EBD – Lição 04 – Alegria, Fruto do Espírito; Inveja, Hábito da Velha Natureza

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LIÇÃO 04

ALEGRIA, FRUTO DO ESPÍRITO; INVEJA, HÁBITO DA VELHA NATUREZA

22 de janeiro de 2017

TEXTO ÁUREO

“Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos” (Fp 4.4).

 

VERDADE PRÁTICA

A alegria, fruto do Espírito, não depende de circunstâncias.

 

COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO

 

“Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos” (Fp 4.4).

 

 

Nosso texto áureo é sobre a palavra “regozijar”, ou “alegrar-se”, trata-se de uma palavra chave da epístola de Paulo aos Filipenses. Regozijar ou alegrar na epístola aos filipenses vêm da palavra grega “chara”“alegria, estado de regozijo”, também usada para indicar um “banquete” ou um “banquete festivo”, como também para indicar a pessoas ou a coisa que causava alegria, que é o caso de Filipenses 4.1.

Um dos aspectos do fruto do Espírito Santo é a alegria, assim sendo a alegria no Senhor, é consequência do desenvolvimento da vida espiritual do cristão.

Podemos compreender o versículo como uma exortação do apóstolo Paulo para desenvolvermos uma vida espiritual profunda, porque essa espiritualidade gerará o fruto do Espírito Santo em nós: “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança” (Gálatas 5.22).

É importante compreender o contexto dessa carta de Paulo aos filipenses, observe que ele mesmo estava na prisão em Roma, muitas tinham sido suas lutas, tribulações e terríveis perseguições, todas essas adversidades certamente sobreviriam aos cristãos de Filipos, mas não obstante a essas lutas e perseguições, tanto experimentadas pelo apóstolo como a todos os seguidores de Cristo, sua palavra é: “Regozijai-vos, sempre, no Senhor, outra vez digo: regozijai-vos” (Fp 4.4).

É possível que naquele momento do recebimento da epístola os crentes em Filipos ainda não haviam experimentado as terríveis perseguições, mas independentemente do contexto que viviam, sem perseguições ou com elas, eles deveriam: “Regozijar, sempre…”.

A alegria cultivada espiritualmente, será contínua, sempre, é a alegria no Senhor, Ele é a origem, a fonte, o gênesis desta alegria, não se trata de uma alegria oriunda do próprio homem, isso tem haver com o estilo de vida que acatamos, como o modo que vivemos, a maneira que queremos viver, a verdadeira alegria é para os que vivem em Cristo, que não vivem mais nas paixões da carne, ou no hedonismo, mas estão crucificados com Cristo: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim” (Gl 2.20).

Assim, para os que vivem em Cristo, ou seja, não sou eu, mas a Graça de Deus em mim, sinto a gestação do fruto do Espírito Santo, sinto paz, alegria, posso regozijar-me no Senhor.

Por outro lado, um crente que não mantem a comunhão como Senhor, não lê sua Palavra, não a pratica, não busca a face do Senhor, não está entregue integralmente a Cristo, não terá alegria permanente, infelizmente será uma alegria passageira.

O apóstolo Paulo declara duplicadamente para que os crentes regozijassem no Senhor: “Regozijai-vos, sempre, no Senhor, outra vez digo: regozijai-vos” (Fp 4.4). Essa reiterada exortação é profundamente notável e admirável, pois no momento que ele escreve inspirado pelo Espírito Santo do Senhor, ele está na prisão, distante dos seus, enfermo, com marcas em seu corpo, sendo perseguido pelos seus irmãos judeus étnicos, e difamado pelos falsos irmãos, se observarmos com atenção, é humanamente impossível fazer tal declaração, só podemos compreender e crer nessa palavra, porque essa realidade, ou seja, “Regozijai-vos, sempre, no Senhor, outra vez digo: regozijai-vos” (Fp 4.4) é fruto do Espírito Santo produzido naqueles que estão no Senhor.

 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

João 16.20-24.

20 — Na verdade, na verdade vos digo que vós chorastes e vos lamentareis, e o mundo se alegrará, e vós estareis tristes; mas a vossa tristeza se converterá em alegria.

21 — A mulher, quando está para dar à luz, sente tristeza, porque é chegada a sua hora; mas, depois de ter dado à luz a criança, já se não lembra da aflição, pelo prazer de haver nascido um homem no mundo.

22 — Assim também vós, agora, na verdade, tendes tristeza; mas outra vez vos verei, e o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria, ninguém vo-la tirará.

23 — E, naquele dia, nada me perguntareis. Na verdade, na verdade vos digo que tudo quanto pedirdes a meu Pai, em meu nome, ele vo-lo há de dar.

24 — Até agora, nada pedistes em meu nome; pedi e recebereis, para que a vossa alegria se cumpra.

 

OBJETIVO GERAL

 

Explicar a alegria como fruto do Espírito e a inveja como obra da carne.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

  1. Mostrar que Deus é a fonte da nossa alegria;
  2. Entender que a inveja traz muitos males para o invejoso;
  3. Saber que o crente tem a alegria do Espírito apesar das circunstâncias.

 

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

Na lição de hoje veremos a oposição entre um aspecto do fruto do Espírito e uma das obras da carne: alegria x inveja.

A alegria do crente existe apesar das circunstâncias.

Paulo, mesmo aprisionado e acorrentado, estava cheio de alegria porque, independente do que lhe acontecesse, Jesus estava com ele.

Já a inveja e o desejo de querer possuir o que o outro tem, pode levar a outros pecados como adultério e assassinato; e dificilmente a pessoa admitirá o seu pecado.

Acabe foi um exemplo.

Além de invejar e desejar a propriedade de outra pessoa, ele se recusou a admitir o seu pecado contra Deus pois estava cego pela inveja e pelo ódio.

O rei acabou cometendo um assassinato contra Nabote.

Que a alegria seja evidenciada em sua vida e a inveja não encontre oportunidade em seu coração.

 

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

 

Na lição de hoje, estudaremos a alegria, como fruto do Espírito, e a inveja, como obra da carne.

Veremos que a alegria que sentimos, e que é resultado do fruto do Espírito, não depende das circunstâncias.

Mesmo enfrentando dificuldades e tribulações, podemos ter alegria em nosso coração.

Estudaremos também a respeito da inveja, um sentimento terrível que faz parte da natureza adâmica.

Veremos que tal sentimento não agrada a Deus e prejudica o próximo.

 

PONTO CENTRAL

 

O crente tem a alegria do Espírito apesar das circunstâncias.

  1. FÉ PARA SUBIR O MONTE DO SACRIFÍCIO
  2. A alegria do Senhor.

A alegria, como fruto do Espírito, não está relacionada às circunstâncias e não depende dos bens materiais.

No texto de João 16.20-24, Jesus afirma que daria uma alegria permanente para os seus servos de maneira que nada, nesse mundo, conseguiria tirá-la, nem mesmo a morte.

A alegria do Espírito é um estado de graça e de bem-estar espiritual que resulta da comunhão com Deus.

Quem tem a alegria do Espírito não tem espaço para o desânimo, a melancolia e a inveja.

Deus deseja que todos os seus servos sejam cheios de alegria, “pois a alegria do Senhor é a nossa força” (Ne 8.10).

Zacarias profetizou acerca da entrada triunfal de Jesus, em Jerusalém, dizendo que tal ato traria alegria (Zc 9.9).

Paulo incitava os crentes a serem alegres em todo o tempo (Fp 4.4).

O salmista incentiva o povo a servir a Deus com alegria (Sl 100.2).

A maior alegria do crente está no fato de que seu nome já foi escrito no Livro da Vida e que Jesus em breve voltará.

 

  1. A fonte da nossa alegria.

Deus é a fonte da nossa alegria e de todas as dádivas que recebemos (Tg 1.17).

O melhor presente que o Senhor já nos concedeu foi à vinda de Jesus a este mundo e o seu sacrifício, na cruz, para perdão dos nossos pecados (Jo 3.16).

Talvez você esteja enfrentando uma situação difícil e, por isso, está com o seu coração triste e pesaroso.

Mas creia que o Deus que não poupou o seu próprio Filho dará a você todas as coisas que necessita para sua completa alegria no Espírito Santo (Rm 8.32).

Os irmãos do primeiro século, mesmo sofrendo, alegravam-se em Deus, e essa alegria deu-lhes forças para enfrentar toda a sorte de perseguição.

Paulo e Silas, depois de serem açoitados e presos, cantavam hinos de louvor a Deus, mostrando que não estavam tristes ou amargurados pelo sofrimento (At 16.24,25).

 

  1. A bênção da alegria.

Diante dos embates e conflitos da vida, o crente em Jesus Cristo não perde a paz nem a alegria, pois o seu regozijo vem da comunhão com o Pai.

Essa comunhão é estabelecida mediante a oração, a leitura da Palavra e o jejum.

O crente vive por fé e não por circunstâncias.

O profeta Habacuque declarou que ainda que não houvesse provisão, ele se alegraria no Senhor e o exaltaria (Hb 3.17,18).

Pertencer ao Senhor e receber da sua alegria é um grande privilégio que nos leva a exaltar e adorar ao Senhor em todo o tempo.

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

A alegria resulta de ter o Espírito Santo.

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

“O fruto do Espírito é a obra espontânea do Espírito Santo em nós.

O Espírito produz esses traços de caráter que são encontrados em Cristo, e que são o resultado do controle de Cristo — não podemos obtê-los tentando consegui-los sem a Sua ajuda.

Se quisermos que o fruto do Espírito cresça em nós, devemos unir a nossa vida à dEle (veja Jo 15.4,5).

Devemos conhecê-lO, amá-lO, lembrá-lO e imitá-lO.

Como resultado, cumpriremos o propósito da lei — amar a Deus e aos homens. Quais dessas qualidades você quer que o Espírito produza em você?”

(Manual da Bíblia de Aplicação Pessoal. RJ: CPAD, 2013, p.41,42).

 

  1. INVEJA, O DESGOSTO PELA FELICIDADE ALHEIA
  2. Definição.

Segundo o Dicionário Bíblico Wycliffe “a palavra grega phthonos, que designa inveja” é utilizada em todo o Novo Testamento.

A inveja é uma dor intensa (interior), diante do sucesso do próximo.

Dor diante daquilo que é bom para o outro, por isso, Provérbios 14.30 diz que “a inveja é a podridão dos ossos”.

O invejoso se amargura e adoece emocionalmente pelo fato de ele não ter o que a outra pessoa tem.

A inveja faz com que as pessoas se utilizem de atitudes mesquinhas e malévolas para prejudicar o outro.

Definitivamente, a inveja é um sentimento negativo que pertence à natureza adâmica.

Esse sentimento perverso tem a sua origem em Satanás, pois ele tentou ser semelhante a Deus (Is 14.12-20).

 

  1. Inveja, fruto da velha natureza.

Aprendemos em Gálatas 5.21 que a inveja é obra da carne.

Uma pessoa dominada pela carne não mede esforços para degradar as qualidades boas existentes em outras pessoas.

Infelizmente, muitos crentes ainda se deixam dominar por esse sentimento e acabam prejudicando a Igreja do Senhor e impedindo até que algumas pessoas se convertam.

Que o Senhor livre os nossos corações dessa motivação perversa.

 

  1. Os efeitos da inveja.

A inveja jamais trará bons resultados, pois é nociva e destruidora.

Esse sentimento leva as pessoas a cometerem toda a sorte de maldade.

Tomemos como exemplo os irmãos de José.

Foi por inveja que eles o venderam como escravo aos mercadores (Gn 37.28).

Alguns dos conflitos existentes entre Raquel e Lia também surgiram por causa da inveja de Raquel (Gn 30.1).

A inveja que Saul passou a alimentar em relação a Davi levou-o a adoecer mental e espiritualmente (1Sm 18.7,8).

Fez também com que ele perseguisse e desejasse matar a Davi (1Sm 18.10,11).

Quantos não estão sendo também perseguidos e até “mortos” pela inveja. Ela separa os irmãos, destrói as famílias e igrejas.

Em o Novo Testamento, vemos que o Filho de Deus foi preso e levado a Pilatos por inveja dos sacerdotes (Mt 27.18).

Paulo alertou a Timóteo e a Tito a respeito desse sentimento nefasto (1Tm 6.4; Tt 3.3).

A inveja é obra da carne e somente encontra guarida nos corações daqueles que ainda são dominados pela velha natureza e não pelo Espírito Santo.

 

 

 

REFLEXÃO – FACEBOOK CAUSA INVEJA E INFELICIDADE:

 

Ver atualizações de amigos no Facebook causa inveja e infelicidade, conclui estudo. Fotografias de férias são a maior causa de ressentimento

 

LONDRES — Testemunhar as férias, a vida amorosa e o sucesso profissional dos amigos no Facebook pode provocar inveja e causar sentimentos de infelicidade e solidão, segundo pesquisadores alemães.

Um estudo realizado em conjunto por duas universidades alemãs encontrou uma inveja desenfreada no Facebook, a maior rede social do mundo, que agora tem mais de 1 bilhão de usuários e produziu uma plataforma inédita para comparações sociais.

Os pesquisadores descobriram que uma em cada três pessoas sentiu-se pior e mais insatisfeita com a própria vida depois de visitar o site, enquanto pessoas que passearam por lá sem contribuir foram as mais afetadas.

— Ficamos surpresos ao ver quantas pessoas têm uma experiência negativa do Facebook, com a inveja fazendo-as se sentirem sozinhas, frustradas ou com raiva — disse a pesquisadora Hanna Krasnova, do Instituto de Sistemas da Informação na Universidade Humboldt de Berlim.

— A partir de nossas observações, algumas dessas pessoas vão então sair do Facebook ou pelo menos reduzir o uso que fazem do site — disse Krasnova, aumentando a especulação de que o Facebook poderia chegar a um ponto de saturação em alguns mercados.

Pesquisadores da Universidade Humboldt e da Universidade Técnica de Darmastadt descobriram que fotografias de férias eram a maior causa de ressentimento, com mais de metade dos incidentes de inveja provocados por imagens de viagens no Facebook.

A interação social foi a segunda causa mais comum de inveja, com os usuários podendo comparar quantas felicitações de aniversário receberam em relação a amigos no Facebook e quantos “curtir” ou comentários foram feitos em fotos ou posts.

— O acompanhamento passivo provoca emoções amargas, com os usuários invejando principalmente a felicidade dos outros, o modo como os outros passam as férias e como socializam — disseram os pesquisadores no estudo “Inveja no Facebook: Uma Ameaça Oculta à Satisfação da Vida dos Usuários?”, divulgado na terça-feira (22.01.2013).

— A presença disseminada e onipresente da inveja em Sites de Redes Sociais é mostrada para minar a satisfação de vida dos usuários — afirmaram.

Pessoas na casa dos 30, as que mais invejam a felicidade familiar.

Eles descobriram que pessoas com trinta e poucos anos eram mais propensas a invejar a felicidade familiar, enquanto as mulheres eram mais propensas a invejar a atratividade física. Esses sentimentos de inveja fizeram alguns usuários se gabarem mais sobre suas conquistas no site administrado pela Facebook para aparecerem sob uma luz melhor.

Os homens postavam mais conteúdo autopromocional no Facebook para fazer com que as pessoas soubessem sobre suas realizações, enquanto as mulheres destacavam sua boa aparência e vida social.

Os pesquisadores basearam suas descobertas em dois estudos envolvendo 600 pessoas, e os resultados devem ser apresentados em uma conferência sobre sistemas de informação na Alemanha, em fevereiro de 2012.

 

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O primeiro estudo analisou a escala, o âmbito e a natureza de incidentes de inveja provocados pelo Facebook, e o segundo em como a inveja estava relacionada ao uso passivo do Facebook e à satisfação com a vida.

Os pesquisadores disseram que os entrevistados em ambos os estudos eram alemães, mas esperavam que os resultados fossem os mesmos internacionalmente, já que a inveja é um sentimento universal e possivelmente impacta o uso do Facebook.

“Do ponto de vista de um provedor, nossas descobertas assinalam que os usuários frequentemente veem o Facebook como um ambiente estressante, que pode, no longo prazo, por em perigo a sustentabilidade da plataforma”, concluíram os pesquisadores.

 

http://oglobo.globo.com/sociedade/tecnologia/ver-atualizacoes-de-amigos-no-facebook-causa-inveja-infelicidade-conclui-estudo-7368699#ixzz4VrGltvyH

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

A inveja pode facilmente levar a outros pecados e demonstra falta de confiança em Deus.

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO

 

“Cobiçar é desejar a propriedade de outras pessoas.

Não devemos fixar nossos desejos em nada que pertença a outra pessoa.

Não apenas esses desejos nos fariam infelizes, como também pode nos levar a cometer outros pecados, como adultério e roubo. Invejar os outros é um exercício inútil, porque Deus pode propiciar tudo o que realmente necessitamos, mesmo se não nos der sempre tudo o que queremos.

Para deixar de cobiçar, precisamos praticar o contentamento com o que temos.

O apóstolo Paulo enfatiza a importância do contentamento em Filipenses 4.11.

É uma questão de perspectiva.

Em vez de pensar no que não temos, devemos agradecer a Deus pelo que Ele nos deu, e nos esforçar para ficar satisfeitos.

Afinal, o nosso bem mais importante é gratuito e está disponível a todos — a vida eterna, que só é dada por Cristo”

(Manual da Bíblia de Aplicação Pessoal. RJ: CPAD, 2013, p.462).

 

CONHEÇA MAIS

 

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“Gozo”

A palavra grega chara, que traduzimos por ‘gozo’ ou alegria, inclui a ideia de um deleite ativo.

Paulo fala em regozijar-se na verdade (1Co 13.6).

O termo também está estreitamente ligado à esperança.

Paulo fala em regozijar-se na esperança (Rm 12.12).

É a expectativa positiva de que Deus está operando na vida dos nossos irmãos na fé, uma celebração da nossa futura vitória total em Cristo.

A alegria é o âmago da adoração.

Os deveres pesados são transformados em deleite, o ministério é elevado a um plano mais alto e a operação dos dons torna-se cintilante com essa alegria.

(Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal, CPAD, p.489).

 

III. A ALEGRIA DO ESPÍRITO É PARA SER VIVIDA

  1. A alegria no viver.

Não tenha medo de sorrir e de desfrutar da felicidade que Cristo nos oferece.

Não se esqueça de que Jesus veio ao mundo para nos dar vida abundante, mesmo enfrentando tribulações (Jo 10.10).

O Senhor Jesus disse que, no mundo, teríamos aflições, mas Ele nos exortou a ter bom ânimo (Jo 16.33).

Jesus deseja que tenhamos vitória sobre as aflições e tristezas.

 

  1. Alegria no servir.

Servir a Deus e ao próximo é um privilégio, por isso, o fazemos com alegria (Sl 100.2).

Muitos querem ser servidos, mas precisamos seguir o exemplo do Mestre.

Ele declarou que não veio ao mundo para ser servido, mas para servir (Mc 10.45).

Jesus serviu aos seus discípulos, aos pobres e necessitados.

Sua alegria e desprendimento para o serviço era resultado da sua comunhão com o Pai.

O Todo-Poderoso também se alegrou com as obras do Filho (Mt 3.16,17).

 

  1. Alegria no contribuir.

Você tem entregue seus dízimos e ofertas com alegria?

Contribuir para a expansão do Reino de Deus é uma alegria e um privilégio.

Paulo ensinou aos coríntios a contribuírem não com tristeza ou por obrigação, mas com alegria, pois Deus ama ao que oferta com contentamento (2Co 9.7).

O que agrada ao Pai não é o valor da nossa contribuição, mas a disposição do nosso coração (Lc 21.1-4).

Nossas ofertas e dízimos são uma forma de louvor e gratidão a Deus por tudo que Ele fez, tem feito e fará em nosso favor.

Não entregue suas ofertas para ser visto pelos homens ou para barganhar com Deus, buscando ser abençoado de alguma forma.

Entregue a Deus o seu melhor com alegria, pois você já foi e é abençoado por Deus.

O Senhor merece o nosso melhor.

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

Viver a alegria do Espírito em sua plenitude é uma dádiva da vida do crente.

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

“O contentamento é um dom de Deus

Você está satisfeito, a despeito das circunstâncias que enfrente?

Paulo sabia como ficar contente, quer tivesse abundância ou estivesse em necessidade.

O segredo era buscar a força e a resistência no poder de Deus.

Você tem grandes necessidades ou está descontente porque não tem o que deseja?

Aprenda a confiar nas promessas de Deus e no poder de Cristo para ajudar você a ficar satisfeito e contente.

Se você sempre quer mais, peça que Deus remova esse desejo e lhe ensine o contentamento em cada circunstância.

Ele suprirá todas as suas necessidades, mas de uma maneira que Ele sabe que é melhor para você. […] Paulo estava contente e satisfeito, porque podia ver a vida do ponto de vista de Deus.

Ele se concentrava no que deveria fazer e não no que achava que deveria ter.

Paulo tinhas as prioridades corretas e era grato por tudo o que Deus lhe dera.

Ele havia se separado do que não era essencial, para que pudesse se concentrar no que é eterno”

(Manual da Bíblia de Aplicação Pessoal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2013, pp.163,164).

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Que a alegria, como fruto do Espírito, seja derramada em nossos corações, mesmo enfrentando lutas e tribulações e que jamais venhamos permitir que a inveja tenha lugar em nossos corações.

Que amemos a Deus e ao próximo, alegrando-nos com o seu sucesso.

 

 

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