EBD – Lição 08 – A Bondade que Confere Vida

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LIÇÃO 08
A BONDADE QUE CONFERE VIDA

19 de fevereiro de 2017

Professor Alberto

 

TEXTO ÁUREO

“Qualquer que aborrece a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem permanente nele a vida eterna” (1Jo 3.15).

VERDADE PRÁTICA

A vida é um dom de Deus e ninguém tem o direito de tirá-la a não ser o próprio Deus.

 

COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO

“Qualquer que aborrece a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem permanente nele a vida eterna” (1Jo 3.15).

 

O contexto do nosso texto áureo está no capítulo 3 da Primeira Carta do Apóstolo João entre os versículos 1 a 24, onde descreve sobre os “filhos de Deus”.

“Qualquer que aborrece a seu irmão é homicida…” ou seja, “…aquele que odeia a seu irmão é assassino…” – o décimo segundo versículo do capítulo 3 de 1 João, aborda o caso de Caim, como ele veio a tornar-se um assassino. Primeiramente Caim abandonou ao Senhor Deus; deixou de temer a Deus, pelo que dificilmente se poderia esperar que viesse a respeitar ao homem. Permitiu que em seu coração, o ódio e a inveja germinassem: o homicídio se aninhou primeiramente em seu coração, em seguida em seu intuito, e foi somente devido a isso que, finalmente, ele veio a tornar-se homicida.

Podemos examinar as avaliações espirituais sobre a lei, feitas pelo Senhor Jesus, em Mateus 5:22: “Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno”, são implicações que mostram que o homicídio pode ser uma condição do coração, não sendo apenas uma ação isolada. O assassino possui um espírito de malignidade tal que é impossível que seja possuidor da vida espiritual. Nenhuma vida superior e espiritual pode ser-lhe transmitida. Ele permanece nas trevas, estando vinculado de perto a Satanás, o qual tem sido homicida desde 0 princípio (João 8:44). Mas, que dizer acerca do homem que aninha o ódio em seu coração? E um homicida em intento, no coração; sua alma é homicida sem importar se ele venha ou não a praticar um assassinato em ato. Por conseguinte, é um filho de Satanás; e a vida de Deus não se acha nele.

“…permanente…” – A vida eterna não “veio residir” nele. O autor sagrado aprecia muito a ideia da “permanência”. ( I João 2:14.24 e II João 2). Essa ideia pode ser comparada com 0 que se lê em João 1:32.33; 5:38 e 6:27.

O Espírito Santo, que em nós habita, espiritualiza e transforma a alma humana, até que venha a participar da própria natureza e imagem de Cristo, o Filho de Deus (II Cor. 3:18). A fim de estimular-nos ainda um maior amor, ele (o autor sagrado) mostra quão detestável perante Deus é o ódio. Não há quem não tema a um assassino; sim, todos execramos o próprio nome. Mas o apóstolo declara que todos quantos aborrecem a seus irmãos são assassinos. Ele não poderia ter dito coisa algum a mais atroz; e nem há aqui qualquer hipérbole, porquanto desejamos que pereça aquele a quem odiamos. Não importa se um homem não macula suas mãos com uma má ação; pois o próprio desejo de prejudicar, bem como a própria tentativa de fazê-lo, são coisas condenadas perante Deus. Sim, quando nós mesmos não procuramos fazer algum dano, mas o desejamos, só isso nos torna assassinos.

O ódio é uma força real, e temos poder sobre outras pessoas, para prejudicá-las. Assim sendo, aquele que odeia faz um dano real a outrem (e a si mesmo), embora seu ódio nunca se transforme em um ato físico.

Assim é que, algumas vezes, uma pessoa pode matar com o ódio, embora não tenha em suas mãos qualquer arma física. Mas quantas vezes as pessoas têm “matado a reputação” e o “bom nome” de outrem, por palavras carregadas de ódio e inveja! Isso também é uma forma de homicídio.

A queda do pecado é uma queda mortal. A porção mais nobre do homem é coberta e totalmente destruída. O andar nas trevas é um andar mortífero. O amor faz desaparecer as trevas; o amor faz desaparecer a morte. Uma interpretação errônea sobre esse versículo tem sido usado para mostrar que o pecado do homicídio é imperdoável. Isso, naturalmente, não é verdade. Consideremos o assassínio de Cristo. Ele orou pelo perdão de seus homicidas. Se porventura este texto ensinasse que tal pecado é imperdoável, não teria o Senhor feito tal oração, além do que todos têm cometido esse tipo de homicídio referido no presente versículo (adaptado R. N. Champlin).

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Mateus 5.20-26.

20 — Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos céus.

21 — Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo.

22 — Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão será réu de juízo, e qualquer que chamar a seu irmão de raca será réu do Sinédrio; e qualquer que lhe chamar de louco será réu do fogo do inferno.

23 — Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti,

24 — deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem, e apresenta a tua oferta.

25 — Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na prisão.

26 — Em verdade te digo que, de maneira nenhuma, sairás dali, enquanto não pagares o último ceitil.

 

OBJETIVO GERAL

Explicar que a vida é um ato da bondade de Deus e que ninguém tem o direito de tirá-la.

 

INTERAÇÃO

 

Vamos estudar mais um aspecto do fruto do Espírito, a bondade.

Seu coração já foi transformado pelo Filho de Deus?

Então, já foi enxertada em seu interior a “semente” da benevolência.

Vivemos em uma sociedade onde as pessoas acreditam, erroneamente, que ser bom é ser fraco.

Mas, tal virtude revela um caráter maduro e forte, leal a Deus e ao próximo.

Como discípulos de Jesus, nosso exemplo maior de bondade, precisamos evidenciar nossa afabilidade por intermédio de ações e palavras.

Não basta apenas dizer que é bondoso, as pessoas precisam ver esse aspecto do fruto do Espírito em suas palavras e ações, em seu dia a dia.

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

 

Você já teve o coração transformado e regenerado pelo Senhor Jesus?

Então, não há mais espaço, em sua vida, para sentimentos e desejos que faziam parte da sua velha natureza.

Nesta lição veremos que os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, falso testemunho e blasfêmias procedem do interior do homem, ou seja, da velha natureza adâmica (Mt 15.18,19).

 

PONTO CENTRAL

A vida é um ato da bondade de Deus e ninguém tem o direito de tirá-la.

 

I. BONDADE: O FIRME COMPROMISSO PARA O BENEFÍCIO DOS OUTROS

  1. A bondade como fruto do Espírito.

Podemos afirmar que a bondade e a benignidade são frutos gêmeos.

A palavra grega para bondade é agathosüne, e esta palavra pode ser aplicada em relação a Deus como um ser perfeito e completo (Mc 10.18), e em relação à benevolência de alguém (Mt 12.35; At 11.24; 1Pe 2.18).

Como um dos aspectos do fruto do Espírito, podemos dizer que a bondade é uma qualidade nobre, gerada por Deus, nos corações daqueles que experimentaram o novo nascimento (Jo 3.3).

Quem já experimentou a regeneração, em Jesus Cristo, é nova criatura e naturalmente inclinado a fazer o bem (2Co 5.17).

 

2. A bondade de Deus.

A bondade de Deus é singular.

Ele é bom para todos os homens, independentemente da condição destes (Sl 145.9).

A bondade do Pai pode ser revelada na sua provisão, pois Ele faz com que o sol e a chuva se levante sobre os justos e injustos (Mt 5.45).

Contudo, a maior prova da bondade de Deus está no fato de Ele ter enviado seu Filho unigênito para morrer por nós, homens pecadores e maus por natureza (Jo 3.16; Rm 5.8).

Em geral costumamos agir bondosamente somente com aqueles que nos tratam com benevolência, mas o Criador é bom para com todos; e, como filhos seus, precisamos seguir o seu exemplo.

 

  1. Um homem bondoso e uma mulher bondosa.

Na Bíblia, encontramos vívidos exemplos de homens bondosos, e Jó é um desses homens.

Ele não era somente justo e paciente, mas também bondoso para com os outros (Jó 29.15-17; 31.32) e para com seus filhos, oferecendo a Deus holocaustos por eles (Jó 1.5).

Dorcas era uma discípula que usava do ofício de costureira para abençoar os pobres (At 9.36,39).

O texto bíblico afirma que “ela estava cheia de boas obras e esmolas” (At 9.36).

Suas ações em favor dos necessitados demonstravam a sua bondade e o seu amor e devoção a Deus.

Quem ama ao Senhor ama também o próximo, mas esse amor precisa ser manifesto em ações.

Não basta dizer que amamos; é preciso mostrar esse amor por meio de ações.

O que você tem feito para demonstrar a sua bondade pelo próximo?

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

A bondade é o nosso firme compromisso com Cristo para o benefício do próximo.

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

“Bondade como fruto do Espírito é tradução de uma palavra grega que é encontrada apenas quatro vezes na Bíblia: agathosune.

Quando comparada com chrestotes vemos que a bondade é a prática ou a expressão da benignidade, ou seja, fazer aquilo que é bom.

O termo agathosune só é usado nos escritos de Paulo nas seguintes passagens: Romanos 14.14; Gálatas 5.22; Efésios 5.9; 2 Tessalonicenses 1.11.

No primeiro destes textos, Romanos 15.14-16, Paulo reconhece que os cristãos romanos estão prontos para ministrar uns aos outros e, portanto, os exorta a ministrar, lembrando-os de sua chamada para ser ministro (literalmente, servo) de Jesus Cristo.

No versículo 16 (NVI), Paulo se compara a um sacerdote que oferece a Deus os gentios salvos como oferta santificada pelo Espírito Santo. Em todos estes versículos é vista a expressão da bondade.

Bondade, então, fala de serviço ou ministério uns aos outros, um espírito de generosidade posto em ação; diz respeito a servir e dar.

É o resultado natural da benignidade — a qualidade interior de ternura, compaixão e brandura.

Tudo isso está resumido na palavra amor.

O amor é benigno, que é o oposto do maligno.

O amor é bom, sempre buscando ministrar às necessidades dos outros” (GILBERTO, Antonio. O Fruto do Espírito: A plenitude de Cristo na vida do crente. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004, p.92).

 

CONHEÇA MAIS

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Bondade

“O Espírito Santo transmite esta virtude como um fruto, para que cada um do bom tesouro possa tirar o bem (Lc 6.45).

Barnabé foi cheio do Espírito Santo e por isso se tornou um homem bom (At 11.24).

Ele deixou um brilhante exemplo de que maneira esse fruto se manifesta.

O seu coração era aberto para doar (At 4.37).

Ele viu o que a graça de Deus havia operado (At 11.23), por isso conseguiu ajudar a Saulo (At 9.26-28; 11.25-26)”.

(Teologia Sistemática — Coleção Ensino Teológico, CPAD, p.28).

 

II. HOMICÍDIO, A DESTRUIÇÃO DO PRÓXIMO

  1. Não matarás.

Em Êxodo 20.13, temos uma ordem de Deus em favor da preservação da vida.

A ordenança divina é bem clara, de forma que até uma criança pode compreender: “Não matarás” (Êx 20.13; Dt 5.17).

“Não matarás (20.13). ‘Assassinar’ é mais precioso aqui do que ‘matar’.

A palavra hebraica rasah é a única sem paralelo em outras sociedades do segundo milênio a.C.

Ela identifica ‘morte de pessoas’; e inclui assassinatos premeditados executados com hostil intenção e mortes acidentais ou homicídios culposos.

O termo rasah não é aplicado em mortes na guerra ou em execuções judiciais.

Encontramos, em todo o Pentateuco, várias advertências a respeito da violência contra a vida.

Deus é bom.

Dentro da comunidade da aliança, precisava-se tomar um grande cuidado para que ninguém perdesse a vida, mesmo por acidente.

Por isso, Ele estabeleceu leis para os homicídios dolosos, ou seja, quando uma pessoa mata a outra intencionalmente (Dt 27.24,25) e culposos, quando não há intenção de matar (Dt 19.4-6).

O Senhor Jesus, nosso maior exemplo de bondade e amor, reforçou a legislação divina ao ensinar que podemos atentar contra a vida do nosso próximo até mesmo por palavras (Mt 5.21, 22).

O apóstolo João também deixa claro que quem aborrece o seu irmão é homicida (1 Jo 3.15).

Que venhamos a amar o próximo, cuidar dele e preservar a sua vida, pois esta é a vontade de Deus para nós.

 

  1. Aborto, a morte de um inocente indefeso.

Quando falamos em homicídio, estamos também nos referindo ao aborto.

Este ato perverso está inserido no sexto mandamento, pois é um atentado contra a vida de um indefeso, além de ser um ato contra Deus, que é o doador da vida (Is 45.12; Mt 10.28).

O aborto, segundo o Código Penal Brasileiro, é também um crime.

Embora faça parte do Código Penal, alguns, erroneamente, acreditam que o aborto deve ser uma escolha da mulher.

Mas o Criador não permite que nós, seres criados, venhamos a decidir quem deve ou não viver.

Deus nos criou, nos conhece e nos ama desde quando nosso corpo ainda estava sendo formado no ventre de nossa mãe (Sl 139.16).

 

  1. O primeiro homicídio.

Logo no primeiro livro da Bíblia, Gênesis, encontramos o triste relato do primeiro homicídio depois da Queda (Gn 4.8-11).

Caim matou seu irmão porque deixou seu coração ser dominado pela inveja e o ciúme.

O texto bíblico diz que o próprio Deus amaldiçoou Caim numa forma de punição pelo seu ato (Gn 4.15).

Homem algum pode zombar de Deus, porque todo o pecado tem a sua recompensa (Gl 6.7).

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

O homicídio é a destruição da vida alheia.

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

“Cidades de Refúgio”

Entre as 48 cidades dadas aos levitas em Israel, seis, por ordem de Deus, foram indicadas como cidades de refúgio, ou asilo, para o ‘homicida’ (Nm 35.6,7).

O próprio Moisés escolheu três delas no lado leste do rio Jordão: Bezer para os rubenitas, Ramote, em Gileade, para os gaditas; Golã, em Basã, para os manassitas (Dt 4.41-43).

Mais tarde, na época de Josué, as outras três foram indicadas na parte oeste do Jordão. Elas estavam convenientemente situadas nas regiões norte, central e sul da terra que habitavam. Seriam construídas e mantidas abertas estradas para essas importantes cidades (Dt 19.3).

Em Hebreus 6.18 está indicado que as cidades de refúgio eram um tipo de Cristo. O apóstolo faz alusão a isso quando fala daqueles que fugiram procurando um refúgio, e também da esperança oferecida a eles.

Nós procuramos o refúgio em Cristo, e nele estamos a salvo do Vingador do sangue divino (Rm 5.9)”

[PFEIFFER, Charles F. (Ed.) Dicionário Bíblico Wycliffe. 7ª Edição. RJ: CPAD, 2010, pp.417-18].

 

III. SEJAMOS BONDOSOS E MISERICORDIOSOS

  1. Servindo ao outro com amor.

Jesus deve ser o nosso exemplo de serviço e amor. Ele declarou que não veio ao mundo para ser servido, mas para servir e dar a sua vida por nós (Mt 20.28). Vivemos em um mundo egoísta, onde as pessoas só querem ser servidas. Por isso, precisamos, como sal e luz desse mundo, mostrar-lhes o nosso serviço e compaixão (Mt 5.13,14). Paulo exortou os crentes da Galácia para que levassem as cargas uns dos outros (Gl 6.2). Para realizamos tal ato precisamos amar, pois levar a carga do outro significa ajudar o irmão que está enfermo, enfrentando tribulação ou enfrentando necessidade financeira. Você tem ajudado seus irmãos a carregarem suas cargas ou você tem ainda acrescentado mais peso a elas?

 

  1. Ajudando o ferido.

Vivemos dias difíceis, nos quais o egoísmo tem imperado em nossa sociedade (2Tm 3.1).

Precisamos demonstrar ao mundo o amor de Deus mediante as nossas ações enquanto ainda temos tempo, pois sabemos que, em breve, Jesus virá.

Que não venhamos a agir como o sacerdote e o levita da parábola do Bom Samaritano, mas que sejamos como aquele que acolhe e ajuda ao ferido (Lc 10.25-37).

 

  1. Ajudando os irmãos.

Paulo ensinou aos gálatas a fazerem o bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé (Gl 6.10).

Quantos irmãos, em nossas igrejas, estão carecendo de uma ajuda financeira, de uma oração ou de uma palavra de consolo.

Mas, às vezes, nos tornamos indiferentes à dor do outro e nos esquecemos de ajudar aqueles que estão perto de nós.

Não espere que seu irmão peça a sua ajuda se você sabe que ele está enfrentando alguma dificuldade e pode ajudá-lo, ajude-o.

Também não espere receber recompensa: faça por amor e bondade.

A recompensa virá do Senhor quando então recebemos os nossos galardões (Mt 10.41,42).

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

O crente cheio do Espírito Santo é bondoso e misericordioso.

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“A história do bom samaritano ensina ao doutor da lei que o seu próximo é qualquer um que ele encontrar que tenha uma necessidade.

Jesus encerra a história com a pergunta: ‘Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?’.

O doutor da lei sabe a resposta, mas ele não pode deixar de falar a menosprezada palavra ‘samaritano’ e ainda querer escolher seu próximo. Por isso ele só se refere a ele como ‘O que usou de misericórdia para com ele’ (v.37).

A resposta do doutor da lei está correta, porque o samaritano é aquele que agiu com o próximo. Mostrando compaixão, ele se alinhou com o amor a Deus e ao próximo.

Ao contrário do sacerdote ou do levita, ele se submeteu ao mandamento de amor que resume toda a lei.

Semelhantemente, Jesus quer que o doutor da lei responda a Deus e ao próximo de maneira própria de criança.

Ele lhe fala: ‘Vai e faze da mesma maneira’. O doutor da lei também pode cumprir a ordem de amar a Deus e ao próximo satisfazendo as necessidades dos outros a despeito de raça, cor ou sexo”

(Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. Volume 1. 4ª Edição. RJ: CPAD, 2009, p.91).

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Que possamos demonstrar ao mundo e aos nossos irmãos a bondade de Deus que um dia foi derramada em nossos corações.

Que jamais venhamos aceitar qualquer forma de homicídio, pois somos novas criaturas e sabemos que Deus abomina tal prática.

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

A bondade que confere vida

A única forma de um ser humano mau se tornar em um ser humano bom de maneira plena é por intermédio da graça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo (Ef 2.8).

Somente assim que a pessoa tem a condição de compreender as implicações destes dois mandamentos do Senhor: “O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes” (Mc 12.29-31).

Por isso devemos compreender que há somente um Deus todo-poderoso, glorioso e gracioso que devemos amá-lo e honrá-lo com toda a nossa vida.

De modo que esse amor seja direcionado ao próximo que está ao nosso lado como o bem que fazemos a nós mesmos.

Aqui, a bondade como fruto do Espírito começa a se manifestar.

Neste aspecto, a bondade é um compromisso que tem a ver com o benefício do outro.

É viver a bondade de Deus até as últimas consequências.

Ora, Deus é bom e deseja que todos manifestemos sua bondade por onde passarmos.

Uma bondade extraordinária que não pode ser encontrada em nenhum lugar, senão pela Palavra de Deus, mediante o encontro que tivemos com Jesus, o Nazareno, cuja vocação nos foi dada sem arrependimento.

Nosso Deus é bondoso, gracioso, maravilhoso, pois assim criou os céus e a terra. Por isso, no lugar de vingança, oferecemos amor, consolo, disponibilidade para acolher quem mais precisa de nós.

Sempre há alguém que precisa de um acolhimento verdadeiro e podemos ser o instrumento de Deus para acolhê-lo.

Diferentemente da bondade, o homicídio como obra da carne não acolhe a ninguém, pelo contrário, destrói a vida alheia, separando para sempre das pessoas queridas.

Sobre o homicídio, a proibição de se tirar a vida do próximo remonta o Decálogo (Ex 20.13): não matarás. Ou seja, todo atentado contra a vida humana é um atentado contra o mandamento de Deus.

Todo atentado contra o ser humano inocente, o aborto deliberado, o homicídio pensado e planejamento, é um atentado contra a Criação de Deus.

Entretanto, para além do homicídio físico, o apóstolo João também se referiu ao homicídio quando disse: “Qualquer que aborrece a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem permanente nele a vida eterna” (1Jo 3.15).

 

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