo, o Bom Pastor (Jo 10.14,15).

Depois pergunte aos alunos:

“O que esses animais têm em comum?”.

Ouça-os e incentive a participação de todos tornando a aula mais participativa.

Explique que eles têm em comum o fato de serem animais dóceis, mansos.

Conclua explicando que a mansidão é um aspecto do fruto do Espírito Santo que nos ajuda a evitar as pelejas e contendas.

 

CONHEÇA MAIS

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Mansidão

“Este fruto é um dos mais difíceis de definir, principalmente porque é impossível traduzir prautes (mansidão) por um único termo em nosso idioma.

Ser manso não tem conotação de ser ‘desalentado, desanimado, mole, fraco ou destituído de energia ou força moral’.

Mansidão é a combinação de força e suavidade.

Quando temos prautes, tratamos todas as pessoas com cortesia perfeita, reprovamos sem rancor, argumentamos sem intolerância, enfrentamos a verdade sem ressentimento, iramos, mas não pecamos, somos gentis, mas não fracos”.

Comentário Bíblico Beacon, CPAD, p.76.

 

II. EVITANDO AS PELEJAS E CONTENDAS

 

  1. Pelejas e discórdias.

Na língua portuguesa, tais palavras possuem quase o mesmo significado, porém no grego a palavra utilizada para discórdia é eritheiai que significa desavença e desarmonia.

Esta palavra também é utilizada para descrever um mercenário, pessoa que luta por posição e glória.

Paulo exortou os crentes da Galácia mostrando que as inimizades, porfias, emulações, pelejas e dissensões são obra da carne (Gl 5.20).

 

  1. Ações do homem carnal.

Atualmente, muitos não estão lutando mais pela causa de Cristo, porém apenas por cargos e posições.

Um dos sinais de que uma pessoa não está preparada para exercer o ministério cristão é quando manifesta um desejo incontrolável de, passando por cima de todos, alcançar postos e mandatos.

O crente que é sábio, e tem dons ministeriais, espera com paciência e mansidão o momento de Deus.

Ele não promove pelejas e nem faz politicagem para alcançar aquilo que é divino, pois tem consciência de que tais atitudes pertencem à velha natureza.

 

  1. Um espírito aguerrido.

Ao crente não convém qualquer tipo de peleja ou porfia (2Tm 2.24).

Deus exige santidade do seu povo.

Precisamos nos manter incorruptíveis, santos, sinceros e justos em um mundo de trevas (Fp 2.15).

Aqueles que estão no mundo têm mentalidade e valores mundanos.

Em geral, as pessoas incentivam os outros a brigarem, a contenderem por seus direitos, mas o cristão que tem a vida pautada nos ensinos de Jesus é diferente, pois o Mestre nos manda seguir a segunda milha e amar aqueles que nos perseguem (Mt 5.39-44).

A única forma para combater a peleja é ser cheio do Espírito Santo (Ef 5.18).

O Consolador nos ajuda a seguir os passos de Jesus Cristo.

Ele jamais procurou ser famoso, mas era humilde e amoroso (Fp 2.5-8).

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

O crente deve evitar toda a forma de pelejas e contendas.

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

“Contenda”

Palavra muitas vezes utilizada na Bíblia Sagrada.

Foi utilizada em 1 Timóteo 1.6 na expressão ‘vãs contendas’ (cf. Tt 1.10).

Há versões que trazem a expressão ‘discursos vãos’.

Uma boa tradução da palavra é aquela que transmite a ideia de discussão.

Evidentemente significa orgulho, presunção, falar contra aquilo que Deus revelou e falar contra o próprio Deus.

Várias palavras no grego e no hebraico são usadas para sugerir contenda, luta e briga.

A contenda pode ser física, oral ou espiritual.

Ela pode descrever a natureza de um homem (Jr 15.10; Hc 1.3).

O orgulho pode trazer a contenda (Pv 13.10).

Os cristãos são admoestados a evitar as brigas contenciosas (1Co 1.11; Tt 3.9).

A intensa disputa entre Barnabé e Paulo (At 15.39) pode referir-se a mais um caso de irritação e incitamento interior do que a uma expressão exterior de contenda”

(Dicionário Bíblico Wycliffe. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2009, p.448).

 

III. BEM-AVENTURADOS OS MANSOS

 

  1. O Sermão da Montanha.

Encontramos nos capítulos 5 a 7 do Evangelho de Mateus os princípios estabelecidos por Jesus para todos os que querem fazer parte do Reino dos Céus.

Um dos princípios do Mestre é a mansidão (Mt 5.5).

Os judeus estavam sob o jugo dos romanos, por isso, ansiavam por um messias que viesse fazer uma revolução e os libertasse da opressão política.

Mas Jesus mostrou que seu reino não era desse mundo, e felizes não eram os que se envolviam em pelejas e motins, mas os mansos e os pacificadores.

O que significa ser manso?

Ser manso significa ser humilde e submisso a Deus.

Significa que entregamos tudo ao Pai.

No Sermão do Monte, há uma recompensa para os mansos: “[…] eles herdarão a terra” (Mt 5.5).

 

  1. Estêvão um homem manso.

Estêvão era cheio de fé e do Espírito Santo.

Diante dos seus algozes, ele se colocou de joelhos e clamou ao Senhor por eles dizendo: “[…] não lhes imputes este pecado […]” (At 7.60).

Se Estêvão fosse um homem carnal, com certeza desejaria vingança e agiria com ira diante daqueles que o apedrejavam.

Somente cheios do Espírito podemos permanecer mansos e tranquilos diante daqueles que desejam e executam o mal contra nós.

 

  1. A mansidão de Cristo.

O Senhor Jesus sofreu as piores dores que um homem pode experimentar.

Suas dores foram físicas e emocionais, mas em momento algum Ele abriu a boca para reclamar ou murmurar contra o Pai e contra aqueles que o maltratavam.

O texto de Isaías afirma que “Ele foi oprimido, mas não abriu a boca; como um cordeiro, foi levado ao matadouro e, como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca” (Is 53.7).

Como você age diante daqueles que o maltratam e querem o seu mal?

Que venhamos a pedir ao Senhor mansidão.

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

Jesus declarou no Sermão do Monte que os mansos são bem-aventurados.

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

“A mansidão é essencial para o ministério eficaz ao Senhor.

Deus nos escolheu para representá-lo perante um mundo perdido e agonizante.

O que o mundo vê em nós que atrai as pessoas a Jesus Cristo.

Todos os aspectos da mansidão — submissão, elementos necessários de nosso testemunho e serviço cristão, quer testemunhando para os perdidos, fazendo discípulos para Jesus ou restaurando um irmão fraco”

(GILBERTO, Antonio. O Fruto do Espírito: A plenitude de Cristo na vida do crente. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004, p.112)

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Evitemos todo tipo de peleja, pois já somos novas criaturas (Jo 3.3).

Sejamos mansos e humildes de coração, sempre seguindo o exemplo de nosso Salvador, procurando em tudo glorificar o seu nome.

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

Mansidão, torna o crente apto para evitar pelejas

De acordo com a Palavra de Deus, ser manso é uma das virtudes do Reino de Deus.

No Evangelho de Mateus 5.5 há uma promessa de que os mansos são bem-aventurados porque eles herdarão a terra.

Já na época de Jesus, a mansidão era uma virtude não muito aceita no mundo antigo.

Ora, num tempo onde a força, a guerra e o heroísmo eram as virtudes cultivadas pela sociedade, o que uma pessoa mansa podería contribuir de benéfico para a sociedade?! Ser manso não seria sinônimo de fraqueza, de fragilidade?!

 

O que é mansidão?

Mas o que representa a mansidão na Bíblia?

Em primeiro lugar, é o oposto da arrogância, do espírito precipitado, das dissensões, contendas e pelejas.

É o oposto das atitudes que constituem a guerra em vez de paz, o descontrole emocional em vez do controle emocional, tudo o que contribui para o apaziguamento da alma.

Logo, ser manso, segundo os ensinos de Jesus e dos apóstolos, é cultivar a capacidade de gerar gentileza uns para com os outros, sem fazer acepção de pessoas, alcançando todos os homens e enxergando neles a imagem de Deus.

 

Uma vida de equilíbrio

Como pentecostais enfatizamos os dons espirituais, e devemos buscá-los de todo coração, a fim de sermos usados pelo Senhor para a edificação do próximo.

Entretanto, a manifestação do fruto do Espírito é de igual importância.

Ora, manifestar os dons do Espírito Santo e, ao mesmo tempo, apresentarmos uma vida cheia de ambições, de discórdias carnais, de valores que se opõem ao espírito humilde de Jesus Cristo não se encontra de acordo com o Evangelho.

Diferentemente do que se pode imaginar, a Palavra de Deus diz que seremos conhecidos pela sociedade se agirmos desta maneira: “nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Jo 13.35).

 

Um convite a ser manso

Portanto, esta lição nos convida a rejeitar o espírito aguerrido, de pelejas, de discórdias, de ações carnais, de busca por vingança.

O presente estudo nos ensina a termos uma atitude diferente a todas as características que andam na contra mão das virtudes do Reino de Deus.

Conscientize seus alunos para não se deixar levar pelas discórdias ou falhas de comunicação.

Mostrando que devemos ser tolerantes uns para com outros no sentido de vivermos unidos na presença de Deus.

Por isso, siga em frente! Não desista!

 

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