EBD – Lição 03 – O Perigo das Obras da Carne

Por 0 Comment
Untitled6

LIÇÃO 03

O PERIGO DAS OBRAS DA CARNE

15 de janeiro de 2017

 

 

TEXTO ÁUREO

“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26.41).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Oremos e vigiemos para que não sejamos surpreendidos pelas obras da carne.

 

COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO

 

“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26.41).

 

 

Nosso texto áureo está inserido no capítulo 26 do Evangelho Segundo Escreveu Mateus, entre os versículos 36 a 45, nos últimos momentos do Senhor Jesus na terra antes de sua crucificação, num lugar chamado Getsêmani –  em hebraico: Gat Shmanim, literalmente “prensa de azeite”, é um jardim situado no Monte das Oliveiras em Jerusalém.

 

Monte das Oliveiras em Jerusalém

Monte das Oliveiras em Jerusalém

 

“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26.41). A mesma expressão está registrada em Marcos 14.38: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca”.

 

“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação;” – Se todos nós, os crentes em Jesus, realmente estivéssemos vigiando e orando todo o tempo dificilmente estariámos despreparados na hora da tentação. O só vigiar não é suficiente, dificilmente alguém resiste a tentação apenas vigiando, mas a oração tem um efeito glorioso.

 

Vigiai – São cinco as palavras gregas para aplicar a vigilância no Novo Testamento, que são: 1.- Agrupnéo: vigiar, montar guarda, estar desperto; 2.- gregoréo: estar vigilante, estar desperto, vigiar; 3.- népho: vigiar, estar sóbrio; 4.- Parateréo: vigiar juntamente com; 5.- Teréo: vigiar, guardar, preservar.

 

No nosso texto áureo: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação;” “Vigiai” vem do verbo grego gregoréo, e significa “estar vigilante”, “estar desperto”, “vigiar”. No Antigo Testamento são quatro as palavras hebraicas sobre vigilância, uma vez que as comunicações, informações e as condições daquele período eram muito precárias e difíceis, sendo importantíssimo “manter a vigilância”, como uma necessidade vital de sobrevivência da comunidade. Em todos os lugares da antiguidade a figura de um vigia fora sempre fundamental para avisar os demais de um perigo eminente ou de algum tipo de aproximação de qualquer coisa ou pessoa, inimigo ou amigo (ver 1 Sm 14.16). Dessa realidade, ou seja, da importância fundamental da figura do vigia, surge a linguagem simbólica da realidade espiritual “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação;” . As mesmíssimas noções de vigilância do Antigo Testamento, podemos encontrar no Novo Testamento, agora no entanto, ligado aos cuidados da comunidade cristã à causa de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, em especial no tocante a sua gloriosa segunda vinda eminente.

Portanto, o crente em Jesus, têm que estar todo o tempo em vigia e oração, vigilância sugere também auto-contole como podemos ver em 1 Pedro 1.13: “Por isso, cingindo o vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que nos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo”, o termo grego “sede sóbrios”, pode ser entendido como “sede vigilantes” ou tenha autocontrole.

 

“…tentação;” – Há uma palavra hebraica e duas gregas, envolvidas nesta expressão:

1.- Massah: palavra hebraica que significa: teste, provação;

2.- Peirasmós: palavra grega que significa:teste, prova e

3.- Peirázo: palavra grega que significa: testar, submeter à prova.

 

No nosso texto áureo a palavra grega é peirasmós – tentação (Mc 14.38), que significa teste, provação, tentação para a prática do mal. Esse vocábulo pode exprimir várias ideias, todas ligadas a tentativa de prova, teste, com inclinação para o mal ou não, para o pecado ou não, para a moral ou não, é um termo vasto, que aparece em Mateus 6.13; Lucas 4.13; Tiago 1.12, somente para termos uma ideia de sua amplitude. Nesse texto áureo a palavra tentação pode incluir questões morais ou amorais, isto é, tentações para prática do pecado, mas igualmente “testes”, períodos de dificuldades”.

 

Porque é importante resistir a tentação:

1.- A tentação, se não for dominada, destrói a fibra moral. A resistência às tentações, em suas variadas formas, aumenta o poder do crente, no entanto, o crente que cede a tentação, destrói suas defesas espirituais. Se oferecemos resistência, isso melhora a qualidade moral do nosso ser. Na nossa Harpa Cristã o hino 75 declara: “Tentado, não cedas, ceder é pecar, melhor e mais nobre, será triunfar, coragem, ó crente, domina o teu mal. Deus pode livrar-te de queda fatal”;

 

2.- Há uma bem-aventurança para os que resistem a tentação. Há uma promessa de Deus para aqueles que resistem às tentações, a saber, “…a coroa da vida…” . “Bem-aventurado o homem que suporta com perseverança a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu aos que o amam” (Tiago 1.12);

 

3.- A vida de santificação conduz a glória. Orar, buscar a face do Senhor, leva-nos a santificação, santificação é um tema ensinado em várias passagens da Bíblia (Mt 5.48 e 2 Ts 2.13), por conseqüência de uma vida de oração e santificação, recebemos de Deus o privilégio de compartilharmos da natureza de Cristo (2 Co 3.18);

 

4.- Crescendo espiritualmente. Os testes, por si mesmos, podem ser experiências que nos ajudam em nosso crescimento espiritual, muitas tribulações, muitos testes são benéficos para nossa vida, pois tornamo-nos mais resistentes ao pecado e mais firmes na fé, sempre gozando de uma comunhão com Deus gloriosa.

 

“Motivos para manter-se livre e puro

Deus pode livrar-nos dos vícios e tentações de toda espécie. Ele é nosso aliado quando lutamos por nossa pureza pessoal e liberdade.

 

Motivo 1: Somos unidos a Cristo. ‘Não sabeis vós que os vossos corpos são membros de Cristo?’ (1 Co 6.15). Esse fato nos dá o direito de cortar todas as nossas obrigações com os vícios e tentações. Nossa ligação com Cristo é mais forte do que a nossa ligação com o comportamento destrutivo […]

 

Motivo 2: Somos a habitação do Espírito Santo. ‘Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?’ (1 Co 6.19). Em termos práticos, isso significa que o Santo dos Santos foi transferido para nossos corpos humanos. Deus habita em nós. Assim, aquele ‘buraco na alma’ que alimenta a tentação pode ser preenchido com plenitude. Solidão, culpa, concupiscência e vergonha podem ser substituídas por aquilo que o Espírito Santo se dedica a trazer à nossa vida, ou seja, a força emocional e espiritual para resistirmos os vícios e tentações […]

A vitória sobre o poder da tentação não é fácil, especialmente se o problema vem de longa data. Aliás, a propensão de ceder a tentação sempre estará presente. Mesmo quando somos sinceros em nosso compromisso com Cristo, o poder da carne, incitado por Satanás, batalha dentro de nós.” (LUTZER, E.W. Deixando Seu Passado Para Trás. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, pp. 70-2.)

 

 

“…na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca” – essa expressão demonstra a oposição: espírito versus carne, demonstrando a luta que temos em nossa natureza humana. Existe uma divisão entre o mais elevado e o mais baixo, entre o mais nobre e o mais vil, entre o mundo elevado e o decaído, entre a inquirição do espírito e a carne.

É muito importante sabermos e compreendermos que o Senhor Jesus não está dando uma desculpa para seus seguidores pelo fracasso deles, mas está demonstrando que a natureza humana se acha em estado decaído, repleto de conflitos e tensões. A carne nesta passagem parece indicar a natureza decaída do ser humano, portanto, sujeita ao princípio do pecado-morte. Paulo nos ensina a sermos dirigidos pelo Espírito Santo, a sermos crentes espirituais: “Digo, porém: andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne; e estes opõem-se um ao outro; para que não façais o que quereis” (Gl 5.16-17).

Portanto, meus amados irmãos, nunca utilize desse texto “…o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” para justificar sua fraqueza carnal, mas para compreender nossa condição humana, que a carne é fraca. Leia com atenção Romanos capítulo 8 versículos 1 a 17, que nos dá uma extraordinária orientação sobre esse assunto. (Adaptado).

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Lucas 6.39-49.

39 — E disse-lhes uma parábola: Pode, porventura, um cego guiar outro cego? Não cairão ambos na cova?

40 — O discípulo não é superior a seu mestre, mas todo o que for perfeito será como o seu mestre.

41 — E por que atentas tu no argueiro que está no olho do teu irmão e não reparas na trave que está no teu próprio olho?

42 — Ou como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o argueiro que está no teu olho, não atentando tu mesmo na trave que está no teu olho? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás bem para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão.

43 — Porque não há boa árvore que dê mau fruto, nem má árvore que dê bom fruto.

44 — Porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto; pois não se colhem figos dos espinheiros, nem se vindimam uvas dos abrolhos.

45 — O homem bom, do bom tesouro do seu coração, tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração, tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca.

46 — E por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?

47 — Qualquer que vem a mim, e ouve as minhas palavras, e as observa, eu vos mostrarei a quem é semelhante.

48 — É semelhante ao homem que edificou uma casa, e cavou, e abriu bem fundo, e pôs os alicerces sobre rocha; e, vindo a enchente, bateu com ímpeto a corrente naquela casa e não a pôde abalar, porque estava fundada sobre rocha.

49 — Mas o que ouve e não pratica é semelhante ao homem que edificou uma casa sobre terra, sem alicerces, na qual bateu com ímpeto a corrente, e logo caiu; e foi grande a ruína daquela casa.

 

 

OBJETIVO GERAL

 

Explicar o perigo das obras da carne.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

  • I. Identificar o que é concupiscência da carne;
  • II. Mostrar o que é um caráter moldado pelo Espírito;
  • III. Saber que uma vida que não agrada a Deus vive segundo a carne e é infrutífera.

 

 

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

Professor, todo ensino deve provocar uma mudança.

Se não há mudança, não há aprendizado.

Seus alunos devem entender o perigo das obras da carne e repudiar isso de suas vidas.

Todos estão sujeitos a caírem nesse mal, mas a partir do momento que o Espírito Santo tem o total controle sobre o crente, dificilmente as obras da carne terão chance de se sobressair.

A oração e a vigilância são elementos fundamentais para a luta contra uma vida de pecado, considerando que para Deus não há tamanho de pecado.

Pecado é pecado e ponto!

O crente deve ouvir a Palavra e ser semelhante ao homem prudente: colocando em prática tudo o que ouvir.

Fazendo assim, permaneceremos firmes quaisquer que sejam as tempestades que possam assolar a nossa vida.

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

A lição deste domingo é um alerta para os que querem agradar a Deus e ter uma vida frutífera.

Estudaremos o perigo das obras da carne.

Precisamos ter cuidado, pois dentro de todo crente habita duas naturezas: a natureza adâmica, a qual foi corrompida na Queda, e a nova natureza, que é resultado da regeneração, do novo nascimento (Jo 3.3).

Veremos que a natureza adâmica, se não for controlada pelo Espírito, produz frutos que levam o crente à morte espiritual.

 

 

PONTO CENTRAL

A natureza adâmica deve ser controlada pelo Espírito.

 

I. A VIDA CONDUZIDA PELA CONCUPISCÊNCIA DA CARNE

 

 

  1. A concupiscência da carne.

Você sabe o significado da palavra concupiscência?

Segundo o Dicionário Wycliffe, este é um “termo usado teologicamente para expressar os desejos malignos e lascivos que assediam os homens caídos” (Rm 7.8).

A velha natureza, se não for controlada pelo Espírito, leva-nos a cometer as piores ações e abominações.

Por isso, precisamos vigiar e viver constantemente cheios do Espírito Santo (Ef 5.18).

Paulo advertiu a Igreja, explicando que, quem semeia na carne, ou seja, vive segundo a velha natureza, da carne ceifará corrupção (Gl 6.8).

Nossos desejos e vontades devem ser controlados pelo Espírito Santo, pois os desejos da velha natureza são impuros e nos conduzem para a morte espiritual.

 

  1. A vida guiada pela concupiscência da carne.

Quem controla seus desejos?

Temos anseios, mas estes precisam ser controlados por Deus.

Devemos submeter nossos pensamentos e desejos ao controle divino.

O crente que não tem uma mente conduzida pelo Espírito Santo torna-se uma pessoa sem controle, sem qualquer deferência.

A Palavra de Deus nos ensina que precisamos mortificar nossa natureza (Cl 3.5).

Mortificar é permitir que Deus controle nossos pensamentos, vontades e ações.

Vivemos em uma sociedade hedonista, onde a busca pelo prazer tem feito com que muitos sejam dominados por desejos malignos, praticando, sem qualquer pudor, toda a sorte de impureza, e tudo em nome do prazer e da liberdade.

Diante desse triste quadro, a Igreja não pode se calar, mas deve expressar suas virtudes anunciando a mensagem da salvação.

 

  1. A vida conduzida pela concupiscência dos olhos.

Longe de Deus e sem o controle do Espírito Santo, o homem manifesta seus desejos mais perversos, trazendo sérios prejuízos para os relacionamentos na Igreja e fora dela.

Quando o homem se torna insensível à voz de Deus e ao Espírito, sendo governado apenas por seus instintos, torna-se semelhante aos animais.

Uma vida conduzida pela velha natureza leva as pessoas a olharem apenas para os prazeres momentâneos que o mundo oferece, não atentando para o que é eterno.

Davi viu e desejou a mulher de Urias, e o seu desejo descontrolado o levou a cometer um adultério e um homicídio (2Sm 11.1-4).

Ele não atentou para as consequências dos seus atos.

O crente não pode se deixar seduzir pelos prazeres deste mundo (1Jo 2.15-17).

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

A concupiscência da carne e a concupiscência dos olhos levam a pessoa a viver uma vida fora dos padrões divinos.

 

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

“Algumas pessoas pensam que o mundanismo está limitado ao comportamento exterior — as pessoas com quem nos associamos, os lugares que frequentamos, as atividades que apreciamos.

O mundanismo é também interior, porque começa no coração, e é caracterizado por três atitudes:

(1) a cobiça pelo prazer físico — a preocupação com a satisfação dos desejos físicos;

(2) a cobiça por tudo o que vemos — almejar e acumular coisas, curvando-se ao deus do materialismo; e

(3) o orgulho das nossas posses — obsessão pela condição, posição ou por ser importante. Quando a serpente tentou Eva (Gn 3.6), tentou-a nestes aspectos.

Semelhantemente, quando o Diabo tentou Jesus no deserto, estas foram as três áreas de ataque (ver Mt 4.1-11).

Em contraste, Deus estima o autocontrole, um espírito de generosidade, e o compromisso de servir com humildade.

É possível dar a impressão de evitar os prazeres mundanos e ao mesmo tempo abrigar atitudes mundanas no coração.

É também possível, como Jesus, amar os pecadores e dedicar-lhe tempo, enquanto mantemos um forte compromisso com os valores do Reino de Deus.

Quais são os valores mais importantes para você? Suas ações refletem os valores de Deus ou os valores do mundo?”

(Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. RJ: CPAD, 2003, p.1783-84).

 

CONHEÇA MAIS

 

Untitled8

 

“Carnal

Esta palavra aparece somente no Novo Testamento, embora o termo ‘carnalmente’ seja encontrado três vezes no Antigo Testamento.

‘Carnal’ aparece no Novo Testamento onze vezes, e ‘carnalmente’ uma vez.

‘Carnal’ significa ‘pertinente à carne’.

O substantivo sarx significa basicamente o corpo de um animal ou de uma pessoa, ou a carne de um animal.

No entanto, no Novo Testamento, o termo ‘carnal’ algumas vezes está literalmente relacionado à carne, e algumas vezes à antiga natureza humana corrompida por Adão, que é encontrada em todos os homens”.

(Dicionário Bíblico Wycliffe, CPAD, p.379).

 

II. A DEGRADAÇÃO DO CARÁTER CRISTÃO

 

  1. O caráter.

No grego, caráter é charaktēr e significa “estampa”, “impressão” e “marca”.

Contudo, é importante ressaltar que esta palavra tem diferentes significados em distintas ciências, como a sociologia e a psicologia.

Segundo o Dicionário Houaiss é “um conjunto de traços psicológicos e, ou morais, que caracterizam um indivíduo”.

O caráter não é inato e pode ser mudado.

 

  1. O caráter moldado pelo Espírito.

Quando aceitamos Jesus e experimentamos o novo nascimento, nosso caráter passa por uma transformação.

O Espírito Santo trabalha em nós a fim de que sejamos semelhantes a Jesus.

Mas para que essa transformação aconteça precisamos nos submeter inteiramente a Deus.

Se quisermos uma vida espiritual frutífera, precisamos dar oportunidade ao Espírito Santo para que Ele trabalhe em nossas vidas produzindo o fruto do Espírito (Gl 5. 22).

Não adianta apenas dizer que é crente, é preciso evidenciar o nosso caráter cristão mediante as nossas ações (Mt 5.16).

Muitos se dizem crentes, mas suas ações demonstram que nunca tiveram um encontro real com o Salvador.

Muitos estão na igreja, mas ainda não foram realmente transformados por Jesus, pois quem está em Cristo é uma nova criatura e como tal procura andar em novidade de vida, pois já se despiu do velho homem, da natureza adâmica (2Co 5.17).

Crentes que vivem causando escândalos, divisões, rebeldias, jamais experimentaram o novo nascimento.

 

  1. Ataques ao seu caráter.

Em sua vida cristã, você terá que lutar com três inimigos que farão de tudo para macular o seu caráter: a carne, o Diabo e o mundo.

Muitos acabam sendo vencidos por eles.

Para enfrentar e vencer esses inimigos é preciso ter uma vida de comunhão com o Pai.

É necessário orar, ler a Palavra de Deus e jejuar.

Sem a leitura da Bíblia, a oração e o jejum não conseguiremos vencer e ter uma vida frutífera.

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

O caráter moldado pelo Espírito Santo é semelhante ao caráter de Cristo.

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

“É o Espírito Santo que produz o fruto espiritual em nós quando nos rendemos sem reservas a Ele.

Isso abrange nosso espírito, alma e corpo e todas as faculdades que os constitui.

O crente que quiser mandar na sua vida e fazer a sua vontade para agradar a si próprio pode continuar como cristão, mas nunca será vitorioso no seu viver em geral, e nem terá jamais o testemunho do Espírito na sua consciência cristã de que está em tudo agradando a Cristo e fazendo o seu querer.

O fruto do Espírito é o caráter de Cristo produzido em nós para que em nosso viver o demonstremos ao mundo.

Caráter este sem jaça, como revelado nos tipos, símbolos, figuras e nas inúmeras profecias messiânicas do Antigo Testamento, e nas diversas passagens do Novo Testamento que tratam do assunto, a começar pelos Evangelhos”

(GILBERTO, Antonio. O Fruto do Espírito: A plenitude de Cristo na vida do crente. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004, pp.15-16).

 

III. UMA VIDA QUE NÃO AGRADA A DEUS

 

  1. Viver segundo a carne.

Se o crente vive dominado pelos desejos carnais, ele não pode agradar a Deus (Rm 8.8).

Fomos criados para glorificar a Deus e produzir o fruto do Espírito.

Viver segundo a carne causa males e danos à nossa vida e para o nosso próximo.

Paulo exorta os crentes da igreja de Corinto para que vivam no Espírito, pois alguns estavam vivendo segundo a carne, de modo que suas ações eram evidentes: inveja, contendas e dissensões (1Co 3.3).

Paulo deixa claro que os que assim estavam vivendo não poderiam agradar a Deus e ter uma vida de comunhão no Espírito Santo.

 

  1. Vivendo como espinheiro.

Sabemos que a árvore é identificada não por suas flores ou folhas, mas por seus frutos.

Jamais vamos colher laranja de uma macieira, pois cada árvore produz o seu fruto segundo sua espécie (Gn 1.11).

Logo, é impossível um cristão dominado pelo Espírito Santo produzir as obras da carne.

O homem bom tira de seu íntimo, do seu coração transformado, coisas boas, mas o homem mau tira do seu mau coração pelejas, dissensões, prostituição, iras, etc. (Mt 7.18-22).

Jotão apresenta algumas árvores em uma parábola para o seu povo (Jz 9.7-21).

As árvores representam o povo de Siquém que desejavam um rei.

Essas árvores eram boas: uma produzia azeite que era utilizado na unção dos sacerdotes e iluminação; outra produzia figos que alimentava o povo; a videira produzia vinho, que era usado nos sacrifícios de libações. Porém o espinheiro, arbusto inútil, representava Abimeleque.

Muitos atualmente estão como Abimeleque, não produzem nada de útil para Deus ou para a próximo e ainda ferem as pessoas com seus espinhos.

Quem vive segundo a carne se torna um espinheiro, inútil para Deus e para a Igreja.

 

  1. Uma vida infrutífera.

Certa vez, Jesus contou uma parábola a respeito de uma árvore estéril, uma figueira (Lc 13.6-9).

A figueira sem frutos refere-se primeiramente a Israel, porém ela também pode ser aplicada aos crentes que professam a Jesus e, no entanto, insistem em viver uma vida carnal, pecaminosa.

Na parábola, o agricultor investe na figueira, adubando, regando, podando, ou seja, dando todas as condições para que produza fruto.

Mas caso ela não viesse a frutificar seria cortada. Deus está investindo em sua vida e dando todas as condições para que você produza bons frutos, aproveite a oportunidade.

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

O propósito do cristão deve ser viver uma vida que agrada a Deus, caso contrário, não tem valor algum professar a fé cristã.

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

 

“Era um costume na Palestina antiga, assim como hoje, plantar figueiras e outras árvores nas vinhas.

Era um meio de utilizar cada pedaço disponível de boa terra.

A figueira aqui, como em todo o simbolismo bíblico, refere-se a Israel. […]

E foi procurar nela fruto, não o achando.

Embora a figueira estivesse na vinha, ela não tinha outro propósito a não ser dar fruto.

Da mesma forma, Israel só tinha uma razão para ocupar o primeiro ou qualquer outro lugar: cumprir a missão que lhe fora dada por Deus.

Visto que a figueira era infrutífera, não teria o direito de existir; e visto que Israel se recusava a cumprir sua missão determinada por Deus, não tinha o direito de continuar”

(Comentário Bíblico Beacon. 1ª Edição. Volume 6. RJ: CPAD, 2006, pp.437-38).

 

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Quem vive segundo a carne não pode agradar a Deus.

E a vida sem Deus torna-se infrutífera.

Longe do Senhor nos tornamos espinheiros, nos ferimos e ferimos ao próximo.

Busque a Deus e seja uma árvore frutífera.

 

O CORAÇÃO DO HOMEM

Untitled9

Untitled10 Untitled11 Untitled12

Untitled13 Untitled14 Untitled15 Untitled16 Untitled17

Deixe um Comentário